quinta-feira, 30 de abril de 2009

CADEIRANTES

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DEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com
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ADD

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A ADD (Associação Desportiva para Deficientes), instituição paulistana que promove a integração e inclusão de pessoas deficientes por meio do esporte, busca parcerias para a realização de jogos e exibições de esporte adaptado.
O jogo de exibição é uma atividade interativa de apresentação do basquetebol em cadeiras de rodas.Busca-se com isso, divulgar o trabalho realizado e conscientizar a sociedade quanto a questão das pessoas deficientes, arrecadar verba para manutenção das equipes e arrecadar alimentos para auxiliar no almoço dos diversos atletas que se deslocam de todas as regiões da capital paulista e Grande São Paulo para os treinos, atendimentos psicológicos e avaliações médicas e físicas proporcionados gratuitamente pela ADD.
A proposta é organizar, em parceria com empresários e comerciantes, apresentações de aproximadamente 40 minutos, incluindo jogos e interação com o público. As empresas que colaboram com a realização desta ação social estreitam seus laços na comunidade e motivam seus colaboradores e funcionários com a exibição do jogo de basquete sobre rodas, uma verdadeira lição de trabalho em equipe e superação de limites. Além disso, devido ao fato de a ADD possuir certificado de OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), as empresas que patrocinam jogos de exibição ou qualquer outro programa da Associação podem se beneficiar de incentivo fiscal.Além das equipes de basquetebol em cadeira de rodas, a associação mantém o Programa Crianças, que apresenta os primeiros fundamentos do esporte a crianças com deficiência; o ADD Training, com cursos de capacitação profissional para pessoas com deficiência; o apoio a Atletas individuais nas modalidades atletismo, surf, tênis, ciclismo tandem, etc. Interessados em levar uma exibição de esporte adaptado para sua empresa ou seu bairro podem obter mais informações na ADD no telefone (11) 5011-6133 ou através do site www.add.org.br. A Associação também aceita doações que podem ser feitas diretamente em sua sede localizada à rua das Pitombeiras, 296 – Pq. Vila Jabaquara – São Paulo/SP.

Fonte: Sentidos



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Fernanda Honorato é a primeira repórter com síndrome de down do mundo

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Além de jornalista Fernanda é atriz e sonha em fazer uma novela

A jornalista Fernanda Honorato esteve no "Programa do Jô", apresentado por Jô Soares, todas as noites na Rede Globo. Fernanda falou sobre como iniciou sua carreira, e de algumas experiências na profissão com entrevistados como Maria Bethania e Zezé de Camargo e Luciano.

Rede Saci

Blog da Fernanda: fernandahonoratoreporter.blogspot.com





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Reflexão

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Retire sempre algo de bom e proveitoso das dificuldades pelas quais você passa e das adversidades que o querem atropelar.
Contemple sempre uma roseira, que faz nascerem belas rosas em meio a incômodos espinhos.
Olhe aqueles lírios do brejo, de onde eles vêm e que bela flor eles produzem.
Assim deve ser você perante os tropeços que a vida lhe traz .
Não se atormente, não fique a aumentar dentro de si a dificuldade.
De dentro disto que lhe parece tão feio e tão grave, haverá de você colher uma preciosa recompensa.
(do livro Comece o Dia Feliz - J.S. Nobre)

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Duro na queda

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Miro aprendeu a resistir como pode. Pentacampeão mundial no braço de ferro, sua batalha jamais terá fim

Para uns, é passatempo e brincadeira da infância. Para outros, jogo e motivo de apostas. A vontade de duas pessoas de duelar usando o braço como sinônimo de força, conhecida como braço de ferro, é também uma atividade esportiva pouco divulgada no País. A prática é milenar e sua origem se perde no tempo. Pinturas e escrituras encontradas em civilizações antigas, como a egípcia, a grega e a romana, mostram que a atividade remete a, pelo menos, 2.000 anos antes de Cristo. E, como expressão, também significa ir até o fim, custe o que custar. Com tantos significados, na queda de braço o controle da força, a concentração e o conhecimento são fundamentais para definir o vencedor, numa disputa em que não há empate.

Valdomiro de Souza, de 36 anos, é prova disso. Miro, como é conhecido pelos amigos na região de Campinas, interior de São Paulo, é pentacampeão mundial de braço de ferro. No fundo, ele já até perdeu a conta de suas conquistas. Nem sabe quantos campeonatos paulistas e brasileiros já ganhou. "O esporte foi tudo pra mim. Por causa dele eu consegui emprego e fui para a briga", conta. "Eu sempre estava treinando. Disputar os títulos sempre foi sagrado pra mim. Para lutar não preciso equipamentos sofisticados, só da força de vontade mesmo, só dependo de mim."Miro é um vencedor.

Travou sua primeira queda de braço contra a poliomielite. Adquiriu a doença aos três anos de idade. Pegou o vírus brincando em um córrego. Passou a infância metido no esgoto da favela São Marcos, local em que morava com a família pobre e sem condições, na periferia de Campinas.A paralisia atingiu as duas pernas. Teve de fazer várias operações de correção e ficou paralítico. Quando completou cinco anos o pai, que tinha conseguido emprego em um convento de padres salesianos, conseguiu uma doação e, a partir de então, se tornou cadeirante. Desde criança foi estimulado pelo avô Pedro Alcântara a jogar braço de ferro. Cortador de cana, com os braços fortes e musculosos, seu Pedro era um brincalhão. Sempre apostava com os amigos nos bares e adorava brincar com os netos.Miro era o único que conseguia segurar a puxada do braço do avô. "Meu avô dizia ?esse moleque é forte e duro na queda?", conta, orgulhoso. Aos 15 anos, Miro foi convidado para participar de um programa de basquete para portadores de deficiência da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em pouco tempo se destacou no time. O incentivo veio do amigo, mais do que irmão, Alexandre Cândido, que já fazia parte da equipe. Alexandre também teve uma vida difícil, contraiu o mesmo vírus da poliomielite, na mesma época e na mesma favela da infância de Miro. Com as tanto em comum, sempre estiveram lado a lado. Miro queria mais. Queria participar de outros esportes. Tentou a natação, mas não se adaptou. Por meio de uma reportagem soube que teria um campeonato de braço de ferro no Ginásio Cultura Artístico, em Campinas, e foi assistir. Era a disputa do Campeonato Paulista e ele nunca tinha visto competidores com braçadeira e proteção. Nem sequer sabia que havia categorias diferentes.Um atleta de Indaiatuba, percebendo a força dos braços de Valdomiro, perguntou se ele jogava luta de braço. Com a afirmativa, convidou-o para participar da equipe, mas com a condição de não revelar a ninguém que não fazia parte da delegação. "Entrei na luta e fui arrebentando todo mundo. Comecei a ganhar, mas não tinha técnica. Fiquei em terceiro lugar."Depois do torneio, o técnico da equipe de Campinas, e também da seleção brasileira, Amílton Junior , convidou Miro para treinar. Com um ano de treinamento, aprendeu a técnica e as regras da mecânica e ficou 21 campeonatos sem perder, somando a essa conta os Jogos Abertos, a Copa do Brasil, Campeonatos Paulista e Brasileiro. Não parou mais de vencer. O avô não chegou a ver o sucesso do neto: faleceu antes desse primeiro ano terminar. Na queda de braço seguinte, em 2000, Miro tinha acabado de se casar. A mulher já estava grávida. Fez um curso de eletrônica de um ano e meio, tentou montar negócio próprio, mas não vingou. Desesperado, foi vender bala nos faróis de Campinas. Durante cinco anos, todos os dias, na Rua Francisco Alves, ele e o amigo Alexandre ficaram vendendo balas e pedindo ajuda. Conheceram muita gente no semáforo. Um deles, Marcelo Kassab, irmão do prefeito da cidade de São Paulo, prometeu e arrumou emprego para os dois. Foram trabalhar montando kits para vacinação.Nessa época, Miro morava numa área de invasão, em Hortolândia. Lá não havia água, nem ele nem a mulher prenhe tinham condições de carregar os baldes. Quando chovia a cadeira de rodas atolava no barro e não podia ir trabalhar. Acabou o contrato da confecção dos kits, perdeu o emprego e voltou para a rua. Foi morar de favor. Fazendo valer a lei do portador, distribuiu inúmeros currículos. Conseguiu outro emprego, virou operador de conversão e foi separar lixas na 3M. Decaiu em 2005. Ficou doente e, internado, perdeu a noção das coisas, não quis mais nada. Parou com os treinos, abriu mão do basquete e dos torneios. Entrou em depressão. Começou a perder. Conheceu a bebida e as drogas, sentia o peso de não conseguir mais ser campeão. Teve um colapso nervoso. Ficou dois anos afastado de tudo. Recebeu tratamento e apoio da empresa em que trabalhava. Inspirou-se na coragem e no apoio da família e dos amigos do basquete e teve uma recuperação extraordinária. O corpo forte reagiu a tempo. Conseguiu retornar aos treinos, quase três anos depois. Recuperou a esperança. Voltou a ter endereço: Rua 5, número 14, no bairro Recanto do Sol, em Hortolândia. Comprou uma pequena casa de dois cômodos, financiou o material para construir outros dois.Pai da linda Estafane, de 9 anos, Miro conta com muito orgulho que a mulher, Cida, está grávida de três meses. Depois de retornar ao esporte, conseguiu ser campeão paulista, brasileiro e vice mundial.

O FUTURO

Miro quer continuar vencendo. Sonha em participar de uma Paraolimpíada e ser reconhecido. Tenta dar aos outros o mesmo que recebeu. Sai sempre com o amigo Alexandre nas ruas da grande Campinas e, quando encontra algum deficiente, o convida para jogar basquete.O time, por sinal, o GadeCamp (Grupo dos Amigos Deficientes de Campinas) está disputando a Segunda Divisão do Paulista e do Brasileiro. Conta hoje com 18 atletas. É patrocinado pela prefeitura de Campinas, com apoio da Microcamp. Em 10 anos de vida, já foi bicampeão paulista, mas treinos só duas vezes por semana. Para um melhor desempenho, o ideal seriam quatro vezes, mas para isso precisaria de patrocínio. Com o segundo grau completo e um bom discernimento das coisas, Miro critica a falta de preparo das cidades para os deficientes. "Hortolândia, por exemplo, não tem ônibus adaptados aos portadores. Tem de ir arrastando mesmo e contar com a ajuda dos outros passageiros para se locomover", diz. Em plena forma, vai participar no mês que vem das seletivas para obter uma vaga para o próximo mundial, a ser disputado em setembro na Itália. Não para de jogar. Pelas contas da Confederação do esporte, Miro conquistou sete Campeonatos Paulista e nove Brasileiros.

Fonte: estadão.com.br


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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Deficientes visuais radicais!

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Em Santa Catarina pessoas descobrem que a deficiência não impede a prática de esportes radicais.



Fonte: Globo Vídeos


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Câmara aprova cota para deficientes em universidades públicas federais

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Projeto prevê reserva de 10% das vagas.Proposta segue para votação no Senado Federal

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (29) um projeto que reserva 10% das vagas em universidades públicas federais para pessoas com deficiência. Como tem caráter conclusivo, o projeto segue diretamente para o Senado Federal.

O relator do projeto, deputado Efraim Filho (DEM-PB), defende que as cotas promoverão a inclusão social de pessoas com deficiência. “Este projeto vem corrigir uma distorção do ordenamento jurídico brasileiro. Já existe reserva de vagas para concursos públicos, mas não tinha sido dado até agora garantia de capacitação para esta pessoa com deficiência”. O deputado afirma que esta cota seria mais “justa” do que a racial, por exemplo. “Dentro desta linha, a cota para pessoa com deficiência é mais justa e cidadã que cota por cor, raça ou credo porque estas são subjetivas, enquanto a pessoa com deficiência tem um problema material”. Efraim Filho destaca que a cota não será cumulativa com outras cotas em discussão, como as raciais, para estudantes de escola pública ou socioeconômica. “Essas cotas podem ter intersecção. A pessoa que atende ao critério racial e de deficiência, por exemplo, contarão para o preenchimento das duas cotas”.

O projeto que trata das outras cotas já está em tramitação no Senado, após aprovação na Câmara, e tem votação prevista para a próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) daquela Casa.

Fonte: G1

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Tudo depende de mim - Mensagem

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Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite.

É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo...ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro...
ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício

Posso reclamar sobre minha saúde...ou dar graças por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria....ou posso ser grato por ter nascido.

Posso reclamar por ter que ir trabalhar...ou agradecer por ter trabalho.

Posso sentir tédio com as tarefas da casa...ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.

Posso lamentar decepções com amigos...ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.

O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.

E aqui estou eu,o escultor que pode dar forma.

"Tudo depende só de mim."

(Charles Chaplin)


Foto: Google

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A sutileza do preconceito

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Artigo sobre preconceitos sofridos por pessoas com deficiência
Leandra Migotto Certeza

“Cavalo dado não se olha os dentes”. “Sair com você dá muito mais trabalho”. “É bem mais complicado sair com duas pessoas com deficiência”. “Não é fácil. Tem que se preparar para receber alguém em uma cadeira de rodas”. “Você pensa que é assim, tão simples?”. “Eu não posso carregar o problema dos outros nos ombros o tempo todo”. “Você não percebe que atrapalha?”. “Já vai lá tirar o sossego dos outros?” “Agora são dois para dar trabalho”.

É o que ouço desde que nasci. Mais ainda, a partir de 2005, quando para pessoas bem próximas a mim, ‘infelizmente’ escolhi como companheiro, um homem adorável que também tem deficiência física; e ‘ainda por cima’ é órfão e vive com pouquíssimos recursos financeiros.
Hoje – generosamente - identifico nas pessoas que dizem estas frases, maiores possibilidades de mudança, e me disponho a desnudar-me para tentar quebrar seus mitos e estigmas; apesar de continuar sentindo a mesma dilacerante dor de sempre: rejeição!

Antes reagia com muita agressividade. Impunha a minha deficiência. Era minha maior defesa e única forma de sobrevivência que eu conhecia. Agora dou a cara para bater. Arrisco. Mas sofro da mesma forma, até mais intensamente, por saber o exato significado de cada palavra, infelizmente, dita com tanta verdade.

Mesmo sofrendo não desisto de, simplesmente, viver: sem auto-piedade ou heroísmo. Pois não sei por qual motivo eu gosto muito da vida; por isso sempre me questiono: onde mora o preconceito? Tem cor, cheiro, textura, som, forma? Sinto que ele está em todas as partes. Dentro das pessoas tem sua morada eterna, e constrói sua história no Planeta.

Pessoas com deficiência eram consideradas ‘aberrações da natureza’ que deviam ser ‘eliminadas da face da Terra’ e jogadas do precipício. Depois viraram seres especiais que deveriam ser venerados, como aparições de santos. Eram consideradas pessoas super poderosas que tinham a obrigação de nos divertir e servirem de ‘amuleto’. Aí se tornaram ‘podres coitados doentes’, por quem deveríamos ter muita pena e obrigação de cuidar deles, mas bem longe dos nossos olhos...
Hoje são ‘apenas’ seres humanos à procura do seu lugar no mundo. Ou foi o mundo que nunca os enxergou como realmente são? Simplesmente, pessoas que lutam para serem vistas e respeitadas exatamente como são: com qualidades e defeitos; preconceitos e virtudes; medos e certezas; loiros e morenos; altos e baixos; homens e mulheres; negros e brancos; ricos de espírito e pobres de espírito; fortes e fracos; calmos e nervosos; simples e complicados; humildes e esnobes; cientistas e faxineiros.

Pessoas com deficiência comem; fazem xixi e côcô; riem; choram; sofrem; dão gargalhadas; ficam alegres; trabalham; estudam. Fazem sexo por prazer e não por obrigação de perpetuarem a espécie; criam seus filhos com seus companheiros ou não; vivem com autonomia; sentem dor; ficam doentes.
Pessoas com deficiência pagam seus impostos; são consumidores; tem todos os órgãos como pele, coração, olhos, estômago, cérebro; vão à igreja; votam; praticam sua religião. São presas; matam; comentem abusos sexuais; têm ou não liberdade de expressão; são criminosas.
Pessoas com deficiência recebem o Prêmio Nobel; são cientistas renomados; são premiadas por suas carreiras. Sofrem discriminação todos os dias; constituem famílias; são homossexuais, negros, índios, brancos, mestiços.
Pessoas com deficiência assumem cargos de liderança; são eleitos como vereadores, deputadas; têm condições financeiras para comparem e dirigirem seus carros adaptados; não tem condições de se alimentarem.
Pessoas com deficiência vivem em condições financeiras humilhantes; passam fome; vivem com AIDS; contraem doenças sexualmente transmissíveis; trabalham como escravos. Casam; ficam viúvas; sentem saudade; respiram o mesmo ar; adotam crianças; dão à luz a bebês.
Pessoas com deficiência fazem mestrado e doutorado; são analfabetos; viajam pelo mundo; e habitam o mesmo Planeta Terra que uma pessoa sem deficiência. Por isso devem ser respeitadas com equidade na medida de suas diferenças e igualdades.

Pensando nisso, o que é mais confortável para o seu ego? Sair às ruas ao lado de uma mulher, que se locomove em uma cadeira de rodas, empurrada por uma pessoa contratada para ajudá-la; ou empurrar você mesma a cadeira de rodas dela (se isso for possível, é claro!)? O que realmente lhe atrapalha: é o olhar dos outros para a pessoa com deficiência, ou o trabalho físico de empurrar a cadeira de rodas, por exemplo?
Ao tentar responder a estas perguntas ainda penso: onde mora o preconceito? Ele é percebido e digerido pelas pessoas que discriminam? Ele aparece de forma diferente entre pessoas com maior ou menor grau de instrução?
Ainda passo por experiências bem distintas: pessoas com menor grau de instrução, que acabaram de me conhecer, não me discriminaram em nenhum momento; fazendo questão de me incluírem em todas as atividades. Enquanto pessoas, com maior grau de instrução que cresceram comigo, parecem ainda não aceitar minha condição de estar no mundo; e me discriminam todos os dias, sutilmente ou diretamente.

Sem generalizações e preconceitos - afinal quem sou eu para julgar alguém - mas sempre me senti mais feliz ao lado de pessoas com menor grau de instrução, por não enxergar em seus olhos a face sutil da discriminação. Não sei por qual motivo, ainda são raras as pessoas com maior grau de instrução que aceitam com naturalidade a minha forma de estar no mundo.
Se eu pedi para nascer e ainda com uma deficiência física, não sei. Se eu pedi para nascer com uma deficiência física exatamente nesta família, também não sei. Se eu tenho que pagar meus pecados nesta encarnação, e por isso nasci com uma deficiência, também não sei. Se eu estou me purificando por ter nascido com uma deficiência e vou ‘virar santa’, também não sei. Se a vida é uma grande brincadeira de mau gosto, também não sei. Se a vida é a única maravilhosa razão de ser, também não sei. Se eu sou mais feliz ou infeliz por ter nascido com uma deficiência, também não sei. Se eu reagiria da mesma forma, se estivesse na pele das pessoas que ainda me discriminam, também não sei.
Tudo o que sei hoje é que sinto uma força maior do que eu. Vocês podem chamar esta força de alma, espírito, deus, razão, existência, ou o que quiserem, mas é ela que me obrigada a dizer ao mundo, que viver com uma deficiência não é diferente de, simplesmente, viver. Afinal, onde está a perfeição? Por que será que o ser humano teima em querer ser perfeito, se a perfeição não existe?
Tudo e todos vieram do caos dos vulcões e é pra lá que vamos. Ou alguém já descobriu outra teoria mais convincente? Reduzir a complexidade do Universo em Paraíso e Inferno é infantil demais em pleno século XXI. E mesmo que eu esteja redondamente enganada, é bem provável que existam anjos com assas quebradas ou tortas, e diabos cegos e surdos. E quem viu Deus para dizer que ele tem as duas pernas?

Leandra Migotto Certeza é jornalista com deficiência física e desenvolve o projeto em equipe: “Fantasias Caleidoscópicas”, ensaio fotográfico sensual com pessoas com deficiência. O projeto foi premiado no “6º Congresso Internacional Prazeres Dês-Organizados – Corpos, Direitos e Culturas em Transformação”, em Lima (capital do Peru), em junho de 2007; e reapresentado no “I Seminário Nacional de Saúde: Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Ministério da Saúde, em Brasília, de 23 a 25 de março de 2009. Este artigo é um trecho da argumentação do projeto.
Mais informações: leandramigottocerteza@gmail.com ou BLOG: http://leandramigottocerteza.blogspot.com


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"Papo Inclusivo" do dia 9 de maio aborda o tema: Ser mãe com deficiência

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Primeiro encontro do ano terá a presença de Marcela Cálamo Vaz, a Tchela, autora do livro "Rodas pra que te quero" e do blog Maré

"Papo Inclusivo" é um encontro de pessoas com deficiência, pais, parentes, educadores, médicos e terapeutas ligados à questão da deficiência e à Inclusão, sobre temas como Saúde, Educação, Comportamento, Trabalho e Legislação.
A cada mês um convidado fala sobre um tema específico e debate esse assunto com os presentes. Essa apresentação/debate dura cerca de 1h30, um sábado por mês, à tarde e tem um caráter bastante informal.
Os papos inclusivos de 2009 terão como tema geral "Ser... humano com deficiência". A cada encontro uma pessoa com deficiência falará sobre suas atividades e experiências. O primeiro papo do ano, na véspera do Dia das Mães, terá a presença de Tchela, autora do livro "Rodas pra que te quero".

Ser mãe com deficiência
Marcela Cálamo Vaz (Tchela) é autora do livro "Rodas pra que te quero" e do blog Maré (http://tchela.blogspot.com/)
Data: 9 de Maio de 2009 - Sábado - 15h.
Local: Faculdade de Belas Artes - R. Dr. Álvaro Alvim, 90 - Vila Mariana - São Paulo (em frente à ESPM).
Inscrições gratuitas: inclusao@gmail.com
Serão emitidos certificados de participação. Vagas Limitadas
Realização: CEMUPI - Centro de Estudos Multidisciplinar Pró-Inclusão

Fonte: Rede Saci


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terça-feira, 28 de abril de 2009

Bazar AVAPE de Coração "Dia das Mães"

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Presentes solidários para o Dia das Mães

Nos dias 07, 08 e 09 de maio, das 10h às 20h, na Avª Brasil, 726, Jardins, SP, a AVAPE, instituição focada na inclusão de pessoas com deficiência, realizará mais um Bazar AVAPE de Coração, comemorando o Dia das Mães.

Moda feminina, masculina e infantil, cosméticos (perfumes, sabonetes , cremes, maquiagem) ; jóias, semijóias; bijoux; acessórios em geral; cama, mesa e banho; decoração e muito mais. Destaque para os cachecóis inspirados no inverno do Ushuaia! Massas e saladas, lanches especiais, crepes e salgados, além de sobremesas deliciosas, complementam o evento. Para Sylvia Cury, presidente da AVAPE, o principal objetivo do Bazar é angariar fundos para a realização e a continuidade dos projetos de inclusão e reabilitação clínica e profissional para pessoas com deficiência. "Essa também é uma excelente oportunidade para ajudar a causa e comprar um presente especial para as mães", diz.

Durante o Bazar acontecerão apresentações dos projetos AVAPE na Dança e AVAPE na Música.

Serviço Bazar AVAPE de Coração "Dia das Mães"

Data: 07, 08 e 09 de maio Horário: das 10h às 20h

Entrada: gratuita

Local: Unidade AVAPE Avenida Brasil

Endereço: Av. Brasil, 726 - Jardim América (SP), esquina com a Av. 9 de julho Informações: (11) 3055-5000 Preços: de R$ 10,00 a R$ 4.000,00

Serviço de manobrista disponível no local: R$ 15,00

Fonte: Trama Comunicação



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Parque no ABC terá trajeto para deficientes

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Parque no ABC terá trajeto para deficientes
Área de mata atlântica vai oferecer acessibilidade a cegos e pessoas com mobilidade reduzida

Mônica Cardoso

Uma enorme área de 484 mil m² de mata atlântica, o equivalente a 44 campos de futebol, em São Bernardo do Campo, será transformada em um parque sustentável e socialmente responsável.
Localizada na Rodovia dos Imigrantes, no lado da pista sentido litoral, a área vai garantir a acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida, como deficientes físicos, visuais e idosos, a uma das trilhas. Por meio de uma passarela sobre as árvores, o visitante terá vista privilegiada da mata nativa.O terreno, pertencente à Fundação Kunito Miyasaka, tem restrições a algumas formas de construção, por ser tombado. "Essa área era constantemente invadida por loteamentos clandestinos. Como não podemos vender nem construir, a ideia de desenvolver um parque sustentável foi ganhando força", explica o presidente da fundação, Antônio da Silva Rosa Neto. A proposta, surgida há dois anos, era oferecer atividades de ecoturismo em trilhas, com o diferencial de atender a deficientes.
A Trilha da Sede, com extensão de apenas 150 metros, será totalmente adaptada para garantir a acessibilidade. Deficientes visuais terão corda guia e placas em braile com informações sobre as espécies da flora. Para deficientes físicos, haverá curvas de nível para facilitar o acesso - com placas informativas na altura adequada.
A Trilha da Divisa, com 1,4 km, terá nível médio de dificuldade, com descidas e subidas.Para que o visitante só tocasse o solo ao chegar às trilhas, surgiu outro desafio. "Precisávamos vencer o espaço que separa a Rodovia dos Imigrantes das trilhas, causando o menor impacto à mata atlântica. A solução encontrada foi construir uma ponte, sustentada por poucos pilares que causam reduzida influência no ecossistema. Pela ponte suspensa de 400 metros, que fica entre as copas das árvores, é possível visualizar a vegetação intacta", explica o arquiteto Newton Massafumi Yamato, que desenvolveu o projeto do parque em parceria com Tânia Parma. Em alguns trechos do piso da passarela serão colocadas placas de vidro, o que permitirá visualizar a vegetação por cima. O percurso da passarela também poderá ser feito por um bondinho de vidro. Para descer até as trilhas, o visitante pode optar por escadas ou elevador. Essas alternativas foram pensadas para garantir o acesso de quem tem dificuldade de locomoção. A passarela também levará a três unidades de 100 m² cada que vão abrigar biblioteca, exposições interativas e um auditório para palestras e filmes.
O período de execução das obras será em torno de 18 meses, com investimento total de R$ 12,87 milhões.
A Fundação Kunito Miyasaka investiu R$ 380 mil para a viabilidade do projeto. Agora, a execução do parque depende da captação de recursos junto a empresas.
O Parque Imigrantes não cobrará ingresso e a visitação terá de ser pré-agendada e monitorada.

Fonte: OESP, Metropole

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

FALSOS PROFISSIONAIS

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Caros Amigos tomem muito cuidados com falsos profissionais que se dizem especializados em pessoas portadoras de necessidades especiais.
As empresas e pessoas vêm descobrindo e percebendo o um novo mercado chamado DEFICIENTES FÍSICOS, onde começam, cada vez mais, produzirem novos produtos ou se dizerem prestadores de serviços especializados, que na realidade não são. Empresas e prestadores de serviços cada vez mais tentam entrar nesse nixo de mercado, mas sem qualquer habilitação ou experiência no assunto.
peço que antes de comprarem qualquer produto ou serviço, pesquisem sobre a empresa ou prestador de serviço, veja aquém já venderam ou aquém já atenderam, tirem todas as informações necessárias antes da compra. Peçam referências de clientes, vejam se os produtos se encontram dentro das normas Brasileiras ou se os prestadores que se dizem habilitados, de que forma e onde foram habilitados pra isso.
Enfim, nos dias hoje todo cuidado é pouco.
Um Grande Abraço A Todos !!!!!!!!!!!!
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Gente igual, Gente diferente - Mensagem

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GENTE IGUAL. GENTE DIFERENTE.
GENTE QUE ACEITA A DIFERENÇA.
GENTE QUE OLHA NO OLHO.
GENTE QUE ACREDITA.
GENTE QUE SONHA.
GENTE QUE SE EMOCIONA E NÃO SENTE VERGONHA.
QUE DÁ E ACEITA OPINIÃO.
QUE TEM DEFEITO E ACEITA A IMPERFEIÇÃO.
QUE BRIGA E FAZ AS PAZES.
QUE ERRA E ADMITE QUE ERROU.
GENTE QUE PEDE E ACEITA DESCULPAS.
QUE NEM SEMPRE ACERTA MAS SEMPRE TENTA.
QUE TAMBÉM TEM PREGUIÇA MAS SEMPRE LEVANTA.
QUE FAZ MELHOR PORQUE FAZ O QUE GOSTA.
GENTE QUE VIVE O MOMENTO MAS NÃO ESQUECE O FUTURO.
QUE É LIVRE PARASE COMPROMETER.
QUE TEM PRESSA MAS NÃO DEIXA DE DAR BOM DIA.
QUE VIBRA COM O BRASIL E TORCE PELO PLANETA.
GENTE QUE SE CUIDA E QUE CUIDA DA GENTE.
GENTE QUE GOSTA DE GENTE
QUE GOSTA DA BELEZA.
QUE GOSTA DA VERDADE.
GENTE BONITA DE VERDADE.

(Autor Desconhecido)
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Curso de Capacitação - Lançamento do Software Musibraille

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Será lançado no mês de julho, em Brasília, o Software Musibraille. O programa, criado pela coordenadora do Curso de Musicografia Braille da Escola de Música de Brasília, Dolores Tomé e pelo professor Antônio Borges do Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem o objetivo de melhorar a situação do estudante com possibilidade de transcrição automatizada de textos musicais a partir do papel. O compositor ou arranjador cego também será beneficiado na medida em que suas obras poderão ser geradas na forma bi-modal (em Braille e em tinta) sendo consumidas também por músicos que não dominam a técnica Braille. "

O projeto MUSIBRAILLE destina-se a criar condições favoráveis à aprendizagem musical das pessoas com deficiência visual que sejam equivalentes as dos colegas de visão normal", explica Dolores. Com o apoio do Governo Federal e dos governos estaduais será realizado gratuitamente um curso de capacitação para profissionais de educação musical que pretendem trabalhar com músicos e estudantes cegos e criar e manter biblioteca virtual de músicas em Braille."

O ineditismo do projeto já justifica a sua execução, cabendo destacar que será o primeiro software da língua portuguesa para a transcrição de partituras em Braille, podendo ser adotado por outros países lusofônicos", diz Dolores. A intenção do projeto é melhorar e ampliar as possibilidades do músico cego no mercado de trabalho, incluída aí a atividade de ensino de música em suas múltiplas vertentes e permitir a troca de conhecimento e divulgação de obras por meio de biblioteca musical Braille instalada na página da internet onde o programa ficará disponível para cópia gratuita. A inclusão social é uma das principais resultantes do projeto.

A técnica de Musicografia Braille é uma das principais ferramentas que permitem essa equivalência. Ela foi desenvolvida em 1828 por Louis Braille (Francês), que adaptou a técnica para transcrição de textos também desenvolvida para a transcrição musical. Através desta técnica um texto musical de qualquer complexidade pode ser transcrito para a forma tátil e facilmente assimilado pelos deficientes visuais.

O projeto Musibraille destina-se a criar condições favoráveis à aprendizagem musical das pessoas com deficiência visual que sejam equivalentes as dos colegas de visão normal. Segundo Dolores, existem poucos programas de computador disponíveis no mercado para transcrição musical em Braille e, para o contexto brasileiro, esses programas estão fora da realidade uma vez que, além de caros, são incompletos e não emulam voz em português, impedindo a disseminação da utilização direta ou como ferramenta de ensino qualificado. "Além disso, como os professores de música não têm conhecimento da Musicografia Braille, recusam os estudantes por julgarem impossível o aprendizado da partitura musical com efetividade."

O Software Musibraille será distribuído nas oficinas de capacitação que serão realizadas em uma Capital de cada uma das regiões geográficas do Brasil. Também será distribuído gratuitamente por meio de página na internet onde os beneficiados, professores, alunos cegos e o público em geral poderão baixar cópia do programa. Além do Software Musibraille, serão distribuídos, no curso de capacitação, o livro em tinta para os professores e o caderno de exercício em braille para o professor aplicar ao aluno cego, ou vice versa."

Esperamos ter um grande número de pessoas interessadas no curso, tanto para professores de música, quanto para músicos cegos e arte educadores. Queremos com esse projeto darmos a oportunidade para pessoas cegas terem as mesmas ferramentas das pessoas com visão normal, lendo partituras, escrevendo e compondo e mais do que tudo, tendo o ingresso nas Universidades, Faculdades e Conservatórios de Música com igualdade de oportunidades profissionais."

O curso de capacitação já está programado para ser realizado nas seguintes regiões:

Centro-Oeste - Brasília: de 7 à 10 de julho na Biblioteca Nacional de Brasília
Nordeste - Recife: 03 à 07 de agosto na Biblioteca Pública do Estado de Pernambucana da Secretaria de Educação do Estado.
Norte - Belém: de 01 à 05 de setembro na Universidade Federal do Pará.
Sudeste - Rio de Janeiro: 05 à 09 de outubro no Instituto Benjamim Constant - IBC.
Sul - Porto Alegre: de 09 à 13 de novembro (a definir).

Fonte: http://sentidos.uol.com.br/canais/materia.asp?codpag=13252&canal=ligado
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Pesquisadores desenvolvem sistema que 'traduz' braile

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Professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) desenvolveram um sistema capaz de reconhecer, com o auxílio de uma webcam, 63 sinais de leitura tátil (braile). A iniciativa para criar o sistema, batizado de Litteris, surgiu devido à dificuldade em transcrever as provas de redação do vestibular da instituição aplicadas para deficientes visuais.

Em apenas dois meses, os professores Ariângelo Hauer Dias, Carlos Luciano Sant'Ana Vargas, Ivo Mário Mathias e Marcelo Bilobrovec, criaram o programa que, em apenas um segundo, fotografa e decodifica uma letra em braile para o alfabeto romano.

O sistema, segundo os professores, funciona por uma rede neural artificial que, depois de "ensinada" a identificar os símbolos, consegue traduzí-los. "Cada símbolo braile possui no banco de dados dez imagens fotografadas em condições diferentes do mesmo símbolo (posição e sombras), relacionada com a letra do alfabeto. Com isso, nossos testes registraram 90% de acerto do programa na hora da leitura com a webcam", afirma.

Para o uso do programa, os professores adaptaram a webcam com uma lanterna para garantir iluminação adequada do símbolo e com uma armação de plástico que deixa o instrumento na distância ideal para o foco. "A ideia foi criar uma ferramenta que garanta fácil manuseio, baixo custo e alta produtividade", diz Bilobrovec.

A iniciativa veio da carência de profissionais que entendam braile no período de vestibular. Hauer conta que mandou o projeto para o 3° Prêmio Werner Von Siemens de Inovação Tecnológica 2008, na categoria Ciência e Tecnologia e na modalidade Indústria, porque oferece soluções de aplicação simples e ganhos para a sociedade. "Em meio a 110 projetos inscritos, tínhamos esperança, mas não imaginávamos que ganharíamos o prêmio", afirma.

Os professores falam sobre a intenção de fazer uma versão on-line e gratuita do programa. "O alvo é popularizar nossa ideia, de maneira que, em qualquer lugar do país e usando as mesmas ferramentas que usamos, a pessoa com deficiência visual tenha mais facilidade para se comunicar e ser entendido", diz Hauer.

Fonte: G1
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Festival de cinema - inscrições abertas

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Queremos conhecer todas as novas produções! Filmes de ficção com atores com deficiência, documentários ou animações sobre pessoas com deficiência; novos personagens, idéias, abordagens, propostas e estéticas.

Regulamento e Ficha de Inscrição no site:http://www.assimvivemos.com.br/

Datas:
Inscrição on-line no site: até dia 11 de maio.
Recebimento do material de seleção: até 22 de maio.
Resultado da seleção: até 15 de junho
Recebimento de DVD para exibição: até 30 de junho.

Estamos emocionados com a repercussão do Programa Assim Vivemos na TV BRASIL, que ficará em cartaz de março até agosto, sempre aos domingos, às 18h30. Cada programa também pode ser vistos durante uma semana no site! www.tvbrasil.org.br/assimvivemos

Em 2009, o Festival Assim Vivemos chega à sua quarta edição, com uma grande novidade: realizaremos o festival também em São Paulo, no Centro Cultural Banco do Brasil, nosso patrocinador e fiel parceiro. Outras cidades podem ainda receber o festival este ano, estamos trabalhando para isso!

Fonte: http://www.assimvivemos.com.br/
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Novo Power Knee

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Na passada semana, no Walter Reed Army Medical Center, foi colocado num paciente, pela primeira vez, a 2ª geração do Power Knee, da Ossur. Trata-se de uma versão aprimorada: mais leve, mais pequena e mais silenciosa. O paciente foi Greg Gadson, um soldado norte-americano bi-amputado.


Este joelho electrónico protésico é constituído pela mais avançada tecnologia da área, tendo a capacidade de substituir a função muscular perdida e proporcionar mais segurança durante a marcha do paciente amputado. Espera-se que se torne largamente utilizado tanto por amputados unilaterais como bilaterais.


Fontes:

http://www.ossur.com/?PageID=631&NewsID=2745

http://www.wramc.amedd.army.mil/NewsAndEvents/media/resource/Lists/wrarticles/DispForm.aspx?Id=201&

http://protesesminisetremocos.blogspot.com/

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sábado, 25 de abril de 2009

Oh dúvida cruel...

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Navegando pela internet encontrei esse texto, que seria cômico se não fosse trágico!!! Nunca tinha pensado em algumas dessas coisas....bem legal!!!

Algumas perguntas me assaltam de vez em quando.
Quem souber as respostas me avise :

1. Por quê é que todas as saídas de emergência de prédios são escadas? Pessoas com cadeiras de rodas não são inflamáveis em caso de incêndio? ( essa foi a melhor, sabe que nunca tinha me dado conta disso!!! )

2. Por quê empresas que arrotam responsabilidade social ameaçam tirar suas fábricas do Vietnã só porque o salário mínimo de US$59 aumentou 10 dólares?

3. Por quê os elevadores tem o painel de andares em braille, mas não tem alto falante para anunciar onde estão? Pessoas cegas podem saber para onde ir mas não podem saber que chegaram lá? ( isso também é sério, embora pareça uma piada!!! )

4. Por quê as escolas dão aulas de educação ambiental defendendo as florestas, mas escolhem material didático descartável gastando um monte de papel à toa?

5. Por que os autores de livros defendem a liberdade de difusão de informação, mas tem arrepios quando alguém fala de livro digital?

6. Por que é que os defensores da inclusão responsável não assumem a responsabilidade quando as pessoas que "educaram" de forma tão especial por 20 anos não sabem ler e escrever?

Fonte: http://xiitadainclusao.blogspot.com/
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Conheça deficientes que conseguiram isenção de impostos

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Portadores de deficiências e de doenças graves têm direito à isenção de vários impostos.

Quinta - feira o Jornal Hoje mostrou que os portadores de deficiências e de doenças graves têm direito à isenção de vários impostos. Agora você vai conhecer algumas pessoas que já conseguiram esses benefícios. Após dez anos, circular pelas ruas de Goiânia sem cadeira de rodas virou uma realidade para André. "Eu posso caracterizar o carro como um substitutivo das minhas pernas", diz André Jonas de Campos, advogado. Quando comprou o carro, o advogado não pagou IPI (Imposto sobe Produto Industrializado), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), nem IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). “Eu tive um desconto de R$ 12 mil nesse veículo”, diz André. O Jornal Hoje mostrou ontem que além de portadores de deficiência física, visual, mental e autistas, pacientes com HIV, câncer, cegueira, esclerose múltipla, parkinson, transtorno mental, contaminação por radiação, hanseníase, doença renal, do fígado, do coração, paralisia e tuberculose têm direito a benefícios e isenções de impostos. “Primeiro, o laudo de avaliação. Se a pessoa realmente é portadora daquela deficiência q ele está alegando. Segundo, uma documentação de verificação se a pessoa tem disponibilidade financeira pra adquirir esse veículo”, diz Ronaldo Silveira Genu, delegado da Receita. Se o portador de deficiência física não puder dirigir, o representante legal tem direito ao benefício. "Verificando-se que trata-se de um pai, de uma mãe, a Justiça é muito clara, manda-se que cumpra a lei que existe concedendo a isenção”, diz Ari de Queiroz, juiz. Quem se aposenta por invalidez, não importa qual seja a doença ou a deficiência, e está impedido de gerar renda tem direito a outro benefício: a quitação do financiamento da casa própria. A exigência é que a doença tenha aparecido depois do financiamento. Foi o que fez a bancária Doralice, que desenvolveu uma paralisia nos quadris, em conseqüência da poliomielite que teve na infância. A quitação foi possível graças ao seguro que é cobrado em todas as parcelas do financiamento. “Eu reduzi aí em torno de R$ 400 o meu orçamento. E faz uma diferença, né?” diz Doralice Rodrigues Rezende, ex-bancária aposentada.

Fonte: Jornal Hoje
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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Pequenos ajustes em casa facilitam acesso de visitas cadeirantes

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Preparar a casa para receber um visitante que se locomove em cadeira de rodas não tem segredo -basta perguntar o que você pode fazer para ajudá-lo. Mas alguns toques evitam possíveis desconfortos.
Áreas de trânsito devem ficar livres: passeie com um papelão de 80 cm por 120 cm e remova o que estiver obstruindo o caminho. "Tapetes são os grandes vilões, pois enroscam na roda", afirma a arquiteta Silvana Cambiaghi, cadeirante.
Mesa de centro é um obstáculo desnecessário -se não puder retirá-la, afaste-a para um canto. Caso existam degraus entre os ambientes, instale rampas de madeira.
O acesso ao banheiro é essencial e deve ser facilitado. O box com porta é um obstáculo. Instalar um assento elevado no vaso sanitário e um espelho na altura do cadeirante também é uma boa.
Alimentos e objetos como copo e telefone devem ficar entre 40 cm e 120 cm de altura -portanto, nada de guardar a pasta de dentes no armário com espelho. Se a porta da cozinha tiver menos de 80 cm de largura, deixe louça, talheres e alguns alimentos e bebidas na sala, ao alcance da mão.
No quarto, a altura ideal para instalar a cama é entre 46 cm e 52 cm do chão, e o colchão não deve ser muito macio.
Fonte: Folha Online
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Invenção de professor do PR revoluciona ensino de matemática para cegos

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Instrumento permite entender gráficos, equações e geometria.Desenvolvido depois, software está em fase de comercialização.

Há dois meses morando em Curitiba, Lucas Falcão Radaelli, 17 anos, é o primeiro aluno cego do curso de ciências da computação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Isso foi possível graças a uma ferramenta pedagógica desenvolvida por um professor do Paraná e que está revolucionando o ensino da matemática para deficientes visuais.

Batizado de Multiplano (
www.multiplano.com.br ), a invenção foi apresentada na semana passada, em Brasília, na II Conferência Internacional de Tecnologia Social, que contou com a presença de representantes de nove países.

A invenção do professor Rubens Ferronato, de Cascavel (PR), permite entender conteúdos de matemática, como gráficos, equações, funções e conceitos de trigonometria e geometria, que dificilmente são compreendidos sem desenhos feitos pelo professor no quadro.

Em uma placa perfurada, o professor coloca alguns pinos e elásticos para formar, por exemplo, figuras geométricas, e o estudante usa o toque para entender o desenho.
“Meu pai ficou sabendo que ele [Ferronato] estava desenvolvendo a ferramenta quando eu estava na 8ª série. Passei a ter aulas particulares na casa do professor”, lembra.

O material, que chegou a ser apelidado de Lego por seus colegas de classe, ajudou Radaelli a perceber melhor sua paixão por matemática. “Ia fazer direito mais por influência de outros deficientes visuais, porque dificilmente eles se aventuram na área de exatas”, diz.
Prêmios
O instrumento foi produzido artesanalmente pelo professor Ferronato para o uso e capacitação de 200 professores no Paraná, rendeu quatro prêmios na área de educação, recebeu recomendação do Ministério da Educação (MEC) para a aplicação em toda a rede de ensino brasileira e começou a ser comercializado em todo o país, também na versão digital. Ele pode ser usado tanto para alunos das séries iniciais do ensino fundamental quanto para estudantes do ensino superior.
A dificuldade em conseguir ensinar conteúdos da disciplina de Cálculo Diferencial para um aluno deficiente visual numa sala do curso de Ciência da Computação, da União Pan-Americana de Ensino (Unipan) levou Ferronato a prometer que iria trazer um novo material para que pudesse explicar melhor. “Os métodos convencionais não surtiam efeito diante das complicações gráficas propostas pela disciplina”, lembra. O primeiro multiplano produzido na época para o aluno Ivã José de Pádua, hoje com 29 anos, era feito de uma placa de eucatex, elásticos e rebites que permitiam montar um plano cartesiano. Assim, o estudante começou a entender como funcionavam os eixos “X” e “Y”.

Além disso, trouxe a possibilidade de Ivã produzir seus próprios gráficos. “Não existiam materiais como aquele. Os outros tinham de montar os gráficos junto com a pessoa cega, com cola plástica, por exemplo”, lembra o ex-aluno.
Ensino de matemática
Ivã acabou desistindo do curso de ciências da computação por vontade própria, mas fez parte de um grupo de alunos cegos que contribuiu para a melhoria do desenvolvimento do Multiplano, que, na opinião do professor Ferronato, também pode ser aplicado no ensino de matemática de alunos que enxergam.

“O que mais impressionou foi a inclusão. Antes o Ivã era um aluno isolado. Depois passou a fazer o papel de monitor da sala”, diz. Um ano após a descoberta do Multiplano, foram iniciadas as pesquisas para o desenvolvimento de um software similar à ferramenta pedagógica. Hoje o software, chamado de Multiplano Virtual, já está em fase de comercialização por uma empresa curitibana. A diferença do Multiplano concreto são as percepções auditivas. Os dois métodos podem ser usados de maneira complementar.

“Primeiro o aluno deficiente usa o Multiplano Concreto para compreensão e memorização por meio da percepção tátil e a partir disso está apto para usar a ferramenta virtual, aplicada no computador com percepção auditiva, para aperfeiçoar seus conhecimentos”, explica Ferronato.

Fonte: Gi
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quinta-feira, 23 de abril de 2009

São Paulo terá parque aquático público para cadeirantes

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SÃO PAULO - O primeiro parque aquático público destinado à prática esportiva de cadeirantes e homologado pela Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), órgão ligado à Secretaria Municipal de Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida(SMPED), será inaugurado no próximo domingo, às 10h30, no Clube Escola Lapa, o Pelezão, na zona oeste de São Paulo.

Após dois meses de obras e R$ 130 mil investidos, o local recebeu vagas de estacionamento, vestiários, rampas de acesso e corrimãos. “É o único clube público onde o cadeirante pode se locomover do carro até a piscina sem a ajuda de ninguém”, afirma Celso Goldenberg, supervisor de Esportes da Subprefeitura da Lapa.Apesar da reforma, Ana Lúcia Camargo Barros, diretora do Pelezão, diz que o clube ainda não oferecerá atividades aquáticas esportivas “adequadas” ao deficiente físico. “Para isso, precisamos de um corpo técnico qualificado. E nós não temos”.
Eduardo Auge, secretário da CPA, garante que outras áreas públicas vem sendo estudadas para passar por “adaptações de acessibilidade” semelhantes.
As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Fonte: G1
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Inclusão Social das Pessoas com Deficiência no Brasil: como multiplicar esse direito

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Lançamento do "Guia para Multiplicadores pelo Direito as Pessoas com Deficiência" será na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo dia 12 de maio

A CORDE, Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, o Instituo Paradigma e o Instituto do Legislativo Paulista realizarão evento para lançar o Guia para Multiplicadores pelo Direito as Pessoas com Deficiência, com objetivo de disseminar conceitos e informações sobre o tema.

Data: 12 de Maio de 2009 - Terça-feira
Horário: das 08h30 às 12h00
Local: Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
Endereço: Av Pedro Álvares Cabral, 51
Auditório: André Franco Montoro
Inscrições gratuitas pelo telefone 11-5090-0075, com Valdinéia,
ou pelo e-mail -
instituto@iparadigma.org.br.

Programação:

08h30 às 9h00 –Welcome Coffee: Credenciamento e distribuição da publicação “A Inclusão Social da Pessoa com Deficiência no Brasil – Como Multiplicar este Direito.

09h00 às 09h20 - Abertura Dra. Luiza Russo - Presidente do Instituto Paradigma.
Deputado Estadual Barros Munhoz - Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.

09h20 às 10h10 - As conquistas no cenário da inclusão social das pessoas com deficiência no Brasil e os desafios na disseminação e garantia de seus direitos.

CORDE - Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência.
Apresentação do projeto e metodologia do curso de formação de multiplicadores dos direitos das pessoas com deficiência.

Sra. Luiza Russo Presidente do Instituto Paradigma.
10h10 às 10h30 - Apresentação do Resultado da Pesquisa sobre o Acesso a Pessoa com deficiência às urnas eleitorais da Cidade de São Paulo.

Prof. Humberto Dantas da ONG Voto Consciente.
10h30 às 10h45 - Relato de Experiências: Apresentação do CD com o áudio da Constituição do Estado de São Paulo – lançamento do Instituto do Legislativo Paulista para as pessoas com deficiência visual.

Sr.Roberto Lamari - Presidente do Instituto Legislativo Paulista.
10h45 às 11h15min - Mesa Redonda: Os desafios da representação da pessoa com deficiência nas esferas políticas.

10h45 - Deputada Célia Leão.

10h55 - Deputado Valdir Agnello e Presidente da Frente Parlamentar da pessoa com deficiência.

11h05 - Deputado Rafael Silva.

11h15 - Vereadora Mara Gabrilli.

11h25 - Espaço para perguntas e considerações.

12h00 - Encerramento

Realização: Instituto Paradigma e CORDE, Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.
Apoio: Instituto Legislativo Paulista e Voto Consciente.

Fonte: Rede Saci
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sábado, 18 de abril de 2009

Em reunião com MPF, companhias aéreas apresentam soluções para acessibilidade às aeronaves

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Tam adquiriu um ambulift (plataforma elevatória) e Trip comprou dispositivo para cadeiras de rodas

Porto Velho (RO), 16.04.2009 – As companhias aéreas e a Infraero atenderam ao convite do Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia e participaram de uma reunião na tarde desta quinta-feira. Na ocasião os representantes das empresas informaram que estão providenciando equipamentos que garantam a acessibilidade aos cadeirantes e às pessoas com mobilidade reduzida. Atualmente, passageiros que não conseguem utilizar as escadas para embarcar ou desembarcar das aeronaves passam por situações de constrangimento, sendo carregados por funcionários das companhias.

A Tam informou que comprou um ambulift, uma plataforma elevatória que transporta os passageiros do chão até a aeronave. Este dispositivo não possui disponibilidade para pronta entrega no mercado e o fabricante estipulou um prazo de 120 dias para fornecimento. A compra foi realizada em 18 de março e estima-se que até julho o equipamento esteja em operação. O representante da empresa, Mozart Lima de Castro, disse que a compra do ambulift poderá também reduzir os riscos de acidentes no transporte manual de passageiros com deficiência física. “Em períodos chuvosos, o chão e os degraus da escada dos aviões ficam escorregadios, o que aumenta as chances de acidentes tanto para passageiros quanto para os funcionários”, disse.




A empresa aérea Trip providenciou a compra de uma cadeira de propulsão elétrica que sobe e desce as escadas de acesso à aeronave. O equipamento é usado para elevar e descer passageiros que usam cadeiras de rodas. Até o momento, a Gol Linhas Aéreas é a única que possui este dispositivo no Aeroporto Internacional Jorge Teixeira, em Porto Velho (RO).
Gol, Tam e Trip possuem acordos de cooperação técnica e pretendem fazer uso comum do ambulift comprado pela Tam. Para o procurador da República Ercias Rodrigues de Sousa, esta alternativa pode ser viável a todos. “As cadeiras de propulsão elétrica servem apenas para os cadeirantes. Passageiros enfermos que estão em macas, idosos, obesos mórbidos e outras pessoas com mobilidade reduzida permanecem sem acesso digno aos aviões. O ambulift é a melhor opção. O uso compartilhado deste equipamento pode ser uma alternativa economicamente viável para as empresas aéreas, sem prejuízo do direito de acessibilidade do cidadão”, disse o procurador.

Desde o começo do ano, o MPF tem atuado para promover a acessibilidade às aeronaves em Porto Velho. Denúncias feitas pela Federação dos Portadores de Deficiência de Rondônia (Feder) relataram situações constrangedoras no transporte de passageiros deficientes e também desrespeito aos seus direitos. O procurador Ercias Rodrigues explicou às empresas que “uma das funções do Ministério Público Federal é a defesa das minorias, garantindo os direitos constitucionais que lhes são devidos” e que para assegurar estes direitos o órgão adotará todas as medidas que forem necessárias.

Fonte: http://www.onortao.com.br
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Modus Atelie

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Uma nova categoria de produtos aliada com conceito de moda foi criada especialmente pra você!
São diferentes opções de componentes e acessórios para sua cadeira de rodas com estampas, cores e texturas seguindo as últimas tendências da estação. O intenso colorido e a criatividade das artes em geral, foram as principais tendências que serviram de referência para o desenvolvimento da primeira coleção, com o tema Emoções, atraves de uma aproximação artística e divertida, com grafismos, formas orientais, listras, riscas, estampas florais, estampas gigantes, vivas e audaciosas.

Equipe e Foco

O grupo idealizador da Modus Atelie é composto pelas recém formadas pela Universidade Anhembi Morumbi, do curso Negócios da Moda, do Campus Morumbi, e novas empreendedoras Janaina Passos, Priscila Gregório, Tayane Watanabe e Wend Caires.

Compreendendo que, além das necessidades naturais, os seres humanos possuem necessidades estéticas, Modus Atelie almeja contribuir no sentido de proporcionar aos cadeirantes um compartilhar de linguagem de moda.
O nosso objetivo maior é fazer com que parte de excluídos se sintam admitidos positivamente no contexto social, sentindo-se confortáveis no circulo em que vivem, pelo qual transitam e, por consequência, elevando as suas auto-estimas.

http://www.modusatelie.com.br/
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Poesia "As diferenças" - 20/3/2009 - Sentidos

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Poesia "As diferenças"

Somos diferente

"As diferenças"
Não enxergo, Mas ouço, ando, falo e sinto
Não ando, Mas enxergo, ando, ouço, falo e sinto
Não ouço, Mas falo, enxergo, ando e sinto
Não falo, Mas ouço, ando, enxergo e sinto
Não ando, não falo, não enxergo, não ouço, mas sinto
Eu existo
Sou diferente
Sinto o toque com AMOR
Sinto o olhar da rejeição
Deixe-me te Amar e
me aceite como Sou
Maria Dias (mãe do paraatleta JEAN DIAS sequela de paralisia cerebral, fisioterapeuta e coordenadora da AAPPNE-Associação de Apoio às PNE)

Poesia "As diferenças" - 20/3/2009 - Sentidos

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Museu Acessível A Deficientes....

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Deficientes visuais têm acesso à exposição Tesouros do Louvre: Retratos esculpidos por Houdon.

No âmbito das comemorações do ano da França no Brasil, a exposição "Tesouros do Louvre: Retratos esculpidos por Houdon", composta de vinte esculturas de grande sensibilidade e beleza pertencentes ao acervo do Museu do Louvre, proporcionará ao público brasileiro a oportunidade de conhecer no Museu Histórico Nacional, de 29 abril a 5 de julho, a vida e a obra do artista francês Jean Antoine Houdon (1741-1828) e o mundo de sua época. O inestimável apoio da Comissão de Eventos do Ano da França no Brasil do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, a parceria do Museu do Louvre e do curador da coleção, Guirlherme Scherf, da empresa organizadora EMC e o generoso patrocínio da PSA Peugeot Citroën, estão viabilizando a realização da exposição no Rio de Janeiro.

Além de esculturas de personagens históricos, entre os quais os franceses Mirabeau, Condorcet, Rousseau, Voltaire e Diderot e os americanos Benjamin Franklin (com quem o artista viajou da França para os Estados Unidos) e George Washington, serão expostas, ainda, a obra prima em mármore "Morphée" e esculturas retratando a família do artista. Numa tela de aproximadamente quinze metros, serão projetadas imagens que abordarão o contexto histórico da França no período em que Houdon criou suas obras, seus principais e mais importantes personagens, bem como a realidade brasileira de então. Uma instalação em tamanho real, produzida a partir da imagem do quadro "L´Atelier de Houdon", de Louis-Leopold Boilly, reconstituirá o ambiente no qual o artista elaborava suas obras.

A oferta de acessibilidade para deficientes visuais da exposição consiste em disponibilizar ao público: réplicas das esculturas de Houdon que poderão ser tocadas, legendas em braile de todas as obras expostas, catálogos com texto e planta da exposição em braile e caracteres grandes, textos da exposição em computador com sintetizador de voz e educadores especialmente treinados para proporcionar visitas educativas e descritivas. A ação educativa da exposição também terá a disposição de todos os visitantes materiais educativos sensoriais sobre a criação do artista e terminais digitais interativos.

A produção dos materiais em braile é da Fundação Dorina Nowill para Cegos e a assessoria e treinamento dos profissionais para acessibilidade na exposição é da Museus Acessíveis.

A exposição é aberta ao público de 3º a 6º feira, das 10h às 17h30 e aos sábados, domingos e feriados (exceto Natal, Ano Novo, Carnaval e dias de eleições), das 14h às 18h. O museu não é aberto ao público nas segundas feiras, mesmo que seja feriado.

Ingresso para exposições do Museu Histórico Nacional:
R$ 6,00 (seis reais).
Estão isentos de pagamento (mediante comprovação): crianças até cinco anos de idade; sócios do ICOM-International Council of Museum; funcionários do IPHAN; alunos e professores das escolas públicas federais, estaduais e municipais; brasileiros maiores de 65 anos; guias de turismo e estudantes de museologia. Alunos agendados da rede particular de ensino e brasileiros maiores de 60 anos e menores de 65 anos pagam a metade do valor. Aos domingos, a entrada é franca.

Local: Museu Histórico Nacional
Praça Marechal Âncora, s/nº
Próximo à Praça XV
www.museuhistoriconacional.com.br
mhn02@visualnet.com.br
Telefone: (21)2550-9220
FONTE REVISTA SENTIDOS

DEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com
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Vagas Para Deficientes

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.Em BREVE MAIS VAGAS PARA DEFICIENTES FÌSICOS.
.
DEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com
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Fotógrafa da acessibilidade.

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Kica de Castro - Fotógrafa da acessibilidade.

Graduada em comunicação social com ênfase em publicidade e propaganda, tornou-se fotógrafa profissional em 2000. Em 2002, recebeu o convite para ser chefe do setor de fotografia em um hospital e centro de reabilitação para pessoas com algum tipo de deficiência fisica. O primeiro contato com as futuras modelos da agência, era para prontuários médicos e publicações cientificas. Nesse período, lembra que as fotos eram registradas de maneira muito fria, de frente, costas e as duas laterais, apenas de peças intímas e com uma placa que vinha com o número do prontuário, muitos pacientes falavam que parecia fotos de presidiários. Para o corpo clinico, essas fotos são de extrema importância , porém , para os pacientes isso era muito invasivo. Percebendo isso, Kica, levou para o estúdio acessórios para quebrar o gelo: espelho, pente, gel, bijuterias e um pequeno estojo de maquiagem. Isso fez com que os pacientes ficassem mas a vontade, e começaram a contar os seus sonhos. Grande parte, tinha o sonho de ser modelo, mas como sofreram acidentes ou já nasceram com as patologias, esse sonho parecia impossível de ser realizado. Em 2003, juntamente com uma amiga do setor de psicologia adulto, começaram a desenvolver um trabalho; resgate da auto estima com auxilio das fotos, que acabou recebendo o nome de FOTOTERAPIA. Essa iniciativa, deve resultados fantásticos, muitos dos pacientes começaram a descobrir e aceitar a condição do corpo existente. Em 2004, muitas das pacientes começaram a cobrar muito mas que a auto estima, queriam uma oportunidade para atuar nesse campo. Kica começou a fazer alguns contatos, com antigos clientes da época de atuação de publicitária, mas encontrou muita dificuldade quando falava que eram pessoas com deficiência fisica, nesse período, começou a tirar fotos sem os respectivos aparelhos ortopédicos (muletas, proteses, orteses, cadeira de rodas...) com isso, a aceitação foi um pouco melhor, pois, nas fotos não mostravam claramente que se tratavam de pessoas com deficiência fisica. Mas isso não era o objetivo desejável. No mesmo ano , retomou os acessórios, pois, se era para quebrar o preconceito, fazer a inclusão, os mesmos teriam que ser visíveis. Foram feitas, muitas tentativas, e poucos resultados. Em 2005, começou a fazer uma pesquisa, para descobrir onde estavam os erros e os preconceitos. Como resultado da pesquisa, algumas iniciativas sobre esse segmento começaram aparecer, pena que todos eles na europa, Alemanha tem um concuros de beleza para cadeirantes: A Mais bela Cadeirante, na França um Reality Show , tipo Big Brother, só para pessoas com deficiência fisíca. Com isso, em 2007, deixou a instituição e tomou a decisão de montar sua própria agência de modelos, voltada para pessoas com algum tipo de deficiência fisíca.
2008, as conquistas foram aumentando. Foi feita uma parceria com a Visable, uma agência em Berlim, Alemanha, com os mesmo conceitos: deficiência fisica e beleza não são palavras contraditórias. Uma das modelos, brasileiras, destaque na Visable é Haonê Thinar, 17 anos, que teve aos 9 anos de idade uma das pernas amputadas, devido um tumor (cancêr). Agora em 2009, duas modelos estam embarcando para Berlim, uma viagem há trabalho de 10 dias. Uma modelo é de Santa Catarina e a outra do Mato Grosso, as mesmas são amputadas: uma de uma perna e a outra bilateral.
Esta na moda falar de inclusão social, porém, aqui no Brasil, pouco se fala de beleza e sensualidade. Muitas barreiras, pouco acesso e quase nenhuma sensibilidade.
O que começou como auxilio de resgate da auto-estima, hoje é uma opção no mercado de trabalho. Quem tem boca vai a Roma, chegamos até Alemanha.
“Ser diferente tambem tem seu lado belo” finaliza Kica.
Obs.: Hoje, temos no casting 54 pessoas, homens e mulheres, de 4 a 58 anos.
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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Prefeitura garante novo convênio com AACD para alfabetizar crianças especiais

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Prefeitura de São Paulo ameaçou romper convênio com a instituição. Secretário garantiu nesta quinta (9) que contrato será renovado.

A Prefeitura de São Paulo garantiu que não vai mais encerrar o convênio por meio do qual promove alfabetização para alunos especiais da unidade da Mooca da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), na zona Leste de São Paulo. Os professores que dão aulas para as crianças são contratados pelo município, chegaram a ser orientados a voltar para as escolas de origem ou trabalhar com o salário reduzido.
O secretário da Educação, Alexandre Schneidder, garantiu nesta quinta-feira (16) que o convênio não será interrompido. "Nós e a AACD sentamos e já resolvemos a questão do convênio. Acabamos de resolver depois de uma reunião. Precisava resolver algumas questões por parte da AACD e da secretaria. E nós vamos manter, além do serviço que já existe, um novo serviço na unidade Ibirapuera. Vão ficar lá os professores e aqui na unidade Ibirapuera vamos ter um trabalho com as crianças no contraturno escolar", afirmou.
De acordo com o secretário, o convênio termina em maio porque a Prefeitura precisava fazer adaptação por questões legais. "Agora nós vamos assinar um convênio por prazo maior, de um ano, renovável anualmente. Provavelmente vamos conseguir, via AACD, compensar os professores."
A AACD disse que o convênio com a Prefeitura existe há 27 anos e nunca teve problemas. A instituição quer continuar a parceria, mas fala que não consegue manter as atividades para os alunos especiais sem os professores cedidos pelo município.
Antes do anúncio do secretário, uma das sete professoras teve que abrir mão da turma.

Mães que chegaram à unidade foram informadas de que as aulas estavam suspensas por um tempo indeterminado.

“A Prefeitura e a instituição têm um convênio, que pode ser quebrado. As professoras ficaram sabendo que teriam que voltar para a sede da escola delas”, disse Flávia Roberta de Souza, mãe de um aluno. “Os professores das 1ª, 2ª e 4ª séries não sabem até quando vão dar aula”, disse Tatiana Lemos, mãe de aluno. Sob lágrimas, Maria Altamira da Conceição, avó de uma menina, disse que seu neto avançou nos estudos e teme que ele não tenha o mesmo desempenho na escola comum.

“Ela ficou um ano na escola e não aprendeu a fazer nenhuma bolinha. Eu falando com a diretora, a diretora arranjou uma vaga para ela aqui na AACD. Aqui foi que ela aprendeu a fazer o nome dela. Já lê um pouquinho. É uma criança bem esperta, inteligente. Mas se ela sair daqui, eu sei que acaba tudo pra ela”, lamentou. “Nós queremos um alicerce. Nós não estamos reivindicando que nossos filhos morram aqui dentro. Não é essa realidade nossa. A nossa realidade é o que: que os nossos filhos saiam preparados aqui para uma escola lá fora”, disse Sandra da Silva Dos Santos, mãe de aluno. “Quando entrei aqui não sabia nem ler e escrever. Não sabia nem o ABC”, falou Daniel Ramos da Silva, de 13 anos, que não quer voltar à escola convencional.

Fonte: G1
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Bebedouro Acessível

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Para áreas de grande concentração de pessoas e acessível também para deficientes físicos atendendo a ABNT NBR9050: 2004 e o Decreto 5296/2004, o BDF é um bebedouro elétrico tipo pressão, com capacidade de refrigerar 35,0 litros/hora no modelo 200 e 45,0 litros/hora no modelo 300, de acordo com a ABNT NBR13972:1997.
Ou seja, atende até 239 pessoas no modelo 200 e 307 no modelo 300 em áreas de escritório. O Bebedouro de Pressão BDF é fixado na parede, facilitando a limpeza de pisos, paredes e do mesmo, não deixando aparentes fios elétricos ou tubulações. Possui pré-filtro e filtro, que podem ser trocados sem a necessidade de fechar registros, proporcionando uma água de excelente qualidade para o usuário, com baixo custo de manutenção.
Seu gabinete é confeccionado em chapa eletrozincada pintada na cor prata, com uma única bica de jato com protetor bocal, garantindo segurança e higiene. Seu acionamento é simples, sendo realizado por teclas frontais e laterais de fácil acionamento, com leitura em Braille, favorecendo os portadores de deficiência visual. O BDF fornece água natural (teclas brancas) e gelada (teclas azuis), misturando os dois tipos de água no acionamento simultâneo. Seu reservatório é em aço inox 304N (ideal para alimentos) com serpentina externa que garante segurança no uso do produto. Atende a norma ABNT NBR 9050 de 2004, permitindo também o uso por parte de deficientes, estando em sintonia com os decretos 5296/2004 – acessibilidade e 3298/1999 – sistema de cotas. O BDF foi testado e aprovado por instituições como AACD e ADD.

O INMETRO concedeu certificação IPX4 (segurança elétrica), permitindo o seu uso tanto em áreas externas quanto internas, oferecendo várias alternativas de instalação, sem a necessidade de grandes modificações de alvenaria e etc

Download do folheto: http://www.ibbl.com.br/id/br/downloads/folheto/bdf_200_300.pdf

http://www.ibbl.com.br
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Sexualidade da Pessoa com Deficiência

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Sei que é meio comprido, mas é tão bom que vale a pena!!!!

Leandra fala sobre a sexualidade e os preconceitos e tabus sobre o tema quando estão envolvidas pessoas com deficiência

Leandra Migotto Certeza

A sexualidade faz parte da vida de qualquer ser humano, seja uma pessoa com deficiência ou não. Ela vai além do sexo, que é apenas seu componente biológico. “É muito mais do que simplesmente ter um corpo desenvolvido ou em desenvolvimento, apto para procriar e apresentar desejos sexuais”, afirma a orientadora sexual Maria Helena Brandão Gherpelli no livro “Diferente, mas não Desigual”. Está associada ao desenvolvimento da afetividade, à capacidade de entrar em contato consigo mesmo e com o outro, elementos fundamentais para a construção da auto-estima. “Nossa cultura tende a reduzir a sexualidade à função reprodutiva e genital, sem levar em conta a importância dos sentimentos e emoções decorrentes do processo educacional e de vida do indivíduo”, escreve a autora. Mas o fato é que cada um pode viver muito bem - e plenamente - sua sexualidade, de acordo com o que suas circunstâncias lhe permitem.
Porém, para a psicóloga Ana Rita de Paula, a beleza é, na verdade, uma condição biológica (e não estética). Considera-se belo o que é simétrico, e pelas leis da natureza, o simétrico tem mais chances de ser saudável, portanto é mais capaz de propagar os seus genes. A aparência física é o principal quesito para a atração, na fase inicial das relações inter-pessoais, enquanto que a inteligência e a personalidade têm uma importância secundária nesse mecanismo.

Marcela Cálamo Vaz Silva, 40 anos, professora e mãe de dois meninos, não acha que sexualidade seja uma questão a ser resolvida através de modelos pré-estabelecidos pela mídia. Aos seis anos, tornou-se paraplégica, devido a uma infecção na medula. “Desde que o mundo é mundo, o ‘belo’ sempre atrai mais, mas isso não significa que na hora de se relacionar com alguém, esse ‘belo’ seja o escolhido. Existem outros fatores importantes, que não são necessariamente ligados à estética. Se não fosse assim, não existiriam tantas pessoas bonitas solitárias. E isso tem sido cada vez mais comum de se encontrar nos dias atuais”.

O psicólogo tetraplégico (pessoa com paralisia parcial ou total das pernas e dos braços), Fabiano Phulmann, discorda de Marcela, e alerta que em nossa sociedade, a beleza física e a perfeição ainda são muito valorizadas, e maciçamente divulgadas pela mídia, fazendo-nos, erroneamente, atribuir ou restringir a sexualidade ao aspecto físico. Para ele, diante de tudo isso não é de se estranhar que as pessoas com deficiência, geralmente, venham ser consideradas ‘doentes’ e assexuadas. E que quem não tem deficiência possa sentir mal-estar na presença de quem tem uma deficiência.
Segundo o Fabiano, a deficiência pode mobilizar sentimentos ambíguos: de atração e repulsa, diretamente relacionados, ao medo que as pessoas sem deficiência têm de adquirir alguma deficiência. O grande problema é que a bióloga e especialista em sexualidade humana, Arletty Cecília Pinel aponta é que, infelizmente, as pessoas com deficiência ainda são idealizadas como seres frágeis, que possuem incapacidades múltiplas, pobres coitados de quem devemos ocultar tudo o que possa machucar. Para a equipe responsável pela pesquisa: Pessoas com deficiência e HIV/aids: interfaces e perspectivas: uma pesquisa exploratória (2009): “ainda é bastante arraigado, tanto entre familiares quanto entre profissionais e educadores, o mito de que a sexualidade das pessoas com deficiência é, por natureza, intrinsecamente problemática e até patológica. Dificilmente imaginam que essa pessoa possa, sequer, sentir desejo ou que seja capaz de se relacionar amorosa e sexualmente, casar e formar a sua família”.

‘Histórias de amor’

A sexualidade se desenvolve a partir do modo como nos enxergamos e percebemos que as pessoas nos enxergam. Embora as sensações de prazer se dêem no corpo material, a sexualidade se constrói e se expressa no corpo simbólico, ou seja, no corpo que temos em mente, na imagem que fazemos dele, nas fantasias que temos com ele. Nós conhecemos nosso corpo ao andar, ao fazer amor, aos nos lavar, do mesmo modo que o conhecemos por meio da dor, da doença e das emoções. Esta bagagem inclui experiências físicas e psicológicas, imaginárias e reais, do presente e do passado.

Muitas pessoas com deficiência só tiveram experiências distantes do prazer. Durante anos, seu corpo foi (ou é) alvo de intervenções médicas, fisioterápicas ou corretivas que não contribuem para despertar o erotismo. Ao contrário, apontam o que há de errado, diferente, que precisa ser ‘consertado’, ‘normatizado’, caso contrário será sempre um corpo doente. Como se isso não bastasse, o espelho para o mundo é um padrão de corpo perfeito. Como fica, então, a auto-estima da pessoa com deficiência? A tendência é não se achar atraente, duvidar que possa ser alvo do desejo dos outros.

Fabiano Puhlmann, conta ser freqüente as pessoas verem um homem com deficiência junto com uma mulher bonita que não tem deficiência e logo pensarem: ou é compaixão ou ele é rico. Ninguém imagina que essas pessoas tenham uma vida sexual ativa. “Uma cliente minha, que nasceu com uma deficiência, estava grávida. Ao pegar um táxi, o motorista perguntou quem foi que lhe tinha feito aquilo. Como se ela tivesse sido estuprada e não tivesse escolhido a gravidez como todo mundo, ou como se não tivesse sexualidade e não fosse fértil”.

Em pleno século XXI, ainda acredita-se que a mulher e o homem com deficiência não têm sexualidade. Eles tendem a serem vistos de forma infantilizada, a serem protegidos e cuidados - (esta postura ainda é bastante comum, especialmente com adolescentes com deficiência intelectual). Esse estigma também traz outros grandes equívocos. Por exemplo: mulheres com deficiência física, em cadeira de rodas, não podem ter filhos ou praticar o ato sexual; ou mulheres e/ou os homens cegos possuem um toque mais sensível, o que tornaria o ato sexual muito mais prazeroso. Também paira o mito de que as pessoas com deficiência intelectual são sem-vergonhas, inconvenientes, e masturbadores compulsivos, por terem uma suposta sexualidade exacerbada e sem governo. Enfim, são muitos os equívocos que precisam ser desfeitos!
A mulher com deficiência física ou motora, pode ou não ter filhos, pois não há relação nenhuma entre deficiência (seja ela qual for) e fertilidade, a não ser que a infertilidade seja ocasionada por fator externo à deficiência, assim como ocorre com mulheres sem deficiência. A mulher ou o homem com deficiência visual pode exercer sua sexualidade usando ou não o tato; assim como escolher se querem ter filhos ou não. Pessoas com deficiência intelectual podem exercer sua sexualidade, respeitando as convenções do que pode ser feito em público ou não. É importante levar esta informação às pessoas, pois quem nunca teve a oportunidade de conviver com uma mulher ou homem com deficiência, provavelmente carrega estes falsos conceitos consigo. Também é fundamental que a própria adolescente com deficiência possa reconhecer sua sexualidade. É justamente em decorrência deste auto-reconhecimento que o outro passará a enxergá-la com este atributo e como uma possibilidade amorosa.

Para Marcela: “as pessoas que têm oportunidades de terem contato com outras, têm muito mais chance de se relacionarem. No caso das com deficiência, há uma série de fatores que interferem nisso, como barreiras arquitetônicas, (que dificulta o acesso aos lugares), e os pré-conceitos daqueles que os enxergam como seres imaculados, etc. Quem não sai de casa, dificilmente conseguirá namorar ou ‘ficar’ com alguém. Mas nas comunidades do Orkut na Internet dá para sentir que as pessoas com deficiência estão buscando as mesmas coisas que as sem deficiência, inclusive relacionamentos que envolvam amor e sexo. Ninguém está à procura de cuidados, mas sim de troca, e de um companheiro (a) para viver um relacionamento em que haja, sobretudo, reciprocidade”.
Joana Belarmino, tem deficiência visual, é jornalista, doutora em Comunicação e Semiótica e professora do curso de Comunicação e Turismo da Universidade Federal da Paraíba. Para ela: "a sociedade evoluiu, material e culturalmente, e ampliou os espaços de atuação dos seus grupos. Entretanto, no cotidiano das suas práticas e costumes, aferra-se aos arquétipos primeiros da criação do sujeito humano, os quais fundamentaram ao estigma e o preconceito, fazendo com que persistissem para nós mulheres: cegas, surdas, com limitações físicas ou outras, o traço da desvantagem, da desqualificação, da desconsideração, ou da consideração de nós mesmas, a partir da supervalorização da nossa deficiência, como a falha mais visível. Isso inviabiliza uma percepção de nós mesmas, como sujeitos humanos globais".

Uma pergunta que sempre me fazem é se meu marido também tem alguma deficiência. Achavam natural, que uma pessoa com deficiência procurasse se unir a outro, cuja deficiência fosse igual ou parecida com a sua, pois assim seriam compreendidos completamente e, conseqüentemente, mais felizes. Não tenho nada contra quem se une a alguém ‘igual’ mas, o que não entendo é pensar que com o ‘igual’, a chance de ser feliz será maior. Crescemos convivendo com pessoas cujas crenças, pensamentos, cultura, limitações são diferentes das nossas. Conviver com diferenças sempre nos faz crescer, sejam elas quais forem, e a ação contrária gera discriminação, grupos fechados e guetos. Então, por que algumas pessoas com deficiência acreditam que só serão aceitas e felizes unindo-se a outras pessoas com deficiência?, questiona Marcela em seu BLOG: http://www.tchela.blogspot.com/. “Quando Ricardinho nasceu, minha família toda ficou festejou. Não era apenas mais uma criança na família, mas sim, ‘o filho da Marcela’. A mesma Marcela que, desde criança, despertava dúvidas sobre o futuro. Se alguém ainda se preocupava em saber se minha paraplegia faria diferença em minha vida, capacidade reprodutiva e felicidade, depois da chegada de Ricardinho isso ficou definitivamente esquecido. As dúvidas deram lugar às certezas”.
“Comecei a namorar tarde. Achava que ninguém ia me aceitar. PC se apaixona também, fica boba, e se sente mais rejeitada ainda. Vê que seus horizontes são mais impossíveis ainda. E tem muitas dificuldades em relação ao sexo. Tem algumas coisas que são difíceis mesmo. Posições e músculos que não funcionam como deveriam, outros que funcionam mais do que deveriam. Você vai fazer sexo com um apoio no braço e não consegue. Não é igual todo mundo faz. Tudo depende de uma adaptação. Tem que ter uma colaboração muito grande do parceiro, principalmente, quando se tem espasticidade, que é incontrolável. Eu não conheço outro PC casado. Eu conheço pessoas com hemiplegia e paraplegia casados, mas PC não”, desabafou Maria (nome fictício) entrevistada para o livro “Paralisado Cerebral – Construção da Identidade na Exclusão”, escrito pela psicóloga Suely Harumi Satow.
Para, a bacharel em Filosofia e Comunicação Social, e mestre doutora em Psicologia Social, Suely que possui incapacidade motora cerebral (IMC, erroneamente popularizada como PC – paralisia cerebral), geralmente, passa por dificuldades maiores do que as demais pessoas com deficiência, principalmente em relação à sua sexualidade. “Eu sei que a PC não é hereditária, mas eu tenho muito medo de ter um filho deficiente. Acho que não tenho força para ter um parto normal. Ainda sinto muita vergonha de mim mesma, e isso é o que é o difícil da aceitação pessoal”, contou Maria à Suely.

Para a psicóloga que também possui IMC, exclusão não é um estado que uns possuem, outros não. Não há exclusão em contraposição à inclusão. Ambos fazem parte de um mesmo processo – “o de inclusão pela exclusão” - face moderna do processo de exploração e dominação. O excluído não está à margem da sociedade, ele participa dela, e mais, a repõe e a sustenta, mas sofre muito, pois é incluído até pela humilhação e pela negação de humanidade, mesmo que partilhe de direitos sociais no plano legal. Segundo Suley, a inclusão pela humilhação objetiva-se das mais variadas formas, desde a inclusão pelo “exótico” até a inclusão pela “piedade” (personagem coitadinho), e não tem uma única causa. O estigma de ter uma deficiência interpenetra-se com outras determinações sociais como classe, gênero, etnia e capacidade de auto-diferenciação dos indivíduos, configurando variadas estratégias de objetivação da reificação das diferenças.

Ainda existe muito preconceito entre a união de uma pessoa com deficiência e outra sem. Sidney T. Souza e Débora K. Souza são casados há mais de 21 anos e têm dois filhos adolescentes. Débora, 43 anos é representante comercial e não tem deficiência. Sidney, 43 anos, cego total, acabou de se formar em Administração de Empresas, e é analista de sistemas. “Era comum perguntarem quando nos viam juntos se éramos irmãos. Sou moreno de olhos castanhos e minha esposa é bem clara e tem olhos verdes. Não há nada que nos faça parecer irmãos. Quando falávamos que éramos namorados alguns diziam: Parabéns! Mas no fundo questionavam preconceituosamente: “Como um cego conseguiu arrumar uma namorada? Ou como uma jovem, apesar de bonita, se dispôs a NAMORAR um CEGO?” Além disso, uma colega da minha esposa, felizmente de pouca influência e nada persuasiva, fez um comentário depreciativo ao saber que ela estava namorando comigo. O comentário foi: você está matando cachorro a grito?”.
Já para o casal Claudia Sofia Pereira e Carlos J. Rodrigues, o preconceito que enfrentaram, no primeiro momento, partiu de alguns membros da família de Carlos, que ficaram preocupados por os dois serem surdocegos. “Pensaram que não tínhamos condições de ter uma autonomia de vida há dois. Namoramos três anos, e nos conhecemos em 1994 por correspondências em Braille. Estamos casados, há 2 anos e 6 meses, e somos muito felizes. Ainda não temos filhos, mas pretendemos ter conforme Deus quiser, no máximo dois”, conta Claudia. Carlos, 48 anos, diretor de esportes do Grupo Brasil é surdo total e tem baixa visão. Já Claudia, 39 anos, é surdocega total e coordenadora da Associação Brasileira de Surdocegos. Eles têm esperança que os surdoscegos tenham um futuro melhor em relação à sexualidade, pois sabem que eles ainda sofrem muitas discriminações. Para Claudia também é muito importante que a sociedade saiba que as pessoas com deficiência têm capacidade de ter um relacionamento amoroso feliz!

A felicidade também está presente na vida de Rita de Cássia N. Pokk, 27 anos. Em 2003, casou-se com Ariel J. Goldenberg, 27 anos, também com deficiência intelectual. Ariel sempre diz que todas as pessoas com síndrome de Down têm direito de sonhar, trabalhar, casar, e se desejarem, morarem sozinhos depois de casados. “O casamento para mim representa duas pessoas que se amam muito e que tem respeito um pelo outro. Não é só amor, sexo e cama. Um casal tem que ceder em algumas coisas. Dar carinho, amor, afeto e compreensão. No casamento não deve ter brigas e nem discussão. Tem que ter é paz, harmonia e amor. Quando eu estava entrando com meu pai para casar e vi o Ariel lá na frente de terno cinza muito lindo eu senti muita emoção, porque daquele momento em diante eu ia ficar para sempre com o homem que eu amo”, conta Rita. “Quando eu vi a Rita entrar vestida de noiva de braço dado com o pai dela eu me emocionei tanto, que derramei algumas lágrimas. Agradeci a Deus, pois o meu grande sonho estava se realizando, eu ia casar com a mulher que eu amo”, confessa Ariel.


O publicitário, Hélio da Silva Pottes, e a enfermeira, Kênia M. Hubner Pottes, ambos com 52 anos, também são felizes há 18 anos. Do casamento de duas pessoas com nanismo acondroplásico, nasceu Maria Rita, 16 anos, estudante anã. “Considero a nossa sexualidade dentro dos parâmetros de normalidade. O único receio que tivemos era engravidar fora de hora, pois éramos estudantes. Então, resolvi fazer uso de contraceptivo por um tempo. Depois nos cuidávamos porque não pude continuar tomando-os por ter engordado muito. Mas alguns familiares se preocupavam com o risco de eu engravidar e gerar problemas de saúde tanto para mãe como para o bebê”, conta Kênia. Para ela, por falta de conhecimento e cultura, nossa sociedade considera muitas vezes a pessoa com deficiência ‘assexuada’. “É pura ignorância e individualismo, além de ser mais cômodo do que entender e respeitar que as pessoas, embora diferentes no seu estado físico, são muito semelhantes nos instintos e nas emoções”, conclui Kênia.

No início dos anos 80, a sexualidade, finalmente, começou a ser timidamente abordada dentro de outros contextos, como por exemplo, a adolescência, o desempenho de papéis sexuais, a gravidez e o planejamento familiar para casais com deficiência, assinala a psicóloga Ana Rita de Paula no livro: “Sexualidade e Deficiência: Rompendo o Silêncio”. Para a psicóloga, “estes estudos já revelam uma tendência, embora tênue, de elaborar uma análise mais psicossocial do que meramente orgânica e genital. No entanto, como o enfoque é desenvolver técnicas de intervenção clínica e de aconselhamento visando ao ajustamento social, ainda persiste o viés de patologizar a sexualidade e a deficiência. Só mais recentemente a abordagem psicossocial começou a assumir timidamente lugar de destaque. Então, a ênfase passou a ser colocada no direito a exercer uma vida sexual satisfatória e na possibilidade de conquistar afeto e autonomia por meio de vivências afetivo-sexuais”. O verdadeiro processo de inclusão social eficaz deve ampliar essas visões estereotipadas ao favorecer o resgate da sexualidade e da eroticidade das pessoas com deficiência. “Ser erótico é possuir a vida, a liberdade, o movimento, o calor compartilhado. A pessoa com deficiência precisa ser um homem ou mulher em busca de prazer, com responsabilidade e equilíbrio, seguros de sua capacidade de envolver o ser amado e de se apaixonar”, define o psicólogo tetraplégico, Fabiano Puhlmann.

“Depois de paraplégico, sem forças nas pernas para me manter ativo por cima de uma mulher numa relação sexual, o único jeito era ficar por baixo dela. Posição privilegiada que proporciona ao homem contemplar, reparar, ver muito mais essa pretensa captura dos interiores femininos, e concluir, de uma vez por todas, que o grande capturado é ele (...). Antes, na afoiteza de atingir a ejaculação, permanecia por cima com a cabeça afundada na cama – e o pior, de olhos fechados. Sem pernas para essa cavalgada, descobri os dois mais extensos órgãos sexuais de meu corpo: meus olhos. Apreciar o coito e admirá-lo nas minúcias da fêmea em pleno erotismo, tal cálice consagrando-se ao deixar-se penetrar: a triangular eminência do púbis exaltada pela abertura das coxas, a cintura volátil, os braços diluindo-se em gestos orgásticos e, de vez em quando, os seios abençoando-me os lábios”, escreveu o pintor João Carlos Pecci. João ficou paraplégico após um acidente de carro em 1968. Ele é autor do livro “Velejando a Vida” (editora Saraiva), onde narra sua trajetória para engravidar sua amada, que deu a luz a uma linda menina, após muito carrinho e ótimos tratamentos.
Um dos aspectos mais importantes da sexualidade, segundo o psicólogo Fabiano, é a sedução. “Para seduzir você precisa saber quais são as suas forças. Se alguém acha que não tem nenhum poder de sedução porque tem deficiência, ou se a cadeira de rodas é um peso enorme, o outro sempre vai vê-lo no papel de amigo. Desta forma fica difícil para a pessoa que não tem deficiência se envolver, pois é um horizonte novo. Ela tem ansiedades, medo, resistências. Se quem tem deficiência sabe disso, ele consegue facilitar para o outro. Se ela consegue se relacionar no meio social, passeia, tem amigos, a chance de conseguir ter um parceiro é muito grande”.

O psicólogo esclarece que pensando em uma pessoa que ficou com uma deficiência é preciso redescobrir o corpo como um todo. Há várias formas. A principal é se tocar de novo, ver as áreas sensíveis e erógenas. Explorar a sensibilidade como um todo. “Imagine uma pessoa que sentia seu corpo inteiro e de repente pára de sentir. Também é preciso usar recursos para flexibilizar os valores porque, às vezes, é preciso inverter o jeito que se observava as coisas. Caso a pessoa com deficiência seja muito ‘quadrada’, é preciso torná-la mais maleável, com cursos de dança inclusiva - nos quais as pessoas são tocadas e desenvolvem a sensibilidade - ou com a ida a sex shops. A pessoa com deficiência vai a uma loja dessas e vê o que as pessoas compram como brinquedos de masturbação, camisinhas com extensão de pênis e etc. Isso faz com que ela comece a ver o sexo de forma mais solta, com mais humor”, conclui Fabiano.


Nosso crescimento pessoal não depende só do outro, mas de nós mesmos. Lutando, aprendendo, estabelecendo relações e nos lapidando, cada um de nós pode desenhar o seu mapa do amor. A educação tem muito a ganhar com o trabalho de pessoas guiadas por mapas do amor. Educação é acolhimento, disponibilidade, prazer. Requer competência interna, para organizar a si próprio e externamente, para ir ao encontro do outro. Além de coragem para se despir de preconceitos, sobretudo na hora de lidar com pessoas, que estão fora do que é erroneamente considerado padrão em uma sociedade. Atributos como esses são fundamentais para desmistificar a sexualidade das pessoas com deficiência, e entender o que o pintor João Carlos Pecci disse:

“...a junção sexual que inclui um homem paraplégico não permite somente um maestro e uma única batuta a marcar o compasso e o andamento eróticos. Induz a uma regência diversificada: mãos que falam, lábios que percorrem, braços que inventam pernas. Multiplicar os dedos em profundas estratégias onde a rigidez de um pênis não consegue se manter com a necessária demora de um pesquisador. Dotar o toque de uma pressão quase científica, que não seja constrangedora e muito menos imperceptível (aconselha-se um treinamento numa pétala de rosas...), lastrear a boca com a avidez de um recém-nascido e a habilidade de um pistonista e deixá-la sem rédeas por onde os lábios se encaixarem com maior competência. Entro no funil do orgasmo quando me largo em êxtase, num enlevo incontido ao percorrer-me inteiro (corpo + espírito) envolvido no gozo da mulher, mesmo sem sentir o corpo dela sobre o meu”.

Leandra Migotto Certeza é jornalista com deficiência física e desenvolve o projeto em equipe: “Fantasias Caleidoscópicas”, ensaio fotográfico sensual com pessoas com deficiência. O projeto foi premiado no “6º Congresso Internacional Prazeres Dês-Organizados – Corpos, Direitos e Culturas em Transformação”, em Lima (capital do Peru), em junho de 2007; e reapresentado no “I Seminário Nacional de Saúde: Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Ministério da Saúde, em Brasília, de 23 a 25 de março de 2009. Este artigo é um trecho da argumentação do projeto. Mais informações: leandramigottocerteza@gmail.com
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