terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Leandra Migotto Certeza dá seu depoimento na novela Viver a Vida

Jornalista (MTb 40546) da Caleidoscópio Comunicações, Repórter Voluntária da Rede SACI, Colunista da Inclusive e da Sentidos, Ativista em Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência da Conectas, e Voluntária da Associação Brasileira de Osteogenesis Imperfecta - www.aboi.org.br/.

BLOGs:
Pessoal: leandramigottocerteza.blogspot.com/
Institucional: fantasiascaleidoscopicas.blogspot.com/

Por sofrer de uma doença conhecida como “ossos de vidro”, sofreu preconceito e teve de lutar muito pela felicidade.




Fontes: Rede Saci e G1

DEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com

Hospital Público oferecerá atendimento adaptado para mulheres com deficiência


O Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo, passará a oferecer, no próximo mês, atendimento especializado para mulheres com deficiência.A entidade terá camas especiais para exames ginecológicos, um mamógrafo que permite que a mulher se submeta ao exame sem sair da cadeira de rodas e aparelhos que transferem a paciente para o leito.Haverá também um carro elétrico que ajudará as pacientes a subirem as rampas do hospital.
"Há um desamparo muito grande no atendimento médico de mulheres com deficiência física. Muitos hospitais, por melhores que sejam e até mesmo os particulares, não oferecem estrutura. A cadeirante não tem a opção, por exemplo, de usar um aparelho de raio-X móvel, para poder se submeter ao exame sentada", exemplifica Marcos Belizário, secretário da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

Gastos

Metade dos gastos com a iniciativa, inédita no Brasil, foram subsidiados pela secretaria. O restante foi obtido por meio de convênio firmado com o Ministério Público Federal para a conversão de multas de empresas que apresentam problemas nas cotas de emprego para deficientes em aparelhos adaptados para o hospital. O investimento até agora foi de R$ 500 mil.
Ainda não há uma estimativa de demanda pelos novos serviços do hospital. "A ideia é fazer dali um centro de excelência, com equipamentos que possam atender à maioria das deficiências. Não temos preocupação com a demanda, apesar de estimarmos que a procura será grande. Se for lá uma única pessoa precisando de atendimento, ou uma centena, haverá a estrutura", afirma o secretário.
A secretaria planeja criar ainda um manual de procedimentos, que aborda aspectos comportamentais e morfológicos das deficiências, para o treinamento de profissionais de saúde do hospital e maternidade.
Até o final de 2010, outros quatro hospitais das outras regiões da cidade (sul, leste, oeste e centro) também receberão equipamentos adaptados para atendimento a deficiências. As entidades ainda não foram escolhidas.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Basquete Illinois

Recebi esse vídeo da Silvinha , diretamente dos EUA, obrigada querida!!!



Silvia Dutra
(www.causosdavidalheia.zip.net) e Portal Imprensa.

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OFICINA DE TEATRO PARA DEFICIENTES VISUAIS


Recebi da minha amiga Patricia Carmelo e repasso para vocês:

Cia. Livre Acesso traz:
OFICINA DE TEATRO PARA DEFICIENTES VISUAIS

A Cia. Livre Acesso é um grupo inclusivo de Teatro e Dança, onde visa à inclusão de jovens e adultos portadores deficiência ou não, no qual os mesmos participam igualmente das atividades propostas com responsabilidades iguais, como atores e/ou bailarinos.
A proposta da Cia. é promover a integração dos jovens e adultos com qualquer tipo de deficiência ao mercado de trabalho (forma alternativa de renda) e à vida comunitária.
Objetivamos promover a cultura e desenvolver as potencialidades artísticas dos participantes, através do aprimoramento de suas capacidades de expressão, relacionamento, espontaneidade, imaginação e percepção.
Trabalhando com deficientes visuais, os primeiros obstáculos a serem ultrapassados são os decorrentes de sua insegurança para se localizar no espaço e a dificuldade ao se expressar corporalmente, aliada a isso a sua dificuldade na formação da auto-imagem. Em alguns vemos a quase total inexistência de expressão facial e de uma gesticulação harmoniosa Devolvendo as diversas atividades da Oficina de Teatro, os deficientes visuais aumentam sua capacidade de “ver” o mundo e a si mesmos; descobrem e ampliam as possibilidades de movimento; adquirem e se conscientizam de sua autonomia corporal, o que resulta no desenvolvimento de sua capacidade de comunicação e de resolução de problemas sociais por eles encontrados.

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Início: Março de 2010
Horários:
Terças, das 17h às 18h30
Mensalidade: R$ 60
Mais Informações: ELA - Escola Livre de Artes
Tel.: +55.021.2222.2916
cursos@circovoador.com.br
Circo Voador
Rua dos Arcos, S/N - Lapa
Rio de Janeiro - RJ
CEP:20230-060

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Estado inaugura Biblioteca de São Paulo com itens de acessibilidade


Novo empreendimento cultural aposta em tecnologia, recursos multimídia e ambientes exclusivos

A partir do dia 9 de fevereiro, a cidade de São Paulo contará com um novo e diferenciado espaço cultural: a Bibliotecde São Paulo. O governador José Serra inaugurou nesta segunda, 8, em uma área de 4.257 m² no Parque da Juventude, zona norte da capital, a Biblioteca que oferece aos paulistas um espaço dinâmico e integrado à comunidade.
O local conta com amplo horário de funcionamento, fácil acesso pelo Metrô Carandiru, CDs, DVDs, jogos e 30 mil livros no acervo. Além disso, a Biblioteca de São Paulo será um centro de formação permanente para atualização e qualificação de profissionais da área. "Inauguramos hoje uma grande biblioteca. Grande pelo volume de livros, pela acessibilidade e pelas inovações que contém", disse Serra. "Em matéria de acessibilidade para pessoas que com deficiência física, visual, motora ou auditiva, é uma biblioteca super avançada; talvez poucas bibliotecas no mundo tenham este nível de acessibilidade", ressaltou o governador.
Inspirada nos serviços e programas da Biblioteca Pública de Santiago, no Chile, a Biblioteca de São Paulo possui cinco áreas de atividades, divididas por faixas etárias. No local, os últimos lançamentos do mercado editorial dividem espaço com periódicos, computadores com acesso à internet e recursos multimídia.
No novo espaço, os usuários têm à disposição um auditório, área para exposições temporárias e permanentes, atividades de incentivo à leitura e um café. Pessoas com deficiência têm acesso integral a todos os ambientes.
O horário de funcionamento também é um diferencial: de terça a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 19h. "É fundamental garantir o acesso da população e, pensando nisso, a Biblioteca precisa estar de portas abertas de manhã até a noite. Queremos que a Biblioteca integre o cotidiano da cidade", explica a assessora de gabinete da Secretaria e idealizadora do novo espaço, Adriana Cybele Ferrari.
"Os livros estão ao lado de CDs, DVDs, jornais e revistas. É um espaço dinâmico, onde os livros não ficarão esquecidos nas estantes", afirma o Secretário da Cultura, João Sayad. "Queremos que fique parecida com as grandes livrarias, que hoje recebem muito mais leitores do que as bibliotecas".

Acessibilidade

Além de elevador para cadeirantes, a Biblioteca de São Paulo contará com seis mesas de leitura adaptáveis (duas no térreo e quatro no primeiro pavimento). Para pessoas com deficiência visual ou com baixa visão há leitores autônomos que reconhecem e leem o texto em poucos segundos, uma impressora que transforma obras literárias para o braile, ampliadores de letras e 10 computadores com softwares especiais de leitura e teclados ampliados com mouses especiais. No acervo também estão audiolivros e algumas edições já em braile, como Contos de Fadas dos irmãos Grimm.

No caso das pessoas com deficiência auditiva, funcionários capacitados para comunicar-se em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) também facilitarão o atendimento aos usuários.

Tecnologia

Cerca de 100 computadores, equipados com fones de ouvido e telas widescreen, acesso à internet e recursos multimídia estão disponíveis para uso do público nas áreas para crianças de 4 a 11 anos, jovens de 12 a 17, e adultos. Para os usuários cadastrados na Biblioteca que queiram utilizar notebooks, uma rede wireless dá acesso aos sistemas e à internet.

Também estarão disponíveis sete Kindles, pequeno aparelho desenvolvido nos Estados Unidos para a leitura de livros, jornais e outras mídias digitais.

Por dentro da Biblioteca de São Paulo

Térreo
Recepção
No hall de entrada, está instalada a recepção da Biblioteca de São Paulo, onde o usuário pode se informar sobre o empréstimo dos materiais e identificar os serviços oferecidos. Estarão também disponíveis um guarda-volumes e o terminal de "auto-atendimento", no qual os usuários podem retirar e devolver os livros sem precisar de intermediários. Para utilizá-lo, os frequentadores devem fazer um cadastro prévio e os livros, que terão uma etiqueta inteligente, serão liberados para empréstimo. Trata-se de um sistema inovador e que existe em poucos empreendimentos na América Latina.

Para crianças e jovens

No pavimento térreo encontram-se duas áreas infantis destinadas às crianças de até três anos e outra para as de 4 a 11 anos. Nelas, há poltronas, pufes coloridos e mesas de leitura, onde pais ou responsáveis podem acompanhar as brincadeiras que envolvem a leitura.
No acervo, livros de plástico, brinquedos educativos, fantoches, dinossauros de borracha, bonecos de pano, livros como Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque, O Menino Maluquinho, de Ziraldo, e Onde Vivem os Monstros, de Maurice Sendak. Haverá também dois alfabetos em braile feitos de madeira.
Junto a estas salas infantis, há o espaço infanto-juvenil, dedicado aos jovens de 12 a 17 anos. Nele, além de 30 computadores com acesso à internet, mesas, poltronas e pufes ocupam local próprio para leituras individuais e/ou em grupo de coleções como a da série Crepúsculo, de Stephenie Meyer, Harry Potter, de J. K. Rowling, e clássicos, em novas edições, como Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.
Em todas as áreas, haverá postos de atendimento com funcionários treinados para ajudar na escolha dos livros e orientar os usuários.

Auditório e sala de treinamento

O auditório, com capacidade para 106 pessoas, será utilizado para a realização de cursos regulares para capacitação dos profissionais das 941 bibliotecas públicas municipais integrantes do Sistema Estadual de Bibliotecas. Além disso, sediará workshops, encontros dinâmicos e estudos de comunidades, palestras e projeções de filmes.
O local tem recursos para apresentações com conteúdo multimídia, som e tecnologia wireless para microfones e dados. Haverá ainda três telões externos para a projeção dos eventos.

Café e Área Externa

Na área externa, 12 mesas e 48 assentos ficarão dispostos próximos ao café, para um momento de leitura ao ar livre ou para assistir a alguma apresentação artística.

Primeiro Pavimento
Área para adultos
No primeiro pavimento da Biblioteca de São Paulo está a área destinada aos adultos, onde além das coleções de livros de autores consagrados como Clarice Lispector, Ferreira Gullar, João Ubaldo Ribeiro e dos contemporâneos, Milton Hatoum, Bernardo Carvalho e Marcelino Freire, estarão 40 computadores com acesso à internet, mesas de leitura e assentos. Clássicos estrangeiros também não foram esquecidos como Os Miseráveis, de Victor Hugo; Desonra, de J.M. Coetzee, entre outros. Nesta área há um espaço com material acessível apenas para maiores de 18 anos, no qual podem ser encontradas as revistas "Playboy" e "Trip", por exemplo, além de clássicos da literatura como Lolita, de Vladimir Nabokov, 120 Dias de Sodoma, do Marquês de Sade, e O Amante de Lady Chatterley, de D.H. Lawrence.

Acervo e empréstimo

O acervo da Biblioteca de São Paulo será composto, inicialmente, de 30 mil títulos, quatro mil CDS e DVDs, mil áudiolivros, mil álbuns de histórias em quadrinhos, 50 títulos de gibis, 100 jogos eletrônicos, cerca de 20 jornais nacionais e internacionais e mais de 15 títulos de revistas variadas. Apesar do foco na literatura brasileira, internacional e latino-americana, nas prateleiras estarão também títulos sobre Filosofia, Religião, História, Geografia, Artes, Administração, Culinária, Turismo e Esportes, Autoajuda, entre outros, que podem ser emprestados aos usuários cadastrados por um período de até 15 dias. As pessoas com deficiência retiram até 10 livros e podem permanecer com eles durante 30 dias.
Um dos diferenciais do novo espaço cultural é a rapidez com que os últimos lançamentos editoriais e os livros mais comentados pela população e imprensa chegarão às estantes. "O compromisso de manter o acervo da Biblioteca tão atualizado quanto o das livrarias, democratiza o acesso à informação daqueles que não podem adquirir seus livros. O incentivo à leitura se faz também com os títulos que estão em pauta, que são comentados pelas pessoas e pela mídia", afirma Adriana Cybele Ferrari.

Sistema Estadual de Bibliotecas

A Biblioteca de São Paulo passa, a partir de sua inauguração, a ser a sede do Sistema Estadual de Bibliotecas, criado em 1984, pelo Decreto n° 22.766. Incentivar a integração das 941 bibliotecas públicas do Estado de São Paulo, propiciar a expansão de atividades culturais, facilitar o acesso às informações e fomentar condições de atendimento adequado aos leitores são os objetivos do Sistema, que também irá desenvolver programas de assistência técnica às bibliotecas de todo o Estado.

Investimento e Gestão
Para a criação da Biblioteca de São Paulo foram investidos R$ 12,5 milhões (sendo R$ 10 milhões do Governo de São Paulo e R$ 2,5 do Ministério da Cultura, por meio do Programa Mais Cultura).
A direção do novo espaço será da bibliotecária Magda Montenegro, que comandará 50 funcionários, dentre os quais uma assistente social e uma psicopedagoga, para oferecer atendimento completo a todos os públicos.
Após a inauguração, a Biblioteca será administrada pela Poiesis, Organização Social de Cultura, em convênio com a Secretaria de Estado da Cultura, nos mesmos moldes que gere a Casa das Rosas e o Museu da Língua Portuguesa. Serão disponibilizados pelo Governo do Estado, anualmente à OS, R$ 4 milhões para gestão e R$ 1 milhão para acervo.

Serviço
Biblioteca de São Paulo
Parque da Juventude
Endereço: Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 - Santana (zona norte da capital - Acesso pelo Metrô Carandiru)
Horário: Terça a sexta, das 9h às 21h. Sábados, domingos e feriados, das 9h às 19h.

Entrada gratuita

Foto: Secretária Linamara visita as instalações da Biblioteca de São Paulo
Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Projeto Praia Para Todos leva deficientes às praias cariocas

ONG Espaço Novo Ser realiza, todo domingo, de 9h às 14h, no posto 3 da Barra da Tijuca (RJ), o projeto Praia Para Todos, que torna as praias cariocas mais acessíveis. Uma pesquisa realizada pela instituição no final de 2009 comprovou as condições deploráveis de acesso de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida a estes locais. Os problemas constatados são diversos, desde a falta de rampas a dificuldade de transição de uma cadeira de rodas pela extensão das faixas de areia. Até maio de 2010, no entanto, elas poderão visitar as praias com mais liberdade.
O Praia Para Todos tem caráter itinerante para que possa estar em diferentes cenários litorâneos e comunidades cariocas. Além da Barra da Tijuca, as praias de Copacabana, Ipanema e Piscinão de Ramos também serão contempladas, nesta ordem.
A iniciativa propõe aumentar a integração da pessoa com deficiência com a natureza e o esporte, promover mais sociabilidade e, ainda, despertar a atenção da opinião pública. O Projeto oferece o banho de mar orientado, atividades de recreação e iniciação ao desporto adaptado. Entre eles estão o surf adaptado, oferecido pelo renomado Rico de Souza, o voleibol sentado de praia, futebol de anões e o frescobol e a peteca adaptados. Também serão realizadas atividades para crianças, como jogos recreativos e piscina infantil. Todas as atividades serão ministradas e realizadas sob a orientação de profissionais especializados e de voluntários da instituição.
O projeto ainda realizará o Desafio de Vôlei Sentado de Praia, no dia 21 de fevereiro, às 9h, no posto 3 da praia da Barra da Tijuca. De um lado da quadra, as campeãs brasileiras de vôlei de praia Talita e Maria Elisa e as medalhistas olímpicas Fabí Alvim e Shelda. Do outro lado, Mauro Vilarinho, Diego Rebouças, Ricardo Holanda e Carlos Augusto Barbosa, jogadores do vôlei para-olímpico (indoor). A idéia é que as atletas joguem nas mesmas condições dos deficientes físicos, ou seja, sentadas. O evento pretende aumentar a visibilidade do esporte, que briga por um espaço já nas Para-olimpíadas de 2016, no Rio, e promete ser uma competição animada e divertida.

"É muito legal ver que através de uma brincadeira poderemos passar uma mensagem tão bacana. E, principalmente através do esporte, poderemos falar de um tema tão sério que é dar a todos os cidadãos os direitos que eles merecem", comenta a líbero da seleção Fabí Alvim

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 10% da população mundial apresenta algum tipo de deficiência. No Brasil, são cerca de 24,6 milhões de pessoas. A ONG Espaço Novo Ser ofecere uma infra-estrutura básica aos usuários do Projeto, que inclui esteira para passagem de cadeiras de rodas, sinalização sonora, piso tátil para deficientes visuais, cadeiras anfíbias e de banho - de fácil deslocamento pela areia e que ainda flutua na água -, vagas de estacionamento reservadas, rampas de acesso à areia e tendas.
"A praia é um dos lugares mais aprazíveis e é o que tem as piores condições de acessibilidade. Com os avanços das tecnologias 'assistivas', como a cadeira anfíbia, conseguimos implantar o Praia Para Todos, que atende a uma necessidade nossa."

www.praiaparatodos.com.br
Fonte: Usina da Comunicação

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Pós-pólio atinge quem sobreviveu à doença

Forçados a uma vida de tensão para superar a debilitação da poliomielite, músculos e nervos exauridos simplesmente se desgastam cedo demais

O vírus da poliomielite e seu reinado de terror na psique americana é uma história esmaecida agora. Após a introdução de uma vacina em meados dos anos 1950, milhões de pessoas suspiraram aliviadas, viraram a página e seguiram em frente. Muitas vítimas da pólio, atingidas em geral na infância, tentaram deixar a história para trás e esquecer também.
"Eu trabalhava com pessoas que nem sequer notavam meu manquejar", disse Ronald S. Hanson, de 78 anos, um banqueiro aposentado que teve pólio aos 6 anos. Ele ficou com a perna direita atrofiada, mas, segundo ele, a deficiência o deixou determinado a viver uma vida normal. "Eu não queria que eles notassem.
"Assim, quando Becky Lloyd, pesquisadora do American West Center, da Universidade de Utah, iniciou um projeto de história oral sobre a pólio, no segundo semestre de 2009, imaginou que teceria uma tapeçaria de memórias. Detalhes sobre quarentenas, unidades de reabilitação e alas hospitalares, com as fileiras de máquinas de respiração artificial que se tornaram os símbolos mais arrepiantes do ataque da doença, que atingiu o auge nos EUA em 1952.
Mas Becky logo descobriu que o passado da pólio não estava morto. Ele nem mesmo era passado. Em todas as primeiras entrevistas, as pessoas falaram sobre um legado secundário da doença, chamado síndrome pós-pólio, que voltara a atingi-los nos anos 60 e 70. Sobreviventes que haviam suportado tensores e operações décadas atrás queriam falar sobre o presente e o novo campo de batalha que enfrentavam. "Após 30, 40 ou 50 anos, foi como contrair a doença de novo", disse Becky.
A síndrome pós-pólio, reconhecida inicialmente pela ciência nos anos 80, não é tecnicamente uma doença - nenhuma bactéria ou vírus a causa, por exemplo, como ocorre com a pólio. É mais como um carro que se quebra após muitos anos de desgaste das engrenagens. Os músculos e nervos exauridos, que são forçados a uma vida de tensão para superar e compensar os efeitos debilitantes da pólio, simplesmente se desgastam cedo demais, dizem os médicos.
E, agora, a idade avançada da geração da pólio - estimadas 750 mil pessoas nos Estados Unidos - está se somando ao alcance da pós-pólio. Cerca de dois terços do sobreviventes da pólio têm mais de 64 anos, segundo Lawrence C. Becker, autor de um estudo do Post-Polio Health International, organização de defesa dos interesses dessa população. Estima-se que até 60% experimentem um abalo secundário de pós-pólio ao entrar em uma velhice para a qual poucos estavam preparados.

PÓLIOS

Alguns "pólios", como os sobreviventes se autodenominam, dizem que a pós-pólio redirecionou suas mentes para como o vírus moldou suas vidas - e aguçou suas memórias amargas. "Durante anos eu não me permitia pensar na pólio", disse Virginia Lewis Hall, professora aposentada que cresceu em uma pequena cidade ao sul de Salt Lake City e contraiu a doença aos 3 anos de idade, em 1940. "Eu sempre dizia: "eu simplesmente vou me esquecer disso"."
Virginia, de 63 anos, disse que os efeitos da pós-pólio, particularmente a deterioração dos músculos respiratórios que a obrigou a se aposentar antes do tempo e exige que ela faça inalações de oxigênio na maior parte do tempo, aprofundaram sua compreensão do mantra que seus pais lhe ensinaram durante o crescimento: que ela poderia escolher o caminho que quisesse na vida, mas que sua jornada seria diferente por causa da doença.
Em uma entrevista em sua casa, Virginia mostrou uma foto, tirada quando tinha 5 anos e estava se recuperando de uma cirurgia óssea, envolvida em uma forma de gesso branco do pescoço aos pés, as pernas enrijecidas e deslocadas por uma haste entre seus tornozelos. Na foto, seu irmão mais velho, John (também em um molde de gesso peitoral após uma operação de pólio), a segura em pé, por trás. Largos sorrisos iluminam seus rostos.
"Meu pai construiu uma armação para eu ficar em pé - ele me segurava, e eu podia desenhar e pintar", contou Virginia, descrevendo seus nove meses no gesso. Um amor pela arte se formou enquanto ela estava imobilizada, mas livre para deixar a imaginação voar. Hoje, aquarelas de paisagens pintadas durante a aposentadoria forram as paredes de casa. John morreu aos 52 anos, vítima de complicações respiratórias.

ENCOLHIMENTO

Parte do problema dos idosos sobreviventes de pólio é que, como os veteranos da Segunda Guerra ou os sobreviventes do Holocausto, seu número está encolhendo a cada ano. E, com isso, vai secando também o dinheiro para pesquisa da pós-pólio. Os médicos com experiência prática em pólio, como Jacquelin Perry - 91 anos e ainda praticando em um centro de reabilitação na Califórnia - estão desaparecendo em uma velocidade ainda maior.
Perry começou a trabalhar com pólio durante a Segunda Guerra, quando atuou como fisioterapeuta no Exército. Acompanhou alguns pacientes continuamente por 50 anos ou mais, criando gráficos de vida inteira de seu progresso e, em muitos casos, de seu declínio.
Sua conclusão sobre pólio e idade é que as pessoas que trabalharam mais para superar a deficiência, em muitos casos, foram mais atingidas pelo ataque da segunda onda, quando músculos e nervos sobrecarregados se renderam após décadas de tensão. Sua observação é respaldada por numerosos estudos. "É uso em excesso", disse Perry, em uma entrevista telefônica. "As pessoas que tentaram mais do que o normal e se esforçaram mais foram as mais atingidas pela pós-pólio." Alguns sobreviventes da pólio chamam isso de o problema "tipo A".
Superar a pólio, eles dizem, requer um trabalho imenso - se não uma obsessão - para adaptar músculos e nervos não danificados para suportarem a carga. Hanson, por exemplo, o banqueiro aposentado, contou que seu joelho esquerdo, não afetado pela pólio mas onerado por anos de carregar a maior parte do peso do corpo, arriou há cerca de 11 anos e teve de ser substituído. A perna direita afetada pela pólio, por sua vez, foi ficando cada vez mais debilitada.
"Nós seguimos uma vida inteira com as pessoas dizendo: se esforce, siga em frente", disse o professor Fernando Torres-Gil, sobrevivente de pólio e diretor do Center for Policy Research on Aging na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. "Mas isso agora é um empecilho para uma velhice feliz.
"Algumas pessoas que participaram do projeto de Utah dizem que repensar o caminho da pólio - e aceitar que a pós-pólio poderá moldar o resto de seus dias - lhes deu força. "Eu me sinto mais no controle", disse Fran Broadhead, de 78 anos, que contraiu pólio aos 6 anos, em Alberta, antes de mudar para Montana e depois para Utah.
Fran, cuja doença na infância foi relativamente branda - ela estava em pé e brincando com amigos um ano depois - acha que a fraqueza e a fadiga que começaram a afetá-la na última década eram, em grande parte, consequências da pólio. Essa não é uma questão que seus médicos podem ajudá-la a responder, já que a pós-pólio raramente é um diagnóstico formal. "Isso me facilita aceitar o que estou passado", disse ela, "e me ensina a me adaptar."

Fonte: O Estado de São Paulo

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Capacitação

Grupo Schincariol promove curso sobre inclusão de pessoas com deficiência em parceria com o Instituto Paradigma

O Instituto Paradigma acaba de realizar a segunda edição do curso promovido pela Schincariol para 21 profissionais de diversos níveis e unidades da empresa em todo o Brasil integrantes da área de Desenvolvimento Humano e Organizacional.
A formação foi dada na unidade da empresa em Recife e capacitou os profissionais para promover a inclusão de pessoas com deficiência nas atividades do Grupo. No retorno aos postos de origem, eles têm a missão de atuar como multiplicadores do conhecimento recebido, reforçando a cultura de receptividade, desenvolvimento e respeito às pessoas com deficiência entre os demais colaboradores. Somados, os profissionais treinados em Recife e Itu (SP) durante o mês de janeiro devem impactar diretamente mais de 100 outros colaboradores de suas equipes, já no primeiro momento.
A iniciativa faz parte do "Programa Schin Inclusão Eficiente". As informações sobre o tema seguirão sendo atualizadas e oferecidas a todos os colaboradores do Grupo Schinchariol por meio da comunicação interna e de ferramentas de e-learning, entre outras.

Sobre o Grupo Schincariol

O Grupo Schincariol é o maior parque de produção de bebidas do Brasil, com capital 100% nacional. Fundado em 1939, é a segunda maior cervejaria do País e está entre as 20 maiores no mundo. Possui um portfólio completo e diversificado de produtos que inclui refrigerantes, águas, bebidas mistas e sucos. Atualmente, possui 14 unidades industriais, com capacidade de produção em torno de 5 bilhões de litros por ano. Emprega cerca de 9.000 funcionários diretos e 65.000 indiretos. Suas marcas podem ser encontradas em mais de 600 mil pontos-de-venda, em todo o Brasil.

Sobre o Instituto Paradigma

O Instituto Paradigma é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), fundada em 2002, que tem a missão "Promover a inclusão social das pessoas com deficiência, auxiliando organizações públicas e privadas na construção e gestão de projetos sustentáveis para ampliar o exercício da cidadania".
É uma consultoria social, dedicada a desenvolver projetos para educação, trabalho e desenvolvimento comunitário viabilizando a inclusão social das pessoas com deficiência. Presta serviços de consultoria e assessoria especializadas para empresas, setor público e terceiro setor, gerenciados com metodologia própria e compromisso com a geração de mudanças sociais sustentáveis.É uma das 24 primeiras entidades do Estado de SP a receber o Selo Paulista da Diversidade, instituido pela Secretaria de Relações Institucionais do Governo do Estado. Mais informações: www.institutoparadigma.org.br"

Fonte: Ecco Press Comunicação

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Jangada leva cadeirantes para banho de mar em Maceió

Eu já divulguei por aqui, mas como hoje passou no Bom Dia Brasil, inclusive com um vídeo, achei interessante repassar!

A embarcação, agora, tem espaço para acomodar duas cadeiras de rodas, cercada por toda a segurança

José Batista, de 35 anos. Luiz Carlos, de 52. Ambos são cadeirantes. Faz tempo que eles sonhavam com algo que estava muito perto deles: as piscinas naturais de Maceió. Mas como chegar lá?
“Quando é que um dia eu vou poder chegar até a beira-mar, pegar uma jangada e conhecer as piscinas naturais?", questiona o gestor de marketing José Batista.
"Conhecer, realmente, isso que é uma atração turística da nossa cidade de Maceió", comenta o presidente da Associação de Deficientes Físicos de Alagoas Luiz Carlos Santos.
O caminho do sonho de José e Luiz começou a aparecer quando um arquiteto carioca teve uma idéia inusitada.
"Fui ao primeiro encontro internacional de pessoas com deficiência em Brasília. Aqueles quatro dias convivendo com 800, 900 pessoa com deficiência me trouxe uma grandeza interior e pessoal tão grande", lembra o arquiteto Jorge Luiz Silva.
Essa "grandeza" tomou forma de jangada. Tem 6,5 metros de comprimento, dois de largura e, finalmente, deu acesso a quem não pode frequentar a praia.
A solução foi encontrada ali mesmo. Bastou adaptar o transporte tradicional da Praia de Pajuçara. Uma embarcação, agora, com espaço para acomodar duas cadeiras de rodas, cercada por toda a segurança.
É um trajeto de dois quilômetros, inesquecível. Aquele desejo que parecia tão distante finalmente chegou à piscina natural da orla de Maceió.
"Justamente como eu sonhava. É ainda mais bonita", atesta o gestor de marketing José Batista.
"Hoje a gente pode dizer que Maceió, em termos de acessibilidade, pelo menos no turismo, é um lugar onde a gente possa desfrutar com a família", elogia o presidente da Associação de Deficientes Físicos de Alagoas Luiz Carlos Santos.
E na empolgação do passeio, José esqueceu algo importantíssimo: o calção de banho. Mas agora dá para voltar sempre que quiser.



Fonte: Bom Dia Brasil - 08/02

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Rewalk

Recebi por email da Silvinha, lá dos EUA, ela mesmo que editou e traduziu. Essa reportagem passou na TV americana no dia 04/02. Obrigada Silvinha pelo email.



Silvia Dutra
www.causosdavidalheia.zip.net

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Exposição com versão acessível para pessoas com deficiência

Em comemoração a Semana da Acessibilidade, de 18 a 28/2, a exposição “OMISTÉRIOOTEMPOEMPOESIAS”, do artista Cacau Brasil, inaugurada em 8 de outubro de 2009 na Passarela da Estação da Luz - uma extensão do Museu da Língua Portuguesa, apresenta, por meio da ONG Mais Diferença e da Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, sua versão acessível às pessoas com mobilidade reduzida.
Com entrada gratuita, a mostra tem a marca da democratização do acesso, podendo ser absorvida por todo tipo de público, por incorporar os princípios do Desenho Universal (conceito que define produtos e ambientes que possam ser usados por todos), garantindo o acesso físico e o de informação às pessoas com algum tipo de deficiência.
O espaço da exposição é um corredor fechado de 34m de extensão por 4m de largura e 2,40m de altura montado numa das passarelas da Estação da Luz. Em um ambiente com iluminação especial tudo leva à assimilação da pintura, das impressões poéticas e das experimentações de Cacau Brasil. O objetivo é apresentar ao visitante o lirismo do cotidiano, através de diversas manifestações artísticas: pintura, poesia, música, vídeo-arte e performances cênico-musicais.
As pessoas com deficiência poderão ter acesso à exposição sem restrições ou barreiras, garantindo a equiparação de oportunidades, por meio de:

· Intérpretes de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) – A interpretação para o público surdo será feita durante todo o horário da exposição;

·Braille e Letras Ampliadas – Os textos das obras expostas e o Programa da Exposição estarão impressos em Braille para pessoas cegas e com letras ampliadas para pessoas com baixa visão;

· Planos e Serviços de Acessibilidade – Este material conterá todas as informações sobre acessibilidade do local, do entorno e da exposição. Terão versões impressas em tinta, Braille e letra ampliada;

·Audiodescrição – As pessoas com deficiência visual receberão, na entrada da exposição, equipamentos para acompanharem as performances teatrais, o vídeo e as obras que fazem parte da instalação por meio de audiodescrição. A audiodescrição contará com um depoimento do artista Cacau Brasil, com informações disparadoras e instigantes sobre o processo criativo de cada obra, o que dará à pessoa um entendimento maior da exposição – uma inovação nesse tipo de exposição, uma vez que não se tem notícia de artistas fazendo audiodescrição da sua própria obra;

·Piso tátil – Instalação de piso tátil para demarcar um circuito acessível às pessoas com deficiência visual;

· Experiência sensorial – vendas estarão disponíveis para as pessoas que desejarem visitar a exposição com os olhos cobertos, utilizando-se dos recursos acima descritos, para vivenciar e sentir a exposição com a exploração dos outros sentidos.

Serviço
Passarela da Estação da Luz - junto ao Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/n – Luz
Tel.: 11.3326.0775
Até 28/2 - de terça a domingo, das 10h às 18h
Grátis
Metrô Luz

Fonte: Viva o Centro




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Sapucaí terá a primeira alegoria 100% adaptada para pessoas com deficiência

Adorei, em outro post, vocês poderão ouvir o samba enredo da Embaixadores da Alegria.

A criatividade vem de berço e a imaginação corre no sangue. O artista plástico Otávio Avancini, filho do autor de novelas Walter Avancini, é o responsável pelo primeiro carro alegórico completamente adaptado para pessoas com deficiência. O carro possui diversos elementos sensoriais, como perfume e letras em Braile e muito volume, além de rampa de acesso para pessoas com necessidades específicas, levando até 20 componentes, e vai manter na Avenida, através de sua rampa frontal de acesso, uma interação com os foliões. Segundo Otávio, a ideia de um carro com uma rampa já veio pronta, mas houve inúmeras modificações.
- Antes a rampa era na lateral e o carro era todo fechado. Resolvi passar a rampa para frente e transformar o carro em nossa grande estrela. Fazer do carro um grande fluxo de acesso, de respeito, não só para cadeirantes, mas para qualquer pessoa com algum tipo de deficiência - explica Otávio Avancini.
A alegoria faz parte da primeira escola de samba para pessoas com necessidades específicas do mundo, que vem com o enredo "Hahaha! Hihihi! Sou Embaixador e quero ver você sorrir", que fala sobre a importância do sorriso, suas diferentes intenções, benefícios, causas e motivos. A agremiação realiza seu desfile antes do Desfile das Campeãs, no dia 20 de fevereiro. Em 2010, dos 1,3 mil componentes da escola, 900 têm alguma necessidade especial. Os demais são familiares e corpo técnico especializado, como fisioterapeutas e enfermeiros.
O carro alegórico vai ter 15 metros de comprimento e uma capa acoplada que terá 25, que vai lembrar também uma grande rampa. Além disso, a alegoria terá apoio de ferro, pisos antiaderentes e material reciclado. A estrutura metálica está sendo montada pelo serralheiro Zeli, mais conhecido como Índio, grande vencedor da festa de Parintins, uma das maiores festividades folclóricas do Brasil. Para Caio Leitão, presidente da escola de samba Embaixadores da Alegria, o carro é muito mais que uma alegoria, é a representação da alegria, pois o clown é a personificação do sorriso na avenida.
- O carro é totalmente acessível e bem seguro, pode suportar mais de uma tonelada, pois foi feito sob medida para adequar a nossa realidade. Sem a parceria com a MAN Latina America, a nossa principal patrocinadora, não seria possível fazer uma alegoria que vai ter quinze metros de comprimento, oito de largura e cinco de altura, além de suportar toda a alegria e agito dos andantes e cadeirantes que irão brincar e sambar durante o desfile. Uma grande realização - diz, empolgado, Caio Leitão.
A alegria dos foliões vai além dos 45 minutos de desfile, ela é elemento incentivador para as atividades sociais que estão sendo desenvolvidas em parcerias com o Instituto do Carnaval, da Universidade Estácio de Sá, e Furnas Centrais Elétricas. O objetivo é formar mão-de-obra especializada para o carnaval, com oficinas de artesanato, figurino, percussão e de adereço, tudo com o objetivo de formar mais de 400 profissionais por ano para a indústria carnavalesca.

Fonte: SRZD Carnavalesco

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Fotógrafa de modelos com deficiência seleciona paraibanas para desfile


A convite do Programa Estadual de Políticas para Mulheres (PEPM), a fotógrafa paulista Kica de Castro, especializada em fotografia de pessoas com deficiência, esteve em João Pessoa para selecionar as modelos paraibanas que participarão do desfile inclusivo “a diversidade na passarela”, a ser realizado no dia 08 de março, durante o I Círculo de Arte e Cultura. O evento acontecerá no Espaço Cultural e integra a programação comemorativa ao Dia Internacional da Mulher, promovido pelo Governo do Estado, através do Programa Estadual de Políticas para Mulheres, em parceria com Prefeituras municipais e organizações sociais.

A fotógrafa esteve, no final de semana, em uma reunião no Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad) para conversar com algumas pessoas com deficiência e dar início à seleção das mulheres que participarão do desfile. “Será uma forma de chamarmos a atenção da sociedade para a capacidade e a beleza das mulheres com deficiência, contribuindo com o fim do preconceito e convidando a sociedade a abrir mais espaço para essas pessoas”, explicou a gerente do PEPM, Douraci Vieira, lembrando que João Pessoa está entre as cidades do país com maior número de pessoas com deficiência, proporcionalmente ao tamanho da população.
Kica de Castro está na organização do desfile, que também contará com a participação de modelos nacionais e internacionais na passarela, fazendo uso de equipamentos ortopédicos, a exemplo de cadeiras de rodas ou muletas. Durante o evento, haverá ainda uma exposição fotográfica, também tendo como modelos mulheres com deficiência, algumas delas paraibanas, convidadas pela fotógrafa durante sua visita ao Estado.

“É importante a sociedade compreender que as pessoas com deficiência também são consumidoras e podem fazer parte do mercado publicitário, trabalhar como modelo. Esse evento começa a ampliar os horizontes nesse sentido, aqui na Paraíba”, explicou a fotógrafa, que há nove anos dirige a agência de modelos que leva o seu nome, em São Paulo.

Fonte: Click PB

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Estudos tentam tornar telas sensíveis ao toque mais acessíveis à visão


O poder de comandar um dispositivo por meio de uma tela sensível ao toque está tão presente no mundo dos fanáticos por informática que nem sempre lembramos que essa tecnologia ainda não é acessível a todos. O Censo do IBGE de 2000 estima que mais de 16 milhões de brasileiros tenham dificuldades em enxergar.
Desse total, os totalmente cegos são os que mais perdem, já que não podem localizar em qual região da tela devem clicar para que as atividades sejam executadas. Na edição de 2009 da CES, feira de eletrônicos em Las Vegas, o cantor Stevie Wonder reclamou: "Se vocês puderem dar alguns passos à frente, poderão nos dar a excitação, o prazer e a liberdade de fazer parte disso".
Foi mais um incentivo para pesquisas que pensam como as superfícies podem interagir melhor com os deficientes visuais, sem perder o encanto.
Um dos projetos é o da equipe de Chris Harrison, estudante e pesquisador da Universidade Carnegie Mellon (EUA). O grupo tenta desenvolver uma superfície que fique entre a rigidez dos botões físicos e a flexibilidade das telas sensíveis.
"Os botões físicos proporcionam interações que dispensam a visão, mas isso limita as possibilidades de uso da tela. E a tecnologia touchscreen dá extrema flexibilidade no uso da superfície, mas não tem características táteis", explicou Harrison, em entrevista à Folha.
Ficar no meio não é nada simples. A tela foi desenvolvida com um material elástico e deformável. São várias camadas empilhadas com regiões deformáveis que, segundo ele, podem ser moldadas de diversas maneiras. E tudo isso é feito com material translúcido, o que faz com que a tela possa mostrar diferentes imagens. Segundo Harrison, a equipe tem conversado com algumas empresas e a tecnologia está pronta -"ocorreram melhoras desde o último trabalho publicado". Veja mais em bit.ly/telasensivel.
Já no Reino Unido, na Universidade de Glasgow, pesquisadores montaram uma espécie de resposta vibratória para usuários do iPhone. Com o iphone-haptics, a ideia é que o usuário sinta uma resposta ao interagir com o telefone. Veja em bit.ly/pesquisaglasgow.
O próprio iPhone, em sua versão 3GS, tenta se adaptar e traz o VoiceOver, um leitor de telas que diz ao usuário sobre qual botão ele está colocando o dedo. Se é ali mesmo que ele precisa clicar, é só dar um segundo toque. A voz do iPhone é bastante robótica, mas se vira bem falando português -ela consegue até dar certa ênfase em algumas sílabas.
Outro programa difundido para celulares é o Talks, que funciona em alguns celulares da Nokia. "É uma ferramenta de independência, era muito ruim ter que pedir para alguém ler as mensagens de texto pra mim", diz Leonardo Gleison, técnico do Laratec (laboratório de tecnologia da Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual). O programa sai por cerca de R$ 700.
Nos testes, o programa funcionou bem. Além de ler o que está na tela, ele dá, por meio de um número, a posição do item dentro do menu. O Talks funciona com o teclado físico do celular.

Foto: Protótipo de tela deformável desenvolvida por grupo dos EUA; estudos tentam adaptar telas às pessoas com dificuldade de visão
Fonte: Folha Online

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RJ e SP terão primeiros centros de reabilitação visual pelo SUS

Centros atenderão cerca de 7,5 mil pessoas cegas ou com baixa visão por ano, segundo o Ministério da Saúde

BRASÍLIA - As cinco primeiras unidades de reabilitação visual do Sistema Único de Saúde (SUS) serão instaladas para atender cerca de 7,5 mil pessoas cegas ou com baixa visão por ano. Os pacientes terão à disposição equipamentos ópticos, tratamento terapêutico e acompanhamento médico para desenvolverem habilidades para enfrentar as dificuldades causadas pela perda visual, como caminhar na rua e realizar tarefas em casa.
O Ministério da Saúde informou que liberou R$ 1,9 milhão para a instalação dos primeiros centros no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas não disse quando o sistema começa a atender os pacientes. O dinheiro será repassado a clínicas, hospitais e instituições que já prestam algum serviço oftalmológico e serão credenciados ao SUS. A previsão do governo é instalar mais 70 unidades em outros estados até 2011, somando R$ 39,1 milhões.
Segundo o ministério, a oferta gratuita de aparelhos para a reabilitação foi ampliada de quatro para dez tipos. Entre os novos equipamentos estão lentes para visão de perto e de longo alcance, lupas (com ou sem iluminação) para leitura e ampliação de imagens e sistema telescópico para visualizar objetos à distância.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 0,3% de uma determinada população tem cegueira e 1,7% baixa visão. Com o avanço da idade, crescem as chances de doenças oculares que levam à perda da visão. Na faixa acima dos 50 anos, as mais comuns são catarata, glaucoma, retinopatia diabética e a degeneração macular (centro do campo visual).

Fonte: O Estadão

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