segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Inaugurado primeiro laboratório brasileiro especializado em células-tronco embrionárias

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O laboratório fica na UFRJ. Foram investidos R$ 4 mi em equipamentos que vão produzir bilhões de células-tronco, com capacidade para abastecer uma rede de até 70 laboratórios e hospitais do país.

Foi inaugurado nesta segunda-feira no Rio de Janeiro o primeiro laboratório do Brasil voltado exclusivamente para estudos com células-tronco embrionárias. É um dos mais modernos do mundo.
O laboratório fica na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foram investidos R$ 4 milhões em equipamentos que vão produzir bilhões de células-tronco, com capacidade para abastecer uma rede de até 70 laboratórios e hospitais do país.
“O Brasil esta muito bem posicionado porque se adiantou foi possível elaborar uma lei favorável ao uso de células-tronco embrionárias humanas. Então nos estamos muito bem posicionado internacionalmente”, disse o diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Roberto Lent.
Aqui serão criados dois tipos de células-tronco. As embrionárias são produzidas a partir de embriões humanos congelados entre cinco e sete dias após a fertilização in vitro. Embriões que seriam descartados nas clínicas de reprodução.
O material pode ser usado, por exemplo, nas pesquisas para o tratamento do Mal de Parkinson. Cientistas tentarão criar células de neurônios que serão testadas em camundongos doentes. Mas ainda não um prazo para a aplicação em seres humanos.
Outro tipo é a célula-tronco induzida, feita a partir de uma amostra da pele do próprio paciente.
As células recebem um material genético de embriões humanos, mudam de comportamento e passam a gerar células de todos os tipos, para qualquer órgão do corpo.
Pesquisadores de vários países que hoje trabalham com células-tronco encontram problemas , como a contaminação das células por bactérias, além das possibilidades de rejeição e do surgimento de tumores nos pacientes.
Estes são também os desafios dos cientistas brasileiros no novo laboratório. “Nós temos as melhores condições de trabalho e os melhores equipamento pra se produzir essas células nas condições que se espera pro desenvolvimento dessa área visando a aplicação em humanos, quando essa aplicação se mostrar de fato viável, a partir de estudos que estão sendo desenvolvidos no Brasil e no mundo”, disse o pesquisador, coordenador do laboratório, Stevens Rehen.



Fonte: G1 ( Jornal Nacional - 30/11 )

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ADEFAV leva crianças com deficiência à Pinacoteca do Estado de São Paulo

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No dia 2 de dezembro a Associação para Deficientes da Áudio Visão - ADEFAV faz sua última visita anual à Pinacoteca do Estado de São Paulo como parte do projeto de inclusão desenvolvido pelo museu paulista. No total, são três visitas monitoradas que atingiram o público especial composto por 16 pessoas com deficiência múltipla atendidas pela ADEFAV, entre 4 e 56 anos.
As visitas são divididas por tipo de deficiência a fim de permitir o melhor aproveitamento e interatividade dos participantes. O primeiro grupo foi formado por deficientes auditivos e com pequenas dificuldades motoras entre quatro e 9 anos. Outra turma foi composta por surdocegos adultos e deficientes visuais com cinco anos. A última visita, que acontece no dia 2 de dezembro, contempla cadeirantes e deficientes múltiplos entre 12 e 14 anos.
Há quatro anos que a ADEFAV participa do Programa Educativo Público Especiais (PEPE) da Ação Educativa da Pinacoteca do Estado. Criado em 2003, o programa busca possibilitar a acessibilidade física e sensorial de pessoas com limitações físicas ao importante acervo artístico do museu.
As visitas são monitoradas por educadores que organizam percursos multissensoriais nos quais o público especial poderá participar de atividades de exploração tátil de obras, bem como explorar visual e multissensorialmente obras bi e tridimensionais.
Com um número aproximado de 1500 visitantes especiais por ano, a coordenadora do PEPE Amanda Tojal considera que o programa de ação educativa inclusiva acompanha o conceito da inclusão responsável. "Para desenvolver processos de inclusão não basta simplesmente oferecer e divulgar que a instituição ou a exposição está aberta à entrada do público especial. É preciso contar com ações permanentes que envolvem infra-estrutura espacial adequada, profissionais especializados na recepção e atendimento educativo ao público alvo, acesso aos objetos culturais e também à comunicação dos conteúdos apresentados pelo museu", explica.
Na opinião da supervisora de programas da ADEFAV, Helena Olmos, o trabalho desenvolvido pela equipe da Pinacoteca é de extrema importância ao desenvolvimento das crianças. "Além de ter acesso a todas as formas de arte, os jovens que participam das visitas descobrem outras possibilidade de expressão e comunicação", finaliza.

Sobre a ADEFAV

A ADEFAV - Centro de Recursos para a Inclusão na Família, Escola e Sociedade é uma organização filantrópica reconhecida no terceiro setor pelo trabalho que desenvolve em prol da inclusão na família, escola e sociedade de crianças, jovens e adultos com surdocegueira e deficiência múltipla. Fundada em 1983 e situada em São Paulo (SP), a ADEFAV também é reconhecida pelas consultorias e cursos de capacitação na área de surdocegueira e deficiência múltipla para profissionais e comunidades brasileiras e latino-americanas, com o apoio técnico do Programa Hilton/Perkins para a América Latina, da Perkins School for the Blind (EUA).

ADEFAV- Centro de Recursos para a Inclusão na Família, Escola e Sociedade

3571-9511 ou 9515

www.ADEFAV.org.br

Fonte: Instituto Mara Gabrilli

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Yes I Run!

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Corredores poderão adquirir pulseira e também contribuir com o esporte adaptado

A corrida de rua é o segmento da atividade física que mais cresce no Brasil e no mundo, ao ritmo de 20% ao ano. São mais de 5 milhões de praticantes no Brasil. Agora, eles poderão ajudar a ADD e ainda usar uma pulseira que os identifique como apaixonados pela modalidade
Todos os dias, principalmente em períodos que antecedem ou são posteriores ao horário de trabalho, é notável uma quantidade relevante de pessoas nas ruas fazendo caminhadas e corridas. Durante a Running Show 2009, principal evento do setor, foi apontado que o Brasil já conta com cerca de 5 milhões de praticantes deste esporte.
Pensando nessa paixão de milhares de corredores, amadores ou profissionais, é lançado uma pulseira para identificar essa Tribo de Corredores. Comprando o adereço, as pessoas que contribuem para o desenvolvimento da modalidade no Brasil, também ajudarão uma causa social.
A pulseira laranja traz a mensagem "YES I RUN!" (sim, eu corro) e parte de sua venda será revertida para a ADD, uma instituição sem fins lucrativos que atua no cenário nacional desde 1996, promovendo o desenvolvimento de pessoas com deficiência por meio de prática de atividades físicas adaptadas.
Para o idealizador da pulseira, o consultor esportivo Mário Barroso, o objetivo é unir o útil ao agradável. "Com a venda das pulseiras será possível difundir a prática de atividade física, em especial a corrida de rua, e ainda auxiliar na inclusão social do deficiente físico através do esporte - o que vai de encontro com a filosofia praticada pela ADD".
Adivulgação do produto será feita emdiferentes lugares, principalmente naqueles que envolvem competições e recebem as principais provas de corrida de rua, além de lojas e feiras esportivas.

Onde Adquirir
Lojas esportivas em geral;
Stand de vendas em provas de corrida e feiras esportivas;
Site www.yesirun.com

Fonte:Sentidos

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Desafios para Construção de uma Política Municipal

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A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência realiza, no dia 07 de dezembro de 2009, a partir das 9h00, na sua sede, Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 Portão 10 - Barra Funda, São Paulo (SP), o Encontro "Desafios para Construção de uma Política Municipal".

O objetivo do evento é concluir o Programa "Plano Municipal de Acessibilidade", realizado ao longo do ano de 2009 nos 645 municípios paulistas.
O evento apresentará resultados das Oficinas de Acessibilidade, como também cases de sucesso na implementação de programas e ações que garantam os direitos das pessoas com deficiência.

As inscrições devem ser feitas pelo link: http://eventos.cepam.sp.gov.br/seventos/

Serviço

Desafios para Construção de uma Política Municipal

Local: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10 - Barra Funda - São Paulo - SP - próximo à estação do Metrô e da CPTM

Data: 07 de dezembro de 2009

Horário: das 9h às 18h

Mais informações: (11) 3811-0359 / 3811-0428 / 3811-0343

PROGRAMAÇÃO

8h30 às 9h - Recepção e Inscrições

9h às 9h15 - Abertura: Dra. Linamara Rizzo Battistella - Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

9h15 às 11h - Mesa: Construção da Política Municipal

Moderador: Flávio Augusto Werner Scavasin - Coordenador de Desenvolvimento de Programas da Secretaria

Gestão da Política Municipal - Palestrante: Fátima Fernandes Araújo - Coordenadora de Gestão de Políticas Públicas do CEPAM

O Conselho Municipal como co-responsável pela elaboração da Política Municipal - Palestrante: Dra Laís Almeida Mourão - Técnica da Coordenadoria de Assistência Jurídica do CEPAM
O Ministério Público como Parceiro na Estruturação da Política Municipal - Palestrante: Dr. Eduardo Dias de Souza Ferreira - Promotor de Justiça Coordenador da Área de Direitos Humanos do Centro de Apoio Cível e de Tutela Coletiva do Ministério Público do Estado de São Paulo
O importante papel do Poder Legislativo no Processo de Inclusão da Pessoa com Deficiência - Palestrante: Fábio Manfrinato - Suplente de Vereador do Município de Bauru

11h às 12h30 - Perguntas

12h30 às 14h - Intervalo

14h às 16h30 - Mesa: Arranjos Municipais
Moderadora: Cristina Castro Simonetti - Técnica da Coordenadoria de Gestão de Políticas Públicas do CEPAM
São José dos Campos - Articulação da Política da Pessoa com Deficiência - Palestrante: Dr. Luiz Antônio A. Silva - Vice-Prefeito e Assessor de Políticas para Pessoa com Deficiência
Indaiatuba - Censo Municipal - Palestrante: Alzira Ribeiro da Silva - coordenadora do projeto
Tarumã - Projeto Vida Ativa - Palestrante: Ana Luiza Yassuda - coordenadora do projeto
Hortolândia - Setor de política para Pessoa com Deficiência - Palestrante: Angela Campidelli - coordenadora do setor

Itatiba - Educação Inclusiva: Educando e aprendendo na diversidade - Palestrante: Ana Cristina Tediolli - coordenadora do projeto

16h30 às 17h - Perguntas

17h às 18h - Plano Municipal da Política da Pessoa com Deficiência
Palestrante: Adriana de Almeida Prado - Técnica da Coordenadoria de Gestão de Políticas Públicas do CEPAM

18h - Confraternização - lanche

Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

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O Espírito de Natal

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Deixa eu ver se o espírito do Natal já está na sua casa. Não, não quero ver a árvore iluminada na sala nem quero saber quanto você já gastou em presentes, quero sim, sentir no ambiente a mensagem viva do aniversariante desse Dezembro mágico. Toda a família está unida? O perdão já eliminou aquelas desavenças que ocorrem no calor das nossas vidas?
Não quero ver a sua despensa cheia, quero saber se você conseguiu doar alguma coisa do que lhe sobra, para quem tem tão pouco, as vezes nada.
Não exiba os presentes que você já comprou, mesmo com sacrifício. Quero ver ai dentro de você a preocupação com aqueles que esperam tão pouco, uma visita, um telefonema, uma carta, um email...
Quero ver o espírito do Natal entre pais que descobrem tempo para os filhos, em amigos que se reencontram e podem parar para conversar, no respeito do celular desligado no teatro, na gentileza de quem oferece o banco para o mais idoso, na paciência com os doentes, na mão que apóia o deficiente visual na travessia das ruas, no ombro amigo que se oferece para quem anda meio triste, perdido.
Quero ver o espírito de Natal invadindo as ruas, respeitando os animais, a natureza que implora por cuidados tão simples, como não jogar o papel no chão, nem o lixo nos rios. Não quero ver o Natal nas vitrines enfeitadas, no convite ao consumo, mas no enfeite que a bondade faz no rosto das pessoas generosas.
Por fim, mostre-me que o espírito do Natal entrou definitivamente na sua vida, através do abraço fraterno, da oração sentida, do prazer de andar sem drogas e sem bebidas, do riso franco, do desejo sincero de ser feliz e de tão feliz, não resistir ao desejo de fazer outras pessoas, também felizes.
Deixe o Natal invadir a sua alma, entre os perfumes da cozinha que vai se encher de comidas deliciosas, no cheiro da roupa nova que todos vão exibir, abrace-se à sua família e façam alguns minutos de silêncio, que será como uma oração do coração, que vai subir aos céus, e retornar com um presente eterno, duradouro: o suave perfume do Senhor, perfume de paz, amor, harmonia e a eterna esperança de que um dia, todos os dias serão como os dias de Natal.
Paulo Roberto Gaefke

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Congresso no Recife aponta desafios e oportunidades de turismo acessível

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2° Congresso de Turismo Muito Especial de Pernambuco discutirá vantagens econômicas da quebra de barreiras arquitetônicas e atitudinais; evento começa nesta segunda-feira

De 30 de novembro a 3 de dezembro, um encontro no Recife vai discutir os desafios e as oportunidades do turismo acessível, aquele voltado para pessoas com deficiência ou com necessidades especiais. O 2° Congresso de Turismo Muito Especial de Pernambuco será no Recife Palace Hotel, em Boa Viagem.
Com inscrições gratuitas, o evento esperar reunir cerca de mil pessoas entre profissionais de toda a cadeia produtiva do turismo local, autoridades, empresários, gestores públicos e organizações não-governamentais. O congresso visa estimular o desenvolvimento do turismo para as pessoas com deficiência no Brasil, difundindo o conceito de turismo especial.
O congresso também vai contribuir para atualizar o conhecimento técnico dos profissionais da área. Entre os assuntos discutidos, pode-se destacar: destinos acessíveis; acessibilidade urbana - transporte; turismo cultural acessível; vantagens econômicas do turismo acessível; o ambiente profissional inclusivo do turismo; transporte aéreo e o turismo acessível; ecoturismo e turismo de aventura para pessoas com deficiência.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há pessoas com deficiência física (tetraplegia e paraplegia), mental (leve, moderada, severa e profunda), auditiva (total ou parcial), visual (cegueira total ou visão reduzida) e múltipla (duas ou mais deficiências associadas). A organização estima que aproximadamente 10% da população do mundo tenha alguma deficiência. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Censo 2000, aponta que 14,5% ou 24 milhões de pessoas no Brasil tenham alguma necessidade
Durante a programação do evento, haverá a apresentação de painéis. Assim, a comunidade científica terá a oportunidade de informar à população as pesquisas desenvolvidas atualmente na academia. O evento é uma iniciativa do Instituto Muito Especial com apoio do Ministério de Turismo.

Fonte: pe360graus

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Série Vida em Movimento Será Reapresentada pela TV Cultura.

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Com o objetivo de comemorar o Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência, comemorado dia 3 de dezembro, a TV Cultura reprisa 6 programas da série “Vida em Movimento”, dada sua excelente repercussão.

Reapresentação - de 30 de novembro a 5 de dezembro de 2009, às 8h00.

A programação da TV Cultura é retransmitida por muitas emissoras, em todo o País, às vezes em horários diferentes. Fique atento.

Os programas mostram atividades físicas, educação, trabalho, esportes adaptados, recreação, acessibilidade e tecnologias assistivas, sempre do ponto de vista da inclusão. Os professores encontrarão recursos pedagógicos e alternativas práticas para a inclusão da criança e do jovem com deficiência na escola e em outros ambientes da sociedade. Muitos vídeos mostram a prática de esportes, atividades físicas, jogos e brincadeiras por crianças e jovens com vários tipos de deficiência. O objetivo é capacitar educadores de todas as áreas e em especial os professores de Educação Física, para que recebam esses alunos em suas aulas, com tranquilidade e segurança, possibilitando o exercício da inclusão e não da “dispensa da aula”.

Os programas são apresentados por Dudu Braga, filho do cantor Roberto Carlos e que tem deficiência visual. O “âncora” dos vídeos é Willian Coelho, o Billy, um jovem cadeirante muito comunicativo.

Os programas “Vida em Movimento” são adaptados de série de vídeos com o mesmo nome, produzidos pelo Departamento Nacional do SESI (Serviço Social da Indústria) e CNI (Confederação Nacional da Indústria) e realizados em parceria com o Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas, responsável pela concepção e coordenação de conteúdo.
Alguns Vídeos da Série Vida em Movimento
Cada programa, que ocupará 30 minutos na grade da TV Cultura, contará com janela de Libras (língua brasileira de sinais) e com um recurso ainda pouco conhecido no país, a audiodescrição – em que um locutor narra detalhes das cenas que não têm narração ou diálogos.
Os programas interessam a todos os telespectadores, e não apenas aqueles com deficiências. Segundo Gabriel Prioli, Coordenador de Conteúdo e Qualidade da Fundação Padre Anchieta, “Todos devem ser informados de que a atividade física é possível e recomendável para pessoas com deficiência, sempre de forma inclusiva, seja nas aulas de Educação Física, seja nos esportes adaptados. O processo de inclusão veio para ficar. É exatamente isso que queremos mostrar aos nossos telespectadores“, disse.

Fonte: A Bengala Legal

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HeadMouse – Tecnologia permite que pessoas com tetraplegia acessem o computador

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Uma tecnologia inovadora desenvolvida pela Universidade de Lleida, na Espanha, permite que pessoas tetraplégicas possam acessar o computador somente com movimentos faciais: olhos, cabeça, lábios…

Isso é possível graças à um sistema de captura de imagem através de uma câmera (webcam) sendo que qualquer modelo pode ser utilizado. A câmera faz o reconhecimento da imagem através de um sistema de calibração. Para que a imagem seja reconhecida, basta que o usuário faça alguns movimentos com a cabeça, olhos e sobrancelhas…Uma imagem que mostra o ritmo certo do piscar dos olhos ajuda na calibração.Capturada a imagem, esta aparece no canto inferior direito da tela, limitada por um quadrado que centraliza o rosto da pessoa com um sinal em forma de cruz. A cor verde significa que já é possível navegar, através de movimentos leves da cabeça e dos olhos que direcionam o mouse.
A opção do clique pode ser feita através das configurações (clicando sobre a imagem do usuário) onde podem ser selecionadas as opções de piscar os olhos ou pelo movimento de abrir e fechar dos lábios. É possível definir ainda, a velocidade com que o mouse irá se mover, escolher uma opção para os cliques e arrastar os conteúdos selecionados pelo mouse.
Para que o reconhecimento da imagem seja facilitado é importante que a câmera esteja devidamente centralizada e que, ao fundo haja uma imagem estática (uma parede, por exemplo). A digitação de textos também é possível de ser realizada, bastando que para isso o usuário localize nas opções de acessibilidade do seu sistema operacional o teclado virtual que, aparecendo na tela do computador, procede-se clicando sobre as letras normalmente.
Com um pouco de treino e controle motor, em pouco tempo o usuário estará interagindo com a máquina de forma autônoma e habilitado a efetuar comandos como executar programas, digitar e navegar pelas páginas.

Fonte: Agência Inclusive

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domingo, 29 de novembro de 2009

29 de novembro - DIA DO SURDOCEGO

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No Brasil, segundo o Censo do IBGE, há 1.250 pessoas com essa deficiência. Você sabe o que é surdocegueira? Existem instituições que apoiam essas pessoas. Conheça quem são e ajude. Faça do dia 29 de novembro um dia de inclusão.
A surdocegueira é uma deficiência que se caracteriza pela perda da audição e da visão concomitantemente em diferentes níveis. Dependendo do nível de comprometimento da visão e audição, o contato do surdocego com o mundo pode ser bastante comprometido. Por esse motivo, a pessoa surdocega pode desenvolver diferentes maneiras de comunicação e interação com o mundo. Entenda algumas:

Alfabeto Dactilológico: as letras do alfabeto se formam mediante diferentes posições dos dedos da mão;

Alfabeto de Escrita Manual: quando o dedo indicador da pessoa surdocega funciona como um lápis escrevendo o que quer sobre a outra mão;

Tablitas Alfabéticas: são tábuas que têm letras escritas em forma maiúscula ou impressa em Braille. Para a comunicação, o interlocutor vai assinalando cada letra para formar uma palavra com o dedo da pessoa surdocega e ela responde fazendo o mesmo procedimento;

Meios Técnicos com Saída Braille: são máquinas utilizadas pelo surdocego que conhece o Braille.

Libras: Língua Brasileira de Sinais utilizada pelas pessoas surdas;

Tadoma: consiste na percepção, por meio da mão da pessoa surdocega que repousa sobre a boca de quem fala para sentir a vibração das palavras.

Guia-intérprete: uma pessoa que acompanha o surdocego e o auxilia na comunicação por meio da Libras ou outra forma de comunicação.

Quanto mais se estabelece pontes de comunicação e interação com os surdocegos, sua inclusão na sociedade ocorre de maneira mais saudável e produtiva. Além disso, essa interação incentiva novas formas de contato entre as pessoas, desenvolvendo nossa sensibilidade para essas questões. Refletir repensar novas formas de comunicação é positivo em qualquer tipo de relacionamento social.
Existem instituições que trabalham pensando e repensando novas maneiras de possibilitar ao surdocego sua inclusão de maneira plena. Essas instituições precisam do apoio da sociedade para continuar esse trabalho essencial para as pessoas com surcegueira e suas famílias. Conheça mais esse trabalho e ajude essas insituições:

Ahimsa – Associação Educacional para Múltipla Defiência
Criada por um grupo de 26 profissionais que atuavam há mais de dez anos com pessoas surdocegas e deficientes múltiplos em outro município, a instituição visa expandir e implementar esse trabalho no município de São Paulo. Seu atendimento foi iniciado em 1991, apenas com trabalho domiciliar e, mais tarde, complementou com atendimento educacional na escola. Tem como missão favorecer e qualificar o desenvolvimento das pessoas com surdocegueira e pessoas com deficiências multipla-sensoriais, promovendo a inclusão social.
Saiba mais: www.ahimsa.org.br

Grupo Brasil de Apoio ao Surdocego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial
O Grupo Brasil é uma rede de organizações, profissionais especializados, surdocegos e famílias criada em 1997, com a missão de promover a qualidade de vida e ampliação de serviços para pessoas surdocegas e com múltipla deficiência sensorial.
Saiba mais: www.grupobrasil.org.br

Central de Libras e guias-interprétes

A vereadora Mara Gabrilli é responsável pela Lei nº 14.441/2007 que cria em São Paulo uma central de intérpretes da Libras e guias-intérpretes para surdocegos para facilitar a comunicação dos cidadãos com deficiência. Para as comunidades surda e surdacega a Lei representa um avanço. Segundo a vereadora, o novo serviço vai permitir que esse público seja recebido com mais dignidade quando buscarem informações e atendimento nos órgãos públicos.

A partir da poesia “Entretanto Danço” do escritor Itagyba Kuhlmann foi-se delimitando um universo de possibilidades em que a palavra alimenta o movimento. Os participantes compostos por pessoas com baixa-visão, cegos e videntes também experimentaram seus movimentos através de estímulos sonoros, do silêncio, da observação do movimento do outro e da percepção de seu próprio movimento (olhos vendados).

Créditos

•Concepção/Coreografia/Dançarina: Daniella Forchetti
•Elenco: Alexandra Zavatine de Oliveira, Cristiano Soares de Freitas, Douglas Sena de Oliveira, Estelita Albano de Toledo, Lisete Pegoraro, Shirlei Caetano e Taise Almeida dos Santos.
•Músico Convidado: Uirá Kuhlmann
•Iluminação: Andre Leme
•Essa apresentação foi realizada no Teatro Comunne em 09/05/2009.



O Projeto Arteiros foi criado em 2000 com o objetivo inicial de trabalhar a expressão corporal com pessoas com múltiplas deficiências e surdocegos. Atualmente desenvolve, através da dança, a consciência corporal, criatividade, socialização, comunicação e autonomia de todos os participantes.

Mais informações sobre o projeto:

Daniella Forchetti - daniforchetti@yahoo.com.br

Fonte: Portal Mara Gabrilli

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Quando a diversão termina em tragédia

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Mergulho em água rasa é uma das principais causas de lesão medular no Brasil

Em 2002, quando tinha 16 anos, Danilo Oliveira Freire foi passar o ano-novo na casa de uma tia, em Ilhabela, litoral norte de São Paulo. Em um passeio pela praia, resolveu tomar um banho de mar. Numa fração de segundos, furou uma onda e no mergulho foi de cabeça num banco de areia. O estudante perdeu os movimentos na hora e ficou boiando por cerca de quatro minutos até que alguém percebesse o que havia ocorrido. Danilo foi operado e permaneceu internado por quase três meses.
Ao cair com o alto da cabeça num local raso com banco de areia, Danilo sofreu um choque que fez com que o seu pescoço fosse dobrado enquanto o resto de seu corpo ainda permancesse em movimento. Isto causou uma fratura em duas de suas vértebras, deixando Danilo tetraplégico incompleto ( ele consegue fazer alguns movimentos com dificuldade) e dependente de uma cadeira de rodas para se locomover.

Episódios como este acontecem com uma frequência maior do que se imagina. Segundo dados do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o mergulho em água rasa é a quarta causa de lesão medular no Brasil. E em época de verão, o acidente ocupa a segunda maior incidência do país. Para se ter uma ideia deste número, a cada semana, cerca de dez pessoas ficam paraplégicas ou tetraplégicas ao bater a cabeça em mergulhos. A incidência é de 60,9% dos casos.

Com relação ao perfil das vitimas, uma pesquisa realizada pela Rede Sarah mostrou que o predominio é de pacientes do sexo masculino e na maioria adolescentes e adultos jovens. O Local de maior incidência é o rio, onde ocorre cerca de 43,5% dos casos.

Aconteceu com eles:


Marcelo Rubens Paiva
Aos 20 anos de idade , o jornalista e escritor ficou tetraplégico ao saltar em um lago e chocar a cabeça em uma pedra. Paiva fraturou uma vértebra ( 5ª cervical ) do pescoço. Hoje, depois de muita fisioterapia, ele consegue fazer alguns movimentos.


Roberto Belezza
Em um feriado em Saquarema, no Rio de Janeiro , Roberto Belleza, então com 36 anos, correu em direção ao mar. Ao mergulhar, o empresário teve a cabeça empurrada violentamente contra o raso fundo de areia. Segundos depois, ele boiava em menos de um metro de profundidade, com o rosto virado para a água, Belezza já não podia mais sentir seus movimentos.


Cid Torquato
Especialista em economia digital, Cid Torquato ficou tetraplégico em setembro de 2007, quando encantado com as águas cristalinas do Mar Adriático, na Croácia, resolveu dar um mergulho do alto de um píer. A maré estava baixa e Cid lesou sua medula na altura da quinta vértebra.


É possivel evitar
A vereadora Mara Gabrilli protocolou para votação na Câmara Municipal de São Paulo um projeto de lei que prevê uma semana de campanha anual alertando a população dos riscos de mergulhar de cabeça no mar, em rios, lagos ou piscinas. “É uma lesão medular que pode ser contornada com informação simples e direta à sociedade. E isso não pode ser desprezado, pois podemos evitar que mais pessoas se tornem deficientes físicos”, observa Mara, que antes de ser vereadora foi a primeira titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência.

Veja algumas medidas simples que podem evitar este tipo de acidente:

•Não mergulhe em água turva
•Antes de mergulhar, verifique a profundidade do local
•Faça o primeiro mergulho de pé
•Evite brincar de empurrar amigos para dentro de lagos, poços, piscinas ou março
•Não consuma álcool ou drogas

Fonte: Portal Mara Gabrilli


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Vinheta de fim de ano da Globo terá pessoas com deficiência, mas não terá acessibilidade.

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Globo remixa seu tema de Natal e Portadores de deficiência aparecem no filme para ressaltar o respeito às diferenças .

“Hoje a festa é sua, hoje é a festa é nossa, é de quem quiser”. O refrão da tradicional música que embala os finais de ano da TV Globo há 32 anos permanece o mesmo. O restante da letra, porém, ganhará uma nova roupagem e um novo ritmo neste Natal de 2009. A campanha entrará no ar no próximo domingo, 29 e será exibida até o final do ano.

Para ressaltar a diversidade, a inclusão social e, principalmente, o respeito entre todas as pessoas da sociedade, a emissora decidiu apostar em um arranjo que mescla hip-hop e tribal e misturar as estrelas de seu elenco com anônimos integrantes de grupos sociais e portadores de deficiências físicas para transmitir a sua mensagem de agradecimento por um ano inteiro de parceria.

Criada pela Giovanni+DraftFCB, a campanha natalina da Globo contará com as participações de atores, humoristas e jornalistas da emissora, além de MV Bill e a Central Única das Favelas, das crianças do grupo de cordas do Afro Reggae, dos integrantes da banda 190 da PM do Rio de Janeiro, do Grupo Teatral Nós do Morro e de portadores de Síndrome de Down que fazem parte do movimento “Ser Diferente é Normal”. Além das imagens, o tema da diversidade também será transposto para a letra da canção.
A agência transformou o início dos tradicionais versos - composto em 1972 por Nelson Motta, Marcos e Paulo Sérgio Valle para celebrar o Ano Novo da emissora - em uma música que enfatiza o respeito às diferenças. Em vez do já conhecido “Hoje é um dia novo dia, de um novo tempo que começou / Nesses novos dias, as alegrias serão de todos, é só querer / Todos nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou”, a música deste ano será “Hoje é um novo dia de cuidar da nossa gente/ De um novo tempo e abraçar as diferenças/ Que começou a renovar nessa esperança”.

A criação da campanha foi assinada por Adilson Xavier e Cristina Amorim e a produtora responsável pelo comercial foi a Fulano Filmes. O arranjo e a trilha sonora da canção são de autoria de Ary Sperling.

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Nota do Blog da Audiodescrição:
Por e-mail, o diretor de comunicações da Globo, Luiz Erlanger, informou ao blog que a vinheta será veiculada sem os recursos da audiodescrição e legenda oculta.
Nota do Blog bengala Legal:
Esta será a maior mensagem do tipo “para inglês ver” já existente na história da televisão brasileira. Um anúncio comercial da TV Globo incluindo pessoas com deficiência e sem acessibilidade para que pessoas com deficiência o assistam! Um absurdo!

Fonte: A Bengala Legal

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sábado, 28 de novembro de 2009

Empresa aérea deve indenizar passageira constrangida em vôo

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O juiz da Segunda Vara Cível da Comarca de Várzea Grande, Marcos José Martins de Siqueira, condenou a empresa VRG Linhas Aéreas (grupo Gol) por causar constrangimento e transtornos emocionais a uma passageira de Cuiabá. Portadora de uma deficiência física que lhe causa dificuldades motoras, ela foi destratada por uma comissária de bordo antes da decolagem da aeronave com destino a São Paulo, no ano de 2007.

A sentença fixa o valor de R$ 40 mil a título de indenização por danos morais, bem como ordena à companhia aérea o pagamento das custas processuais e honorários advocatícios. Cabe recurso. Os fatos narrados nos autos demonstram que a passageira, após acomodar-se em sua poltrona, foi abordada de forma ríspida e em voz alta por uma comissária de bordo, que exigiu que ela deixasse o recinto por não apresentar condições de viajar. Em seguida, a funcionária da empresa teria acionado o interfone para questionar à equipe de solo a razão de terem permitido que uma “bêbada” entrasse na aeronave, ato testemunhado por vários passageiros. Parte deles confirmou todo o fato em juízo.

Forçada a deixar a aeronave, a passageira conseguiu retornar minutos depois, em prantos, depois que o mal entendido foi desfeito. Na verdade, a passageira seguia para São Paulo por motivo de tratamento de saúde de sua deficiência física. Portanto, não havia ingerido bebida alcoólica ou usado drogas. Em sua defesa, a empresa alegou que não houve qualquer solicitação de assistência para portador de necessidades especiais e que a comissária, ao perceber que a passageira possuía movimentos involuntários, educadamente pediu que ela lhe acompanhasse para fora do avião para tratar do assunto de forma reservada, sem a presença de qualquer passageiro. Após a suposta negativa da passageira, a mesma teria retornado ao seu lugar sem problemas.

Essa versão, no entanto, não foi confirmada pelas testemunhas do fato. O magistrado, em sua sentença, ressaltou que os depoimentos dos passageiros foram coerentes e comprovaram a atitude imprópria da comissária de bordo contra a passageira acometida de enfermidade que a impossibilitou de se expressar de maneira inteligível. “Por ser a aeromoça empregada de empresa que presta serviço de relevância social, deve estar preparada para enfrentar situações anômalas, como na espécie, acautelando-se para dispensar tratamento digno aos usuários daquele serviço. Logo, se assim não agiu, lançando conclusão equivocada sobre o verdadeiro estado físico da autora que, por sua vez, foi percebido pelos demais passageiros, proporcionou um desgaste à imagem e à honra da pessoa debilitada. Neste ponto é que consiste a prática do ato ilícito civil”, sentenciou, citando o Código de Defesa do Consumidor.

Fonte: Agência Incluir

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Marcela Marzocchi Pinto: a cara da esperança

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Luciana Gimenez visita o Instituto de Reabilitação Lucy Montoro, inaugurado em setembro deste ano em São Paulo, e faz uma entrevista emocionante com a jovem Marcela Marzocchi. Vale a pena conferir na íntegra!



Fonte: Rede TV

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Limitando a acessibilidade (Cartão de Crédito)

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.Bom dia a todos

.Alguns aqui ja me conhecem, sou Ricardo karam e faço parte do blog junto com a Cybele.

Recentemente adquiri um cartão de crédito pra facilitar meus pagamentos e acabei ficando limitado quanto ao seu uso.
No lugar apenas de assinar a notinha agora eu tenho que digitar a senha e isso me causou transtornos, pois em vários locais não existem maquinas sem fio e muitas vezes não tenho como descer do carro pra digitar a senha....

Quero saber se mais alguém passa por esse tipo de problema???????


Grande abraço a todos

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Últimos dias de inscrições para Workshop que discutirá preconceitos e paradigmas em relação à pessoa com deficiência.

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Evento conta com lançamento do livro da Miss Ceará, Vanessa Vidal, única miss com deficiência auditiva
A partir do tema “Sensibilização para a Inclusão: Construindo uma Sociedade Universal à Luz da Convenção da ONU

Até o dia 26 de novembro, estão abertas as inscrições para workshop que visa discutir, refletir e esclarecer questões relacionadas ao cotidiano das pessoas com deficiência. Realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Workshop "Sensibilização para a Inclusão: Construindo uma Sociedade Universal à Luz da Convenção da ONU". O evento será realizado em 2 de dezembro de 2009, véspera do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado mundialmente no dia 3 de dezembro.
As inscrições devem ser realizadas pelo e-mail participe@pessoacomdeficiencia.sp.gov.br . A ficha de inscrição deve ser baixada no site http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/usr/share/documents/09nov09_anexo_inscricao_workshop.doc . O objetivo do workshop é esclarecer e conscientizar públicos estratégicos, como jornalistas, assessores de comunicação, relações públicas, gestores de governo, prefeituras, profissionais que atuam com atendimento ao público e pessoas interessadas em assuntos relacionados à inclusão social do segmento da pessoa com deficiência, sobre a abordagem correta, de acordo com terminologia e direitos assegurados pela Convenção da ONU sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência. O esclarecimento será feito a partir de informações precisas sobre as diversas situações do cotidiano das pessoas com deficiência, em diferentes e rotineiras circunstâncias.
A iniciativa de realização do workshop nasceu da constatação de que todos os dias nos deparamos com pessoas com deficiência ou um dispositivo legal relacionado a esse universo - como a Lei de Cotas, por exemplo. Entretanto, o desconhecimento, associado a mitos e preconceitos apreendidos ao longo da vida, reforçam o distanciamento e a segregação por parte da sociedade em geral em relação a esse público, principalmente se não há familiaridade do interlocutor com alguém que apresente algum tipo de deficiência. Em alguns casos, como os de ofertas de serviços, a falta de informação sobre os direitos da pessoa com deficiência pode, inclusive, dificultar a abordagem, prejudicando o público a ser atendido.

Confira algumas dúvidas ou conceitos que serão abordados no evento:

- Pessoa "portadora" ou "deficiente": como me refiro a alguém que apresenta alguma restrição física, sensorial ou intelectual?

- Se vejo um cego prestes a atravessar uma rua movimentada, como devo proceder?

- Queria namorar aquela menina de cadeira de rodas, será que ela pode namorar?

- Como faz um cadeirante para preencher a ficha de entrada, com autonomia e independência, em um check in de hotel?

- Minha empresa tem mais de 100 funcionários, mas é cheia de escadas, ela precisa cumprir a Lei de Cotas?

Serviço

Workshop: "Sensibilização para a Inclusão: Construindo uma Sociedade Universal à Luz da Convenção da ONU"

Data: 02 de dezembro de 2009.

Horário:

9h00 às 18h00: Workshop

18h00: Lançamento de Livro A Verdadeira Beleza, da Vanessa Vidal e Coquetel de Encerramento

Período de Inscrições: 05 a 25 de novembro de 2009, pelo e-mail participe@pessoacomdeficiencia.sp.gov.br.

Local: Sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Endereço: Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564, Portão 10, Barra Funda, próximo ao terminal rodoviário e estações do metrô e trem Barra Funda, São Paulo, SP

Informações: (11) 5212-3700.

Investimento Simbólico: R$ 20,00 (inclui Material Informativo, Welcome Coffee, Workshop, Brunch e Coquetel de Encerramento).

Programação:

9h00: Credenciamento e Distribuição do Material

9h15: Welcome Coffee

9h35: Painel: Inclusão Social e Pessoas com Deficiência: O Papel do Estado e a Norma Constitucional - Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella

10h00: Entendendo as deficiências sob o enfoque inclusivo

1- Cotidiano: circunstâncias rotineiras da vida de uma pessoa com deficiência

2- Comunicação: caminho para a inclusão

3- Saúde: bem-estar e qualidade de vida

4- Acessibilidade: ponte para a sociedade

5- Educação: acesso para a cidadania

6- Emprego: igualdade de oportunidades

7- Esporte e Lazer: movimento e participação

8- Cultura: desenvolvendo o potencial artístico e criativo

9- Transporte: direito de ir e vir

10- Família: convivência, respeito e privacidade

13h00: Brunch

14h00: Plenária: Compartilhando Informações -Trocando Conhecimentos

17h00: Conclusão dos trabalhos: Mudando Conceitos e Derrubando Barreiras

18h00: Lançamento de Livro A Verdadeira Beleza, autobiografia de Vanessa Vidal e coquetel de Encerramento

Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

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Dificultadores arquitetônicos e urbanísticos: a escada e o seu papel no patrimônio edificado

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Arquiteta Flavia Boni Licht

Apresentado no Seminário Acessibilidade no Patrimônio Histórico e Cultural
Organização: CREA-Bahia e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia
Salvador, 19 de novembro de 2009

Muito mais do que uma questão de cadeira de rodas, a acessibilidade é a essência da arquitetura levada às últimas conseqüências.
As pessoas não contemplam a arquitetura, mas criam o espaço com os seus movimentos,
desde aqueles que se fazem numa cozinha até os de uma procissão saindo da catedral.
Não há espaço arquitetônico sem pessoas. Sem elas o arquiteto apenas sonha.
Essas são idéias que podem servir de pistas para pensar na arquitetura do passado, do presente e do futuro.

Arquiteto DEMETRIO RIBEIRO

Ao aceitar o convite para falar neste seminário sobre o papel da escada no patrimônio edificado, me vi frente a uma encruzilhada. Um dos possíveis caminhos, talvez o mais simples, me levaria a trazer exemplos fotográficos de variadas escadas para debater como um único elemento presente nas edificações e nas cidades, históricas ou não, ao lado de sua função de articular espaços, pode ser gerador de dificuldades e de impossibilidades na vida das pessoas.
O outro trajeto – aquele que escolhi e que acredito ter sido a intenção dos organizadores deste evento – foi o de entender e trazer à nossa discussão a escada como materialização simbólica de um conjunto de conceitos que, da configuração do edifício à sua inserção no entorno urbano, passam pelo lugar que ocupa como possibilidade construtiva e aglutinador de usos, como gerador de imponência e valor desejado na busca de distanciamento, como definidor de itinerários e expressão de movimento e, aqui mais especialmente, como elemento de segregação e de exclusão.
Assim, inicio me socorrendo em segmentos da nossa história, talvez, mais especialmente, em segmentos da nossa história como construtores, que, atuando sobre o ambiente natural, deixamos ali os sinais do nosso conhecimento, das nossas crenças e, também, dos nossos preconceitos.
Então, tomando nossa civilização aos saltos, comecemos com os egípcios que, ao empilhar imensos blocos de pedra, encontraram nos degraus, a possibilidade de concretizar suas pirâmides. E não só externamente. No interior daqueles monumentos, o desejado repouso eterno do faraó foi protegido por complexos labirintos num intrincado jogo de níveis que se articulavam por meio de alguns ou de muitos degraus. Ou seja, as escadas se faziam presentes para guardar segredos e preservar tesouros, mas também para dificultar passagens e obstaculizar acessos.
Seguindo nossa viagem, chegamos à Grécia, onde a escada adquire um protagonismo inquestionável, pois o desejo de sentir-se o mais próximo dos deuses levou aquela civilização às alturas. Seja, por um lado, na escolha dos sítios para edificar seus monumentos mais simbólicos; seja, por outro, nos próprios templos dedicados às divindades, sempre construídos sobre plataformas elevadas precedidas por altos degraus. E como seus antecessores egípcios, também na Grécia as imponentes escadarias tornavam real o distanciamento pretendido entre alguns – poderosos e olímpicos, que chegavam até a desafiar limites entre deuses e homens – e outros tantos, certamente a maioria, o povo, os escravos. Isso no próprio “berço da democracia”, onde também aqueles que se distanciavam dos ideais definidos como da perfeição física eram sumariamente sacrificados.
Nos séculos seguintes, a busca da inacessibilidade para configurar proteção mantém-se presente nas fortificações amuralhadas, com muitos degraus para vencer terrenos íngremes. Esses mesmos degraus também possibilitaram ainda que os edifícios se descolassem do solo em locais menos salubres, quando a preocupação com a saúde pública começou a dar seus primeiros passos. E o caráter que ambicionava a distinção dos comuns e a expressão de majestade, separando do nível vulgar as casas mais nobres, encontra nas pomposas escadarias a formatação própria para se explicitar.
Concluindo esse rápido percurso, chegamos aos dias de hoje onde, mesmo com ideais distintos dos nossos antepassados, seguimos buscando as alturas, não mais empilhando apenas pedras para enterrar reis, mas sim completos espaços para todas as funções e usos do nosso cotidiano; não mais para chegar perto dos deuses, mas sim para rentabilizar os terrenos cada vez mais valorizados dos nossos centros urbanos. E chegamos aos dias de hoje também com uma variada herança de edificações e cidades, produto de diversas culturas, com múltiplas visões de mundo e de sociedade, com variadas representações estéticas e diferenciadas soluções construtivas, herança essa que nos cabe preservar e passar adiante, associando ao existente nossas habilitações e nossos valores.
O que antes era feito para segregar e dificultar, nos dias atuais, contrariamente, o que se quer é reunir e facilitar; o que antes era feito apenas para alguns, o que se quer hoje é que valha para todos. Pelo menos, é o que afirmam as cartas constitucionais da maioria dos países. Inclusive a do nosso.
Examinando, então, os impedimentos de mobilidade que criamos ao longo da história dos nossos ambientes edificados, acredito que podemos dizer, sem medo de errar, que conhecimento acumulado para superá-los não nos falta. Hoje, os desníveis históricos, antes vencidos apenas por conjuntos menores ou maiores de degraus, podem encontrar alternativas nas mesmas soluções desenvolvidas para resolver a verticalização mais contemporânea que gerou imensas distâncias da base ao topo das edificações e trouxe problemas de deslocamento para todos. Como consequência, rapidamente, disponibilizamos a nosso favor a tecnologia existente, criando opções mecânicas para vencer esses obstáculos e seguir nosso percurso ascensional, com menos conotações religiosas e reduzido esforço físico. E aqui mesmo, nesta cidade, temos um exemplo bastante representativo dessa conquista: o Elevador Lacerda, desde finais do século 19, estabelece um ponto de conexão entre os dois segmentos de Salvador afastados pela morfologia urbana e é impensável para a quase totalidade das pessoas vencer a pé a distância entre a cidade alta e a cidade baixa.
Claro está que, para toda essa mobilidade conquistada, apostamos na manutenção de um delírio sem qualquer olhar para a escassez energética que, atualmente, já começa a nos preocupar. Vale pensar no que seria de nós para viver, trabalhar, ir ao cinema, à escola, ao médico nos edifícios e cidades contemporâneas se alguém simplesmente apagasse a luz… Inúmeros andares a subir ou descer por escadas em qualquer edifício seriam uma relevante barreira para todos nós. Este colapso inimaginável é apenas parte das dificuldades vivenciadas cotidianamente por uma parcela significativa da população ao se deparar com um desnível no meio-fio sem rebaixo ou uma escadaria na entrada de um museu, por exemplo.
Chegamos, então, no que acredito mais fundamental para a nossa discussão:
Quais os valores que ainda nos levam a deixar sem solução um ou muitos degraus a marcar a entrada de um monumento, decidindo, de forma concreta, quem tem e quem não tem direito de ali entrar?
No que acreditamos ao elaborar leis e normas que se, por um lado, exigem acessibilidade em todos os espaços edificados contemporâneos, por outro, abrem exceções para os chamados bens patrimoniais?
A quem é dado o poder para tomar essas decisões?
E como o foco deste seminário é acessibilidade e patrimônio edificado, parece importante trazer alguns questionamentos direcionados ao significado dessas expressões. Acredito que, referindo-se à acessibilidade, estamos todos de acordo: independente da idade ou da condição física, a acessibilidade é o direito que todos devem ter de compreender um espaço, relacionar-se com os seus conteúdos e usar os seus elementos com autonomia e independência. Já na questão do patrimônio e de como ele deve ser mantido hoje para as futuras gerações, as posições se mantém controversas: alguns ainda defendem que qualquer bem só terá seu valor preservado se restabelecer a unidade da edificação do ponto de vista de sua concepção e legibilidade originais; outros, hoje em maior número, nos ensinam que as intervenções, incluindo novas destinações, serão bem-vindas se o objetivo for o de assegurar a sobrevivência dos monumentos.
Assim, de questionamento em questionamento, seguimos perguntando:
Como se define e quem define o estágio de integridade a ser mantido?
Qual o significado de ‘possibilitar intervenções para assegurar a vida de um monumento’?
O que entendemos por ‘vida de um monumento’?
Quais intervenções seriam aceitáveis?
Será que é possível respeitar o passado de uma edificação, desrespeitando os direitos das pessoas, selecionando com nossas decisões de restauro, quem pode ou não desfrutar de um patrimônio que é de todos? E, talvez pior, isso pode ser feito com todo o amparo da legislação específica – caso da NBR 9050/2004 da ABNT, que abre exceções para os bens tombados, e da Instrução Normativa nº 01/2003 do IPHAN que as confirma.
João Filgueiras Lima, o respeitado e querido arquiteto Lelé, que enriqueceu com sua sensibilidade esta e tantas outras cidades brasileiras, nos indica um bom caminho a seguir. Nas suas memórias profissionais, aprendemos que certas coisas não estão escritas no manual, fazem parte da consciência crítica de cada um. Ou seja, podemos entender acessibilidade como questão de ética profissional, pois assumimos como compromisso que nosso trabalho deve ser sempre colocado a serviço da melhoria da qualidade de vida do homem.
Também na contramão das citadas decisões normativas e legais, o arquiteto Antonio Cravotto – representando a Comissão do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Uruguai, no 2º Seminário Ibero-americano de Promotores e Formadores em Acessibilidade ao Meio Físico, realizado em Montevidéu – já em 1990 apresentava um entendimento bem distinto:
em termos práticos, os bens patrimoniais só podem ser salvaguardados se usados apropriadamente no presente, se reabilitados para atender funções adequadas à sua natureza e conformação, o que vai desde a contemplação (no caso das ruínas) até as formas mais especializadas e complexas. Para tanto, todos esses bens serão necessariamente afetados por: modificações espaciais e estruturais; incorporação de elementos, dispositivos, sistemas e redes técnicas; inclusão de equipamentos e de sinalização. Essas intervenções não possuem justificativa nem melhor nem diferente das originadas pela eliminação das barreiras para pessoas com deficiência. [...]
Para tanto, recomendo uma ‘regra de ouro’ orientadora, que os ‘técnicos’ rotineiros e pouco imaginativos – os quais, desgraçadamente, abundam – considerarão seguramente vaga e pouco prática: ‘respeitar o homem e respeitar suas obras’.
Então, com o apoio das palavras do professor Cravotto, podemos voltar ao foco do nosso tema e examinar o tombamento e o posterior restauro de uma residência significativa de qualquer uma de nossas cidades. Vencidos todos os procedimentos legais, o bem é tombado e, para possibilitar a sua sobrevivência, transformado, de imediato, em sede de alguma instituição cultural, ou seja, já foi aprovado sem discussões um novo uso para a edificação; os projetos e as obras, referendando essa mudança, indicam e executam modificações em planta, alteram redes e inserem equipamentos exigidos pela segurança e conforto contemporâneos, renovam rebocos, pintam alvenarias, trocam vidros quebrados e madeiras atacadas por cupins, derrubam árvores do jardim para criar estacionamentos, retocam ou refazem pinturas murais, substituem o mobiliário residencial pelo institucional.
Cabe, assim, perguntar: o que sobrou de original? Apenas a entrada principal, marcada por uma intocada escadaria – claro que depois de polidos seus mármores ou seus bronzes… E se alguém se aventurar a discutir o obstáculo representado por aqueles degraus e a necessidade de encontrar soluções para fazer daquela entrada o acesso principal para todos, já sabemos que a resposta será instantânea e praticamente uníssona: ah, nisso não dá pra tocar, pois, além de caro (e o custo torna-se, instantânea e magicamente, um impedimento decisivo) qualquer interferência na fachada vai desvirtuar as referências históricas desse bem tombado!
Há mais de vinte anos, o arquiteto I. M. Pei foi chamado a intervir num dos inquestionáveis patrimônios da humanidade, o Museu do Louvre. Feito jóia rara, sua pirâmide em aço e vidro define o novo e monumental acesso para aquele igualmente monumental conjunto. Dominando o espaço interno lá está, como um imenso grupo escultórico, a fusão entre elevador e escada, a incorporação do movimento livre à estrutura estática, provando que há possibilidade de tornar acessível a todos um bem histórico e cultural sem desqualificá-lo; provando que temos capacitação, criatividade e audácia. Talvez nos falte apenas aceitar a necessidade de desmontar os resultados da nossa cultura excludente, mudando a direção do nosso olhar para, rompendo hábitos e costumes, tomar a decisão definitiva de abrir os espaços para todos.
Temos pela frente um grande desafio, mas também uma oportunidade rara de reunir o importante passado expresso pelos bens patrimoniais edificados à visão contemporânea de respeito ao diverso que nos brinda a acessibilidade, para repensar o que queremos que fique como nossa herança. Para tanto, inicialmente, teremos que, “acessíveis” e “patrimoniáveis”, nos despir das nossas carapaças ortodoxas para estabelecer um diálogo franco que compatibilize conceitos, encontre identidades, equilibre posições e construa circunstâncias sempre, como nos iluminou o mestre Cravotto, na direção do respeito ao homem e às suas obras.

Fonte: Agência Inclusive

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Mensagem

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MEMORIAL DA INCLUSÃO

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CIDADE DE SÃO PAULO SEDIA, A PARTIR DE 3 DE DEZEMBRO, ÚNICO MEMORIAL QUE RESGATA OS PERSONAGENS, AS LUTAS E AS CONQUISTAS PELOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Memorial da Inclusão: os Caminhos da Pessoa com Deficiência será instalado na sede da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência; exposição inclui uma Sala Preparatória dos Sentidos, escura e com sensores sonoros e de odor

Desde 1981, o dia 03 de dezembro foi instituído, pela ONU, como o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Décadas depois, a data será motivo de comemorações àqueles que se empenham e lutam para a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade, luta essa que remonta aos tempos de D. Pedro II, criador das primeiras escolas dirigidas a pessoas com deficiência visual, baseadas em modelos franceses.
O Memorial da Inclusão: os Caminhos da Pessoa com Deficiência será inaugurado nesse dia 03 e reunirá em um só espaço fotografias, documentos, manuscritos, áudios, vídeos e referências aos principais personagens, às lutas e às várias iniciativas que viabilizaram conquistas e melhores oportunidades às pessoas com deficiências.
O Memorial da Inclusão visa também registrar e resgatar um dos períodos mais importantes da história sócio-cultural e política do movimento de luta das pessoas com deficiência, que ocorreu no início dos anos 80 e que culminou, no ano de 1981, com a criação do Ano Internacional da Pessoa com Deficiência (AIPD), pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Ação inédita do governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Memorial da Inclusão é o maior e o mais completo da América Latina. "A transformação da sociedade retrata a conquista dos direitos da pessoa humana com foco na pessoa com deficiência e seus familiares e refletindo-se nos profissionais da saúde, educação e cultura, enfim, em toda a sociedade. Esta exposição permitirá reconhecer às histórias das lutas e conquistas das pessoas com deficiência", afirma a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella.
Com curadoria de Elza Ambrósio e Projeto Cenográfico, de Expografia e Iluminação a cargo dos cenógrafos Yara Candotti e Jefferson Duarte, o Memorial da Inclusão reúne o que há de mais moderno em materiais expográficos e tecnologias de escuta e leitura, além de acessibilidade física. A exposição é composta de 12 ambientes, alguns independentes e completos que abordam cada uma das quatro deficiências - auditiva, visual, intelectual e física. Outros ambientes mostram a unificação das lutas, conquistas e direitos adquiridos da pessoa com deficiência em geral.
"Os jovens com e sem deficiência acham que as rampas, as leis e a sinalização sempre existiram. Há 30 anos não se pensava em acessibilidade. E o que queremos mostrar é que, graças aos movimentos para a conquista dos direitos das pessoas com deficiência, assistimos a criação do Desenho Universal, implantado nesta exposição, para atender a todas as pessoas", explica a curadora.
Um dos destaques, a Sala Preparatória dos Sentidos, será um local escuro, com painéis de texturas diversas, alteração de temperatura e sensores sonoros e de odor. A ideia é a de que o visitante reflita sobre a importância dos sentidos como tato, visão e audição.
Outra novidade viabilizada pelos cenógrafos foi a instalação de sound tubes, para pessoas com deficiência visual que não leem em braile. Ao se colocar sob estes equipamentos, que fazem a audiodescrição dos painéis, a pessoa poderá ouvir toda a história contada na obra. Ainda sob o sound tube, há uma bancada com o texto em braile.
"Aproveitamos a estrutura original e circular do espaço e fizemos outra que propiciasse ao visitante ser o eixo da circunferência, esteja ele em qualquer ponto da exposição. Isso dá uma dimensão de integração e de democratização ao espaço, preservando a obra de Oscar Niemeyer", diz a cenógrafa Yara Candotti. Para facilitar a visualização, as impressões dos painéis foram feitas em superfície de alumínio, em alto relevo.

Ambientes da exposição

Além da Sala Preparatória dos Sentidos, a exposição ainda terá 11 ambientes compostos por painéis com logotipia recortada e aplicada em alto relevo. Todas as informações são apresentadas em letras legíveis para baixa visão, em alturas acessíveis ao visitante em cadeira de rodas e textos em braile. Neste espaço inicia-se também o piso tátil, presente em toda a exposição.
"Movimento Social" inclui fotografias de 60 pessoas engajadas no movimento de luta pelos direitos da pessoa com deficiência.
No ambiente "Direitos" o visitante conhecerá as conquistas legais nacionais. Destaque especial ao o ambiente "AIPD 1981", que traz fotografias, documentos internacionais, citações e reflexões originários de pessoas que participaram do movimento de criação do Ano Internacional da Pessoa com Deficiência, em 1981.
O ambiente "Do Asilamento à Autonomia" trata da questão da inclusão da pessoa com deficiência intelectual na sociedade. O espaço "Sociedade e Suas Linguagens" aborda as mudanças na terminologia referente às pessoas com deficiência, desde os tempos antigos até a adotada nos dias de hoje, e chama a atenção para as barreiras atitudinais, que consistem no preconceito relacionado às pessoas com deficiência.
"Os Sentidos na Comunicação" é voltado para as deficiências sensoriais, cujas expressões serão ressaltadas em salas com colorações diferenciadas, para ideia de introspecção e silêncio.
"Esportes" conta com imagens que apresentam a história do esporte e suas diferentes modalidades, cujo conceito será o de ‘eliminar estigmas, derrubar preconceitos e quebrar recordes'. Monitores apresentam imagens referentes à prática esportiva.
A exposição conta ainda com ambientes compostos por paredes, cabine acrílica, isolamento acústico e aparelhagem de som; projetor para a transmissão de filmes e fotos de movimentos sociais ocorridos no passado, além de entrevistas biográficas de personalidades de destaque e de pessoas anônimas, homenageadas pela exposição.

SERVIÇO

Inauguração da Exposição: Memorial da Inclusão: os Caminhos da Pessoa com Deficiência

Local: Sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Endereço: Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564, Portão 10 - Barra Funda - São Paulo - SP - próximo à estação do metrô e da CPTM.

Data: 3 de dezembro de 2009

Horário: 12h00

O lançamento será antecedido do "Seminário Memórias, Conquistas e o Futuro do Movimento Social das Pessoas com Deficiência no Brasil", que acontece no mesmo dia e local, das 8h00 às 18h00. Programação completa e inscrições: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/

Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

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Direitos do deficiente: entrevista com Linamara Battistella

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Patrícia Rizzo, da Jovem Pan Online, conversa com Linamara Battistella, secretária dos direitos da pessoa com deficiência do governo do Estado de São Paulo.




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Faça um tour pelo 1º Hospital da Rede Lucy Montoro

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O governador de São Paulo, José Serra, inaugurou o 1º hospital da Rede de Reabilitação Lucy Montoro. Foram investidos R$ 50 milhões na compra de um centro de saúde de tecnologia de ponta no bairro de Santo Amaro, na capital paulista. Unidade terá capacidade para fazer 12 mil atendimentos/mês.



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Centro cultural São Paulo e a Acessibilidade

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... ACESSO EM REVERSO_ACESSO AO REVÉS_ACESSO DE REVÉS...

Alguns instantes: ... em um filme uma mulher cega guia o visitante do museu comentando minuciosamente detalhes de uma pintura exposta... O músico Hermeto Paschoal diz que o ponto de seu corpo onde ele mais sente a música é na nuca... Um escritor cego relata que ao tocar as coisas as coisas também o tocam... José Saramago diz: "Para conhecer as coisas, há que dar-lhes a volta, dar-lhes a volta toda"...
Perguntas: nós, os "normais", estamos criando acesso a essas outras sensibilidades, a essas outras percepções de mundo? Estamos abertos para uma negociação entre essas micro-teorias de conhecimento e as macro que determinam a nossa realidade? Estamos, neste início de século, nos libertando do monopólio da visão que perdura há mais de cinco séculos? Estamos dispostos a transformar nossa cultura e nossas instituições para que elas passem a operar como interfaces da multiplicidade de percepções e entendimentos que modelam a arte e o conhecimento?

Adicionando: quem dá acesso a quem? Quem promove a inclusão?

O pensar e o promover o acesso ao reverso_acesso ao revés_acesso de revés, permeiam o projeto Livre Acesso do CCSP e, em destaque, o seminário internacional Acesso em Reverso que o Centro Cultural São Paulo, em parceria com o Centro Cultural da Espanha em São Paulo, realiza neste mês de novembro. Reuniremos no final do mês, na Sala Tarsila do Amaral, filósofos, artistas, educadores, agentes e gestores culturais, bem como o público interessado, para debater aspectos filosóficos, históricos e empíricos da noção geral de "cultura de acessibilidade" e seus desdobramentos em diferentes esferas da cultura e da ciência.
Desde o início desta gestão, em setembro de 2006, a acessibilidade está no centro de nossas atenções. Transferimos a Biblioteca Louis Braille para a Praça das Bibliotecas, integrando-a ao complexo das Bibliotecas deste Centro Cultural, inserindo assim a cegueira no âmago da cultura visual. Novos equipamentos, que facilitam o acesso de pessoas com deficiência às publicações pertencentes aos acervos de nossas bibliotecas, estão à disposição dos usuários. O piso tátil interliga os principais espaços socioculturais do edifício. Parte de nossa programação já conta com audiodescrição e com tradução em libras. A Divisão de Curadoria e Programação e a Divisão de Ação Cultural e Educativa já desenvolvem programação e serviços que levam em conta a acessibilidade e suas implicações.
Com o apoio das equipes da casa e parceiros externos, acreditamos que estamos promovendo experiências e ações em nossa instituição que alimentam uma cultura de acessibilidade àquela que, posteriormente ao Pós-Modernismo e ao Pós-Colonialismo, se capacita em levar adiante uma democracia cultural, ao fomentar o livre acesso à informação e às manifestações artísticas, bem como o hibridismo e novas formas de expressão e de participação.

Martin Grossmann
Diretor geral do Centro Cultural São Paulo

Fonte: Centro Cultural São Paulo

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" Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiências "

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“Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiências”, no WTC do Convention Center, em São Paulo

É com prazer que o convidamos para o Evento que a Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência promoverá no WTC – Convention Center, nos dias 8, 9 e 10 de dezembro, (site: www.simparatodos.com.br).
O assunto principal do evento será “Como é possível melhorar a qualidade de vida dos Deficientes”, considerando os impressionantes dados atuais:

1) O Brasil é um país com 26 milhões de deficientes, 14% de sua população.

2) Considerando que, em média, em cada família com deficiente, três parentes são mais chegados a ele, reconhecemos mais 78 milhões de brasileiros envolvidos nesse problema. Conclusão: o total das pessoas atingidas, direta ou indiretamente, por casos de deficiência, é superior a metade da população do nosso país.

O assunto é tão sério e importante que o atual governador de São Paulo, José Serra, criou uma “Secretaria dos Direitos das Pessoas com Deficiências” e nomeou a Profª. Dra. Linamara Rizzo Battistella como sua Secretária.
Para apoiar o movimento em favor dos deficientes, em todo o Estado de São Paulo, a Secretaria lançara, em dezembro, um livro de auto ajuda, com a participação de 28 especialistas da USP, sobre os tipos mais graves de deficiência, os tratamentos mais adequados, os aparelhos recomendados e o comportamento de membros da família como cuidadores.
O livro será acompanhado de um CD, no esquema “audiobook”, com todos os temas da obra. O título será o mesmo do evento: A Secretaria enviará exemplares do livro para 670 prefeitos, a fim de orientá-los, principalmente, num capítulo muito importante: melhorar a arquitetura dos passeios públicos e dos edifícios freqüentados pelos deficientes, desde uma secretaria da prefeitura até o entretenimento em cinema, teatro, locais de eventos, festas e no comércio em geral.

O QUE NÓS PODEMOS FAZER PARA AJUDAR A REALIZAR O OBJETIVO DA SECRETARIA E APOIAR O MOVIMENTO EM FAVOR DOS DEFICIENTES?

A fim de esclarecer a Sociedade e difundir os conhecimentos dos 28 especialistas participantes do livro, lhe oferecemos a oportunidade de adquirir, a um preço muito especial, uma determinada quantidade personalizada de exemplares do livro, numa edição especial, em primeira mão, para distribuição através de seus mailings de clientes e para entrega a seus funcionários
Temos a certeza que, em troca de um pequeno valor, você e sua empresa estarão efetuando uma ação e uma ajuda muito forte, em benefício dos deficientes e de suas famílias.
Aguardamos seu contato por email ou telefone, confirmando sua participação e seu apoio, a fim de acertarmos a quantidade de exemplares desejada, a personalização de sua empresa, nesse reparte, e o sistema de entrega a você.

Um abraço,

Roberto Marques
roberto@bancodeideias.com
Expert Editora – Banco de Ideias
(11) 3129-7200
Coordenação do Projeto Editorial da Secretaria dos Direitos das Pessoas com Deficiência

Fonte: Agência Inclusive

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Monumentos de Brasília não oferecem acesso para deficientes físicos

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O problema existe até nos pontos turísticos mais novos, como no Museu Nacional. Veja na reportagem de Renata Feldman.

Luiz Maurício mora em Brasília há 33 anos. Mesmo assim, pouco conhece dos monumentos da cidade planejada que atrai turistas do mundo inteiro. Numa cadeira de rodas, é impossível visitar o Espaço Lúcio Costa, ironicamente o nome do urbanista que projetou Brasília. São 24 degraus até a entrada.
“Não sei o que tem lá dentro. Gostaria de saber, mas com essa escadaria fica impossível descer. Não tem como”, diz Luiz Maurício dos Santos, integrante do Fórum de Apoio ao Deficiente.
O Panteão da Pátria, que tem três níveis ligados por escadas, oferece um banheiro para deficientes que é pouco usado. A antiga Casa de Chá, hoje um centro de atendimento ao turista, foi reformada. Mas só depois lembraram de construir a rampa.
“Isso aqui é para a visitação de pessoas e nós também somos pessoas. Não só cadeirantes. Pessoas idosas ou com uma dificuldade de locomoção temporária também têm o direito de visitar lugares como esse”, argumenta Luiz Maurício.
A Secretaria de Cultura diz que já foi feita licitação para equipamentos e adaptações de todos os prédios. Tudo deve ficar pronto no ano que vem. “Já temos equipamentos que podem nos atender. Até o começo do ano que vem, eles vão ser adquiridos. Se tudo der certo, vamos ter acessibilidade em todos os prédios da Praça dos Três Poderes”, afirma a subsecretária de Políticas Culturais, Zeli Dubinevics.
Os prédios da Praça dos Três Poderes foram projetados numa época em que não havia esse tipo de preocupação. Mas como justificar os problemas de acesso que ainda existe no Museu Nacional? O acesso aos auditórios é limitado à última fila de cadeiras. Não há sinalização e um deficiente visual que chega ao complexo se perde no espaço.
“Não verifiquei estacionamento para pessoas com deficiência. No auditório não existe acesso para pessoas com cadeira de rodas. Uma pessoa gorda, por exemplo, se for descer as escadas pode tropeçar, cair e se machucar. É uma situação bem complicada pra gente”, diz a dançarina Vanessa de Paula

Providências

A direção do Museu Nacional informou que o projeto para corrigir os problemas já está na Secretaria de Obras. Vão ser feitas adaptações para permitir o acesso de deficientes visuais, cadeirantes e obesos.

Renata Feldmann / Wesley Araruna



Fonte: G1

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Programa de computador ajuda tetraplégicos a acessar a internet

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Câmera instalada na cabeça move o cursor na tela.
Programa pode ser baixado de graça na web.


Um programa de computador desenvolvido por uma universidade da Espanha pode dar mais independência às pessoas tetraplégicas. Elas conseguem acessar a internet sem a ajuda de ninguém graças ao programa desenvolvido para as pessoas que não movimentam os braços.
Antes de ficar tetraplégica, a estudante Talita Abreu vivia na internet. Depois, só com ajuda para clicar, digitar. Agora, isso acabou. "Posso mexer sozinha agora, dá pra fazer tudo, estudar, conversar com amigos, distrair", diz a estudante.
O programa é simples e está disponível de graça na internet. Precisa apenas instalar uma câmera no computador. Primeiro, ela reconhece o movimento da cabeça e move o cursor na tela. O clique é feito com os olhos. Um teclado virtual escreve textos, endereços eletrônicos e a abre a porta da rede mundial de computadores para pessoas com essa limitação.
"A partir daí podemos ver o potencial do paciente e executar o principal da reabilização, que é reincluí-lo socialmente", explica Marcelo Ares, gerente de reabilitação da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). "Ganhar essa auto-estima e a possibilidade de poder executar uma função é fundamental."
Uma ferramenta como essa faz mais do que devolver a auto-estima e a independência. Imagine-se na frente de um computador, mas sem poder usar o mouse ou o teclado. Para muita gente, esse mundo - e tudo o que ele traz de bom para o nosso mundo real - ficou mais acessível.
É o caso do estudante de jornalismo Eduardo George. Ele sempre usou uma vareta para acessar o computador. Nessa tela, descobriu a vocação, estudou para o vestibular de Jornalismo e já se prepara para uma carreira. Bastou experimentar o novo programa para ele perceber que pode chegar lá. E com mais rapidez. "Vai ficar mais rápido", comemora.



Fonte: G1

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Lixeira falante auxilia deficientes visuais a proteger o meio ambiente

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A lixeira de coleta seletiva, em que cada uma é pra um tipo de material, costumava ser um problema para deficientes visuais. Agora, além de colocar o lixo certo, ninguém mais esbarra ou suja as mãos.

Em Minas, um grupo de estudantes universitários criou um aparelho que ajuda portadores de deficiência visual a proteger o meio ambiente.
Andar assim nas ruas não é fácil. Se houver uma lixeira no caminho, então. “A gente só encontra quando a gente não quer, porque aí você tromba nela, machuca”, disse o professor Ananias Moreira.
E lixeira de coleta seletiva, em que cada uma é pra um tipo de material? Um problemão para os deficientes visuais! “É, porque você não sabe o lugar que você está jogando o lixo, se está certo, se está errado”, disse uma jovem.
Pois em uma escola especial, em Belo Horizonte, ninguém mais esbarra nelas, nem erra o alvo. A diferença aqui é que as lixeiras falam. Isso mesmo. Basta alguém se aproximar. "Lixeira para plástico". E é assim com cada uma delas. Aí, fica fácil acertar.
Um sensor de presença emite o som. Como normalmente os cegos usam o tato para identificar as lixeiras, esta é mais higiênica. “É maravilhoso. Além disso, preservar a natureza, fazer reciclagem, que eu acho excelente”, disse a professora Luzia Mendes Camargos.
É o resultado de uma pesquisa de estudantes de Engenharia Ambiental. Eles gravaram as mensagens em sensores comuns.
Testaram a altura que também facilitasse a vida de pessoas em cadeira de rodas. E usaram cores pra orientar quem enxerga.
"As linguagens, elas estão variadas, ali. Então, com certeza isso vai atender a todas as pessoas”, acredita o estudante de Engenharia Ambiental, Robson Tupi Alves.
Apesar de simples, a ideia surpreende. "Ótimo também que ela fala, avisa”, disse seu Ananias. Ele, pela primeira vez, acertou a lixeira de coleta seletiva sem pedir ajuda a alguém. “A gente sente independência. E é gostoso sentir essa independência, né?!”.



Fonte: G1

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" Íntima Desordem "

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Mensagem de Walt Disney

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FEIRA CULTURAL INCLUIR

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Modelo volta a andar após ficar tetraplégica em acidente

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É a história real de uma mulher que sofreu lesão na medula, e ouviu do médico que jamais voltaria a andar. Mas voltou. Uma conquista que serve de inspiração.
Uma história que você vai conhecer agora foge de quase tudo que se sabe sobre tetraplegia, a paralisia dos movimentos que atinge Luciana, a personagem de Alinne Moraes na novela “Viver a Vida”.
Camila e Kristie passaram pela mesma dor que a personagem Luciana, da novela "Viver a vida", sentiu esta semana.
"Eu surtei no CTI. Dizia que era piada, que aquilo não podia estar acontecendo comigo", lembra Camila Magalhães, tetraplégica há 11 anos.
“Uma das coisas mais frustrantes de quando você fica preso numa cadeira de rodas é que tudo é lento, tudo é devagar. Então só o fato de você estar em velocidade em cima de um cavalo, ter o vento no rosto, o cabelo voando, então isso triplica a intensidade desse bem-estar para uma pessoa que já ficou presa numa cadeira de rodas do que para outra”, Kristie foi atingida na cabeça por um portão.
Quem vê Kristie, uma mulher bonita, de 41 anos, jogadora de pólo internacional, nunca vai imaginar que ela tem uma história parecida com a Luciana da novela "Viver a vida". Aos 17 anos, ela também era modelo, sofreu um acidente e ficou tetraplégica, como a personagem.
"No início, eu não mexia nada do pescoço para baixo. Um médico chegou a dizer para eu parar de chatear todo mundo porque eu não ia conseguir nem sentar novamente. Ele disse que eu tive uma ruptura medular e que era impossível, não ia acontecer. Minha resposta para ele foi que eu sentia muito, mas como não tinha nada melhor para fazer, eu ia morrer tentando", lembra Kristie, que levou dez anos para conseguir andar sozinha.
Camila ficou tetraplégica aos 12 anos, vítima de uma bala perdida. "Na época, os médicos diziam que não teria jeito, eu não voltaria a me movimentar do pescoço para baixo e teria que fazer uma série de adaptações porque eu não conseguiria sentar direito. Acho que foi um dos piores diagnósticos", diz ela, que hoje está com 23 anos.
"A medula liga o cérebro ao corpo. A ordem para mover o braço ou a perna vem do cérebro. Se lesar em cima, vai atingir os quatro membros. Se lesar mais embaixo, vai atingir predominante as pernas. A partir do momento da ruptura e passa a ser tetraplégico, dificilmente a pessoa vai ficar com os mesmos movimentos de antes. A maioria, 90% dos casos, fica com uma seqüela maior. Mas ela aprende a usar os movimentos que tem para obter qualidade de vida, ser independente, trabalhar, estudar e ser feliz", explica a neurocientista da Rede Sarah, Lúcia Braga.
A Doutora Lucia explica que não há casos na história da medicina de reversão da tetraplegia quando a ruptura da medula é total. E nos casos de ruptura parcial, como de Kristie, apenas 2% voltam a andar. E Kristie fez de tudo para estar entre eles. "Terapia passiva, seis horas dentro d'água todo dia, jatos de areia para estimular a circulação, banhos de parafina para condicionar as pernas", conta Kristie.
"Eu participei de uma pesquisa com células-tronco em Portugal, em fase de pesquisa. Tive mais percepção do corpo, mais sensibilidade, mais força. Alguns movimentos leves. As pessoas acham que vai colocar célula-tronco e vai voltar a andar no dia seguinte, não é bem assim ", diz Camila.
"Eu consigo dobrar a perna, mas não consigo colocar peso no joelho dobrado. Ao andar, eu levanto um pouco mais um pé até o outro sair do chão. Em seguida, eu desloco o quadril", explica Kristie.
"Eu acredito que vou voltar a andar, não tenho dúvida disso", afirma Camila.
"Quem não participou do problema e não me viu tetraplégica, normalmente diz que não aconteceu. Eu já me expus a médicos que não acreditaram. Se quiserem me examinar, estou aqui", anuncia Kristie.
Kristie está casada, tem cinco filhos, e hoje ajuda pessoas com o mesmo problema através de eventos beneficentes de seu time de pólo. Ela manda um recado para as pessoas que vivem hoje o problema que ela viveu aos 17 anos e que a personagem da novela está vivendo: "Por favor, concentrem-se em fazer o que lhes dá prazer, o que lhes dá poder, o que lhes dá capacidade de contribuir. Continuem desenvolvendo duas inabilidades, mas não deixem de dar valor as suas habilidades".



Fonte: G1

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"Chorei muito'', diz Alinne Moraes sobre drama de Luciana

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Patricia Poeta conversou com a atriz sobre o personagem que está roubando a cena na novela 'Viver a vida'.

E Alinne Moraes confessa: nunca viveu um papel tão difícil na TV. Patricia Poeta conversou com ela na última sexta-feira, entre uma e outra gravação de ‘Viver a vida’.
Um show de interpretação, com ironia, tristeza, raiva e desesperança.
Quando foi convidada pelo diretor Jayme Monjardim para viver a Luciana, Alinne Moraes sentiu a primeira das muitas emoções necessárias para a personagem ser tão real.

Quando você recebeu esse convite, bateu insegurança?
Alinne Moraes, atriz - Olha, eu comecei a chorar muito. Quando o Jaime [Monjardim] começou a me contar a história, ele falou assim: "Ela é uma modelo que está começando, indo lá para fora, quer o sucesso". Quando ele começou a contar sobre o acidente, por segundos, eu me imaginei ali, porque era mais ou menos a minha vida, eu fui modelo.

É verdade que você já foi motivo de gozação dos colegas na escola?
Muito, é normal na adolescência. Quando eu tinha 8 ou 9 anos eu era a mais alta da turma, então sempre sentei no fundo, com a galera da pesada, os repetentes. Então, era motivo de gozação. Como eu era a mais alta, eu era chamada de ‘vassoura’. Ou então de ‘bocão Royal’ e ‘beiçola’.

Quando você começou a desconfiar que essa turma estava errada?
Na família, a gente se sente bem com pessoas em casa que gostam de você e dizem o que sentem de verdade. Eu sempre dei ouvidos a esses elogios: ‘ela é bonita’ ou ‘ela é fotogênica’.

Para fazer esse papel, você conviveu um pouco com pessoas deficientes. Como foi essa experiência?
Eu me apoiei muito na jornalista Flávia Cintra, que sofreu um acidente há 18 anos. A personagem está tetraplégica, como a Flávia. Então, eu quis ficar muito próxima da Flávia para poder entender como são esses movimentos.

Além de conhecê-la, o que mais vocês fez para se preparar para esse papel?
Eu acho que você tem que construir a linha de vida da personagem, fazer tipo um diário de como ela era com 3, 10, 15 anos. Do que ela gosta e do que não gosta. Eu faço todo esse trabalho, desde as coisas mais bobas, como o signo dela, até o sentimento em relação aos outros personagens. E fiz expressão corporal mesmo, fiquei na cadeira com ela muito tempo. Fui para a casa da Flávia, tive questões, pesquisei.

Vamos falar então um pouquinho do primeiro trabalho, que foi em "Coração de estudante", em 2002. O que você lembra em especial dessa estreia?
Para mim, era mais um trabalho. Como modelo, até, eu posso dizer. Eu não sabia a responsabilidade desse trabalho. Então, foi muito na brincadeira. Eu tinha 17 anos e me divertia muito.

Depois, em "Mulheres apaixonadas", em 2003, você viveu o papel de uma homossexual. Foi a sua primeira novela das oito. Uma responsabilidade e tanto, não?
Foi aí que eu entendi a responsabilidade do trabalho. Eu acho que fui aprendendo a conduzir cena, ser mais inteligente em cena, como me emocionar, como ler o texto.

Anos depois você fez "Duas caras", um dos papéis de maior destaque da TV, que foi a vilã Sílvia.
Desde o início eu sabia que eu queria uma vilã, que eu podia levá-la para essa vilania toda. Então eu já trazia o ciúme, a inveja, é o tom que você dá. Aí cabe ao autor e ver se ele vai comprar ou não. E nesse caso, ele comprou.

Você é perfeccionista?
Muito.

Você se critica muito?
Muito, muito, muito. Existem cenas em que eu digo: acertei entre 50% e 70% dessa cena. Mas comecei errado. Depois, lá no meio da cena, eu peguei e fui bem.

"Ela é uma atriz que, quando diz 'eu te amo', as pessoas acreditam. Quando ela chora, as pessoas acreditam. Quando você vê as cenas em que ela aparece doente, com o problema motor, acredita naquilo. As mãos, o movimento da cabeça, o corpo. Ela está perfeita", elogia o autor da novela, Manoel Carlos.

Qual você acha que vai ser o grande desafio de fazer a Luciana daqui para frente?
Eu acho que vai ser passar a verdade para o público, para as pessoas que também estão nessa situação.



Fonte: G1

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Deficiente visual passa por estágios de aprendizagem

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São Paulo - Os cegos passam por diversos estágios de aprendizagem até ganharem autonomia plena de vida, o que está relacionado diretamente com as habilidades desenvolvidas pelo deficiente visual por meio de treinos específicos. De acordo com a educadora Nely Garcia, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e doutora em programas de orientação e mobilidade, os cegos que se locomovem com a ajuda de bengala são os mais bem treinados.

"A pessoa com cegueira passa a desenvolver melhor os outros sentidos através da sinestesia (cruzamento de sensações) e outros recursos. Agora, ela precisa ser estimulada para se desenvolver, como em cursos de reabilitação", afirma a educadora da USP. "O primeiro estágio é o do guia-vidente, quando o cego se segura em alguém com visão normal. Depois, vem a fase da autoajuda e ele utiliza uma parede ou proteções como guia. O grau maior de independência é atingido com a técnica da bengala longa."
A educadora é colaboradora em uma pós-graduação sobre orientação e mobilidade, curso que é procurado também por pessoas que enxergam normalmente, segundo ela. "Alguns são familiares de cegos e outros são profissionais que têm interesses pessoais em conhecer as técnicas utilizadas", afirma.
Segundo a professora, as pesquisas científicas dessa área apontam que a visão representa 80% ou até 90% das informações assimiladas pelo ser humano no seu cotidiano.

Fonte: Uol

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