quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mesmo tendo perdido todos os membros, menino volta à escola e se torna o mais popular da classe

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Britânico de 4 anos teve pernas e braços amputados por causa de meningite

Em maio do ano passado, Harley Lane teve uma meningite e foi desenganado pelos médicos. Sofreu ainda septicemia, infecção generalizada grave, e precisou amputar os braços e as pernas. Hoje, mais de um ano depois da doença, voltou à escola.
Com próteses e uma cadeira de rodas, que foram pagos por doações, o menino se tornou o garoto mais popular da classe, contou seu pai, Adam Lane, ao jornal britânico Daily Mail. “A personalidade vencedora do meu filho atraiu as crianças, todas querem ser seu melhor amigo. Além disso, ele vai todos os dias às aulas e gosta de tudo, porque é um mundo novo para ele”, afirmou o homem.
Durante o período que permanece na escola, Harley é ajudado por um assistente de ensino. Além disso, o lugar recebeu uma sala equipada para ajudar na higienização do menino, prevenindo assim infecções. Segundo Jean Burston, diretor da escola primária, o garoto está se adaptando muito bem.
A história do menino que perdeu os membros comoveu as pessoas e fez com que ele recebesse uma doação de aproximadamente 500 mil libras, o que equivale a mais de um milhão de reais. Com esse dinheiro, os pais de Harley se mudaram para uma casa adaptada as novas necessidades do filho.
No último verão europeu foi ele quem levou as alianças da cerimônia de casamento dos pais, que havia sido adiada em decorrência de sua doença. Agora, além de frequentar a escola, ele também está aprendendo a lidar com as suas próteses.

Fonte: Revista Crescer

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Acessibilidade aos parques

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Unidades de Conservação em São Paulo têm até trilhas adaptadas para receber portadores de deficiência

Portadores de deficiências e pessoas com mobilidade reduzida já podem visitar cinco Unidades de Conservação (UCs) administradas pela Fundação Florestal no Estado de São Paulo. Em quatro delas, é preciso ligar com antecedência e agendar a visita, para que o roteiro seja adaptado para receber esses turistas. Já no Parque Estadual do Jaraguá, na Capital paulista, a história é outra. Ele é o único que possui uma trilha destinada especialmente para cadeirantes, deficientes visuais e pessoas com mobilidade reduzida.
Trata-se da "Trilha do Silêncio", que possui painéis interpretativos em braille, o caminho é suspenso, com adaptações nas laterais e piso para cadeirantes. Essa trilha também é utilizada por grupos de idosos. Confira a lista dos parques e os endereços de acesso no site: http://tinyurl.com/35odhu5

Fonte: EPTV

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Recursos de acessibilidade do Museu de Arte Sacra e de mostra de arte contemporânea são pouco utilizados

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Visitação do público deficiente é escassa e, com isso, luta pela acessibilidade deixa de ser incentivada
Renata Andrade

Algumas pessoas estão se esforçando muito pra garantir alguns recursos de acessibilidade na quinta edição da mostra de Arte Contemporânea Paralela 2010 e no museu de Arte Sacra. Para conseguirmos maiores investimentos e melhoria dos recursos precisamos dar retorno, isto é, público.
Temos clareza de que a acessibilidade deve existir e garantir o direito da PcD por optar não usufruir do espaço ao invés de não ir porque não é acessível. Mas somos parte de um processo histórico e ainda estamos no momento de mostrar que numericamente falando, estas pessoas existem e fazem a diferença.
Abaixo as informações sobre os dois espaços, ambos próximos ao metrô Tiradentes. Por favor divulguem e agendem grupos ou convide os amigos.

O movimento pela inclusão cultural das PcD agradece.

Museu de Arte Sacra

Detém um conjunto de cerca de 4.000 peças, abrangendo o período que se estende do século XVI chegando até os nossos dias. As coleções compreendem imaginária sacra, prataria e ourivesaria, pintura, mobiliário, retábulos, altares, vestimentas e livros raros, uma riquíssima coleção de presépios do mundo todo. Enfim, uma preciosa coleção que ostenta obras de autores exponenciais, destacando-se entre eles Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814).
A parte interna do Mosteiro, onde está 90% do acervo tem uma ótima acessibilidade arquitetônica, embora precise de ajustes previstos para 2011.
Os educadores foram capacitados e oferecem um atendimento de altíssima qualidade a todos os visitantes - com ou sem deficiência.
Há material de apoio para compreensão do acervo e um grande número de peças disponíveis ao toque.
Grupos pequenos (até 4 pessoas) de visitantes com deficiência podem solicitar visita guiada nos fins de semana. Demais grupos, com ou sem deficiência devem agendar visitas durante a semana. O museu funciona de terça a domingo, das 11 às 18 horas.
O roteiro é universal respeitando a inclusão, assim, as PcD fazem a visita junto com as pessoas sem deficiência. Para o sucesso da visita pede-se apenas informar número de visitantes com deficiência e tipo de deficiência para melhor organização do espaço e dos recursos.
Os agendamentos podem ser feitos pelo telefone: 11 3326-1373. Falar com qualquer pessoa do educativo.
Entrada pela Av. Tiradentes ou pela Rua Jorge de Miranda, 45.
Estacionamento Gratuito.

Paralela 2010 // A Contemplação do Mundo

A 5ª Edição da Mostra de Arte Contemporânea complementar a Bienal, apresenta sua primeira edição com alguns recursos de Acessibilidade. Os monitores (alunos do Liceu de Artes e Ofícios de SP) 3 educadores profissionais, receberam treinamento sobre acessibilidade e como atender ao público com deficiência.
Parte dos monitores fizeram oficina de audiodescrição com a professora LÍvia Motta, para melhor atender os visitantes com deficiência visual. Várias obras são interativas, sensoriais ou podem ser tocadas.
Local: Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Rua Jorge de Miranda, número 676, Centro (próximo à estação Tiradentes do Metrô, ao lado do Batalhão da Rota).
Período da mostra: 23 de setembro a 28 de novembro.
Horário: terça a sexta, das 12h00 às 18h00 / sábado e domingo, das 10h00 às 18h00.
Agendamento de grupos para visitas mediadas, oficinas para professores e Workshops com os artistas (seria fantástico que artistas com deficiência se inscrevessem).
Para maiores informações: http://paralela10.wordpress.com/
Tel: (11) 3229-9389 - falar com Keu ou Fábio.
Entrada gratuita - Acesso e atendimento às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

Fonte: Rede Saci

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Brasil 2014: A Copa da acessibilidade

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Brasil é primeiro país-sede de Copa do Mundo a promover diálogo intenso com Comitê Paraolímpico, visando a acessibilidade.

Ao anunciar o Brasil como país que sediaria a Copa do Mundo de 2014, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, disse ter ficado impressionado com a postura brasileira em discutir temas do mundo atual, como ecologia e sustentabilidade. Dentro deste contexto, outro tema aparece na agenda do Comitê Organizador da Copa e também começa a ser discutido: a acessibilidade.
Representantes do Comitê Organizador já iniciaram conversas com o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). O objetivo é traçar uma agenda de metas para oferecer ótimas condições às pessoas com deficiência, idosos e até mesmo aos cidadãos que sofrem algum tipo de lesão e ficam impossibilitados de se locomover normalmente.
Para Andrew Parsons, presidente do CPB, esta disposição do Comitê Organizador em discutir um tema tão delicado sinaliza que o Brasil quer mostrar pioneirismo na Copa de 2014. "Jamais houve uma cooperação tão grande entre um comitê organizador e um comitê paraolímpico do país que sedia a Copa. Sentimos-nos lisonjeados com esta procura. É um momento crucial, pois estamos discutindo a criação de normas técnicas de acessibilidade para eventos esportivos no Brasil. Existe uma parcela muito grande da população interessada, composta por deficientes físicos, idosos, pessoas obesas e que se recuperam de lesões. Estas pessoas são consumidoras e estão sendo tratadas como cidadãs", lembra Parsons.
Mais do que a discussão de acessibilidade na Copa do Mundo, o presidente do CPB enxerga o Mundial como a possibilidade de deixar um legado de acessibilidade para as gerações futuras, visto que a competição em 2014 pode servir como um marco. "É importante que uma Copa do Mundo trate de temas como este, pois um grande evento sempre deixa marcas. Podemos criar, a partir da Copa, uma cultura de acessibilidade, um conceito de arquitetura que leve esta questão em consideração, educando o país. Estamos felizes em dar um passo concreto neste sentido e sairmos da discussão para a ação.
Fonte: Fifa.com
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Cadeiraço pela Acessibilidade no Brasil

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No domingo, 3/10, vamos eleger nossos representantes na política pelos próximos quatro anos.
E no sábado, dia 2, às 11h, vamos realizar uma passeata em plena Avenida Paulista, local símbolo da acessibilidade e inclusão que queremos levar para todo o País.
Convido você, amigo com alguma deficiência ou que luta por esta causa, a sair de sua casa e participar comigo desse movimento pela acessibilidade no Brasil!

Data: sábado, 2/10
Horário: 11h
Ponto de partida: MASP (próximo à estação Trianon-Masp do metrô)
Ponto de chegada: Conjunto Nacional (próximo à estação Consolação do metrô)
Um grande beijo e até lá!

Mara Gabrilli
Deputada Federal – 4517

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Desfile: Vitória Cuervo

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Recebemos por email da Vitória Cuervo e nos deixou muito feliz de ver a queridissima amiga Juliana brilhando na passarela!!!
Parabéns ao trabalho da estilista!!!!!


"Gostaria de compartilhar minha coleção primavera verao 2011 desfilada no Donna Fashion Iguatemi (Porto Alegre )nesta última sexta-feira, dia 24 de setembro que teve participacao da jornalista Juliana Carvalho que escreve no blog http://www.comediasdavidaaleijada.blogspot.com/.
Espero que gostem!!! Abracos "



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Parakart - 25/09

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Estivemos presente em mais uma etapa do Campeonato Paulista de Parakart.


FÁBIO, RICARDO KARAM, CYBELLE E THIAGO CENJOR

RAFAEL RODRIGUES E THIAGO CENJOR

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

MPF cobra judicialmente R$ 42 milhões da Caixa por falta de acessibilidade em 105 unidades do banco em SP

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CEF aderiu a acordo, assinado em 2008, entre a Febraban e o MPF, mas, passados nove meses do prazo para conclusão das obras, 11% de suas unidades em todo o país ainda não foram adaptadas para pessoas com deficiência

O Ministério Público Federal em São Paulo ingressou hoje com uma ação de execução contra a Caixa Econômica Federal, exigindo o pagamento de R$ 42.012.555,90 de multa por atraso na conclusão de obras de acessibilidade para pessoas com deficiência. As adaptações são parte das obrigações que o banco assumiu ao aderir ao acordo de acessibilidade assinado pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) com o MPF em outubro de 2008.
A cláusula sexta do termo de ajustamento de conduta firmado pela Febraban com o MPF previa que as adaptações das agências e postos de atendimento bancário seriam realizadas, em todo o país, em três etapas, ao longo de quinze meses. O prazo se encerrou em janeiro deste ano e, segundo perícia realizada pelo MPF, 80 agências (dados de junho de 2010) e 25 PAB´s (dados de março de 2010) ainda não estão completamente acessíveis para pessoas com deficiência em todo o Estado de São Paulo.
O TAC previa multa de R$ 5 mil diários para cada unidade que não fosse adaptada com obras de acessibilidade para pessoas com deficiência física. Peritos da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão (Patrimônio Público e Social), da Procuradoria Geral da República, calcularam que a multa devida pela Caixa somente em relação às agências cujas adaptações não foram concluídas em São Paulo é de R$ 42.012.555,90.
A CEF foi notificada três vezes pelo Grupo de Trabalho Inclusão da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, que a informou sobre o descumprimento do TAC. Segundo resposta da CEF, de 08 de julho de 2010, 88,89% das suas unidades estavam adaptadas.
Para o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, Jefferson Aparecido Dias, as justificativas apresentadas pela CEF para os atrasos não devem ser levadas em consideração pela Justiça Federal, uma vez que a adaptação de agências bancárias surgiu como imposição legal com o decreto 5.296, de dezembro de 2004, “editado, portanto, bem antes da celebração do TAC ora executado”. Na ação, o procurador informa que, tão logo terminados os cálculos, o MPF executará a Caixa pelo descumprimento de outras cláusulas do acordo.
Na ação, o MPF requer a citação da ré e que ela seja condenada a pagar, em três dias, a multa estipulada e que, em 30 dias, cumpra integralmente a sexta cláusula do TAC, sob pena de a Justiça determinar a sua execução por terceiros às custas da CEF, como prevê o Código de Processo Civil.
Em cada Estado, está investigando o descumprimento do TAC pela Caixa. Já há outra ação proposta, cobrando R$ 2,7 milhões da CEF em Sergipe. Nos estados do Pará e Tocantins há apurações avançadas sobre o assunto. O MPF cobra o cumprimento do acordo da CEF, que é um banco federal. Eventuais atrasos no cumprimento do acordo por outros bancos é de atribuição dos ministérios públicos estaduais.

Fonte: http://www.prsp.mpf.gov.br

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Mais de 17 mil seções vão atender eleitores com deficiência

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As seções de votação adaptadas ficarão em locais de fácil acesso, com estacionamento próximo e instalações sanitárias.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informou nessa quarta-feira que 17.904 mil seções eleitorais em todo o país estão adaptadas para receber eleitores com deficiência nas votações do próximo dia 3 de outubro.
Ao todo, existem 169.469 mil eleitores com deficiência cadastrados no TSE. Este número inclui pessoas com deficiência de locomoção e deficiência visual, por exemploAs seções de votação adaptadas ficarão em locais de fácil acesso, com estacionamento próximo e instalações sanitárias.
Além disso, o TSE regulamentou uma medida neste ano que permite aos eleitores com deficiência "o auxílio de pessoa de sua confiança para votar, ainda que não o tenha requerido antecipadamente ao juiz eleitoral".
O prazo de cadastramento para os eleitores com deficiências transferirem seu título para uma seção adaptada terminou no dia 5 de maio. Contudo, caso um eleitor com deficiência que vote em uma seção não adaptada necessite de auxílio, ele pode informar sua condição ao mesário de sua seção, que providenciará ajuda.

Fonte: http://www.band.com.br/

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Panasonic cria robô que lava a cabeça de pessoas

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Inventado para ajudar pacientes em hospitais, ele será apresentado em outubro em Tóquio



Várias correntes da medicina e enfermagem lutam pelo tratamento mais humanizado em hospitais, enquanto a Panasonic divulga sua nova invenção: um robô feito para lavar a cabeça de pacientes incapazes.
O produto será apresentado em uma feira de reabilitação (International Home Care & Rehabilitation Exhibition 2010) em outubro, em Tóquio, segundo o Engadget.
A máquina, projetada para atender principalmente a idosos com mobilidade reduzida, faz um mapeamento da cabeça dos pacientes para oferecer uma lavagem personalizada.
Com seus 16 "dedos" robóticos, ela oferece uma pressão suave para aplicar xampu e condicionador e pode até massagear o couro cabeludo – uma coisa que a pressa e a falta de funcionários de hospitais e clínicas pode impedir que seja realizada com frequência.
O robô ficaria acoplado à uma cama mecânica que poderia virar uma cadeira de rodas. Apesar de não ter o contato humano, pode ser uma boa opção para países como o Japão, onde a expectativa de vida é alta e o número de idosos cresce.

Fonte: Revista Galileu

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A luta dos portadores de deficiência

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Aquiles Ferraz, superintendente executivo da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação, dá sua opinião sobre saúde pública no Brasil
Aquiler Ferraz Nunes
Conquistas não acontecem por acaso: resultam de lutas, às vezes de uma única pessoa, outras vezes da coletividade। Pois bem, a luta dos portadores de deficiência tem o apoio de diversas organizações por todo o mundo। Todas interagem para a construção de uma sociedade mais justa। .Ontem, comemoramos, no Rio de Janeiro, o Dia de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência, mas essa jornada está longe de acabar. Neste início de século XXI, metade das crianças que nasceu no nosso país ainda não teve acesso, pela saúde pública, a todos os exames preventivos neonatais essenciais para reduzir a incidência de muitas deficiências. Ainda se trabalha pouco com as causas e muito com as consequências.
Historicamente, no Brasil, a atenção à saúde da população com deficiência depende da iniciativa de entidades filantrópicas (particulares), que acabam por desempenhar um papel público, mas com pouco ou nenhum reconhecimento na parceria governamental e sem o necessário apoio financeiro.
As pessoas com deficiência têm direito a atendimento médico, psicológico e funcional, incluindo próteses, e a reabilitação médica e social. Na atualidade, existem dificuldades quando se recorre à rede hospitalar pública, considerando que a reabilitação dos portadores de deficiência pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não contempla um atendimento adequado e tampouco oferece internação para o tratamento.
Cabe ressaltar que ser deficiente não implica necessariamente ter uma anomalia física visível, como a falta de um membro. Existem, por exemplo, os deficientes mentais, auditivos e visuais. E, muitas vezes, a pessoa apresenta uma anomalia quase imperceptível, determinada, na maioria dos casos, somente por perícia médica.
Esforços especiais precisam ser feitos também para promover o acesso de pessoas com deficiência ao emprego. Isso requer uma ativa mobilização, não apenas de defensores da inclusão social, mas também das autoridades públicas e da iniciativa privada.
O emprego de pessoas com deficiência é persistentemente baixo. Parece uma verdade sem exceção: independentemente do sistema de cotas, políticas preferenciais, legislação ou incentivos econômicos.
Existem casos em que há mais vagas do que candidatos com deficiência. Não há portadores de deficiência capacitados, devido à falta de preparo das escolas para lidar com suas demandas e também pela falta de apoio das empresas em prepará-los para as oportunidades de vagas que oferecem.
As pessoas com deficiência enfrentam barreiras psicológicas, sociais, bem como barreiras físicas e materiais. A transformação necessária para que sejam inseridas na sociedade não depende apenas de ações pontuais, específicas e momentâneas. É preciso continuidade no desenvolvimento de políticas públicas articuladas de forma a contemplar todas as dimensões da vida dessas pessoas. Além de ter em vista educação, saúde, assistência, trabalho, cultura, transporte e lazer, trata-se também de uma questão de cidadania.

Fonte: O Globo

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Prefeitura lança o serviço "Disque Eficiente" e "Multa Moral"

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Serviços foram criados para garantir o cumprimento dos direitos dos deficientes físicos, como as vagas reservadas em estacionamentos
Agência Bom Dia

A Secretaria dos Direitos e Políticas para Mulheres, Pessoa com Deficiência, Raça e Etnia de Rio Preto lançou na quinta-feira, dia 23 de setembro, o "Dique Eficiente" e a "multa moral", que será aplicada em motoristas que não respeitam a vaga exclusiva para deficientes.
"Fizemos uma multa que é um panfleto explicativo e educativo. Nele a pessoa é informada que está sendo multada por utilizar a vaga de um deficiente, caso realmente ela tenha feito isso, e contém várias orientações sobre os direitos da pessoa com deficiência", informa a chefe da Secretaria, Regina Chueire.
O "Disque Eficiente" atende pelo número 0800-7702-141, das 8h00 às 17h00. O serviço recebe denúncias, sugestões, reclamações, entre outros, do universo da pessoa com deficiência. No caso de denúncias, a pessoa não precisa se identificar.
Os técnicos da Secretaria dos Direitos e Políticas para Mulheres, Pessoa com Deficiência, Raça e Etnia acreditam que o serviço facilitará a localização e identificação de casos de abandono, maus-tratos e negligência em relação às pessoas com deficiência.
O objetivo do projeto é obter sugestões sobre políticas públicas que atendam às demandas das pessoas com deficiência. Ao todo serão realizados quatro encontros. Os dois primeiros discutiram educação e saúde; o último será sobre cultura, esporte e lazer, no dia 30 de setembro. Quem quiser participar pode se inscrever nos dias de evento, a partir das 8h00. As vagas são limitadas.

Fonte: Rede Bom Dia - RJ

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Dia Nacional dos Surdos – 26 de Setembro

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O Dia Nacional dos Surdos, 26 de setembro, é celebrado na data da criação da primeira escola de surdos do Brasil, em 1857, no Rio de Janeiro, pelo professor francês surdo Hernest Huet, com o nome de Instituto Nacional de Surdos-Mudos (atual Instituto Nacional de Estudos de Surdos – Ines). A Libras foi oficializada, em 2002, pela Lei Federal Nº 10.436, passando a ser a Língua Oficial da Comunidade Surda.

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Morar com dignidade, viver com acessibilidade

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Luiz Baggio Neto

O caminho que trilhamos em direção às soluções afirmativas dos direitos das pessoas com deficiência em São Paulo tem se alargado gradativamente, mas ainda não chega até as paisagens áridas e desprovidas de cor do cenário urbano.
A incorporação pelo Brasil, como emenda constitucional, da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promulgada pela ONU, colocou em pauta a responsabilidade do Estado de garantir aos vinte e cinco milhões de brasileiros com deficiência direitos fundamentais à educação, à saúde, ao transporte, à livre circulação sem barreiras e, entre outros mais, a viver em suas casas com autonomia e independência.
Parte das afirmações dos direitos presentes na Convenção já tem respaldo legal e políticas públicas relativamente garantidas. No caso particular da acessibilidade, o Decreto Federal 5.296, de 2004, trouxe referências mais seguras para a implantação de diretrizes para a eliminação de barreiras arquitetônicas em concordância com as Normas Técnicas NBR 9050 da ABNT. As edificações públicas e de uso público, assim como os serviços prestados às pessoas com deficiência, estão condicionados a medidas de acessibilidade total. Bancos, hotéis, restaurantes, teatros e escolas não podem funcionar sem que haja acessibilidade.
A habitação, por outro lado, ainda não é concebida para atender as necessidades do morador com deficiência ou redução na mobilidade. Morar sempre se torna um “adaptar-se às condições”, não raro com reformas demoradas e custosas, cujo preço maior é o indivíduo não se reconhecer em sua própria casa. De fato, a indústria da construção civil ainda não adotou como princípio a acessibilidade nas matrizes dos projetos habitacionais, mesmo que a adote obrigatoriamente quando projeta novas edificações de uso público.
Proporcionar meios de livre circulação e condições de orientar-se para os moradores de um edifício ou de um conjunto de residências, já deve ser entendido não mais como uma concessão, mas como o atendimento de uma exigência de usabilidade e de respeito humano às pessoas que necessitam desses recursos para viverem da forma digna que todos desejam. Não vivemos mais um mundo onde uns merecem o respeito e outros a indiferença e a discriminação. Quem pensa desse modo, mesmo disfarçadamente, atrasa o país e prejudica a todos.
O Estado tem como função estabelecer as condições necessárias e suficientes para que a sociedade se desenvolva de maneira constante e harmoniosa. Por isso, sua ação deve interferir profundamente nas questões que acentuam as desigualdades e injustiças. A habitação acessível para todos é uma dessas urgências que exigem uma atitude verdadeiramente comprometida com a justiça social, uma ação exemplar, que estabeleça um novo parâmetro para se morar e construir no público e no privado.
Com o Decreto Estadual Nº 53.485/2008, que introduz o conceito do Desenho Universal em todas as construções das habitações de interesse social, projetou-se um novo horizonte para a acessibilidade. Essa medida indica um verdadeiro avanço em duas frentes da cidadania: contemplar as pessoas com deficiência na acessibilidade a qualquer unidade habitacional – não segregando as famílias a ocuparem, por exemplo, locais vulneráveis e com menos conforto ­­– e reconhecendo a deficiência como uma condição, transitória ou permanente, possível de se adquirir em qualquer momento da vida, sobretudo na velhice.
Novas tipologias habitacionais serão planejadas, com área maior e detalhes que surpreenderão os mais conservadores, mas ficará evidente cada vez mais quanto o modelo praticado é injusto e insustentável.
O horizonte a nossa frente exige que prefeitos e vereadores privilegiem a cidadania, revendo as legislações dos municípios para contemplar os novos parâmetros habitacionais. Será tarefa de todos assegurar que o direito de morar seja exercido com liberdade e segurança.

Fonte: Acessibilidade para Todos

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domingo, 26 de setembro de 2010

No Guarujá (SP), ex-surfista de ondas gigantes tetraplégico realiza sonho de voltar ao mar

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Há 20 anos, o surfista de ondas gigantes Octaviano Taiu Ribeiro, o Taiu, campeão brasileiro em 84, perdeu os movimentos das pernas e dos braços por conta de um acidente ao surfar em ondas do Havaí.



Fonte: Esporte Espetacular - 26/09/10

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Mara Gabrilli surfando no Guarujá

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Mara surfou na Praia das Astúrias, no Guarujá, no litoral de São Paulo. A convite do campeão brasileiro de surf, Octaviano Augusto de Campos Bueno, mais conhecido como Taiú, tetraplégico há 19 anos, ela tornou-se a primeira tetraplégica a surfar. Isso aconteceu no dia 22 de setembro de 2010, Videojornalista: Elza Albuquerque.



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'Reclamamos muito e agradecemos pouco', diz Fernando, ex-ator e BBB

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Ex-participante do ''Reality Show'' foi vítima de acidente de carro que deixou suas pernas sem movimento. Hoje, o esporte o ajudou a superar o trauma.

Fernando, nascido em São Paulo, se lembra até hoje do dia em que perdeu o movimento das pernas. Era um 4 de julho de 2009. Após um treino de futebol, voltou para casa ao volante de seu carro. Cansado e sem utilizar o cinto de segurança, a batida foi suficiente para deixá-lo paraplégico. De modelo e famoso, passou a lidar com a condição de deficiente físico. No esporte, encontrou a solução para continuar feliz sem se abalar com o trauma.



Acostumado a uma vida esportiva, o evento que limitou seu corpo fez o ex-BBB procurar felicidade, novamente, no esporte. Descobriu a paracanoagem ao treinar com outros deficiente físicos na USP, Universidade de São Paulo.
Servindo de exemplo para outros companheiros de deficiência, Fernando foi além, sendo campeão sulamericano de paracanoagem e conquistando o mundial da modalidade na Polônia, como primeiro brasileiro a realizar o feito.
Hoje, tatuagens pelo corpo exemplificam seu espiríto de guerreiro em busca da superação. Uma delas faz homenagem à mãe, considerada umas das maiores incentivadoras.
Exemplo de vida, Fernando aprendeu a lidar com a importância da saúde e da felicidade, em detrimento da vaidade, e deixou a lição: ''As pessoas, quando reclamam, deveriam olhar para os lados e perceber os outros, tendo consciência do que é o seu problema perto do dos outros".

Fonte: Esporte Espetacular - 26/09/10

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sábado, 25 de setembro de 2010

Acesso facilitado às instituições financeiras

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Matéria com o nosso querido amigo Adriano Almeida. Vale a pena conferir!!!!

Agências bancárias de Minas Gerais e São Paulo investem para atrair portadores de algum tipo de deficiência.
Sílvia Pimentel

A acessibilidade dos bancos ultrapassa a fronteira da concessão de crédito. Desde 2008, agências bancárias dos estados de São Paulo e de Minas Gerais promovem adaptações em sua arquitetura e na prestação de serviços para facilitar o acesso de pessoas portadoras de algum tipo de deficiência.
Hoje, por exemplo, todos os pontos de caixa eletrônico devem ter, no mínimo, um terminal adaptado para atendimento prioritário desse público, estimado em mais de 24 milhões de pessoas em todo o País. O programador Adriano Tenório de Almeida, que usa cadeira de rodas, faz parte desse universo. Ele é cliente do Santander, na região de Santo Amaro, e acha que a agência em que possui uma conta atende às suas necessidades.
Rampas de acesso a usuários de cadeira de rodas, vagas reservadas nos estacionamentos, extrato em braile para deficientes visuais e sanitários adaptados são obrigatórios e estão previstos no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado, há dois anos, pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com a adesão de 21 instituições financeiras e uma estimativa de 28 mil pontos de atendimento nos estados paulista e mineiro a serem adaptados.
Em São Paulo, a Nossa Caixa foi a única instituição que não cumpriu os prazos previstos no documento, segundo o MP-SP. Por causa da transação ocorrida no ano passado, o Banco do Brasil (BB), que comprou a instituição, será multado. Segundo a assessoria de imprensa do BB, a instituição está negociando um prazo maior para pagar o débito. "A questão da acessibilidade foi completamente esgotada nos estabelecimentos bancários", resume o promotor Júlio Botelho, da Promotoria de Direitos Humanos.

Multa

Até a assinatura do TAC, foi uma longa discussão. Agora, periodicamente, os bancos são obrigados a enviar relatórios ao MP com todas as adaptações feitas, sob o risco de pagarem multa de R$ 5 mil. O texto do TAC é extenso e detalhista e, para cada tipo de adaptação, há um prazo estabelecido. Ele prevê, por exemplo, que, nas agências com mais de um pavimento, ao menos um deve ser reformulado de modo a permitir o atendimento a todos os serviços aos portadores de deficiência.
Há mais exigências em vigor. É o caso das centrais de atendimento telefônico, que devem manter ao menos uma pessoa para prestar informações às pessoas surdas na língua de sinais e equipamento capaz de manter a comunicação com os portadores de deficiência auditiva. O prazo final para cumprir todas as exigências vence em 2018. Até lá, todas as agências e pontos de atendimento deverão ter caixas eletrônicos em modelo universal, de acordo com normas elaboradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Os caixas eletrônicos, hoje em poucos números e reservados para os portadores de deficiência, obrigatoriamente, têm teclado com marcação em relevo, conector para fones de ouvido pessoal, controle de volume, monitor de vídeo sensível ao toque, posicionado para garantir a visualização de todas as informações exibidas por pessoas em pé ou sentadas em cadeira de rodas. O tamanho do corpo das fontes deve ser, no mínimo, 14.
"O espírito da lei que trata da acessibilidade é excelente, mas a sua aplicação ao mundo real é um desafio e leva tempo", disse o diretor de relações institucionais da Febraban, Mário Vasconcelos, ao recordar que, em 2008, não havia especificações técnicas e, portanto, fabricantes em número suficiente para atender ao termo. Sem citar números, Vasconcelos disse que as adaptações demandaram um investimento significativo. Atualmente, dos 173 mil caixas eletrônicos no País, 76,5 mil atendem às normas da ABNT.

Foto: Patrícia Cruz/LUZ - A agência do Santander em que o programador Adriano de Almeida tem conta cumpre as exigências de acessibilidade
Fonte: Diário do Comércio


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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ex-BBB Fernando supera tragédia e é campeão mundial de paracanoagem

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Após acidente de carro, modelo e atleta perdeu o movimento das pernas, mas encontrou no esporte a fuga da depressão. Domingo, no Esporte Espetacular

Depois de sair do Big Brother Brasil 2, ele tornou-se celebridade e modelo internacional. Estrelou comerciais ao lado de grandes top models, como Naomi Campbell e Cláudia Schiffer. Mas o destino de Fernando Fernandes mudou completamente no dia 4 de julho de 2009.
No caminho de volta para casa após uma pelada com os amigos, em São Paulo, o ex-BBB dormiu no volante e sofreu um acidente de carro. Ficou paraplégico, perdeu os movimentos das pernas. No entanto, ele não entrou em depressão. Tudo isso por causa do esporte.

- Depois do acidente, eu encontrei a paracanoagem. Deus não me tirou a coisa da qual eu mais gosto na vida que é o esporte. Então, eu só tenho a agradecer - disse.

Domingo, você confere essa reportagem emocionante no "Esporte Espetacular"!


Depois de tentar o futebol e o boxe quando ainda podia andar, Fernando conseguiu alcançar o sucesso na paracanoagem depois do que parecia ser a maior tragédia de sua vida. Ele foi campeão mundial na modalidade em agosto deste ano, na Polônia.

- Eu sempre tentei viver do esporte e não consegui. O glamour da moda não era suficiente para minha felicidade. E, depois do acidente, consegui ser um campeão. Hoje, vivo por meio daquilo que mais gosto. Acredito muito em destino.

Fernando Fernandes deu uma entrevista exclusiva ao produtor e repórter Thiago Asmar. Domingo, no "Esporte Espetacular", você pode conferir a reportagem completa.

Fonte: Globoesporte.com

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Pés ou rodas. Não importa!

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Grupo Rodapés mostra a diversidade humana por meio da dança


“A dança tem o poder transformador quando respeita a individualidade de cada ser.” Com esta afirmação, a professora de Educação Física, Kelly Siqueira, fala da essência do Grupo Rodapés que há seis anos encanta vários públicos a cada apresentação, divulgando a inclusão e o respeito à diversidade através da arte.
Especialista em dança e consciência corporal, Kelly resolveu fundar o grupo depois de trabalho realizado com um aluno deficiente físico, na APAE de Conchal, cidade do Interior Paulista. “Formamos uma dupla e deu muito certo nossa união. Em uma de nossas apresentações encontramos um fisioterapeuta que me propôs parceria para atendermos mais pessoas, em 2004 surgiu o Rodapés.”
Atualmente o grupo é composto por 26 artistas entre crianças, jovens e adultos, sendo seis pessoas com deficiência física. O grupo recebe apoio da prefeitura local nas apresentações. Recentemente foi formada a Associação Artística Rodapés, tendo como principal meta conseguir melhor estrutura e ampliar o atendimento.
A arte para Kelly se resume na palavra sensibilidade e o grupo Rodapés é “Arte de Ser feliz. Arte de ser o que é: ser humano!”



Associação Artística Rodapés - Conchal - SP - ano 2010 - Edição: Música REM Everybody Hurts - Fone de Contato:
(19) 9667 2462 / (19) 9714 9775

Fonte: http://serlesado.blogspot.com/

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Acessibilidade e inclusão no turismo de aventura

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Os envolvidos e interessados no turismo adaptado não poderão perder a palestra que Ricardo Shimosakai, consultor de turismo, acessibilidade e inclusão, ministrará na Adventure Sports Fair 2010. Intitulado de “Turismo sem barreiras, inclusão sem limites”, o papo ocorrerá no dia 26 de setembro, data de encerramento do evento.
Os temas abordados serão todos relacionados ao universo dos deficientes físicos, ou seja: equipamentos, métodos, conceitos de acessibilidade e inclusão e sua relação com infra estrutura, enfim, tudo aquilo que já foi e, principalmente, o que está sendo desenvolvido para tornar o lazer e o turismo algo possível para diferentes tipos de deficiência.
De olho nessa crescente demanda, o mercado de aventura abrirá cada vez mais portas para facilitar essa aproximação entre deficientes físicos, turismo e lazer. Segundo Shimosakai, um cruzeiro marítimo 100% acessível surgirá como novidade no mercado brasileiro em pouco tempo.
Dentre os grandes feitos do consultor, destaque para a implantação de acessibilidade turística em conhecidos destinos de aventura nacionais como Bonito (MS), Foz do Iguaçu (PR) e Natal (RN).

Fonte: http://www.adventurefair.com.br

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Mara testa prancha adaptada e surfa em praia do Guarujá

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Superar obstáculos já é rotina na vida da candidata a deputada federal Mara Gabrilli. É realizar o impensável, como ela sempre diz. Nesta quarta-feira (22/9), Mara surfou na Praia das Astúrias, no Guarujá, no litoral de São Paulo. A convite do campeão brasileiro de surf, Octaviano Augusto de Campos Bueno, mais conhecido como Taiú, tetraplégico há 19 anos, ela tornou-se a primeira tetraplégica a surfar. Graças ao auxílio dos surfistas Jorge Pacelli, Marco Meccia e Alexandre Cebola, Mara surfou com a mesma prancha adaptada que Taiú surfa. Ela foi desenvolvida por um software próprio e um robô que a cortou nas dimensões exatas que a equipe precisou para deixá-la apropriada. O projeto da prancha, feito especialmente para a deficiência do Taiú, foi desenvolvido pelo shaper Neco Carbone, junto com o ex-campeão brasileiro e o surfista big rider Jorge Pacelli.
O fisioterapeuta Marco Antônio Ferreira Alves acompanhou todo o processo de fabricação com todo o grupo (amigos há mais de 30 anos). A prancha é uma adaptação de uma Tandem (onde surfam duas pessoas) com stand up (um em pé). Existe uma diferença: enquanto uma pessoa fica no assento especial, uma outra fica em pé com o remo e mais uma rema deitada com os braços atrás. O projeto da prancha levou um mês para ficar pronto e fabricação da mesma foi em dez dias. A ideia é desenvolver projetos para que pessoas que têm algum tipo dificuldade de locomoção possam usar este tipo de prancha também.
Mara adorou a experiência e pretende surfar mais vezes. “Foi a coisa mais louca que já fiz. Porque eu não tinha expectativa. Eu não sou uma surfista. Mas na terceira onda que peguei, eu achei o máximo por causa da velocidade. A primeira eu gostei, a segunda eu gostei muito mais do que a primeira e a terceira eu já estava amando. Essa forma que ele criou de pegar onda, ele fez isso para o mundo. Mesmo as pessoas que não sabem surfar vão delirar. É sensacional. Eu acho que foi bacana porque os meninos descobriram coisas novas que eles vão usar com o Taiú. Eu senti medo o tempo inteiro. Porque eu não sabia o que estava rolando. É muita adrenalina, mas tem que confiar nos caras que são bons. Se eles me chamarem novamente, eu surfo novamente”, disse Mara.
Taiú é uma lenda do surf. Considerado um dos melhores big riders (surfista de ondas grandes), ele consagrou o Brasil no cenário do surf mundial. Ele conquistou o Campeonato Brasil em 1984 e, em 1991, bruscamente, teve a sua carreira interrompida. Taiú, um mês antes de completar 29 anos, uma onda mal completada na Praia de Paúba, Litoral Norte, o deixou com a quarta vértebra cervical quebrada e a medula óssea traumatizada. Mesmo tetraplégico, ele não parou de lutar, de pensar no surf e de realizar projetos focados no esporte. Tal como a vereadora Mara Gabrilli, Taiú não fica parado. Ele escreve o seu livro, Alma Guerreira, colabora como colunista em algumas publicações especializadas, surfa e trabalha pela inclusão das pessoas com deficiência através do esporte.

Foto: Mara surfando na Praia das Astúrias do Guarujá
Fonte: Portal Mara Gabrilli

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Exposição "35mm em relevo" no SESC Ipiranga privilegia público com deficiência

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Até 03 de outubro mostra tátil pode ser apreciada de graça

O SESC Ipiranga realiza de 12 de agosto a 03 de outubro, das 9h00 às 18h00, a exposição tátil de clássicos do cinema brasileiro. O SESC está localizado na rua Bom Pastor, número 822, no Ipiranga, em São Paulo/SP.
Visitas de sensibilização ocorrem aos sábados, às 11h00 e às 14h00, e aos domingos, somente às 14h00, na área de convivência.
As imagens, convertidas em placas com relevos que destacam os volumes produzidos pelos contrastes de luz e sombra das fotografias em preto e branco permitem que pessoas com deficiência visual tenham contato tátil com diversos clássicos. As obras são colocadas em suportes com inclinação de 15º
para que o público possa tocá-las confortavelmente, percebendo a relação de
todas as formas.
A exposição é aberta ao público em geral e é gratuita, possibilitando sentir a experiência de "enxergar" com as mãos. Os filmes retratados são: O Beijo da Mulher Aranha, de Pixote, a Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco, Terra Estrangeira, de Walter Salles, Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Bruno
Barreto, Eles não Usam Black Tie, de Leon Hirszman, A Dama do Cine Xangai, de Guilherme de Almeida Prado, Alma Corsária, de Carlos Reichenbach, O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, Os Cafajestes, de Ruy Guerra, Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, As Amorosas, de Walter Hugo Khouri, Barro Humano, de Adhemar Gonzaga, São Paulo S/A, de Luis Sérgio Person e Toda Nudez Será Castigada, de Arnaldo Jabor.

Informações complementares pelo telefone (11) 3340-2060 ou pelo link:
http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=176681

Fonte: Portal SESCSP

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

É Primavera!!… Feliz Primavera para Vocês.....

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PARAKART

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Este fim de semana tem PARAKART na Granja Viana....estamos na reta final do campeonato e cada corrida é uma grande emoção!!!!

DIA 25 DE SETEMBRO
HORÁRIO: 15:00HS
KARTÓDROMO DA GRANJA VIANA


http://www.kartodromogranjaviana.com.br/
Rua Tomás Sepe, 443
Cotia - SP, 06711-270
(0xx)11 4702-5055

AO VIVO: http://www.videomotor.com.br/

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Responsabilidade por inclusão de deficiente é da sociedade, diz juiz

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O desembargador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná, afirmou dia 21 que a maior responsabilidade pela inclusão social dos deficientes físicos não é do grupo, mas de toda a população.

“É inerente à condição humana ser deficiente, mas a sociedade até hoje não foi capaz de atender a algumas das deficiências que têm sido motivo de estigmatização. É por isso que falamos em sociedade inclusiva, porque o esforço tem que ser da sociedade e não da pessoa”, defendeu o magistrado.
Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM, Fonseca destacou as ações de acessibilidade para surdos e cegos realizadas no Paraná, como a presença de tradutores da Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas varas do Trabalho e a utilização de programas de tradução de voz em computador. Essas medidas foram implantadas em cumprimento à Recomendação 27 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2009, que determina a promoção do acesso dos deficientes às sedes e órgãos do Poder Judiciário.
Segundo o desembargador, a instalação de uma comissão multidisciplinar para tratar de outras medidas inclusivas deve ocorrer hoje, durante debate promovido pelo tribunal sobre a inclusão do grupo no mercado de trabalho. O evento será realizado em comemoração ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado nesta terça-feira.
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego do ano passado mostram que 348,8 mil pessoas com deficiência trabalham no país. No tribunal do Paraná, 46 servidores são deficientes.

Edição: Graça Adjuto
Fonte: Agência Brasil

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PGR quer implementação imediata da audiodescrição

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A implementação da audiodescrição na programação televisiva brasileira continua gerando polêmica na Justiça. Na semana passada, a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou parecer sobre o assunto ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramita uma ação movida por entidades civis para que o sistema de acessibilidade aos portadores de deficiência visual seja instituído imediatamente na televisão brasileira. Para a PGR, a demanda das entidades civis é legítima e a implementação da audiodescrição não poderia ter sido prorrogada pelo Ministério das Comunicações. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai além. Chancela a análise redigida pela vice-procuradora Geral da República, Deborah Duprat, de que o Minicom foi omisso na questão.
A adaptação da programação para que portadores de deficiências físicas possam ter acesso pleno aos programas veiculados pelas concessionárias de radiodifusão está previsto desde 2000, na Lei 10.098. Com base nessa lei, o Minicom regulamentou em 2005 a implementação da audiodescrição nas TVs brasileiras. Esse sistema consiste na narração da dinâmica dos programas veiculados, possibilitando que o deficiente visual possa compreender as imagens que estão sendo mostradas na televisão.
Acontece que nos últimos cinco anos a implementação do serviço foi sendo sucessivamente adiada pelo Minicom. Ao todo, o ministério publicou quatro portarias protelando a exigência da oferta da audiodescrição. A última portaria, nº 985/2009, fixou o início da implantação do sistema em 1º de julho de 2011. Mas deu nada menos do que 10 anos de prazo para que o serviço esteja acessível em closed caption nas 24 horas de programação das radiodifusoras. E esta portaria que tem sido contestada judicialmente.
A ação foi movida pelo Conselho Nacional dos Centros de Vida Independente (CVI-Brasil) e pela Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down contra a União. Ambas alegam o descumprimento de diversos “preceitos fundamentais”, como cidadania, dignidade da pessoa humana, liberdade e igualdade. Para as entidades, a protelação na implementação do serviço discrimina o acesso dos portadores de deficiência à um serviço prestado por concessionárias públicas, como é o caso da radiodifusão.
A PGR concorda com os argumentos das entidades e diz ainda que a exigência legal de tornar disponível a audiodescrição deve ser considerada “descumprida” desde a edição da portaria nº 1/2006 do Minicom, onde foi definido prazo de dois meses para as emissoras adequarem-se. “É importante o breve julgamento da presente ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) para que possa produzir resultado útil e fazer a efetiva censura ao descaso governamental para com os direitos fundamentais das pessoas com deficiência visual”, afirma a vice-procuradora Deborah Duprat.

Críticas

Deborah Duprat criticou as empresas de radiodifusão em seu parecer e também o Minicom por conta das sucessivas protelações. Com relação ao ministério, a vice-procuradora afirmou que “esse quadro de omissão administrativa faz perdurar a situação de exclusão por falta de acessibilidade, em violação aos preceitos fundamentais invocados”. Mas a crítica mais dura foi às radiodifusoras.
Deborah classificou como “pérfido” um dos argumentos usados pela Abert para alegar uma suposta ilegalidade na obrigação da audiodescrição. “Inicialmente, é alegada a ilegalidade da regulamentação, sob o pérfido argumento de que a Lei 10.098/2000, no art. 19, garante o direito de acesso à informação apenas às pessoas portadores de deficiência auditiva.” Para a vice-procuradora, não há “ilegalidade alguma na extensão analógica do direito de acesso à informação” com o objetivo de incluir os deficientes visuais na regulamentação.
As radiodifusoras, inclusive as classificadas como “públicas federais” (TV Brasil, TV Câmara, TV Senado e TV Justiça), também alegaram falta de profissionais qualificados para a adaptação dos programas, custos altos de implementação e entraves técnicos. A PGR não aceitou nenhum dos argumentos em sua análise. A proposta final da PGR é o STF conceda liminar suspendendo a portaria atual e dê prazo de 60 dias para adaptação e início da oferta do sistema. Ainda não há previsão de quando a ação será julgada pelo Supremo.
O parecer encaminhado ao STF está disponível para download na home page de TELA VIVA ou no link relacionado abaixo. Mariana Mazza.

Fonte: http://www.telaviva.com.br/21/09/2010/pgr-quer-implementacao-imediata-da-audiodescricao/tl/199757/imprimir.aspx

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Método avalia locais urbanos para pedestres com limitação

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Juliana Cruz
Um novo modelo para avaliar a acessibilidade de espaços urbanos para pedestres com alguma restrição de mobilidade foi criado por uma pesquisa da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. Intitulado “Acessibilidade relativa dos espaços urbanos para pedestres com restrições de mobilidade”, o estudo também criou uma escala de níveis de acessibilidade relativa para verificar os diferentes graus de dificuldade que um mesmo lugar pode apresentar a pessoas com limitação para se locomover.
Más condições das calçadas e travessias impróprias para uma caminhada, degraus e rampas fora das normas ou pisos em péssimas condições de manutenção e escorregadios. Essas são algumas dificuldades que podem ser encontradas por quem anda a pé. Porém, segundo Fabíola de Oliveira Aguiar, autora da pesquisa, estes problemas apresentam graus diferentes de impacto. “Eles podem apenas dificultar a caminhada de uma pessoa, mas também podem impedir totalmente a caminhada de outra”, esclarece.
Em função disso, o principal objetivo do estudo foi verificar a diferença de dificuldade que um mesmo local, como uma calçada com uma escadaria, impõe a pessoas com diferentes restrições de locomoção quando comparadas a pessoas sem restrições. “Algumas pesquisas anteriores propõem índices de qualidade para os espaços urbanos por meio da classificação dos problemas encontrados”, declara Fabíola. A novidade trazida pelo estudo da EESC, porém, é o fato de ser levada em consideração a questão de que os pedestres não são iguais, ou seja, possuem capacidades e habilidades distintas. “Foi possível perceber que os problemas encontrados apresentam graus diferentes de impacto na caminhada”, completa.

Escala

A escala de acessibilidade criada pela pesquisa tem cinco níveis, os quais variam de A a E. A faixa A é a de melhor acessibilidade de um local para uma pessoa sem restrição de locomoção e também para uma com restrição. Da mesma maneira, a faixa E representa o pior nível de acessibilidade de um lugar. Fabíola ressalta: “Um mesmo espaço urbano ainda pode apresentar um nível “B” para um grupo de idosos, por exemplo, e um nível “E” para um de cadeirantes, sendo ambos os grupos comparados a pessoas sem restrições de locomoção, daí a escala ser denominada relativa”.
Assim, a comparação entre quem possui e quem não possui dificuldade de locomoção permite uma avaliação mais específica dos espaços urbanos em relação às características de cada grupo considerado, no caso da pesquisa, pessoas com deficiência física (cadeirantes), visual (cegos) e idosos. “Dados mais detalhados podem fornecer apoio à decisão de planejadores e administradores urbanos”, pondera Fabíola, que lembra: “A avaliação pode ser ampliada com a introdução de novos grupos, como, obesos e gestantes”.
A tese, defendida em 12 de março deste ano, foi orientada pelo professor Antônio Nélson Rodrigues da Silva, do Departamento de Transportes da EESC. A pesquisa completa está disponível na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP . Interessados em utilizar o modelo podem acessar a pesquisa ou falar com a pesquisadora pelo email fabiola_agui@hotmail.com.

Mais informações: fabiola_agui@hotmail.com, com a pesquisadora Fabíola de Oliveira Aguiar

Fonte: Agência USP

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Com enfoque a arte na Língua Brasileira de Sinais, de 26 de setembro a 1º de outubro, no MAM-SP

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Pioneiro no processo de acessibilidade do público surdo aos museus e instituições culturais, o setor de acessibilidade do MAM-SP promove, de 26 de setembro a 2 de outubro, a primeira Semana Cultural Sinais na Arte, com um programação inteiramente gratuita dedicada à inclusão dos surdos na rede cultural de São Paulo. O evento comemora o Dia Nacional do Surdo, 26 de setembro, data em que a Comunidade Surda Brasileira divulga e relembra as conquistas que levaram à melhoria das condições de vida dos surdos.
Durante a semana, serão oferecidas oficinas de fotografia artesanal, arte com spray, artes plásticas, apresentações de live painting e de DJs e a exibição de filmes produzidos pelo coletivo Corposinalizante com a participação dos realizadores. A programação inclui também visitas à exposição Ernesto Neto: Dengo, no MAM-SP, e à Pinacoteca do Estado, ao Centro Cultural Banco do Brasil e ao Museu Afro Brasil, acompanhadas por educadores capacitados pelo curso Aprender para ensinar, do programa Igual Diferente, iniciativa precursora do MAM-SP que levou à criação da Área de acessibilidade do museu neste ano, como forma de estender para todos os setores as implementações necessárias para a recepção das pessoas com deficiência de forma integral e orgânica.
Hoje, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é oficializada e regulamentada por lei como língua oficial da comunidade surda brasileira. Em muitos espaços públicos e privados, há surdos trabalhando e profissionais com conhecimento de libras para orientar e receber o público surdo. Cada vez mais, as pessoas surdas podem utilizar recursos tecnológicos e a internet para se comunicar e se desenvolver. As faculdades são obrigadas por lei a fornecer intérpretes, o que tem aumentado progressivamente o número de surdos com formação superior. Esses são alguns dos avanços que ampliaram o espaço dos surdos na sociedade, motivo de comemoração para várias instituições, associações e lideranças da comunidade que nessa data apresentam as novas metas de acessibilidade do público surdo.

Semana Sinais na Arte - programação gratuita

Dia 26 de setembro (domingo) - Dia Nacional do Surdo
Marquise
14h e 16h -Exibição dos filmes produzidos pelo coletivo Corposinalizante
15h - 17h - Fotografia artesanal com intérprete de libras, com Karina Bacci
14h-16h - Arte sem Barreiras, oficina de Grafite com intérprete de libras, com João Paulo Nove
18h -Apresentação da dupla de DJS Mixhell: Laima Leyton e Iggor Cavalera - aberto ao público em geral
Live Painting com João Paulo Nove e participantes da Oficina - aberto ao público em geral

Dia 28 de setembro (terça-feira)
MAM-SP - 10h -12h - Visita a exposição Ernesto Neto: Dengo com o educador Leonardo Castilho
Centro Cultural Banco do Brasil
14h - Visita em Libras e atividade no Centro Cultural Banco do Brasil.
MAM-SP
13h - 15h - Oficina de fotografia conduzida pelos alunos do curso Foco em Libras

Dia 29 de setembro (quarta-feira)
Pinacoteca do Estado de São Paulo
10h30 - Visita guiada em Libras ao acervo da Pinacoteca com a educadora Sabrina Ribeiro
MAM-SP
14h - Auditório Lina Bo Bardi
Exibição dos filmes produzidos pelo coletivo Corposinalizante, com comentários dos realizadores
16h - Grande Sala - Visita a exposição Ernesto Neto: Dengo com o educador Leonardo Castilho

Dia 30 de setembro (quinta-feira)
MAM-SP
10h -12h - Visita a exposição Ernesto Neto: Dengo com o educador Leonardo Castilho
Centro Cultural Banco do Brasil
14h - Visita em Libras e atividade no Centro Cultural Banco do Brasil.
MAM-SP
15h - Ateliê - Oficinas de artes plásticas inspiradas na exposição Ernesto Neto: Dengo, conduzidas pelos alunos surdos do curso Aprender para Ensinar
Museu Afro Brasil
10h - Visita ao Acervo do Museu Afro Brasil com a educadora Sabrina Ribeiro
14h - Visita ao Acervo do Museu Afro Brasil com a educadora Sabrina Ribeiro

Dia 1º de outubro (sexta-feira)
MAM-SP
10h - Ateliê - Oficina O corpo vibra, com integrantes surdos da equipe Vibração
14h - Ateliê - Oficina Sinais na Arte; com o artista Stephan Doitschinoff
Pinacoteca do Estado de São Paulo
10h30: Visita em Libras ao acervo da Pinacoteca com a educadora Sabrina Ribeiro

Dia 2 de outubro (sábado)
Centro Cultural Banco do Brasil
14H - Visita em Libras no Centro Cultural Banco do Brasil, com a educadora Isadora Borges.

Trajetória
Em 2002, o MAM-SP iniciou o projeto Aprender para Ensinar, que tem o objetivo de formar jovens educadores surdos para receber o público surdo nas exposições do museu, em sua língua, Libras. O projeto foi desenvolvido a partir da constatação de que o público surdo permanecia afastado dos circuitos da cultura, enquanto poderia ter acesso à riqueza do mundo das artes, considerando que a percepção visual é o seu modo privilegiado de acesso ao mundo. O projeto mostrou o interesse de jovens e crianças surdas pelas artes, tanto pela apreciação como pela produção, e evidenciou a necessidade de haver educadores surdos em espaços culturais. Com o passar dos anos, os alunos formados no projeto Aprender para Ensinar, profissionalizaram-se e passaram a integrar as equipes de instituições culturais como o Museu de Arte Moderna de São Paulo, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Centro Cultural Banco do Brasil e o Museu Afro Brasil.
Ampliando e desenvolvendo constantemente o trabalho de acessibilidade, o MAM-SP conta hoje com um educador surdo para receber o público surdo em qualquer dia e horário. Sendo um espaço público que tem como missão tornar a arte acessível ao maior número de pessoas possível, o MAM-SP busca sempre aprimorar sua comunicação na língua de sinais. Os funcionários do museu realizam curso de libras no horário de expediente. A programação do MAM-SP conta com cursos e oficinas de artes com intérpretes de libras.
No intuito de investir e possibilitar o desenvolvimento de um percurso artístico, o MAM-SP reúne alunos que passaram pelas atividades promovidas pelo museu para discutir, refletir e produzir arte. Esses alunos integram hoje o Corposinalizante, um coletivo de criação, pesquisa e intervenções artísticas. O coletivo produziu três filmes documentários sobre a cultura surda.
Reconhecido como instituição que contribui com reflexão e ação para a inserção do diverso público no universo cultural, o MAM-SP recebeu os seguintes prêmios: Prêmio Sentidos (2010) 1º lugar no Prêmio Darcy Ribeiro (2009), Prêmio Ludicidade (2008), Prêmio Saúde e Cultura (2008) e Prêmio de Inclusão Social (2005).

SERVIÇO
Semana Cultural Sinais na Arte
De 26 de setembro a 1º de outubro
Endereço: Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3)
tel (11) 5085-1300
Grátis
Site: www.mam.org.br
Inscrições pelo e-mail: acessibilidade@mam.org.br

Estacionamento no local (Zona Azul: R$ 3 por 2h)
Acesso para deficientes
Restaurante/café
Ar condicionado
Fonte: Sentidos

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MEC compra máquinas de escrever em braille para rede pública

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As máquinas de escrever em braille serão distribuídas para escolas públicas de todo o Brasil

O Ministério da Educação (MEC) comprou 625 máquinas de escrever em braille da "Perkins School for the Blind", instituição dos Estados Unidos especializada na educação e inclusão de pessoas com deficiência visual.
As máquinas serão distribuídas para escolas públicas de todo o Brasil. Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais são os estados mais beneficiados, que receberam, respectivamente, 68, 50 e 47 equipamentos. A distribuição acontece por meio da revendedora autorizada Civiam, que ganhou licitação do MEC para realizar o trabalho.
As máquinas estão sendo dispostas em salas de aula com recursos especiais para alunos portadores de deficiências visuais, em diferentes níveis de gravidade. Segundo a Secretaria de Educação Especial do MEC, além da compra das 625 máquinas, a pasta adquiriu ainda 55 impressoras de grande porte para a modernização do parque gráfico dos CAPs - Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual. Estes são números referentes a todo o ano de 2010.
Segundo a Civiam, até agora 500 máquinas já foram distribuídas. Em outubro, os outros 125 equipamentos serão levados às escolas restantes

Foto: Divulgação/Laramara
Fonte: Terra

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Campinas recebe Congresso Paraolímpico Brasileiro em novembro

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Evento será realizado de 17 a 20 de novembro. Conta com o apoio do CPB, Unicamp,Unifesp e UFU.

O Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), por meio de sua Academia Paraolímpica Brasileira e em parcerias com as seguintes Universidades: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Federal de Uberlândia (UFU), realizará o 1º Congresso Paraolímpico Brasileiro, em Campinas (SP), de 17 a 20 de novembro de 2010.
O evento tem como público alvo os treinadores do esporte paraolímpicos; classificadores funcionais; profissionais de áreas afins envolvidos com o esporte paraolímpico; profissionais da área da saúde; professores e estudantes universitários.
Confira aqui a programação, que conta com a participação de convidados internacionais - Colin Higgs do Canadá, Marco Cardinale da Itália e Peter Van de Vliet, do Comitê Paraolímpico Internacional.
O CPB irá disponibilizar 70 bolsas para participação no congresso, que serão concedidas mediante avaliação do perfil dos requerentes. Para tanto, a inscrição deve ser realizada via online pelo site da Faculdade de Educação Física da Unicamp ( www.fef.unicamp.br), com a opção de solicitação de bolsa para participação no congresso.
Após a confirmação da inscrição por email, o requerente deverá encaminhar a mensagem para o seguinte endereço eletrônico: manuela.bailao@cpb.org.br, para fins de aprovação. A informação de concessão das bolsas será feita por email diretamente ao requerente.

Fonte: http://www.finalsports.com.br/

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Instituto Muito Especial promove workshops gratuitos sobre acessibilidade e mobilidade urbana

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As aulas serão realizadas em módulos de setembro a novembro e cada curso terá a duração de 24h/aula, no Rio de Janeiro.

O Instituto Muito Especial, com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, promove, a partir dessa semana, o Projeto Ir e Vir, uma série de workshops gratuitos que visa discutir a temática da acessibilidade e da mobilidade urbana das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. As aulas serão realizadas em módulos de setembro a novembro e cada curso terá a duração de 24h/aula. Entre os temas que serão abordados estão Vivência da Acessibilidade; Legislações, Normas e Desenho Universal; e a Elaboração de Política Pública. As vagas são limitadas e as inscrições gratuitas, mais informações podem ser obtidas no site www.projetoirevir.org.br.

A coordenação geral do curso, que tem status de curso de especialização, é do arquiteto e urbanista, José Antonio Lanchoti, que há mais de 15 anos trabalha pela melhoria da acessibilidade das cidades brasileiras. Os cursos são voltados para pessoas com deficiência, assim como, arquitetos, urbanistas, engenheiros civis e técnicos em edificações. O Instituto Muito Especial espera também envolver gestores públicos, políticos (administrativos e legislativos), médicos, terapeutas ocupacionais, advogados, professores, acadêmicos e empresários. “Queremos promover a interação e produzir multiplicadores de acessibilidade. Vamos discutir a pluralidade do tema e ampliar o leque de profissionais que possam atuar de forma positiva”, explica Lanchoti.
Os cursos buscam também multiplicar o conhecimento e sensibilizar os profissionais envolvidos nas construções e avanços das cidades para que se preocupem em criar projetos que pensem na acessibilidade. Além disso, as aulas vão alertar para as obrigações legais e éticas cabíveis aos profissionais e gestores públicos, orientando de forma técnica a aplicação do Conceito de Desenho Universal na busca da acessibilidade em sua totalidade.

De setembro a novembro de 2010
Mais informações: (21) 3239-1864 // www.projetoirevir.org.br

Local: Universidade Estácio de Sá - Av. Presidente Vargas, 2.560 – Centro - Campus Praça XI – Rio de Janeiro

Inscrições gratuitas e vagas limitadas.

Fonte: Portal Vida Mais Livre

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mais uma primavera de lutas

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Comentário de Adriane Lage, tetraplégica, sobre "Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência"
Adriana Lage

No dia 21 de setembro, comemoramos o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Dizem que essa data foi escolhida por causa da chegada da primavera. Seria um marco para que a população se lembrasse das pessoas com deficiência e promovêssemos nossa visibilidade social. Só que, ainda hoje, algumas flores teimam em não florescer, tornando gris e densa a paisagem.
As conquistas, ao longo dos anos, foram enormes em nosso país. Embora a grande maioria das leis não seja respeitada, contamos com uma legislação bem moderna nesse ponto. Avanços como a "Lei de Cotas"; o "Passe Livre"; o Decreto Lei 5296/2004 que regulamenta e estabelece prazos para que a acessibilidade saia do papel nas diversas áreas; a Resolução 009/2007 da ANAC que estabelece, dentre outras coisas, o atendimento e direitos dos passageiros com deficiência, isenções de impostos na compra de veículos, preferência na aquisição de moradias populares, etc. Mas é inegável que as pessoas com deficiência ainda sejam praticamente invisíveis perante a sociedade. Tenho um primo deficiente que nasceu com as pernas viradas para trás e sem os dedos das mãos. Conversando esses dias, ele me disse uma coisa que faz sentido: as pessoas com deficiência são cobradas em tudo, mas precisam ser sempre melhores que os outros "normais" para que tenham algum valor. Os direitos, embora sejam os mesmos, muitas vezes são violados.
Mas, na hora de conseguir uma colocação no mercado de trabalho, uma carteira de habilitação, um namorado... O grau de exigência costuma ser bem maior. Eu me lembro de uma cliente que atendi no banco há tempos atrás e que me deixou bem triste no dia. O banco estava lotado, pois era final de ano e estávamos em campanha de recuperação da inadimplência. Ela queria furar fila, já que me entregaria apenas algumas folhas e pediria uma explicação rápida. Mas não quis atendê-la antes da hora. Ela, muito furiosa, foi até o gerente e começou a reclamar, falando que era um absurdo colocar uma aleijada mole e incompetente para atender pessoas. O gerente veio atrás de mim para que eu explicasse o ocorrido. No final das contas, ele me pediu desculpas, deu um puxão de orelhas na cliente e a atendeu. Só que não aceitei aquele fato. Ao olhar rapidamente a documentação para o gerente, notei que faltava um documento. Deixei passar batido, de propósito, para que a mulher tivesse que voltar ao banco. Na semana seguinte ao ocorrido, liguei para ela e marcamos um horário para finalizarmos a liquidação da dívida. Nesse dia, falei demais na cabeça da mulher. Expliquei a ela uma série de coisas, inclusive que discriminação é crime. A mulher ficou toda sem graça, me pediu uma série de desculpas, e, dias depois, ainda me trouxe uma caixa de bombons. Pelo menos, essa pensará duas vezes antes de falar pelos cotovelos...
Ainda hoje, algumas escolas ignoram e se recusam a aceitar alunos deficientes - mesmo sabendo que isso é crime!! Há 30 anos, meus pais tiveram dificuldades em encontrar uma escola para mim. E olha que na época eu ainda andava de muletas... Quando me tornei cadeirante, aos 12 anos, tentei estudar num colégio de freiras, muito antigo e bem conceituado aqui em BH. Passei na prova de conhecimentos, mas, em seguida, as freiras chamaram meus pais e disseram que não achavam boa idéia uma cadeirante por lá, já que a escola não tinha acessibilidade. Minha mãe e minha irmã estudaram lá e sempre me disseram que passando pela área das freiras havia rampa de acesso. Elas se negaram a me receber. Criaram tantos obstáculos que desisti de estudar lá. Em compensação, fui estudar no CEFET/MG. Lá fui muito bem recepcionada. Onde não existiam rampas e banheiros adaptados, eles construíram. Eu me lembro que o coordenador do curso de Eletrotécnica estava doido para que eu optasse por esse curso, pois iria adaptar todos os laboratórios. Constantemente, ainda vejo casos de crianças sendo "convencidas" a procurar outro estabelecimento de ensino.
A tecnologia ajudou muito! Hoje, por exemplo, já contamos com computadores que permitem sintetizar voz, tecnologias assistidas que permitem mover as teclas com um piscar de olhos, professores mais capacitados e treinados (será?) e a obrigatoriedade da acessibilidade, lembrando que não se trata apenas da eliminação das barreiras arquitetônicas (escadas, piso escorregadio, calçadas sem rebaixamento, falta de sinalização visual e sonora, etc.) mas, também da quebra das barreiras atitudinais (preconceito, falta de conhecimento, o medo do desconhecido, a invisibilidade, etc.). Uma equipe da UFMG desenvolveu uma carteira universal que se adapta às mesas escolares e que já começarão a serem utilizadas pelos alunos mineiros: mais um grande avanço. Na minha época de CEFET e de faculdade, escrevia em cima do meu fichário, apoiado nas pernas, já que não tinham carteira. Hoje, mesmo que alguns não sigam os ensinamentos na prática, os professores recebem mais treinamento para lidar com as diferenças. Minha primeira professora era totalmente despreparada. Sempre me deixava sozinha na sala durante o recreio, nunca me deixava ir ao parquinho e, ainda por cima, sempre me esquecia pra trás, no escuro, quando acabavam as apresentações no cinema da escola. Nos meus primeiros anos de escola, fui vítima de bullyng e nem sabia que isso existia. Vários meninos puxavam meus cabelos, chutavam minhas pernas, ameaçavam levantar minha saia e também roubar minhas bengalas... Eu era um ET na sala de aula e os professores nunca mudaram isso. Sofri muito nesses primeiros anos escolares. Em compensação, em seguida, consegui me sobressair sendo uma excelente aluna, com direito a ganhar menção honrosa no CEFET e 5 destaques acadêmicos na PUC.
Alguns antagonismos ainda persistem. A Lei de Cotas obriga as empresas com mais de 100 funcionários a contratar deficientes, mas muitas vagas ainda estão desocupadas. A escolaridade da grande maioria dos deficientes ainda é baixa. De uns tempos pra cá, está melhorando muito, já que as escolas estão se tornando acessíveis e os meios de transporte também. O ensino à distância também colaborou para isso. Para terem uma idéia, trabalho em uma empresa com cerca de 80.000 empregados, dos quais apenas 500 possuem alguma deficiência. Conheço alguns deficientes que se aposentaram por invalidez e que não buscam um emprego com salários mais altos com medo de perder esse direito. Alguns não querem estudar, não trabalham e também não praticam esportes. Uns vivem de esmolas e de pequenos favores de amigos e familiares.
Se compararmos a situação atual com a década passada, nunca estivemos num momento tão bom! Os obstáculos e o preconceito estão se reduzindo gradativamente. Mas, ainda assim, uma parcela das pessoas com deficiência vive acomodada em sua zona de conforto. Não se arriscam e partem para esse mundo tão maravilhoso que vivemos. Querem que as coisas caiam dos céus. Tudo é difícil, é complicado... Sempre gostei muito de uma música do Lulu Santos que diz que viver a vida assim, sem aventura, é tolice. Concordo plenamente. Dá medo sair da zona de conforto. Mas, enfrentar o mundo é muito gratificante. Tenho vários amigos deficientes que são pró-ativos. Que arregaçam suas mangas e fazem a diferença no mundo. Aos poucos, a vida nos ensina como engolir sapos, aceitar as coisas sem se acomodar, a matar um leão por dia na luta por nossos direitos... No final das contas, ninguém tem a garantia que a vida será fácil; as dificuldades fazem parte desse aprendizado chamado vida.
Nosso país já consolidou sua posição de potência nos esportes paraolímpicos. As competições nacionais estão crescendo e trazendo várias possibilidades para as pessoas com deficiência. Recentemente, tivemos as Paraolimpíadas Escolares em São Paulo. Esse evento reuniu jovens atletas, estudantes de vários estados, para competir em diversas modalidades esportivas. Durante uma semana, esses jovens puderam mostrar todo seu talento esportivo, conhecer e fazer novos amigos, numa grande troca de experiências. O CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) tem feito um trabalho de base bem interessante. Com certeza, o País fará bonito nas Paraolimpíadas do Rio. O esporte adaptado está muito mais acessível e seus benefícios para as pessoas com deficiência são inquestionáveis. Particularmente, acho o esporte viciante! É uma delícia, só lamento tê-lo descoberto tão tarde. Os médicos sempre me sugeriram nadar, mas só fui encontrar uma academia em 2007. Sempre fechavam as portas para mim. Meu técnico comentou comigo ontem sobre essa evolução. Ele sempre ministra cursos/palestras e fica surpreso com a reação de educadores físicos mais antigos ao verem vídeos de tetraplégicos nadando. Na época em que se formaram, isso era uma utopia.
Citei em um dos meus textos que não existiam motéis adaptados em BH. Minha amiga Telma, do blog BHLEGAL, me disse que existe um na Cidade Nova. Ainda não fui conhecê-lo, mas pelas fotos do site, parece bem legal. Felizmente, os diversos estabelecimentos comercias começam, cada vez mais, a nos enxergar.

Enfim, o caminho a ser percorrido ainda é longo, mas, sem sombra de dúvidas, estamos na direção correta!

Fonte: Rede Saci

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Profissionais com deficiência devem se aliar às empresas

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Essa reportagem fala do nosso grande amigo Thiago Cenjor. Uma pessoa maravilhosa que encara cada desafio com muita garra.Hoje além de trabalhar como químico, também é modelo e um grande campeão do Parakart.

Participação do funcionário é importante para melhorar as condições de trabalho

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado dia 21 de setembro, a questão da inserção do deficiente no mercado de trabalho é um dos pontos mais discutidos.
A lei de cotas, criada em 1991 e regulamentada em 1999, foi o primeiro passo para uma mudança de postura das empresas. Mas a evolução do mercado de trabalho para pessoas com deficiência também depende, em grande parte, do profissional. “A maior dificuldade da pessoa com deficiência é a autoaceitação. Quando vence isso, ela consegue avançar”, acredita o químico Thiago Caro Cenjor.
Cadeirante há nove anos, Cenjor trabalha como técnico de laboratório especializado em uma multinacional e acredita que as empresas recebem a pessoa com deficiência cada vez melhor. “Elas fazem de tudo para o profissional se sentir bem e conseguem atingir esse objetivo”, afirma.
Entretanto, Cenjor acredita que o profissional também deve colaborar e estabelecer uma relação transparente com a companhia para melhorar suas condições de trabalho. “Fui o primeiro deficiente físico contratado e participei de muitas adaptações do ambiente, como a indicação de construção de rampas, ajuste de portas etc”, diz. “É importante expor sua opinião e ajudar a empresa a evoluir, pois isso trará benefícios para outros profissionais como necessidades especiais”, afirma.

Ampliando as oportunidades

Na opinião do profissional, outro ponto fundamental é a qualificação. “O primeiro passo é buscar o que gosta de fazer e ir atrás de cursos”, diz. Com fluência em inglês e em espanhol, Cenjor deve iniciar em breve uma especialização. “Acabei de mudar de área e ainda estou avaliando qual curso é o mais adequado para o avanço da minha carreira”, explica.
Na opinião de Maria de Fátima e Silva, analista do Projeto Conexão - programa voltado a capacitação e inserção do jovem no mercado de trabalho - assim como qualquer outro profissional, a pessoa com deficiência deve investir na qualificação. “É importante que ela entenda seus pontos fortes e aposte nisso. O mercado é competitivo e para crescer profissionalmente é preciso se atualizar”, afirma.
Priscila Salgado, gerente da divisão de Pessoas com Deficiências da empresa de recrutamento Page Personnel, concorda. “Profissionais qualificados têm muito mais oportunidade. Pós-graduação e fluência em outro idioma são grandes diferenciais.” Priscila também destaca que na medida em que aumenta o grau de exigência, a remuneração melhora. “Com isso, o funcionário tem cada vez mais condições de investir na sua especialização”, diz.
Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2009, do Ministério do Trabalho, mostram que quanto maior o grau de instrução melhor a remuneração. Além disso, a média salarial dos deficientes, de R$ 1670, é um pouco superior à média dos rendimentos do total de vínculos formais, de R$ 1.595.
Por outro lado, o estudo revelou queda no número de trabalhadores com deficiência. De acordo com os dados da Rais, do total de 41,2 milhões de vínculos ativos em 31 de dezembro, 288,6 mil foram declarados como pessoas com deficiência, representando 0,7% do total de vínculos empregatícios. Em 2008 eram 323,2 mil vínculos.

Foto: Arquivo Pessoal
Cenjor: É importante ajudar a empresa a evoluir, pois isso trará benefícios para outras pessoas com deficiência
Fonte: www.economia.ig.com.br

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Projeto de lei quer garantir acessibilidade em provador de roupas

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Em Volta Redonda (RJ), lojas de roupas devem adaptar provador para pessoas com deficiência.

Pensando na grande dificuldade que muitas pessoas com deficiência devem passar na hora de entrar em um provador de roupas, e devido ao grande volume de queixas sobre este tema, o vereador Edson Quinto(PR), de Volta Redonda (RJ), resolveu elaborar um projeto determinando que todo estabelecimento comercial de vestuários adapte uma cabine ou provador para pessoas com deficiência motora ou cadeirantes.
“Toda loja que a gente vai para comprar uma camisa ou outro tipo de vestimenta precisa ter um provador mas, se a pessoa tiver algum tipo de deficiência motora, ela passa por alguma dificuldade. Por isso resolvi criar este projeto, pensando na acessibilidade dessas pessoas. É uma ideia do nosso gabinete que surgiu depois das queixas recebidas de portadores de deficiências sobre os problemas que elas passam ao entrar em uma dessas lojas”, declara.
Segundo o vereador, o projeto deu entrada na Câmara em 29 de março e já está em tramitação. Após ser analisado pelas comissões da Casa, o projeto entra em votação e, se aprovado, deve entrar em vigor até 120 dias depois de ser sancionado.
Edson Quinto destaca a importância da aprovação da lei. “Temos diversos provadores na cidade, mas nenhum adaptado para deficientes. A adaptação teria que ser de acordo com as normas da lei sobre os direitos do portador de deficiência. O apoio dos outros vereadores tem sido unânime, e também estamos recebendo a orientação da consultoria jurídica da Câmara. O projeto tem tudo para ser aprovado, pois o portador se sente constrangido com essa situação, esclarece o vereador.

Cadeirantes apóiam a iniciativa

Na opinião de Elizabeth Melo, presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Compede), o projeto vai facilitar a acessibilidade da pessoa com deficiência.
“Nós temos o maior interesse que projetos dessa natureza venham a se tornar lei municipal. Se nós conseguirmos que a Câmara, através de uma nova medida, estimule uma mudança na resolução dos problemas dos cadeirantes, para que se sintam mais à vontade na hora de entrarem em um provador”, afirma.
De acordo com Elizabeth, com a inclusão social da pessoa com deficiência, eles estão circulando mais pelas ruas e pelo comércio da cidade e, devido a isso, eles reivindicam novas medidas para melhorar a acessibilidade desse grupo junto à sociedade.
“Volta Redonda é uma das poucas cidades que procura se adequar na questão do portador de deficiência. Hoje o deficiente está cobrando mais ações do poder público; ele quer ser visto nas ruas, ser respeitado, e até a postura das pessoas com relação a eles está mudando. Este projeto sobre a criação de provadores especiais para deficientes, se aprovado, vai ser mais uma vitória em favor dessa classe tão esquecida. Os vereadores de Volta Redonda devem continuar criando novos projetos para ajudar e estimular o portador de deficiência a se interagir na sociedade”, elogia.
Para José Maurício Marinho, cadeirante e presidente da Cooperativa das Pessoas com Necessidades Especiais e Amigos(Coopenea), o projeto é bem vindo; porém, para chegar até o provador, o cadeirante tem todo um trajeto a percorrer, onde já começam as dificuldades.
“A ideia do projeto é muito boa, mas temos que dar condições melhores do cadeirante chegar até o provador. Com relação às mudanças, elas são mais que necessárias, pois todo portador de deficiência sabe muito bem o grau de dificuldade que ele enfrenta para experimentar uma roupa em um provador normal. Ele precisa de barras de apoio, de um acento novo; na questão do espaço, precisará ser feito um estudo ergométrico do local para permitir que, além da cadeira, também tenha espaço para que alguém entre com ele para ajudá-lo”, avalia.

Fonte: http://www.diariodovale.com.br/

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