DESEJO A TODOS UM EXCELENTE FINAL DE SEMANA.
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DEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com




Fonte: Rede Saci
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Foto: Fábio Tito
Fonte: G1
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Segundo Klier, no início só existia uma personagem, a Fernanda, que integrava uma outra turminha de personagens e de um outro autor, onde ela ficava em segundo plano. Como o projeto inicial não deu certo, ele resolveu investir sozinho na ideia e começou a pesquisar mais sobre o assunto.
"Ao contrário do que muitos fariam, não pesquisei com fisioterapeutas, psicólogos, pedagogos ou outros profissionais da área de saúde. Procurei entrevistar pela Internet pessoas com deficiências e que tivessem o perfil da personagem, no caso meninas em idade escolar. Eu também queria aproveitar o nome da personagem que já havia criado, mas para não dar problemas com o projeto anterior juntei o nome que já tinha - e que era o mesmo de uma das meninas entrevistadas - com o nome de outra, chamada Rebeca. Da união dos nomes Fernanda e Rebeca, criei Febeca".
Para ele, o grande diferencial do seu trabalho foi entrevistar essas meninas pela Internet. "Elas me mostraram o caminho ideal a seguir, que era na contramão do chamado politicamente correto, que seria a tendência se entrevistasse profissionais de saúde ou de educação. Elas queriam se ver nos quadrinhos como qualquer adolescente normal, ou seja, levando broncas da professora, ficando de castigo, aprontando travessuras. Descobri que elas também brincavam com suas deficiências com muita naturalidade. A conclusão é que o problema não está nas palavras, mas nas nossas atitudes".
Victor Klier afirma que o fato de ter começado na profissão na equipe do Ziraldo, em 1990, foi um grande aprendizado. "A maior preocupação dele era não subestimar as crianças, como se elas fossem seres estúpidos, que é o que a maioria das pessoas faz. Com isso aprendi a escrever para crianças sem medo de não haver compreensão da parte delas, até porque se não entenderem estarão sendo estimuladas a pesquisar. Não pode dar resposta de bandeja, tem que fazer pensar", conclui.
Para manter viva a Turma da Febeca, o cartunista conta com o apoio e colaboração do Estúdio Megatério, da fotógrafa Kica de Castro, que também faz um trabalho de inclusão, de artistas como Oswaldo Montenegro, Paloma Duarte, Luiza Curvo e Sthefany Brito, além de Camila Mancini, "que tem paralisia cerebral e é uma das pessoas mais engajadas ao projeto".
Ela nem completou 20 anos e já faz um ótimo trabalho de assessoria de imprensa e relações públicas. Formada em Jornalismo, para se ter uma idéia a própria Camila sequer assumia sua deficiência até as vésperas de completar 18 anos. Ela não admitia ter uma cadeira de rodas e só mudou sua postura (segundo ela mesmo) por causa deste projeto. Outras meninas também resolveram ousar mais depois da Febeca e viraram modelos, viajaram atrás de seus sonhos e mostram ao mundo que são pessoas normais. Limitação todos temos, deficientes ou não e isso não impede ninguém de vencer na vida e de ser feliz", diz Klier.
Fonte: Portal Imprensa
Foto: Victor Klier
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Todas, sem exceção, se queixam da polida barreira da indiferença usada para ‘não invadir’ ou ‘ofender’ – e que acaba revestindo-as com uma dolorosa capa de invisibilidade”, afirma a autora do livro, Claudia MatarazzoSerá lançado em 2 de junho, às 19h, na Livraria Cultura da Avenida Paulista, o livro Vai Encarar? – A Nação (quase) invisível de pessoas com deficiência.
Escrito pela jornalista Claudia Matarazzo, com consultoria da publicitária, psicóloga e vereadora Mara Gabrilli, que é tetraplégica, a publicação aborda como as pessoas com deficiência gostariam de ser tratadas diante das dificuldades que encontram no dia a dia, inclusive em meios de hospedagem.
“Esse público realmente é diferente em alguns aspectos e, se por um lado está acostumado a uma série de dificuldades e consegue superar contratempos e situações incríveis, há apenas uma coisa que nenhuma dessas pessoas administra facilmente, e todas, sem exceção, se queixam: elas preferem os obstáculos físicos e concretos do que a polida barreira da indiferença usada para ‘não invadir’ ou ‘ofender’ – e que acaba revestindo-as com uma dolorosa capa de invisibilidade”, afirma Claudia.
O Brasil tem mais de 30 milhões de pessoas portadoras de necessidades especiais de acordo com os dados do último censo, realizado em 2000. Esse número mostra que uma em cada oito pessoas tem algum tipo de dificuldade crônica, sendo que 48% são deficientes visuais, 27% físicos ou com mobilidade reduzida, 16% tem algum tipo de deficiência mental e 8% são deficientes auditivos. O livro é da Editora Melhoramentos, tem 216 páginas e custa R$ 29.
Fonte: Agência Inclusive
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Noite especial para deficientes em discoteca na cidade espanhola de Barcelona. (Foto: BBC)
Outras adaptações também foram feitas. A iluminação é controlada, para evitar possíveis ataques epiléticos, e seis monitores acompanham os frequentadores para auxiliar em eventuais emergências.
O resto do ambiente, no entanto, é igual ao das outras noites, com música, DJs, barmen, diversão e paquera.
A matinê especial funciona há um ano e foi criada pela Fundação Ludalia, que auxilia portadores de deficiências mentais.
A festa, que começa às 17h30 e termina às 21h, é exclusiva para pessoas entre 18 e 45 anos com Síndrome de Down, paralisia cerebral e outras deficiências.
Lazer
Mãe de um portador de deficiência mental, a diretora da fundação, Consól Ferrer, afirma que o projeto nasceu por causa da falta de alternativas de lazer para estas pessoas. Segundo ela, alguns lugares "tratam os deficientes de maneira infantil". A ideia da matinê especial surgiu em 2001. A primeira tentativa, no entanto, fracassou quando os organizadores tentaram criar uma noite de integração entre deficientes e pessoas sem deficiências."Foi um desastre. Ali ficou claro que eles precisavam de um espaço próprio. Eles têm a mesma vontade de dançar, se divertir, estar com amigos e paquerar, como qualquer outro jovem", afirmou à BBC Brasil a monitora Ruth Ruiz.
A diretora da Fundação Ludalia também afirma que a experiência fez com que eles decidissem criar uma noite exclusiva para os jovens deficientes.
"Sei que parece uma contradição, fazer uma noite exclusiva quando pedimos integração. Mas, misturar jovens deficientes com os que não são para que façam amigos e arranjem namorados, não é um objetivo realista", afirma.
Romances
Desta vez, o espaço exclusivo tem a colaboração dos donos da discoteca, que cedem as instalações e a arrecadação da noite para os outros projetos da fundação.
Os frequentadores pagam 7 euros (cerca de R$ 20) pela entrada, com direito a consumação.
"(A cobrança da entrada existe) para que eles se conscientizem de que tudo tem um valor. Se todo mundo paga por uma entrada, eles também. Assim, compreendem como funcionam as coisas quando um adulto sai sozinho", afirma Consól Ferrer. Dentro da discoteca, os DJs tocam músicas da moda, às vezes há shows ao vivo, e os deficientes se sentem à vontade, principalmente porque os pais não podem entrar.
Para os seis monitores voluntários, a proibição da entrada dos pais ajuda a promover a independência e respeita a privacidade dos jovens, especialmente na hora da paquera.
"Surgem muitos romances ali", comenta Ruth Ruiz, uma das monitoras.
"A minha função é atender, conversar e, se for preciso, dançar com eles e vigiar para que esses romances não saiam dos limites. No fim das contas, eles estão aprendendo a se relacionar", completou.
Fonte: G1
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Na hora do parto de Marcela - que nasceu sem o cérebro - foi o médico que chorou; comovido por trazer ao mundo uma criança que não podia chorar, nem tinha previsão alguma de sobrevivência.
Muitas vezes - e quando menos esperamos - a vida nos surpreende com seus mistérios. E, porque a vida nem sempre se explica totalmente, nos maravilhamos e reverenciamos sua infinita potencialidade. Uns chamam a isso de acaso, outros de Deus. Não importa, pois o prodígio permanece ali, à prova de desmentidos, sem margem para qualquer dúvida.No verão de 2006, Cacilda percebeu que estava grávida mais uma vez. O marido Dionísio e ela, mesmo sem planejarem mais um filho, festejaram o acontecido. A vida simples do campo, a saúde provada no trabalho duro da roça, tudo apontava para o crescimento normal da família.Dionísio foi o primeiro a receber a notícia da pediatra, após o exame pré-natal: o bebê deles não possuiria o cérebro, talvez nem chegasse a nascer. Angustiado, o agricultor omitiu isso da esposa por algumas semanas. Uma noite, após receberem visitas em casa e já na hora de dormir, Dionísio contou tudo para Cacilda e, temeroso da reação dela, perguntou o que ela desejava fazer.Cacilda literalmente entregou tudo à sua fé na vida, traduzida por sua religião. Gerou a criança do modo mais dedicado possível, como se fosse nascer perfeita. Amou aquele bebê como se nada houvesse faltando à sua integridade, esperou sua vinda como uma bênção.Na hora do parto de Marcela - esse é o nome da criança - foi o médico que chorou; comovido por trazer ao mundo uma criança que não podia chorar, nem tinha previsão alguma de sobrevivência. Ainda assim, no hospital cercaram Marcela de todos os cuidados necessários, a família inspirando uma confiança que a medicina não sabia como dar.Desmentindo todas as previsões e desafiando todo o conhecimento científico, Marcela já completou cinco meses de vida. Faz poucos dias, recebeu alta e está com a mãe numa casa cedida pela prefeitura de sua cidade, próxima ao hospital. Seu estado requer alguns procedimentos especiais, mas seu corpinho cresce e, inacreditavelmente, reage à presença e ao carinho de seus familiares...!Onde está alojada a alma humana?... Onde reside a essência da vida, dentro do nosso corpo?... Será que tudo o que sabíamos sobre fisiologia, biologia e neurociência vai ser negado por essa criança incrível, cuja ânsia de viver está superando a ausência de um órgão tão vital?...Não me atrevo a tentar desvendar esse enigma, mas ouso propor uma possibilidade que, mesmo improvável cientificamente, aponta uma luz sobre esse dilema: o amor de Cacilda e Dionísio, e dos outros filhos do casal e do velho avô de 87 anos de Marcela. Se é romântica demais, simplória demais essa explicação, então que se traga outra razão, outro fator embasado em nosso frágil saber científico, calçado em nossos poucos milênios de presunçosa sabedoria. Porque tudo isso falhou para explicar o que, até agora, permanece inexplicável.Marcela pode amar e ser amada, silenciosa e intensamente, mas deve ter uma existência efêmera. Enquanto ela puder, porém, extrair da vida o significado mais singelo e forte, seus queridos estarão lá para o partilharem com ela.E nós nos sentiremos mais humanos, se soubermos reverenciar à vida e seu amor.