sábado, 31 de julho de 2010

Mensagem: TUDO PASSARÁ ( Chico Chavier )

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Arquitetura da inclusão

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Por Marco Antonio Pellegrini *

A moradia é o primeiro espaço de um indivíduo dentro da sociedade e deve, idealmente, ser um lugar digno no qual a pessoa esteja devidamente incluída e possa exercer todas as suas funcionalidades plenamente. Uma moradia digna contempla as necessidades do ser humano em todas as etapas e circunstâncias da vida.
Para as pessoas com deficiência, a forma mais eficiente de garantir a maior autonomia possível é a adoção do conceito de Desenho Universal na arquitetura e no desenvolvimento de produtos. Sua aplicação na habitação é uma demonstração de respeito aos direitos humanos.
O Desenho Universal é um conceito surgido nos anos 1990 que prevê critérios para que edificações, ambientes internos, urbanos e produtos atendam o maior número de usuários. Baseia-se em 7 pontos: o uso de produtos e espaços deve ser equitativo; flexível; simples e intuitivo; deve conter informação de fácil percepção; deve ter tolerância ao erro; exigir esforço físico mínimo; e ter dimensionamento de espaços para acesso e uso abrangente.
Na área da habitação de interesse social no Estado de São Paulo, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Secretaria da Habitação assinaram um Decreto em 2008 garantindo que todos os imóveis construídos pela CDHU adotem o Desenho Universal.
Entre as mudanças implantadas, estão portas e corredores com 90 cm de largura, espaços para manobra de cadeira de rodas, interruptores em altura adequada, pisos antiderrapantes e com diferença de textura.
É importante ressaltar que o Desenho Universal não deve ser aplicado apenas no espaço habitacional, mas também no seu entorno, nas ruas e calçadas e no ambiente de trabalho. É desta forma que se garante que a pessoa com deficiência circule em sua casa, visite seus vizinhos, compartilhe os espaços, trabalhe. A inclusão deve ser pensada de forma ampla. Universal.

* tetraplégico, é secretário-adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Fonte: Agência Inclusive

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Instituto lança edital de seleção de projetos culturais com categoria de “Acessibilidade”

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No dia 3 de agosto, o Instituto Votorantim inicia seu 4º processo de seleção pública de projetos, voltados a todas as áreas culturais – artes visuais, artes cênicas, cinema, vídeo, literatura, música e patrimônio. O edital, que acontece desde 2007, seleciona iniciativas que promovam a ampliação e a qualificação do acesso de jovens, entre 15 e 29 anos, a bens culturais.

Nessa edição, serão investidos R$ 3 milhões, e a novidade fica por conta da categoria Acessibilidade, que contemplará projetos de inclusão e formação cultural para jovens com deficiência ou mobilidade reduzida. Do investimento total, até R$1 milhão será destinado à essa categoria. Segundo o Gerente de Planejamento e Desenvolvimento do Instituto Votorantim, Rafael Gioielli, “é preciso investir em projetos que diminuam as barreiras simbólicas, econômicas e físicas que dificultam o acesso às artes, e que no caso de jovens com deficiência, são ainda mais complexas”.

Fonte: Blog Acesso

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AME seleciona candidatos com deficiência para vagas em São Paulo

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Por valorizar a diversidade em suas equipes, o Banco Santander realiza o “Programa de Capacitação de Pessoas com Deficiência Santander”, que tem objetivo de oferecer às pessoas com deficiência uma oportunidade de formação bancária. A AME – Associação Amigos Metroviários dos Excepcionais (www.ame-sp.org. br) iniciou o cadastramento dos interessados às vagas, que somam 400 no total.

Os selecionados participarão de um curso de treinamento com duração de três meses, em turmas no período da manhã e tarde e quatro horas diárias. O local de treinamento será no Centro de São Paulo (próximo ao metrô e acessível). Durante esse período de treinamento já recebem bolsa auxílio e todos os benefícios bancários, entre vales transporte, refeição e alimentação, auxílios médico e odontológico, seguro de vida, auxílio creche, reembolso de academia, PAPE (Programa de Apoio Pessoal Especializado) , PPR (Programa de Participação nos Resultados) entre outros.
Após a capacitação os participantes serão direcionados para as áreas do Santander, como call center, rede comercial e administrativas, com ajuste salarial de acordo com os cargos e carga horária.
Os interessados devem possuir o ensino médio completo e se cadastrar pelos telefones (11) 2942-7354 ramal: 259 e 246 – falar com Julia ou Francine ou email: trabalho1@ame- sp.org.br

Fonte: http://www.ame-sp.org.br/

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Projeto RH seleciona pessoas com deficiência para a Unilever

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A disponibilidade de horário necessária para o trabalho é das 14h às 22h.
Os requisitos são ensino superior completo ou em curso.
A Projeto RH seleciona pessoas com deficiência para vagas de assistentes de transporte para a Unilever. As oportunidades são para a cidade de São Paulo.
Os profissionais selecionados serão responsáveis por controle das distribuições de vendas em planilhas, contatos telefônicos com transportadoras e clientes e controle de relatórios.
Os requisitos são ensino superior completo ou em curso nas áreas de administração, ciências contábeis, logística, gestão ou marketing. Também é importante ter conhecimentos em Excel. O domínio de inglês será considerado diferencial, assim como conhecimento do sistema SAP.

A disponibilidade de horário necessária para o trabalho é das 14h às 22h. Todos os candidatos precisarão apresentar laudo médico que ateste a deficiência.

Entre os benefícios oferecidos estão vale-refeição, assistência médica e odontológica. Os interessados no processo seletivo participarão de entrevistas pessoais com consultoras da Projeto RH.

Os candidatos podem cadastrar currículo no site www.projetorh.com.br, especificando o interesse pela vaga.

Fonte: G1

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OFICINAS QUERO SER VOLUNTÁRIO SUPERAÇÃO-Rio 2010

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ATENÇÃO AMIGOS COLABORADORES, EM CARÁTER IMPORTANTÍSSIMO, NOVO SER INFORMA:

* 1ª OFICINA DE CAPACITAÇÃO: QUERO SER VOLUNTÁRIO PASSEATA SUPERAÇÃO-Rio 2010

- ONDE: NO RIOVOLUNTÁRIO - AV GENERAL JUSTO, 275 - BLOCO B - TÉRREO - CENTRO, RIO DE JANEIRO - 20021 130;

- QUANDO: 12 DE AGOSTO - 5ª FEIRA - ÀS 14:00h;

- INSCRIÇÕES SOMENTE NO E-MAIL: c.voluntariado@riovoluntario.org.br (VAGAS LIMITADAS)

COORDENAÇÃO DAS OFICINAS:

EDUARDO LANG - COORDENADOR DE COMUNICAÇÃO - TEL 55 21 2262 1110 - RAMAL 210 - http://www.riovoluntario.org.br/
e, JEFFERSON MAIA - INSTITUTO NOVO SER - 99181807 - www.inclusivas.blogspot.com

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PROJETO LIVRO FALADO

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Nasceu com o objetivo de unir pessoas com deficiência visual e videntes através da literatura e do teatro. Somos apaixonados pelo livro e pela linguagem cênica. Acreditamos que a única coisa que podemos fazer nesta vida é nos humanizarmos, mas não se trata de humanidade por humanidade.

A base estrutural deste PROJETO é a qualificação tanto da pessoa com deficiência visual para a atuação na cena quanto do ledor voluntário para a feitura de livros falados. Nestes caminhos. buscamos criar encontros que primem pela riqueza artística onde o homem se eleve de sua condição básica. É disso que se trata este PROJETO: encontros que enriqueçam nossa humanidade.

Fonte: site livro falado

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Pesquisadores vão poder usar célula tronco em seres humanos

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A terapia visa recuperar movimentos em casos de lesão na medula. A técnica usa células tronco embrionárias, que podem se transformam em qualquer tipo de tecido



Fonte: Jornal Nacional - 30/07/2010

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Confira o lançamento do livro O Desprezível

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Na segunda-feira (09/08) será lançado o mais recente trabalho de Eduardo Montans de Sá, escritor com paralisia cerebral e jornalista formado pela Universidade de São Paulo, o autor divulga seu terceiro livro.

Intitulada de ‘O Desprezível’, a obra se passa em um cenário conturbado de nossa história política. Época do Movimento das Diretas Já, uma das maiores manifestações populares do País que reivindicou eleições diretas, a trama é protagonizada por Gilberto Júnior, filho de um grande empresário do ramo de plásticos e detentor de um grande patrimônio, o herdeiro é capaz de tudo para desviar os bens da família. Mesmo que para isso tenha que colocar a vida do próprio pai em jogo.
Eduardo Montans de Sá tem 40 anos. Por conta da Paralisia Cerebral, o escritor teve grande parte de seus movimentos comprometidos. Dono de uma mente criativa e que não foi atingida pela deficiência, o jornalista chegou a estudar em escolas especializadas, mas concluiu a graduação de jornalismo com louvor. Ele convida a todos para mais esta conquista em sua trajetória.
“Escrever é um dom que perpassa os limites físicos. Como escritora e tetraplégica sei que as palavras podem ir muito além de nossos movimentos. Basta que para isso tenhamos ideias, vontade e inquietações de alma. Fico feliz quando vejo que pessoas como o Eduardo consigam nos instigar a fazer e querer sempre mais”, diz Mara.

Serviço:
Lançamento do livro O Desprezível
Autor: Eduardo Montans de Sá
Data: 9 de agosto
Horário: a partir das 18 horas
Local: Avenida Tajuras, 236, Cidade Jardim
Mais informações: 3885-5214

Fonte: Portal Mara Gabrilli

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Aniversário de 20 anos da legislação americana para pessoas com deficiência é celebrado com atualização da lei

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Assinada pelo Presidente George Bush (pai) em 26 de julho de 1990, o Americans with Disabilities Act, que garante direitos às pessoas com deficiência, vai ser modernizado e readequado aos novos tempos.

Segundo Mara Gabrilli, tetraplégica e vereadora na Câmara Municipal de São Paulo, a legislação dos EUA, diferente da brasileira, garante que toda a população com deficiência do país tenha acesso aos serviços. "É por isso que tudo funciona tão bem lá", diz.
Para celebrar a data, a legislação está sendo atualizada, inclusive com respeito à acessibilidade na internet, telefones e audiodescrição da TV. O congressista de Rhode Island, Jim Langevin, que é tetraplégico, presidiu a sessão do Congresso americano pela primeira vez em celebração ao aniversário da ADA, com o uso de um elevador especial para subir à tribuna.

Fonte:Portal Mara Gabrilli

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Tiro Esportivo Adaptado

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Brasil dá primeiros passos para garantir vagas nas Paraolimpíadas de Londres 2012

A seleção brasileira encerrou nesta sexta-feira, 23, sua participação no Mundial de Tiro Esportivo, que foi realizado em Zagreb, na Croácia. Os atletas brasileiros conseguiram uma importante conquista: fizeram quatro MQS, o índice mínimo para participar das Paraolimpíadas de Londres 2012.
Carlos Garletti e Sérgio Vida foram os responsáveis pelas marcas. Garletti fez três: 569 pontos na Carabina de Ar em Pé - R1; 580 pontos na Carabina Deitado .22 - R6; e 1190 pontos na Carabina 3 posições R7. Vida conquistou o índice na Pistola Sport - P3 com 542 pontos.
Os dois brasileiros já estão aptos a participarem dos Jogos de Londres. Agora, precisam fazer mais MQS para conseguirem a abertura de vagas para o País nas Paraolimpíadas.

DELEGAÇÃO BRASILEIRA
N° Nome Função Clube Classe
1 Carlos Henrique Procopiak Garletti Atleta APEDEF/PR SH1A
2 Ricardo Augusto Gomes da Costa Atleta ARPM/RJ SH1A
3 Walter Calixto de Oliveira Atleta ARPM/RJ SH1B
4 Sérgio Adriano Vida Atleta CEDE/PR SH1B
5 James Walter Lowry Neto Técnico

Fonte: Comitê Paraolímpico Brasileiro

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Campinas comemora Selo da Diversidade e "Cidade Acessível"

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A comemoração do primeiro ano de implantação do Selo da Diversidade de Raça, Etnia, Gênero e Idade no Mercado de Trabalho de Campinas, que sempre inclui a pessoa com deficiência, ocorreu na tarde desta terça-feira, dia 27 de julho, na Sala Azul do Gabinete do Prefeito, com a adesão de 12 novas empresas que, juntamente com a CPFL Energia primeira empresa a assumir esse compromisso quando o selo foi lançado em 2009, assumem o compromisso de difundir o direito a oportunidades iguais para todos. Na mesma solenidade, o prefeito Hélio de Oliveira Santos, recebeu o certificado “Cidade Acessível Direitos Humanos” da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

“Campinas tem orgulho de ser modelo, juntamente com cinco cidades co-irmãs, e se coloca à disposição do Ministério de Direitos Humanos e de outros municípios no sentido de apresentar o esforço que a cidade vem assumindo para diminuir a questão relacionada à exclusão daqueles que têm um longo caminho para a conquista da sua cidadania no País, seja a pessoa com deficiência, aqueles que são discriminados pela idade, pela cor, pela diversidade sexual, pelo gênero e os que sofrem qualquer forma de preconceito”, disse Dr. Hélio.
O prefeito ressaltou, ainda, que desde o primeiro dia do seu primeiro mandato colocou como meta para sua equipe alcançar 100% de acessibilidade. “Temos que perseguir diuturnamente a acessibilidade 100% e isso significa estabelecer as possibilidades, em uma luta permanente pelo possível já que esse é um caminho sem volta em Campinas”, colocou.
Quanto à questão da diversidade, o prefeito acredita ser uma luta sem fim, mas que tem grandes batalhadores. “Precisamos sempre buscar resultados, é preciso incluir sem preconceitos, e essa é a luta pela cidadania plena que é direito constitucional”, completou.

Selo da Diversidade

O professor Hélio Santos, responsável pela implantação do Selo da Diversidade, de etnia e raça em Salvador (Bahia) e no Estado de São Paulo afirma que esse programa é uma política pública. “Essa é uma política pública contemporânea e necessária porque contempla maiorias. É um selo voltado para valorizar a mão-de-obra da mulher, da pessoa com deficiência, do idoso e do negro é uma política pública do “ganha–ganha”, porque ganham todos aqueles que deixam de ser discriminados, a sociedade, os empresários e o poder público, “ ressaltou.
Conforme o professor, Campinas é a primeira cidade não capital a implantar essa política. “Campinas é um grande modelo”, finalizou.
O termo de adesão do Selo Diversidade de Raça, Etnia, Gênero e Idade no Mercado de Trabalho de Campinas foi assinado, simbolicamente, pelo presidente da Ceasa, Demétrio Vilagra representando as empresas públicas do Município que aderiram ao Selo e pelo empresário Armindo Dias do Grupo Arcel, representando as oito empresas privadas que assinaram o termo de compromisso.
Receberam o certificado de participação como signatários do Selo de Campinas, cinco empresas públicas do Município - Centrais de Abastecimento de Campinas S/A (Ceasa Campinas); Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa); Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas S/A (EMDEC); Informática de Municípios Associados (IMA) e Serviços Técnicos Gerais (SETEC). As oito empresas da iniciativa privada que receberam o certificado foram: Grupo Arcel; Borg Warner Brasil instalada em Barão Geraldo; Unianhanguera Educacional, com mais de mil funcionários nas diversas unidades de Campinas; Óticas Diniz com duas unidades em Campinas e a maior rede de óticas no País; Drogra Exxa; Atento do Brasil; Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), além da CPFL Energia.
“Esperamos que o compromisso assumido tanto pela gestão pública quanto pela iniciativa privada garanta iguais oportunidades e direitos à mulher, à pessoa com deficiência, ao idoso e aos afrodescendentes, e que esse programa seja difundido não só no mercado de trabalho, mas também nas famílias e suas redes relacionais, propiciando uma nova cultura de paz e não discriminação”, colocou a secretária Darci.
A proposta de instituição do selo da diversidade em Campinas ocorreu há mais de um ano, quando o professor Hélio Santos, reconhecido nacionalmente por sua busca pela igualdade de oportunidades à Comunidade Negra do Brasil, apresentou o projeto ao prefeito de Campinas após tê-lo implementado na cidade de Salvador e no Estado de São Paulo .
“Dr. Hélio, não só aceitou a proposta, como determinou que sendo Campinas o primeiro município do país não capital a implantar o Selo, o faria ampliando sua abrangência e incluindo a mulher, a pessoa idosa e dentro do conceito da diversidade também a pessoa com deficiência, tendo como primeira empresa participante a CPFL Energia”, relembra Darci.

Campinas Cidade Acessível

A coordenadora geral de Informação e Comunicação da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Flávia Maria de Paiva Vital, representando o ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, entregou ao prefeito Hélio de Oliveira Santos o certificado “Cidade Acessível é Direitos Humanos”.
Na ocasião, Flávia disse que Campinas está revendo a própria Campinas com olhar de cidade cidadã, voltada para os direitos humanos. “Nosso ministro sempre coloca que enquanto os direitos humanos não forem assegurados a cada um dos brasileiros não adianta ir atrás do progresso, pois a paz e o desenvolvimento só virão com respeito à diversidade e, por isso, esse Selo é muito importante”, disse.
Campinas é o único município do Estado de São Paulo a participar do programa. Com a assinatura do Termo, o município adere à agenda nacional pela inclusão das pessoas com deficiência com o compromisso de continuar implementando ações que a qualificaram, até o momento, como cidade que busca acessibilidade 100%.
O compromisso prevê o cumprimento de quatro metas até 31 de dezembro de 2010. Na área de cidadania, a criação da Coordenadoria Especial da Pessoa com Deficiência, cujo decreto já foi publicado; para a mobilidade urbana serão construídas 300 novas rampas de acesso. No transporte, a efetivação do processo licitatório para implantação, em 2011 de mais 20 táxis acessíveis e, na área de educação a implementação de mais duas salas multifuncionais nas escolas municipais.
Entre os critérios de avaliação utilizados pela Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência para selecionar os primeiros municípios que participam do programa estão os marcos legais para pessoas com deficiência; políticas públicas para essa população; acessibilidade e eliminação de barreiras; saúde; educação; transporte público urbano acessível; habitação de interesse social acessível; trabalho e emprego; turismo, esporte, cultura e lazer.

Fonte: Canal Rio Claro

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Bahia fará testes com células-tronco em pessoas paraplégicas

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Pesquisadores do CBTC vão realizar os primeiros testes em humanos de um tratamento para recuperação dos movimentos de pacientes paraplégicos

Nas próximas semanas, a ciência da Bahia dá um passo importante para a consolidação das terapias com células-tronco. Pesquisadores do Centro de Biotecnologia e Terapias Celulares (CBTC) do Hospital São Rafael, em Salvador, vão realizar os primeiros testes em humanos de um tratamento para recuperação dos movimentos de pacientes paraplégicos.
As experiências iniciais realizadas em cães e gatos apresentaram bons resultados. Segundo a pesquisadora Milena Soares, que coordena o trabalho, a terapia foi usada em dez animais que haviam sofrido quedas ou atropelamentos e perdido parte dos movimentos. As células-tronco foram retiradas dos próprios animais, cultivadas durante quatro semanas em laboratório e depois injetadas nos locais lesionados.
“Esses animais tiveram melhora em termos de ganho de movimentação dos membros, função urinária e sensibilidade. Com base nesses resultados, nós tivemos aprovado na Comissão Nacional de Ética e Pesquisa (Conep) um estudo clínico que será iniciado semana que vem em 20 pacientes com paraplegia. Depois eles vão passar por um período de fisioterapia e esperamos que melhorem como os animais”, explica a pesquisadora.
Se tudo correr bem e os resultados forem os esperados, os testes serão ampliados até que o procedimento possa ser adotado como um tratamento médico. A fase inicial da pesquisa vai durar no mínimo dois anos; com base no que for observado, serão feitas novas análises, até a liberação.
“Podemos calcular entre quatro e cinco anos para que o processo seja concluído. Obviamente que, como qualquer terapia, ela vai passar por ajustes e aprimoramentos para que se tenha o melhor efeito terapêutico. Vamos avaliar o número de administrações de células-tronco e a dose que precisa ser aplicada em cada tipo de lesão, para que se tenha o melhor resultado terapêutico possível”, afirma Soares.

Tecnologia

A Bahia é pioneira em pesquisas com células-tronco e o CBTC o melhor centro de estudos desse tipo de tratamento na América Latina. As pesquisas são financiadas, em parceria, pelo próprio Hospital, Governo do Estado, Ministério da Saúde, Fiocruz e CNPQ.

Bahia na fronteira das pesquisas

Um dos destaques do CBTC é a sala de cultivo de células humanas. Inaugurado recentemente, é o primeiro no Brasil a realizar o trabalho de cultivar as células-tronco que serão usadas nas pesquisas com humanos. O centro também ganhou, com apoio da Fapesb, um biotério. O espaço serve para a criação e manipulação das cobaias usadas na fase pré-clínica das pesquisas.
O pesquisador Ricardo Ribeiro, que é o coordenador nacional das pesquisas com células-tronco para tratamento de Doença de Chagas, explica que “o Conep, antes de liberar as experiências com humanos, exige a realização de testes com animais, para mostrar que o procedimento é eficaz e não tem riscos. Para isso nós conseguimos, com o apoio da Fapesb, esse biotério que pode ser usado em ambiente hospitalar”.
Segundo Ribeiro, com a estrutura que tem hoje “a Bahia está na fronteira das pesquisas em terapia celular. Quando pesquisadores do exterior e do Sul do país chegam aqui no CBTC eles tomam um susto, não acreditam que temos um laboratório tão avançado na Bahia. A gente está na frente. O centro foi implantado antes e já fornece até material para os estudos deles. Isso é a Bahia”.
Para o diretor de Inovação da Fundação de Amparo a Pesquisa da Bahia (Fapesb), Elias Ramos de Souza, o apoio a projetos considerados estruturantes na área da ciência e tecnologia é uma prioridade do Governo do Estado. “As pesquisas em terapia celular, que prometem uma aplicação imediata, é um desses projetos que nós apoiamos em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP)”.

O que são as células-tronco

As células-tronco são células que têm a capacidade de se multiplicar e de se transformar em outros tipos de células do corpo humano. Nos últimos anos, cientistas de todo o mundo têm aproveitado essa característica e usado as células-tronco no tratamento de diversas doenças.
procedimento consiste, em resumo, na retirada dessas células da medula óssea, aquela região esponjosa que existe dentro do osso e que é rica em células-tronco. O líquido coletado é separado em seus diversos constituintes, de modo a se obter uma fração concentrada de células-tronco. Elas são então injetadas nos locais lesionados e passam a se multiplicar, transformando-se em células sadias que substituem as doentes.

Fonte: Portal do Beirú

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Células-tronco e veneno de cobra são usados para reconectar neurônios

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Pesquisadores utilizam células-tronco mononucleares de medula óssea e uma “cola” desenvolvida a partir do veneno de serpentes

A realização de reparos eficientes em lesões do sistema nervoso é um desafio para a medicina. Compreender o rearranjo dos circuitos neurais provocado por essas lesões pode ser um passo fundamental para otimizar a sobrevivência e a capacidade regenerativa dos neurônios motores e restabelecer os movimentos do paciente.
A partir de investigações sobre esses mecanismos de rearranjo dos circuitos nervosos, um grupo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está desenvolvendo um modelo inovador que associa terapia celular ao reimplante das raízes nervosas.
Para restabelecer a conexão entre o sistema nervoso periférico e o central, os pesquisadores utilizam células-tronco mononucleares de medula óssea e uma “cola” desenvolvida a partir do veneno de serpentes.
O projeto é coordenado por Alexandre Leite Rodrigues de Oliveira, professor do Departamento de Anatomia, Biologia Celular e Fisiologia e Biofísica, e conta com apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.
Participam também do projeto Roberta Barbizan, orientanda de doutorado de Oliveira no Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Estrutural da Unicamp, Rui Seabra Ferreira Júnior, professor do Departamento de Doenças Tropicais e Diagnóstico por imagem da Faculdade de Medicina (FMB) da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em Botucatu e Antônio de Castro Rodrigues, professor da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), da USP.
Coordenador do Laboratório de Regeneração Nervosa da Unicamp, Oliveira apresentou na segunda-feira, durante o 15º Congresso da Sociedade Brasileira de Biologia Celular, em São Paulo, modelos utilizados por sua equipe para investigar os mecanismos de regeneração do sistema nervoso central e periférico.
Este ano, o grupo já publicou artigos sobre o tema nas revistas Neuropathology and Applied Neurobiology, Journal of Comparative Neurology e Journal of Neuroinflammation.
– Após lesão no sistema nervoso – periférico ou central –, ocorre um rearranjo considerável dos circuitos neurais e das sinapses. Entender esse rearranjo é importante para determinar a sobrevivência neural e a capacidade regenerativa posterior –, disse Oliveira.
Para estudar os mecanismos de regeneração, os cientistas utilizam técnicas que unem microscopia eletrônica de transmissão, imuno-histoquímica, hibridação in situ e cultura de células gliais e neurônios medulares.
– Procuramos associar a terapia celular ao reimplante das raízes nervosas. Para isso, temos usado células-tronco mesenquimais e mononucleares no local da lesão ou nas raízes reimplantadas. A ideia não é repor neurônios, mas estimular troficamente essas células e evitar a perda neural, de modo a conseguir otimizar o processo regenerativo –, disse.
O projeto mais recente do grupo envolve o uso de um selante de fibrina – uma proteína envolvida com a coagulação sanguínea –, produzido a partir de uma fração do veneno de jararaca pelo Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu.
– Os axônios dos neurônios motores saem da medula espinhal e entram na raiz nervosa, dirigindo-se aos nervos. O nosso modelo emprega essa ‘cola’ biorreabsorvível para reimplantar as raízes nervosas na superfície da medula, onde o sistema nervoso periférico se conecta ao sistema nervoso central. Associamos essa adesão às células-tronco, que produzem fatores neurotróficos – isto é, moléculas proteicas capazes de induzir o crescimento e a migração de expansões das células neurais–, explicou Oliveira.
Quando as raízes motoras são arrancadas, cerca de 80% dos neurônios motores morrem duas semanas após a lesão. Mas os motoneurônios que sobrevivem têm potencial regenerativo após o reimplante de raízes nervosas.
– Porém, na maioria das vezes, o reimplante das raízes não é suficiente para se obter um retorno da função motora, porque a lesão causa uma perda neuronal grande demais. Por isso, é preciso desenvolver estratégias para diminuir a morte neuronal após a lesão. Achamos que o uso do selante de fibrina pode auxiliar nesse processo –, indicou.
Segundo Oliveira, quando há uma lesão periférica – comum em acidentes de trabalho, por exemplo –, com transecção ou esmagamento de nervos, ocorre uma resposta retrógrada, isto é, uma reorganização sináptica visível na medula espinhal, onde se encontram os neurônios.
- O interessante é que, quando a lesão é periférica, o neurônico sinaliza de alguma forma para a glia – o conjunto de células do sistema nervoso central que dão suporte aos neurônios –, que se torna reativa. Essa reatividade está envolvida no rearranjo sináptico por meio de mecanismos ainda pouco conhecidos. Nosso objetivo é compreender e otimizar esse processo de rearranjo sináptico para, futuramente, criar estratégias capazes de melhorar a qualidade da regeneração neuronal –, afirmou.
No laboratório da Unicamp, os cientistas induzem em ratos e camundongos doenças como a encefalomielite autoimune experimental – que é um modelo para estudar a esclerose múltipla. Após a indução de uma forma aguda da doença, os animais apresentam todos os sinais clínicos, tornando-se tetraplégicos de 15 a 17 dias após a indução.
– Por outro lado, eles se recuperam da tetraplegia muito rapidamente, entre 72 e 96 horas. O rearranjo sináptico induzido pela inflamação é tão grande que paralisa completamente a funcionalidade tanto sensitiva como motora, mas de forma transitória –, disse Oliveira.
No entanto, a esclerose múltipla destrói a bainha de mielina, uma substância que isola as terminações dos nervos e garante o funcionamento dos axônios. Segundo Oliveira, porém, essa bainha se recupera em surtos temporários: em alguns momentos há desmielinização; em outros, a resposta imune fica menos ativa, permitindo que a bainha de mielina se recomponha.
– O paradoxal é que, mesmo que a remielinização não tenha se completado, o animal volta a andar normalmente. Nossa hipótese é que o processo autoimune causa lesões cuja repercussão no sistema nervoso central é similar àquela que ocorre após uma injúria axonal. Transitoriamente, os neurônios param de funcionar. Quando a inflamação cede, as sinapses retornam muito rapidamente. No modelo animal, em algumas horas a função é retomada e os sinais clínicos vão desaparecendo –, disse.
Além do modelo da esclerose múltipla, os cientistas trabalham também com um modelo de lesão periférica dos nervos e na superfície da medula espinhal.
– Quanto mais perto da medula ocorre a lesão, mais grave a lesão em termos de morte neuronal. Todas são graves, mas aquela que ocorre perto da medula causa perda neuronal e aí não há perspectiva de recuperação. Mesmo com as vias íntegras, o neurônio que conecta o sistema central com o músculo morre e nunca mais haverá recuperação –, explicou o professor da Unicamp.
– Tanto no animal como no homem, ocorre uma perda grande de neurônios, mas da pequena porcentagem que resta, apenas cerca de 5% consegue se regenerar. No homem, entretanto, há uma demora de mais de dois anos para que se recupere alguma mobilidade. No rato, a mobilidade é recuperada em três ou quatro meses –, disse.
– Uma vez que isso foi descoberto, começou-se a tentar reimplantar as raízes, desenvolvendo estratégias cirúrgicas e tratamentos com drogas que evitem a morte neuronal nesse período em que há desconexão. Essa parece ser a saída mais promissora para evitar a perda neuronal e otimizar a regeneração–, afirmou.

Fonte: Correio do Brasil

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Cientistas obtêm células-tronco de sangue congelado

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Pesquisadores acreditam que esta pode ser uma fonte mais fácil para obtenção deste valioso recurso científico

Amostras congeladas de sangue podem ser usadas para a produção de células semelhantes às células-tronco, revelaram pesquisadores nesta quinta-feira, abrindo a perspectiva de que surja uma fonte mais fácil para esse valioso recurso científico.
Os cientistas usaram células sanguíneas para desenvolver as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas (ou células iPS, por sua sigla em inglês). São células feitas em laboratório, mas muito parecidas com as células-tronco embrionárias humanas, com a diferença de serem obtidas de tecido comum, e não de embriões.
As células iPS vinham sendo produzidas com pedaços de pele, mas o sangue é muito mais fácil de coletar e armazenar, segundo o artigo publicado na revista Cell Stem Cell.
"O sangue é a fonte mais fácil e mais acessível de células, porque você prefere ter 20 mililitros de sangue recolhido a fazer uma biopsia de perfuração para obter células cutâneas", disse em nota Judith Staerk, do Instituto Whitehead para a Pesquisa Biomédica, em Massachusetts, que participou do estudo.
As células-tronco são uma espécie de "manual de instruções" do organismo, permitindo, por exemplo, que adultos façam a renovação do seu sangue e de tecidos. As células-tronco obtidas de embriões de poucos dias têm a capacidade de dar origem a qualquer tipo de órgão ou tecido, e podem se proliferar durante anos em laboratório.
Cientistas esperam que as células-tronco no futuro permitam a cura de muitas doenças degenerativas, mas críticos apontam problemas éticos no uso de embriões para pesquisas.
As células iPS, que prescindem dos embriões, são feitas pela ativação de três ou quatro genes que distinguem as células-tronco embrionárias.
Rudolf Jaenisch, também do Instituto Whitehead, que chefiou a pesquisa, disse que o uso do sangue abrirá muitas perspectivas para pesquisadores que desejam usar células iPS para estudar o modo como as doenças se desenvolvem.
"Há enormes recursos --bancos de sangue com amostras de pacientes que podem conter as únicas células viáveis de pacientes que podem não estar mais vivos, ou do estágio inicial das suas doenças", explicou ele.
"Usando esse método, podemos agora ressuscitar essas células como células-tronco pluripotentes induzidas. Se o paciente tivesse uma doença neurodegenerativa, pode-se usar as células iPS para estudar essa doença."

Fonte: Gazeta do Povo

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Tetraplégicos usam o som do nariz para escrever e se locomover

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Uma nova técnica desenvolvida por cientistas israelenses conseguiu fazer com que pessoas paralisadas por deficiências graves conseguissem escrever textos ou controlar uma cadeira de rodas elétrica por meio de fungadas.

A técnica permite que pacientes tetraplégicos ou vítimas de derrames que mantêm a consciência intacta, mas perdem totalmente a mobilidade, usem um dispositivo no nariz para captar a intensidade da fungada e identificar comandos.
Segundo o estudo dos pesquisadores do Instituto Weizmann, de Israel, uma mulher de 63 anos, que ficou tetraplégica em consequência de esclerose múltipla, conseguiu escrever um texto pela primeira vez em dez anos e hoje já consegue usar o dispositivo para surfar na internet e mandar e-mails.
Outra mulher, de 51 anos, vítima de um derrame havia sete meses, era incapaz de se comunicar com o piscar dos olhos, por não ter o controle total das pálpebras, mas conseguiu usar o dispositivo para escrever textos e iniciar a comunicação com familiares.
Em outro teste, um homem de 30 anos, tetraplégico havia seis anos, após um acidente de carro, conseguiu usar o dispositivo para dirigir uma cadeira de rodas elétrica em uma distância de 30 metros, com várias curvas de 90 graus. Seu desempenho, após três tentativas, foi semelhante ao conseguido por pessoas sem deficiências.

Dispositivo
O dispositivo detecta pequenas mudanças na pressão produzida pela pessoa ao abrir ou fechar o palato mole, a parte de trás do céu da boca que controla a passagem de ar pelo nariz, e os transforma em sinais elétricos.
Esses sinais podem ser usados tanto para escolher letras do alfabeto para escrever textos quanto para controlar dispositivos de maneira semelhante à de um joystick ou de um mouse.
Os pacientes que participaram dos teste e conseguiram escrever textos a uma velocidade que variou entre 20 segundos e um minuto por letra, mais rapidamente do que a conseguida por meio da comunicação com o piscar dos olhos, por exemplo.
Os cientistas partiram da hipótese de que as vítimas paralisadas por acidentes, doenças ou derrames mantêm intacta a capacidade de fungar e de controlar a intensidade da fungada.
Após os testes, os cientistas concluíram que a técnica "provê um meio de controle que é rápido, preciso, robusto e altamente conservado após lesões graves". O estudo foi publicado na última edição da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Fonte: Terra

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Murderball - Paixão e Glória

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Os paraplégicos são os protagonistas do longa, mas não espere um filme deprê sobre discriminação ou falta de oportunidades. "Murderball" é um documentário sobre um esporte bem agressivo, o rúgbi para paraplégicos, no qual os jogadores utilizam cadeiras com rodas especiais --a modalidade era chamada de "murderball" (bola assassina) quando foi criada.
O filme registra a rivalidade entre duas equipes: de um lado, os EUA, espécie de "dream team" da categoria, considerados imbatíveis e arrogantes; do outro, o Canadá, seleção que começou a evoluir com o técnico Joe Soares --atleta veterano que era da equipe norte-americana e se bandeou para os irmãos do Norte quando foi cortado.
Essa disputa é acirrada logo no início, quando o Canadá surpreendentemente conquista o título mundial (contra os EUA) na Suécia, em 2002. Até o fim do filme, eles vão se encontrar novamente, na briga pelo sonhado lugar mais alto do pódio da Paraolimpíada de Atenas, em 2004.
Enquanto a nova peleja não acontece, os diretores acompanham o cotidiano de Soares --que é tão disciplinador em casa, com o filho pré-adolescente, quanto com o time-- e de jovens atletas da equipe norte-americana --em especial, o "bad boy" Mark Zupan.
Entre os treinamentos, Zupan e outros companheiros desempenham uma função social, visitando escolas públicas ou centros de reabilitação, onde mostram para crianças não-deficientes e adultos recém-acidentados que a vida segue.

Fonte: Folha Online



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Europa em duas rodas

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Nosso repórter percorreu algumas das mais bacanas cidades do Velho Mundo de uma maneira bastante especial: de cadeira

Estavam certos aqueles que me disseram que viajar (bem) acompanhado é melhor do que sozinho. Recomendo muito andar a sós pela Europa, mas dividir esses momentos com alguém vai além. Na minha condição especial de piloto de cadeira de rodas, eu agora conheço as duas "modalidades" de viagem - sozinho e acompanhado. Com Rebeca, minha mulher, que não é cadeirante, percorri Amsterdã, Berlim, Milão, Sicília (Palermo, Corleone e Cefalù), Londres e Lisboa. Uma trip que qualquer cadeirante pode fazer sozinho, com exceção, talvez, da acidentada Corleone, onde carro é imperativo. Não dá para reclamar da estrutura do Velho Mundo: calçadas bem asfaltadas e com guia rebaixada, transporte coletivo acessível e, o melhor de tudo, banheiros que contemplam a largura da cadeira, cômodo raro no Brasil.

Van Gogh e Ramones
O avião mal pousa em Amsterdã e já é possível notar que a Holanda vive sobre rodas. As bicicletas são o veículo preferido, ainda que os meios de transporte de massa não deixem a desejar. Do aeroporto Schiphol, você embarca, sem dificuldade, num trem direto para a Estação Central. Mas, para um cadeirante, a opção não é boa, já que há degraus entre a plataforma e o trem e é preciso solicitar a ajuda de um funcionário e sua rampa móvel. E, já que a rampa é inevitável, agende essa ajuda também para o dia do retorno. Cadeirante, como se vê, precisa se programar.
Mas a viagem não começou bem. Vivi um contratempo no hotel Trianon (Jan Willem Brouwersstraat, 3, 0800-8913841, trianonhotel.com; diárias desde € 69). Mal-educado, o chinês da recepção, depois de cobrar, gritou: "Não temos mais como receber deficientes. Não dá". Apesar dessa saudação, eu e Rebeca decidimos ficar. No elevador subi meio esmagado, mas o problema era o banheiro. Para usar o vaso sanitário, tive de me arrastar do lado de fora e fazer uma espécie de rapel. A cama, por outro lado, era extremamente macia.

Se os museus de Amsterdã já são bem conhecidos - e indispensáveis -, é interessante saber como eles estão estruturados para o cadeirante. Para ver os retratos de Rembrandt, Vermeer e outras pratas da casa, no Rijksmuseum, ou as cenas de Van Gogh, no vizinho Museu Van Gogh, não há problema algum, com seus elevadores e banheiros adequados e ingresso free. Já na Casa de Anne Frank não é possível chegar ao ponto exato onde a menina judia escrevia suas cartas, escondida durante a ocupação alemã, na Segunda Guerra Mundial, pois há escadas. No Museu do Sexo também não consegui atingir, digamos, o clímax. Lá é impossível conferir o segundo e o terceiro andares. Pelo menos não me cobraram os € 3 da entrada.
A Holanda vai agora ficando para trás, e é hora de curtir a hospitalidade alemã. Ao chegar a Berlim, de gente educadíssima, metrôs e trens perfeitos, banheiros largos e calçadas irrepreensíveis (e uísque a € 2, mas isso é outra história), não foi necessário pedir ajuda a ninguém. Fiquei no Pirate Hostel (Proskauerstrasse, 20, 49030/2180-7162, pirathostel.de; diárias desde € 10), amplo e adaptado. Experimente o restô-bar italiano Vapiano (Mittelstrasse 51, 49030/5015-4100, vapiano.com), com uma pizza de fazer inveja às casas do querido bairro paulistano da Mooca. Há um endereço perto do Portão de Brandemburgo e do Memorial do Holocausto, com seu labirinto de quase 3 mil pilares de concreto que arrepia qualquer um. O legal - e sinistro - é que a cadeira passa pelos corredores.
Os fãs de punk têm uma surpresa: um museu dos Ramones. Dá para fotografar manuscritos de letras, ver singles de nacionalidades estranhas, examinar as baquetas de Richie Ramone. Deficiente também paga ingresso, € 3,50, e tem acesso a todo o acervo, mas não encontra nenhum banheiro que preste. Para quem gosta de design, existe o museu da Escola Bauhaus, que criou muitos dos móveis que usamos hoje. A entrada também é cobrada (€ 6), mas há total estrutura para a cadeira. Nem poderia ser diferente no lugar em que, afinal, "forma é função". Mas o melhor é descer no metrô Alexanderplatz e rumar para o acessível (e gratuito) Museu da DDR. Já estamos no domínio da ostalgie, a nostalgia pelos tempos duros da Alemanha comunista. O museu mostra símbolos como o carro Trabant e fotos. Berlim é um lugar onde sempre vamos dizer danke (obrigado), cadeirantes ou não. E ver cachorros sem coleira na rua.

E Don Corleone?
Na Itália, terra de meus ancestrais, meu ponto de partida era Milão, já que não havia como ir a Palermo num voo budget desde a Alemanha. E, já que a cidade era inevitável, fomos ver um Milan x Napoli. O placar de 1 a 1, com atuação fraca de "Dinho" Gaúcho, ficou em segundo plano, já que o que me espantou foi a organização com que 50 mil pessoas deixaram o Estádio San Siro. O ingresso é grátis para o deficiente - e também para o acompanhante. Basta se cadastrar no site acmilan.com e imprimir uma requisição para o jogo. Os lugares são maravilhosos, pertinho do gramado, bem diferente dos estádios e cinemas brasileiros, onde mal se consegue enxergar o espetáculo.
Por causa do jogo, preferimos ficar na região do estádio, no Piero Rotta (Via Salmoiraghi, 1, 3902/3926-7095; diárias desde € 19), albergue ao lado do metrô QT8. Na hora de pegar o ônibus, perrengue: o motorista blasfemou para fazer a rampa descer. Ele só precisava apertar um botão, mas foi extremamente mal-educado. Mau agouro que um jantar atrás do Duomo resolveu.
No avião para Palermo, vi sicilianos vibrarem e gritarem "Bravo!" na decolagem, no pouso e, depois, quando as malas chegaram à esteira. Do aeroporto de Palermo, embarca-se no trem até o centro. As ruínas e o Mar Mediterrâneo impressionam da janela. Quando se chega à Centrale, a Estação Central, não há nenhum fã de O Poderoso Chefão 3 que não se lembre dos personagens de Al Pacino e Sofia Coppola indo buscar Diane Keaton. Lá, outra curiosidade: um McDonald’s que vende pizza num combo que contém refrigerante e croquetes ou supli (bolinho de arroz recheado com queijo).
No Hotel Concordia (Via Roma, 72, 3991/623-0635, concordiahotel.info; diárias desde € 70), uma construção do século 18, problema com a reserva pelo hostelworld.com. O site não emitiu aviso de que eu uso cadeira de rodas; portanto, não reservou o cômodo adequado, e havia ainda escadas a enfrentar. Mas Enzo, o dono, e seu incansável faz-tudo Maurizio trataram de trocar nosso quarto assim que o acessível foi desocupado, de colocar uma rampa no térreo e de alargar, no braço, a porta do elevador. Até presente eles nos deram. Palermo é linda, as pessoas são muito gentis, mas o lixo se acumula em algumas ruas por pressão da Máfia. Um problema sério para mim, tanto que o pneu da minha cadeira de rodas furou. Por sorte havia uma bicicletaria ao lado, e por € 5 eu já estava rodando de novo. No geral, ruas e calçadas são bem melhores que em São Paulo, pois são planas, bem asfaltadas e com guias rebaixadas.
Pizzas, pães gigantes, queijos adocicados frescos, doces nada canônicos. Por ser uma cidade portuária, frutos do mar estão por todos os lados. Na tradicional e barata Trattoria Torremuzza (Via Torremuzza, ao lado da Igreja de Santa Maria della Pietà) ou no Gli Amanti (Piazzetta Colonna), dá para ser feliz misturando massa e peixe. A estrutura para cadeiras de rodas em Palermo me surpreendeu, pois não há um café sequer em que não se encontre um banheiro com a placa indicativa.
Para saber mais sobre alguns dos cenários de O Poderoso Chefão, meu filme favorito, resolvemos ir a Corleone, a menos de 60 quilômetros. Alugamos, por três dias, um Smart Eco - ele se desliga quando para no semáforo e volta com um toque no acelerador. Para minha surpresa, coubemos eu e Rebeca, a cadeira, duas malas e duas bolsas. Dirijo carros adaptados no Brasil, mas infelizmente não encontrei automóveis assim para locar nas cidades que visitei. Ainda bem que Rebeca dirige.
A cidade, cheia de vielas e mirantes, é bela e antiga. Como ficamos por apenas quatro horas, não precisei enfrentar as ruas estreitas fora do carro. Mas não se deve querer almoçar por ali às 15 horas, quando não há mais comida e é cedo para a pizza, que começa a ser servida duas ou três horas depois. Quem espera referências ao filme se decepciona, a não ser por uma foto ao lado de uma loja e pelo nome do vinho local.
De volta a Palermo, o ponto alto. Eu iria levar Rebeca à igreja e pedi-la em casamento. Fomos a dez e nenhuma me ‘‘queria’’: eram cheias de escadas. Até que soubemos da acessível Chiesa della Magione. Era uma sexta, 18h30. Chegamos lá logo depois de um casório. Noivos e família saíam enquanto entrávamos. Dissemos palavras bonitas um ao outro e nos casamos com aliança, mas sem padre. E nossa lua de mel informal foi a 70 quilômetros dali, em Cefalù, bela cidade colonizada por gregos e cartagineses. As praias são lindas, mas não há rampas para chegar à areia. Coma um penne alla arrabiata nos restaurantes que ficam de frente para o mar, todos com mesas nas calçadas. E veja a Catedral de Cefalù, de 1131, repleta de sarcófagos e mosaicos no estilo bizantino.

The Clash e bacalhau
Em Londres, a garoa jogou contra. Mas a favor jogaram os ônibus vermelhos, todos com rampa. Quando chegamos ao Clink Hostel (78, King Cross Rd., 44-20/7183 9400, clinkhostel.com; diárias desde £ 20), em plena madrugada, o russo da recepção só queria nos abrigar às 14 horas. Precisou outro funcionário liberar o check-in. Então fomos para nossa... cela. É que, até 1997, lá funcionava o Tribunal Clerkenwell, onde até dois músicos da banda The Clash foram julgados por matar pombos de um adestrador. O quarto, minúsculo, tinha uma pequena e alta janela, um beliche e uma torneira. E um banheiro adequado, mas sem chuveiro. O jeito foi usar o toalete coletivo: descer da cadeira e me arrastar para dentro do boxe sobre o assoalho áspero, o que ralou meus joelhos. Pior: a água do chuveiro parava de cair a cada meio minuto, e era preciso ficar apertando o botão.
A facilidade do transporte e as calçadas nos incentivaram a fazer programas de turista. Pubs mil, sebos em Notting Hill, compras na Oxford Street, o rock de Camden Town... E, numa manhã, levei um tombo por causa de um buraco no chão. Bati meu joelho e minha perna. Antes que eu tentasse me reerguer, dois ingleses me colocaram na cadeira. Mau momento que foi esquecido com uma ida à British Music Experience, na O2 Arena, em Greenwich. Inaugurado em 2009, o lugar tem tudo da música britânica. O mais legal são as aulas de guitarra, bateria e teclado em vídeo. Até um leigo toca. Dá para gravar o som e, com o código do seu ingresso, ouvir tudo no site depois.
Londres foi demais, o que já não dá para dizer de Lisboa. De Londres, troquei e-mails com o filho do dono do Hotel Portuense, que me garantiu que o lugar era acessível. Mentira. Sem falar dos degraus, o banheiro era inviável. As ruas de Lisboa são bonitas mas nada amigáveis. Pelo menos me dei bem com o bacalhau. Com batatas e legumes, custou € 7 no restaurante Casa do Alentejo (Rua Portas de Santo Antão, 58, casadoalentejo.pt). E não deu para deixar de ficar de bobeira vendo o Tejo, após a visita à linda Torre de Belém.

Por: Bruno Favoretto Fotos: Arquivo Pessoal

Fonte: Viajeaqui.abril

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Lançado novo blog, só com vídeos audiodescritos

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O professor Elton Vergara Nunes lançou um novo blog com o tema:

A ideia é centralizar no blog os vídeos com audiodescrição dispersos pela Internet.
Ainda no início da coletânea, o professor já apresenta vídeos de diversos países como Brasil, Espanha, Canadá, permitindo aos aficcionados e pesquisadores do recurso conhecerem as diferentes técnicas, as tendências, o estado da arte da audiodescrição pelo mundo.

Confira em: http://www.vergaranunes.com/audiodescricao

Apresentação: "Sou professor de Espanhol na Universidade Federal de Pelotas -UFPel, e neste momento estou fazendo doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento aqui na Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC.
Conheci a audiodescrição em abril, e me envolvi com o tema, ao ponto de adotá-lo para pesquisa e tese.
O blog dos vídeos veio muito mais por me sentir co-responsável pela divulgação desse recurso de inclusão social. Como participante dos grupos de discussão como o audiodescrição, acessibilidade, tvacessível, não posso deixar de fazer minha parte."

Fonte: Blog da Audiodescrição

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Sete modalidades brigam por vaga nas Paraolimpíadas do Rio 2016

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Decisão do Comitê Paraolímpico Internacional sairá em dezembro. Zero, uma ou duas modalidade poderão ser incluídas em 2016.

Sete modalidades ainda estão na disputa para serem incluídas no programa das Paraolimpíadas do Rio de Janeiro 2016. Em meados de julho, os esportes interessados em fazer parte dos Jogos tiveram que entregar ao Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) uma declaração que confirma a intenção em pleitear vaga.
Ainda brigam para entrar no programa badminton, canoagem, golf, futebol em cadeira de rodas elétrica, taekwondo, triathlon e basquete para pessoas com deficiência intelectual.
“Essas sete modalidades estão na disputa. Podem ser incluídas no programa dos Jogos Rio 2016 de zero a duas modalidades”, explica Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) e do Comitê de Jogos Paraolímpicos do IPC.
Nove modalidades haviam se candidatado, mas duas delas não deram continuidade à demanda: handball para amputados e futsal para pessoas com deficiência intelectual.
“O Comitê de Jogos Paraolímpicos fará a avaliação e enviará a recomendação para o Comitê Executivo do IPC decidir”, detalha Parsons.
A decisão final da inclusão ou não das modalidades no programa de 2016 será tomada pelo IPC em dezembro deste ano.
Os Jogos Paraolímpicos Rio 2016, que serão realizados de sete a 18 de setembro, já contam com 20 modalidades em seu programa: tiro com arco, atletismo, bocha, ciclismo, hipismo, futebol de 5 para cegos, futebol de 7 para amputados, goalball, judô, halterofilismo, remo, vela, tiro esportivo, natação, tênis de mesa, vôlei sentado, basquete em cadeira de rodas, esgrima em cadeira de rodas, rúgbi em cadeira de rodas e tênis em cadeira de rodas.

Fonte: Portal Vida Mais Livre

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Santander abre 400 vagas para pessoas com deficiência em São Paulo

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Contratados passarão por programa de capacitação específico com duração de 3 meses.

Em linha com o seu Programa de Valorização da Diversidade, o Santander abre 400 vagas para pessoas com deficiência na cidade de São Paulo. Além de contratar, o banco vai investir no desenvolvimento profissional dessa nova turma de funcionários por meio de um programa de formação com duração de 90 dias.
Para os primeiros três meses, nos quais acontecem a capacitação, os selecionados serão contratados como auxiliares, com carga horária de 4h ao dia e direito a todos os benefícios de bancários. Nesse período, o grupo terá aulas de noções básicas sobre conhecimentos bancários, informática e questões comportamentais. Para auxiliar no desenvolvimento profissional dos funcionários, os gestores ficarão responsáveis por fazer um acompanhamento bimestral de cada um e orientar na construção do plano de carreira.
Após o treinamento, os contratados serão posicionados em áreas do banco como Canais, Rede de Agências, Call Center, Áreas Administrativas e Aymoré Financiamentos. A carga horária e o salário serão compatíveis com as habilidades de cada um e a área em que for alocado.
Para participar do processo de seleção, os candidatos devem enviar currículo com e-mail e telefone para o endereço diversidade@santander.com.br.

Fonte: Portal Vida Mais Livre

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

O esquiador paraolimpico norte-americano Chris Waddell

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O esquiador paraolimpico norte-americano Chris Waddell chegou ao Uhuru, o topo do Monte Kilimanjaro, no dia 30 de setembro, usando um quadriciclo especialmente desenvolvido para ele
A MAIOR PARTE DO TEMPO olhando para o chão, com uma almofada de apoio no peito - que também servia de guidão - e um banco especial segurando suas pernas diretamente abaixo de seu torso, Chris Waddell girava com as mãos os pedais de seu veículo de quatro rodas, que se movia como uma Land Rover lunar sobre rochas e cascalho. Apesar da intensidade do esforço por causa da altitude e da posição antinatural do pescoço necessária para olhar para cima, ele fazia contato com os olhos e conversava com a equipe enquanto manobrava pela pedregosa e muitas vezes arriscada rota de 46 quilômetros ao topo da montanha mais alta da África, de 5.895 metros.
Chris chamou seu veículo de "Bomba", que ele diz ser uma gíria Suaíli (uma das línguas ofi ciais da Tanzânia) para "a mais legal". Pesando 21 quilos (35 quilos a menos que seu modelo antecessor), o quadriciclo, que passa por todos os tipos de terreno, é alimentado somente pela energia do braço de quem o guia - na subida ao cume do Kilimanjaro foram aproximadamente 528.000 rotações ao longo de cinco dias -, tem freios a disco, tração traseira e 21 marchas. O esquiador teve que passar por valetas (escavadas para desviar a água) de 60 centímetros de profundidade e até 50 centímetros de largura. Em tempo: Bomba não possui amortecedores.
Chris viajou para a Tanzânia duas vezes antes da escalada desse ano. Em junho de 2008, para explorar o terreno com o guia de montanha Dave Penney (um atleta experiente, que já correu até o topo do Kilimanjaro em 20 horas), e em novembro do mesmo ano para testar a nova encarnação de seu veículo na parte inferior da montanha. O objetivo dele, que treinou por quase dois anos para a empreitada, era "levar luz para a comunidade de portadores de necessidades especiais e mostrar ao mundo a importância de ver a pessoa, não a cadeira de rodas".

E foi o que ele fez no dia 30 de setembro, quando se tornou o primeiro paraplégico no pico do Kilimanjaro, mesmo sem ter atingido sua meta de fazê-lo sem ajuda. Um dia antes do ataque ao cume, Chris chegou a um obstáculo que não poderia superar sozinho. A 5.577 metros de altitude, um muro de pedras grandes, tipo boulder, impossibilitou que ele e Bomba prosseguissem, e o esquiador teve que usar a assistência para passar por cima das pedras e continuar sua jornada. Em 2005 e 2007, Bern Goosen, um tetraplégico da África do Sul, chegou ao topo do Kilimanjaro em sua cadeira de rodas, mas foi levado parte do caminho. Em 2008, Darol Kubacz, do Arizona (EUA), chegou a até 5.608 metros da mesma montanha.
No dia seguinte à parede de pedras, a progressão foi lenta: Chris precisou de meia hora para percorrer 50 metros. Cansado, com frio e lutando para recuperar o fôlego devido à altitude elevada, ele enviou uma mensagem de texto para sua equipe dizendo que eles haviam chegado ao topo e que todo mundo estava tentando pegar no sono. Em seu blog (one-revolution.com/ blog), ele havia escrito alguns dias antes que estava "mais do que um pouco nervoso" para começar a sua escalada e que sua meta diária era chegar ao acampamento antes que o sol se pusesse. "A subida é apenas uma parte dessa viagem incrível. Queremos ajudar as pessoas com defi ciência em todo o mundo a serem vistas por quem elas são e também mostrar-lhes o que podem fazer."
Foi uma expedição cara, que custou mais de meio milhão de dólares. A equipe que acompanhou e assessorou Chris era composta por 55 carregadores, uma equipe de fi lmagem de quatro pessoas (será lançado um documentário sobre a escalada) e dois amigos da faculdade - um ortopedista e um empresário do ramo da biotecnologia. O grupo levou rodas, pneus e componentes extras para o Bomba, alguns pares de tábuas de madeira para colocar sobre as valetas de água e um guincho acoplado na frente do quadriciclo para rebocá-lo em aclives superiores a 40 graus. Sem isso a tração não seria sufi ciente.

PRESTE ATENÇÃO
A subida ao topo do Kilimanjaro começou no dia 24 de setembro, mas a jornada de Chris Waddell teve início em 1988, quando ele quebrou a coluna em um acidente de esqui. Paralisado da cintura para baixo, Chris ainda estava determinado a continuar com o esporte. Dois anos após o acidente, ele foi nomeado para a equipe de esqui de cadeirantes norte-americana. Passou onze anos representando seu país e conquistou doze medalhas ao longo de quatro Jogos Paraolímpicos.
Aposentado do esqui, Chris iniciou então um programa de MBA no Westminster College, em Salt Lake City (Utah, EUA), sua cidade natal, começou a escrever um livro de memórias e a trabalhar vendendo arte ocidental contemporânea. Isso durou um tempo. Ele gostava das vendas, mas queria fazer uma diferença social. "Depois que me aposentei, comecei a questionar minha identidade. Quem eu era? Eu não sabia se seria tão apaixonado por algo quanto eu era pelas competições."

Criou então a fundação One Revolution (one-revolution.com) para ajudar outras pessoas que necessitam de cadeiras de rodas. E começou a gastar seu tempo livre tentando trazer consciência para aqueles que são portadores de necessidades especiais. "Há várias maneiras para você efetuar uma mudança. Escalei essa montanha e estou fazendo esse filme porque o mundo não enxerga a mim e outras pessoas como eu", escreveu ele no site kickstarter.com. "Eles não veem nosso potencial, somente nossas limitações. Subi ao topo da montanha mais alta da África para, metaforicamente, gritar: Preste atenção em mim. Preste atenção em nós! "

Fonte: http://www.amputadosvencedores.com.br/
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Iniciativa comemora 19 anos com conquistas, mas muito por ser feito

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Quem trabalha com os que deviam ser beneficiados pela lei garante que ainda há muito a ser feito, mas que as conquistas estão aparecendo.

A lei que garante vagas às pessoas com deficiência nas empresas com 100 ou mais empregados, a Lei 8.213/91 – conhecida como Lei de Cotas, completou 19 anos em 24 de julho. Quem trabalha com os que deviam ser beneficiados pela lei em Campo Mourão (PR) garante que ainda há muito a ser feito, mas que as conquistas estão aparecendo, principalmente nos últimos anos. Quem já ingressou no mercado de trabalho garante que a oportunidade era a única barreira.
Segundo Rossana Eliza Zanetti Hodniuk, diretora da escola municipal Espaço Aberto, que lida com pessoas com deficiência auditiva, todo o trabalho de inserção no mercado de trabalho começou pela capacidade deles. “Percebemos que tinham condições, eles podem trabalhar como qualquer um. A lei é claro ajuda, mas independente dessa cota, eles podem ser inseridos normalmente no mercado”, explica a diretora.
Ela lembrou que pensar em inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho vai além de pensar em cotas, leis ou qualquer outra forma ou fórmula que garanta direitos. “Quando começam a trabalhar existe toda uma gratificação pessoal por estarem produzindo. Eles percebem que são como os demais, a auto estima deles muda, se tornam mais independentes”, completa.

Quando existe a oportunidade

A história de Jean de Andrade Oliveira, 31 anos parece confirmar o que Rossana comentou. Deficiente auditivo, durante muitos anos, ele trabalhou apenas com bicos até que foi contratado por uma empresa que conserta automóveis e pneus. “Antes fazia serviços de pintura, funilaria, mas nunca fui registrado. Agora está bem melhor, tenho garantia de que todo mês eu vou receber”, diz.
Jean trabalha há 10 anos na mesma empresa e segundo seu empregador, Ovídio Santos Moreira é um funcionário perfeito. “Quando o conheci, foi uma história engraçada. Ele estava sempre por ali e eu escrevi em um papel: quer trabalhar comigo? Se quiser, esteja amanhã às 7h aqui. No outro dia, antes desse horário ele já estava. Se pudesse ter mais uns três como ele estaria feliz. Ele desenvolve o serviço perfeitamente”, relata.
Para ele, o que faz a diferença não é a deficiência. “Tive outros dois funcionários com deficiência e nenhum era como ele. Assim como contrato pessoas sem nenhuma necessidade especial e eles também dão problema. Vai da pessoa, não poderia nunca dizer que é por ser deficiente”, diz.
Jean é casado e tem filhos, sua mulher, assim como ele possui deficiência auditiva. “Ela é costureira e nestes anos que acompanho a vida deles percebo que o amor que tem, e o cuidado que dedicam ao filho, não é muito fácil encontrar. Tem carteira de motorista, ou seja, construiu uma vida normal”, explica.
Segundo Jean, não existem barreiras que não podem ser superadas. “O relacionamento com os colegas é bom, trabalho, tenho família, não vejo dificuldades”, completa.

Ainda não é realidade

Infelizmente, a história de Jean, não é muito comum. O pedagogo e professor, Geovani Rosa da Costa, também possui deficiência auditiva e trabalha como instrutor na escola Espaço Aberto. “Comecei a trabalhar partindo da necessidade de um surdo para ensinar libras. Com o trabalho, é fácil perceber que os alunos vão tendo crescimento, assim como eu. Antes surdo não possuía a língua dos sinais, a Libras, era obrigado a aprender a falar, hoje tem reconhecimento, mas ainda falta muito”, diz. Seu filho, Fábio, ajuda o pai nas lições. “Ele é bilíngue, fala a língua dos sinais e o português, já cresce como tradutor”, brinca.
O principal problema segundo quem trabalha com isso é a falta de compreensão da família. “Muitas famílias, consideram a pessoa com deficiência limitada e não querem encaixar este no mercado de trabalho. Até porque existe um benefício de um salário mínimo que eles recebem e muitos têm medo de que se não der certo no emprego, eles percam também o benefício”, explicou Rossana. Segundo ela, isso é uma pena, pois a diferença entre quem trabalha e que vive de benefícios é imensa. “Você percebe nitidamente, como quem está no mercado de trabalho pensa diferente, sente que é parte da sociedade”, diz.

Pedidos

Mais do que a inserção no mercado de trabalho, Geovani explica que as pessoas com deficiências precisam sentir que são parte dessa sociedade. “Ainda falta muito, os ônibus que temos direito ao passe livre é difícil conseguir. Os médicos não têm intérprete no caso dos deficientes auditivos, nós precisamos comprar, comer, passear, viajar, tirar carteira de motorista, enfim, não podemos mais ser tratados como estrangeiros no nosso país. As mudanças estão acontecendo, mas nós temos pressa.”

Fonte: http://www.tribunadointerior.com.br/

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sábado, 24 de julho de 2010

MC Dia Feliz 2010

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Mais de 100 instituições apoiadas em todo o país. Mais de R$ 100 milhões arrecadados e destinados a projetos desde 1988. Esperança e uma melhor qualidade de vida para 30 mil crianças, adolescentes e familiares anualmente. Trinta mil voluntários mobilizados só no último ano. Os números são do McDia Feliz, maior campanha em prol do combate ao câncer infantojuvenil no Brasil, que neste ano chega à sua 22ª edição.
Junho marca o lançamento nacional do McDia Feliz 2010, ação coordenada pelo Instituto Ronald McDonald, e o início da venda dos tíquetes antecipados de Big Mac.
Os tíquetes antecipados podem ser adquiridos nas instituições parceiras do Instituto Ronald McDonald de 17 de junho a 27 de agosto ao valor de R$ 8,50 cada. E no McDia Feliz, em 28 de agosto, cada cupom deverá ser trocado por um sanduíche Big Mac em um dos 577 restaurantes da rede McDonald's no Brasil. A venda dos tíquetes antecipados representa uma importante parcela na arrecadação total da campanha McDia Feliz, composta ainda pela venda de sanduíches Big Mac no próprio dia, isoladamente ou na promoção (exceto alguns impostos), além de produtos promocionais. Em 2009, foram vendidos mais de 700 mil tíquetes antecipados. Para este ano, a expectativa é chegar a 1 milhão de tíquetes vendidos antecipadamente.
Ao longo dos últimos 21 anos, os recursos obtidos com o McDia Feliz têm viabilizado a implantação de unidades de internação, ambulatórios, salas de quimioterapia, casas de apoio e unidades de transplante de medula óssea, entre outros projetos em benefício de crianças e adolescentes com câncer. "São muitas as realizações ao longo desses anos e elas são de cada um de nós. Por isso, todos nós devemos nos orgulhar de fazer parte desta história e saber que o nosso trabalho e o de milhares de parceiros vêm contribuindo para gerar mais e mais sorrisos em prol da vida. Esse é o nosso compromisso: com a vida", afirma Francisco Neves, superintendente do Instituto Ronald McDonald.

Como adquirir os tíquetes antecipados
Quem quiser contribuir com a luta contra o câncer infantojuvenil poderá comprar os tíquetes antecipados Big Mac na instituição participante em sua localidade. A consulta às instituições participantes pode ser feita pelo site http://www.instituto-ronald.org.br/. Empresas também podem aderir à causa encomendando cupons para clientes e funcionários. Neste ano, os recursos da campanha serão investidos em 69 projetos, de 58 instituições em todo o país.


Trocando Big Mac por sorrisos
Todo último sábado de agosto acontece a maior campanha de arrecadação e mobilização da sociedade em prol do combate ao câncer infantojuvenil no Brasil, o Mcdia Feliz. A campanha é um sucesso graças à participação fundamental de funcionários, franqueados e fornecedores, além da mobilização de cerca de 30 mil voluntários que incentivam a sociedade a abraçar a causa da luta contra o câncer.

O McDia Feliz é o dia de maior movimento no ano nos restaurantes McDonald's. Em 2009, apenas no dia 29 de agosto, foram vendidos mais de 1,3 milhão sanduíches Big Mac em todo em todo o país, o que contribuiu para a arrecadação recorde de R$ 11,7 milhões

Fonte: Portal Mara Gabrilli

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Além das cotas

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Recebemos da Viviane Garcia e repassamos:

Sobram profissionais com deficiência bem preparados para assumir posições maiores nas empresas. O que falta é o mercado enxergá-los
por Ursula Manso

A paulista Kátia Antunes Marques tem mestrado em estatística pela Universidade de São Paulo (USP). No entanto, cansou de receber ligações com ofertas de emprego de 500 reais por mês. Kátia Antunes Marques é cega. O caso, contado no livro Cotas: Como Vencer os Desafios da Contratação de Pessoas com Deficiência (editado pela i.Social), lançado no ano passado por Andrea Schwarz e Jaques Haber, ilustra bem a realidade do mercado atual: de um lado, portadores de deficiência bem preparados e capacitados, do outro, empresas com vagas na base da pirâmide. O discurso corporativo, porém, vai contra essa afirmação. A maioria argumenta que não há mão de obra qualificada e que investir em treinamento para esse pessoal não compensa, já que, cobiçado pelas empresas que temem as multas pelo não preenchimento da Lei das Cotas, o funcionário com deficiência não pensa duas vezes na hora de trocar de emprego. A alta rotatividade pode até ser verdade, o que faz com que os salários de pessoas com deficiência estejam 13% acima da média nacional.
No entanto, quando o assunto é qualificação, a conversa é outra. O censo do IBGE revelou que, em 2000, as pessoas com deficiência com 12 ou mais anos de estudo eram 1,55% do total, enquanto entre as pessoas sem deficiência esse percentual caía para 1,07%. “Passada uma década, possivelmente o número de pessoas com deficiência com 12 ou mais anos de estudo já aumentou”, diz Maria Nivalda de Carvalho Freitas, professora da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), cuja tese de doutorado foi sobre a inserção de pessoas com deficiência em empresas brasileiras. A percepção é real. Só no banco de dados da consultoria i.Social, 70% dos 18 000 profissionais cadastrados têm, pelo menos, o Ensino Superior completo. A consultoria tem cerca de 200 vagas para deficientes abertas a cada mês, sendo 30% delas para supervisores, coordenadores ou gerentes. Na Page PCD, divisão recém-criada na Michael Page para recrutar pessoas com deficiência, o panorama não é diferente. Criada a partir da demanda das empresas clientes do grupo Michael Page por pessoas com deficiência, a nova divisão tem uma base de dados composta por mais de 12 500 candidatos, 54% deles com nível superior e 5% com pós-graduação. Segundo Danilo Castro, diretor da Page PCD, porém, 60% da demanda das companhias corresponde a vagas na base da pirâmide, 20% a cargos de especialista e somente 20% a posições de coordenação ou gerência. “Falta às empresas mudarem o olhar”, afirma a professora Maria Nivalda. “É preciso abandonar os processos de seleção exclusivos para pessoas com deficiência; a seleção deve ser para determinada vaga, não importando quem é o candidato.” As distorções nesse mercado se intensificaram a partir de 2004, com a mudança da Lei de Cotas, que estabeleceu critérios mais rígidos para definir o que eram deficiências, excluindo as mais leves. “As pessoas são qualificadas, mas por causa da Lei das Cotas as companhias acham melhor contratar dez cabeças ganhando 500 reais cada que uma cabeça ganhando 5 000 reais”, lamenta Kátia Marques. Para a professora Maria Nivalda, as distorções têm mais a ver com o desconhecimento do RH, que precisa deslocar o olhar da deficiência para a necessidade de adequação das condições de trabalho e cobrar desempenho desses profissionais como cobra dos outros. “Entrevistei gerentes que diziam sentir culpa se tivessem de chamar a atenção de um profissional com deficiência”, diz.
Para quem ainda não se convenceu de que há, sim, profissionais com deficiência bem capacitados e qualificados, vale conhecer as histórias de Afonso Junqueira Franco de Melo, Flávio dos Santos Galo, Oswaldo Nardini e Sérgio Faria. Em comum, os quatro têm boa formação e encontraram empresas que valorizam mais o currículo que o mero preenchimento de cotas — como Kátia Antunes Marques. A propósito, a moça, de 27 anos, que a cada oferta de emprego de 500 reais perguntava ao RH do outro lado da linha “Mas você tem o meu currículo em mãos?” hoje trabalha no Itaú- Unibanco. Ela e seu cão-guia Sam. “Sou analista de política de crédito, estou na área em que me formei, posso aplicar os conhecimentos que recebi na graduação e no mestrado”, comemora.
"Tive paralisia infantil aos 7 meses, doença que deixou sequelas na minha perna esquerda e em parte da direita. Por isso faço uso de aparelho ortopédico e bengala de apoio. Comecei a trabalhar aos 15 anos, como engraxate em Piracicaba, antes de vir para São Paulo para estudar. Aqui fiz concurso para a Eletropaulo, que ainda era estatal, e atuei como operador de central de atendimento e auxiliar administrativo da diretoria, até que decidi deixar a empresa para procurar um estágio. Cursava Direito e fui estagiar num escritório, que presta serviços a seguradoras. Me formei, ajudei a implantar o escritório no Rio de Janeiro, junto com meu chefe e outra advogada, mas logo quis voltar para São Paulo. Fui trabalhar como advogado pleno na Generalli Seguros. Um dia vi um anúncio da Aliança buscando pessoas com deficiência. Tive dúvidas em mandar um currículo, imaginei que a oferta fosse somente para vagas mais baixas. Fiquei uma semana pensando no assunto, até que mandei o currículo e fui chamado para entrevistas com o diretor administrativo e o presidente da empresa. Entrei na Aliança pela Lei das Cotas, dentro da parcela que a empresa precisa cumprir, no cargo de advogado sênior. Em três anos e meio na companhia já atuei também como gerente do departamento de contencioso e, hoje, sou assessor do superintendente. Aqui sou cobrado normalmente, como qualquer outro funcionário, e a deficiência física não me impede de viajar bastante a trabalho. Acredito que a Aliança investe em mim. Afinal, a empresa está subsidiando parte do MBA em Gestão Estratégica.”
"Sou deficiente auditivo. Tenho uma deficiência acima do nível considerado moderado, bastante significativa, em ambos os ouvidos, que me obriga a usar aparelho. Meu problema se agravou a partir dos 40 anos, quando eu já havia tido passagens por grandes empresas. Mas minha carreira não sofreu nenhum revés por causa da deficiência. Já atuei como gerente na Unilever, na Natura e na Embraco. Eu não coloco a deficiência no currículo. Só informo se estiver preenchendo um daqueles formulários nos sites das empresas e isso for perguntado. Na Camargo Corrêa, onde trabalho há quase dois anos, concorri à vaga de gerência normalmente. Depois de estar aqui é que me ofereci para fazer parte da cota de pessoas com deficiência que a empresa tem de contratar para cumprir a lei. Isso não significa, porém, nenhuma condescendência por parte dos meus superiores. Sou cobrado como todos os gerentes, tenho metas a cumprir como qualquer outro. Embora as companhias em que trabalhei nunca tenham feito nenhuma distinção pela minha deficiência, às vezes percebo que as pessoas não sabem lidar com o deficiente auditivo, já que não é uma deficiência visível. Algumas vezes o pessoal não tem paciência para repetir algo. Em locais de muito barulho, por exemplo, eu preciso recorrer à leitura labial. Situações coletivas, como reuniões de grupos, são bastante difíceis para mim, exigem um nível de atenção muito alto. Se eu fechar os olhos não ouço nada. O aparelho auditivo auxilia, mas é também uma fonte de ruídos imensa. Tem deficiente que entra em depressão por causa do aparelho.”

"Meu caso começou com uma injeção mal aplicada, aos 2 anos de idade, que atingiu o nervo ciático. A partir daí, a perna direita deixou de evoluir. Passei por 17 cirurgias para tentar corrigir o problema, sem sucesso, e hoje uso aparelho ortopédico e bengala. Entrei para o banco Itaú aos 18 anos. Lembro que, na época, uma outra realidade, precisei que o gestor da área em que iria atuar concordasse que eu tinha condições de desempenhar minhas funções apesar da deficiência. No Itaú-Unibanco, passei por três níveis de escriturário, fui chefe de serviço, chefe de seção e analista de crédito e cobrança chefe, até ganhar minha primeira gerência, de política de crédito, em 2003. Dois anos depois assumi o cargo atual. Lembro que, em duas dessas promoções, concorri com outros funcionários do banco, pessoas sem deficiência. Vivo com aquele pensamento de que o deficiente sempre tem que provar que é melhor. É uma coisa minha, não do banco, mas que me faz ultrapassar limites. Já liderei equipes de mais de 100 pessoas, quando a informatização dos processos era menor. Hoje tenho cinco funcionários na minha equipe. Aqui sempre encontrei apoio nos meus gestores e meu MBA foi integralmente pago pela empresa.”
"Tenho deficiência visual total desde os 2 anos de idade. Não tenho globos oculares e uso próteses. Ingressei na Accenture em 1998. Era analista sênior, responsável pelo comércio exterior de uma indústria de alimentos quando a área de TI dessa empresa foi absorvida pela consultoria, num processo de outsourcing. Não fui contratado por causa da Lei das Cotas, mas vim para Accenture com outros 200 funcionários da indústria de alimentos. Aqui, também comecei como analista sênior e, ao longo da minha carreira, fui alocado em diferentes projetos. Já comandei equipes de duas a dez pessoas. Um dos projetos que liderei foi bem interessante porque era completamente visual. Tínhamos mapas e um sistema que traçava rotas para entregas de pedidos. Nessa hora, o deficiente visual aprende o que eu chamo de voar por instrumentos. Eu não posso enxergar a tela do computador, mas posso atuar como um chefe a distância. Cobro resultados e questiono os profissionais sobre como chegaram a eles — é só fazer as perguntas certas. Há três anos participei da criação do Programa de Diversidade Accenture, ajudando a orientar a companhia em relação às necessidades de infraestrutura e tecnologia específicas dos deficientes visuais e em como capacitá-los, além de auxiliar nas licitações para a compra de softwares de voz. Fui, até mesmo, convidado a integrar a equipe do programa, mas preferi continuar tocando meus projetos como consultor.”

Fonte: Revista VOCÊRH

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Calçadas fora da lei jogam pedestres na rua em SP

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Rampas irregulares, degraus muito altos, calçadas menores que o permitido e buracos são recorrentes nos bairro.
Degraus e rampas irregulares, calçadas menores que o permitido e buracos tornam a cidade de São Paulo pouco convidativa a caminhadas. Além disso, tanto moradores quanto o poder público fazem "barbeiragens" ao fazer as calçadas.
Essa foi a situação encontrada pela reportagem em visita feita a 20 ruas de todas as regiões da cidade com o professor de arquitetura do Mackenzie Flávio Marcondes, estudioso do tema.
Um dos ícones do descaso é a rampa da Assembleia Legislativa. Ela começa na guia da rua e se apodera do restante do passeio. O pedestre é obrigado a andar inclinado. O correto seria que declive estivesse dentro do imóvel.
A Assembleia promete adequar a rampa -o dono do imóvel é sempre responsável pela calçada. As multas por irregularidades vão de R$ 96 a R$ 11,5 mil, dependendo do tamanho do defeito.
Na Mooca (zona leste), raízes abriram uma cratera de mais de 4 m de comprimento em frente a outro imóvel de uso público. Na rua Celso de Azevedo Marques, o governo do Estado constrói um batalhão para a Polícia Militar.
Na zona oeste, é justamente uma rua chamada Urbanizadora, em Perdizes, o destaque negativo em termos de urbanismo. Postes, árvores e lixeiras obstruem o passeio.
Na Casa Verde (zona norte), várias calçadas têm menos 1,20 m de largura -limite mínimo. É comum ver pessoas andando nas ruas. Elas fogem também dos degraus, como o de 80 cm na rua José de Oliveira. "Já caí, hoje desvio", diz Nair Pereira, 76.
Os degraus são permitidos em casos excepcionais, dependendo da inclinação da rua. Porém, muitas vezes são construídos para deixar a frente plana para os veículos.

SEM DESCULPA

O fato de São Paulo estar em uma região de declives não deve ser desculpa para a a enorme quantidade de degraus, afirma a presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade da prefeitura, Silvana Cambiaghi.
Ela cita São Francisco (EUA). "É uma das cidades mais íngremes do mundo. Passei 15 dias lá com cadeira de rodas e não vi degraus."
Para o arquiteto Flávio Marcondes, que classifica as calçadas de "muito ruins", não há uma relação saudável entre público e privado. "O morador não sabe o que é só dele e o que é de todo mundo ou não se preocupa", diz.
O desconhecimento das regras foi notório entre os moradores entrevistados.
A prefeitura afirma que, desde 2005, já tornou acessíveis mais de 475 km de calçadas -de um total de 30 mil na cidade. Entre as reformas está a da rua Augusta (região central de SP) -onde os blocos colocados em 2007 já estão soltando.
O órgão diz que, de 2005 até 2009, foram aplicadas 10.752 multas. Quatro imóveis foram autuados pela prefeitura na última sexta, após a reportagem informar que havia fotografado as calçadas irregulares.

Fonte: Folha de S.Paulo - Cotidiano (14/06/10)

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Brasil garante sede do Pré-Mundial de 2013 de Vôlei Paraolímpico

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A equipe masculina ficou em oitavo lugar no Mundial de Vôlei Paraolímpico.

Mais do que resultados dentro das quadras, o Brasil assegurou uma importante conquista durante o Mundial de Vôlei Paraolímpico, encerrado neste domingo, 15, em Oklahoma, nos Estados Unidos.
Graças ao empenho do presidente da Associação Brasileira de Vôlei Paraolímpico (ABVP), Amauri Ribeiro, o Brasil será sede do Pré-Mundial de 2013, classificatório ao torneio a ser disputado no ano seguinte, ainda sem local definido pela Organização Mundial de Vôlei para Deficientes. De acordo com a ABVP, a entidade deixou o Brasil à vontade para sediar o Mundial de 2014 ou o Intercontinental de 2015.

Retorno do Mundial

As seleções brasileiras desembarcaram na manhã de 20 de julho, em São Paulo. A equipe masculina ficou em oitavo lugar, após ser derrotada pela China por três sets a zero (25-23; 25-18 e 26-24).
A seleção feminina terminou em 10º lugar na classificação geral, mas trouxe a taça de vice-campeã do Grupo B. As equipes masculinas do Irã (campeã), Bósnia e Egito, e as femininas da China, Estados Unidos e Ucrânia já garantiram vagas para as Paraolimpíadas de Londres, em 2012.
Com o resultado, o Brasil terá que lutar para conquistar a classificação para os Jogos Paraolímpicos de Londres durante o Para Pan-Americano de Guadalajara, no México, no ano que vem.

Fonte: ABVP

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2º CAMPEONATO BRASILEIRO DE PARAKART

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Recebi do meu amigo piloto Hermes de Oliveira e repasso para vocês:

PROGRAMAÇÃO - DOMINGO
25/07/10

ABERTURA DO PORTÃO 07:00

Categoria Briefing Classificação (15min)
PARAKART 08:00 08:45

Prova Tempo
PARAKART – 1ª Bateria 09:00 20 min
PARAKART- 2ª Bateria 10:00 20 min

PÓDIO 10:40

Local: Kartódromo da Granja Viana
Jardim da Glória - Cotia

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Presidente Lula sanciona medida provisória para viabilizar obras dos jogos olímpicos e paraolímpicos

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Medida amplia capacidade de endividamento das cidades que receberão a Copa do Mundo de Futebol, os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.

O Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira, 19, em Brasília, Medida Provisória que dará um tratamento de excepcionalidade aos municípios que sediarão a Copa 2014 e Jogos Olímpicos e Paraolímpicos 2016 para operações de crédito que se destinem a financiar projetos de infraestrutura.
Só serão beneficiados os financiamentos autorizados pelo Conselho Monetário Nacional. A MP não fará qualquer flexibilização dos limites e regras estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal ou pelo Senado Federal, limites aos quais os municípios continuam submetidos.
Na mesma cerimônia, Lula assinou o termo aditivo que prevê investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), entre 2011 e 2014, da ordem de R$ 5,5 bilhões para os aeroportos, das 12 cidades-sede da Copa do Mundo, e de R$ 740,7 milhões para os portos. Além disso, o Governo Federal disponibilizará para a prefeitura a área das docas do Rio de Janeiro.
Os portos serão uma importante ferramenta de turismo, já que permitirão aos cruzeiros atracar nas cidades para servir de leitos temporários no período da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Brasil. “Este ato é para mostrar que as coisas estão caminhando muito rapidamente”, explicou o Presidente da República em seu discurso.
“Esse é mais um importante passo concreto do Governo Federal para garantir a realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016”, ressaltou o presidente do CPB, Andrew Parsons. “O Brasil vai cada vez mais buscar a sinergia, fazer ações conjuntas. Exemplo disso é a presença do presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, do presidente do Comitê Organizador da Copa 2014, Ricardo Teixeira, e do presidente do Comitê Paraolímpico, Andrew Parsons”, destacou o Ministro do Esporte, Orlando Silva.
“Desta maneira faremos a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Brasil com a máxima eficiência e transparência”, justificou o Ministro. Lula ainda aproveitou a oportunidade para alertar os presidentes de federações e confederações presentes. “Temos seis anos para trabalhar. Parece muito tempo, mas temos que correr para formar os atletas que disputarão os Jogos de 2016.”
Também participaram da solenidade os prefeitos e governadores das cidades-sedes da Copa do Mundo, os ministros das Cidades, Márcio Fortes, da Defesa, Nelson Jobim, do Planejamento, Paulo Bernardo, do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, da Integração Nacional, João Santana, e a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. Ainda marcaram presença deputados e senadores e o vice-presidente do CPB, Luiz Cláudio Pereira.

Fonte: Portal Vida Mais Livre

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Debate sobre mobilidade acontecerá na Zona Norte de São Paulo

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Evento discutirá possíveis melhorias no deslocamento das pessoas pela cidade

Como parte das comemorações do aniversário de Santana, celebrado dia 26 de julho, o GT Mobilidade do Movimento Nossa São Paulo e o Grupo Teatro Silva realizam um evento aberto sobre mobilidade - Como é possível melhorar o deslocamento das pessoas pela cidade?
Temas como congestionamento, trânsito, transporte coletivo, adequação de calçadas, a falta de verde, meio ambiente, urbanidade e participação da sociedade serão abordados no evento.
O vereador Chico Macena contribuirá com o debate abordando o tema "A Mobilidade Como Fator Social". A ex-vereadora Soninha discutirá os problemas dos pedestres e ciclistas.
Além do vereador, participarão das discussões ativistas da sociedade civil, integrantes do Conselho Regional de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz, (CADES) de Santana-Tucuruvi, além de representantes da Prefeitura e da Câmara Municipal.

O debate ocorrerá Sexta-Feira, 23 de julho, às 19h30, no auditório da Subprefeitura Santana-Tucuruvi, Avenida Tucuruvi, 808 - ao lado do Metrô.

Mais informações nos sites da Nossa São Paulo (www.nossasaopaulo.org.br) e Teatro Silva (teatrosilva.wordpress.com), ou no telefone (11) 8115-9665.

Fonte: Leia Moda

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Capital sediará palestra sobre acessibilidade nos estádios

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Encontro vai subsidiar estudos para elaboração da norma de acessibilidade nos estádios para Copa de 2014

A Fundação Prefeito Faria Lima (Cepam), com o apoio da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Comitê Executivo de São Paulo (Coesp) para a Copa de 2014, promoverá nesta sexta-feira, 23, a palestra Acessibilidade em Estádios de Arenas Verdes.
O palestrante convidado é o arquiteto especialista na área esportiva, Eduardo de Castro Mello. Graduado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Mello é sócio da Castro Mello Arquitetura Esportiva e membro da Diretoria da IAKS-LAC, Grupo Internacional de Trabalho para Instalações Desportivas e Recreativas, Departamento da América Latina e Caribe, com sede na Alemanha.
O Cepam coordena, desde 1991, os trabalhos da Comissão Brasileira de Acessibilidade a Edificações e Meio, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que é responsável pela elaboração da norma de acessibilidade em estádios de arenas verdes para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, da qual o Brasil será o país-sede. "A norma será aplicada no País todo, pois é extensão de uma lei, o Decreto 5.296/2004, que estabelece a condição da acessibilidade ser atendida em todas as cidades", esclarece a arquiteta, técnica do Cepam e coordenadora da comissão, Adriana Almeida Prado.
O objetivo do encontro é auxiliar nos estudos para elaboração da norma. "O debate é aberto e voltado às pessoas que entendam de acessibilidade, estádios e também para pessoas com deficiência", explica Adriana.
As inscrições (vagas limitadas) são gratuitas e podem ser feitas no endereço eletrônico eventos.cepam.sp.gov.br/SEventos. A palestra acontecerá no auditório do Cepam, na Avenida Professor Lineu Prestes, 913, Cidade Universitária, São Paulo (SP).

O Cepam

O Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam) é uma fundação ligada à Secretaria de Economia e Planejamento do Estado que há 42 anos apoia os municípios em projetos para a gestão e a construção de políticas públicas.

Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo

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terça-feira, 20 de julho de 2010

A criação das pernas biônicas

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Empresa lança equipamento que permite a paraplégicos ficar em pé e subir escadas
Mônica Tarantino


O aparelho é comandado por um joystick

Depois de sete anos de pesquisas, cientistas de uma empresa sediada na Nova Zelândia apresentaram, na semana passada, o primeiro par de pernas biônicas que pode ser usado por cadeirantes. O dispositivo é um exoesqueleto que permite ao usuário ficar em pé, andar e até mesmo subir degraus.
O artefato pesa 38 quilos, é composto de cerca de 4,7 mil peças e é feito sob medida. Comandado por um joystick, é indicado para aqueles que têm capacidade de operar controles de mão e conseguem se transferir sozinhos da cadeira de rodas para outro assento.
A previsão é de que o produto seja mundialmente comercializado no próximo ano por um preço estimado de US$ 150 mil. Na Nova Zelândia, deve estar disponível até o final do ano. Antes da compra, o interessado passará por avaliações para que fique esclarecido, por exemplo, se há risco de surgimento de lesões pelo fato de ele ficar em pé ou andar com a ajuda do equipamento.
O primeiro usuário a testar o artefato foi o neozelandês Allen Hayden. Há cinco anos, ele ficou paralisado da cintura para baixo após um acidente de moto que ocasionou uma lesão espinhal. “Nunca esquecerei a sensação de ver meus pés andando com a Rex. Não conseguia parar de olhar os meus pés se movendo”, disse o emocionado Hayden, que atualmente usa as suas pernas biônicas em tempo integral.
Os criadores da Rex Robotic Exoskeleton, que já é chamada de Rex, são os engenheiros Richard Little e Robert Irving. Eles estudaram juntos e se mudaram para a Nova Zelândia em 1990, quando fundaram sua empresa, a Rex Bionics. Além da paixão pela engenharia, têm em comum o conhecimento dos obstáculos e problemas de acesso vivenciados por pessoas com problemas de locomoção: as mães de ambos são cadeirantes. A pesquisa nesse campo tornou-se ainda mais prioritária quando Irving recebeu diagnóstico de esclerose múltipla, há sete anos. No site da sua empresa, ele diz que nesse momento compreendeu que também poderá precisar, um dia, usar uma de suas invenções.
Para o neurologista Richard Roxburgh, assessor da Associação de Distrofia Muscular da Nova Zelândia, as vantagens do uso do novo artefato vão além da melhora em termos de mobilidade e autoimagem. “Isso reduz as possíveis complicações de estar em uma cadeira de rodas o tempo todo”, diz o médico.





Fonte: Isto é

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