domingo, 31 de janeiro de 2010

Brasileiros vão à China buscar terapia polêmica

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Não há prova científica de que injeção de célula-tronco funcione, mas paciente relata melhora do quadro clínico


AVANÇO INEXPLICADO - Clara, filha de Carlos Pereira e Aline, passou a se alimentar melhor após ir à China

"Você não tem nenhuma pessoa com deficiência na família, tem?" Essa é a primeira pergunta que o recifense Carlos Edmar Pereira faz à reportagem do Estado antes de concordar em dar entrevista. Ele não quer mais ser criticado pela decisão que tomou cerca de um ano atrás, de levar sua filha numa viagem de 27 horas de avião para receber injeções de células-tronco na China.
A pequena Clara, de 2 anos, é portadora de paralisia cerebral. Até antes da viagem, ela não tinha força muscular, não conseguia engolir comidas sólidas e tinha dificuldade até para beber água. Agora, após o tratamento, fica sentada sozinha, mantém a cabeça em pé e come tudo que colocarem no prato.
Pereira atribui a melhora ao efeito terapêutico das células-tronco. Mas os cientistas duvidam. Trata-se de um caso emblemático. Contrariando todas as recomendações de médicos e pesquisadores acadêmicos, cada vez mais pacientes brasileiros viajam para a China e outros países distantes em busca de tratamentos para doenças terminais e debilitantes que a medicina "ocidental" ainda não é capaz de curar.
Pagam milhares de dólares para receber injeções de células-tronco na veia, na medula espinhal ou até no cérebro, apesar de não haver nenhuma prova científica de que isso possa ter efeito clínico verdadeiro.
O país tradicionalmente conhecido por suas ervas medicinais e acupuntura virou uma Meca extraoficial da biotecnologia e da terapia celular. O prontuário de doenças e condições tratadas é surpreendentemente extenso: paralisia cerebral, esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica, Parkinson, Alzheimer, isquemias, distrofias musculares, lesões medulares (paraplegia e tetraplegia), acidente vascular cerebral, hipoplasia do nervo ótico, diabete, pé diabético, epilepsia e até autismo. Motivo de esperança para os pacientes e de ceticismo para os cientistas.
Os sites das clínicas e hospitais que oferecem as células - são mais de 200 na China, segundo um levantamento recente feito por uma equipe canadense - são enfeitados com dezenas de relatos de pacientes que se dizem satisfeitos com a terapia. Muitos relatam melhoras sutis: um pouco mais de percepção nas pernas, um pouco mais de movimento nos dedos, um pouco mais de força no pescoço ou uma simples sensação de bem-estar. Mas há casos aparentemente espetaculares, como o de Clara, que deixam os cientistas ao mesmo tempo curiosos e desconfiados.
Pereira conta que sua filha melhorou do dia para a noite. "Depois da segunda injeção de células-tronco, tentamos dar um pouco de arroz e ela comeu. Foi uma surpresa. Aí demos um franguinho desfiado e ela também comeu. Agora já come de tudo: arroz, feijão, cuscuz, carne, macarrão." O tratamento foi em abril de 2009. Antes disso, a comida precisava ser toda triturada num liquidificador, porque Clara não tinha força nem coordenação necessária para mastigar, engolir e respirar ao mesmo tempo.
Na avaliação de pesquisadores consultados pelo Estado, esse tipo de efeito imediato não tem base científica. "É impossível", resume a geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo (USP). "Nenhum tratamento desse tipo surte efeito no dia seguinte. Isso não existe." Segundo ela, seriam necessárias várias semanas ou até meses para que as células pudessem chegar aos tecidos danificados, fixar-se no organismo e - quem sabe - começar a surtir algum efeito.
O material distribuído pelas clínicas chinesas diz que não há garantia de resultados clínicos e que os efeitos terapêuticos das células levam cerca de seis meses para aparecer. Quase todos os relatos na internet, porém, são de pacientes que estão internados ou acabaram de concluir o tratamento. "Posso dizer com certeza que os efeitos levariam meses para aparecer; não dias ou horas", confirma a especialista Joanne Kurtzberg, do Programa de Células-Tronco e Medicina Regenerativa da Universidade Duke, nos Estados Unidos. "Qualquer melhoria imediata que o paciente relate definitivamente não é resultado das células-tronco."
Joanne coordena dois estudos clínicos pediátricos com células-tronco - um deles específico para casos de paralisia cerebral. "Há sinais positivos de que a terapia pode ser benéfica, mas é prematuro dizer que ela funciona", avalia. A pediatra prefere não dar detalhes sobre o procedimento, mas diz que é diferente do que é feito na China. "Usamos somente células autólogas, do sangue de cordão dos próprios pacientes", diz.
Como são poucas as pessoas que têm esse sangue congelado ao nascer, as clínicas chinesas utilizam células de doadores, obtidas de bancos públicos de cordão. Sem um tratamento prévio de imunossupressão (feito com quimioterapia), porém, essas células de doador são destruídas pelo sistema imunológico rapidamente, diz Joanne. "As células morrem em questão de horas. Estão pagando por um tratamento que não trará efeito nenhum."
Os pesquisadores não acusam os pacientes de inventar histórias nem condenam a opção de buscar uma terapia controversa, mas acreditam que a maior parte das melhorias relatadas não seja resultado clínico verdadeiro. Poderia ser efeito placebo passageiro ou de outras terapias oferecidas com as injeções (como fisioterapia), de medicamentos injetados com as células ou reflexo de uma progressão natural do paciente.
Como as clínicas não seguem os protocolos básicos de pesquisa clínica nem publicam seus resultados em revistas científicas reconhecidas, simplesmente não há como saber. As clínicas não têm como provar que seus resultados são verdadeiros, e os críticos não têm como provar que eles são falsos. Fica tudo na boca dos pacientes - cujas experiências estão sujeitas a muitas subjetividades.
"Os relatos dos pacientes têm o seu valor, mas não servem como evidência científica", diz o pesquisador Júlio Voltarelli, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. "Eles não mostram os relatos dos que não tiveram benefício nenhum, que certamente são a maioria. Acho que é picaretagem."
O tratamento de Clara foi feito pela empresa Beike Biotech. Desde que iniciou a campanha para arrecadar doações para a filha, em 2008, Pereira foi procurado por tantas famílias e fez tantos contatos que, ao voltar, foi nomeado "representante de pacientes da Beike para o Brasil e Portugal". Ele diz que é pago para traduzir materiais da empresa do inglês para português, mas não para se relacionar com pacientes. "É um trabalho que faço por prazer, porque já passei por isso e sei o quanto é difícil", diz. "É uma forma de agradecer aos que ajudaram minha filha, ajudando outras famílias a ter o mesmo tratamento."

Fonte: Estadão

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Pessoas com Deficiência: Uma Área Carente de Pesquisa de Campo

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Psicologia e Deficiência – Professor Emílio Figueira

Se eu quisesse escrever algo como “O que são pessoas com deficiência?”, certamente isso daria vários artigos descrevendo cada tipo, suas causas, incidências, graus, enfim. Hoje no Brasil, graças a Deus, temos centenas de livros e outras publicações que falam sobre isto. Todavia, traçando um rápido perfil de quem são as consideradas pessoas com deficiência, essas descrições são regulamentadas pelo Decreto 5296 de 2 de dezembro de 2004 que regulamenta as Leis n° 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade. No Capítulo II – Do Atendimento Prioritário – Art. 5º, § 1o, considera-se, para os efeitos desse Decreto, pessoa portadora de deficiência, a que possui limitação ou incapacidade para o desempenho de atividade e se enquadra nas seguintes categorias:

- Deficiência física: Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.

- Deficiência auditiva: Perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000HZ e 3.000HZ.

- Deficiência visual: Cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores.

- Deficiência mental: Funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: comunicação, cuidado pessoal, habilidades sociais, utilização dos recursos da comunidade, saúde e segurança, habilidades acadêmicas, lazer e trabalho.

- Deficiência múltipla – Associação de duas ou mais deficiências.

- Pessoa com mobilidade reduzida, aquela que, não se enquadrando no conceito de pessoa portadora de deficiência, tenha, por qualquer motivo, dificuldade de movimentar-se, permanente ou temporariamente, gerando redução efetiva da mobilidade, flexibilidade, coordenação motora e percepção.

Mas uma coisa sempre me preocupa. Sempre que alguém é solicitado a fazer pesquisa nesta área, sua primeira iniciativa é consultar os sites de publicações científicas, principalmente o Scielo, por ser mais confiável. Ao digitar o tema relacionado com seu projeto, pessoas com deficiência, realmente surgirão inúmeros títulos. Porém, uma decepção: não há quase nenhum relato de pesquisa de campo com essa temática.
Parto daqui para minha reflexão. Já há vários anos tenho lido livros e artigos nessa área. É interessante notar que os conteúdos, conceitos são quase os mesmos. Estou seguro em afirmar que esses textos em português são, geralmente, a cópia da cópia da cópia. E, até os mesmos exemplos, são reproduzidos livremente. Para quem tem certa familiaridade com essas produções, ao ler alguns já se sabe de onde o autor tirou – para não dizer colou – tais informações.
O que isto nos denuncia? Que a literatura científica brasileira referente às questões das pessoas com deficiência sempre foi constituída de artigos de revisão. Ou pelo menos, que quem esteja produzindo pesquisas não está publicando ou colocando novos conhecimentos disponíveis à comunidade científica. Ainda mais em uma área que carente de definições, novos planejamentos e diretrizes.
Talvez esse fato comece a mudar com a Iniciação Científica, estimulando pesquisas de campo, dando origem a monografias, artigos e comunicações científicas, novos e aprofundados estudos e inéditos conceitos alcançados. Que alunos sejam estimulados não apenas na esfera teórica de descobertas lógicas ou de simples experimentação laboratorial. Que o ato de estar desenvolvendo uma pesquisa não vise mudar toda uma realidade, mas, sim, melhores condições de vida daqueles que estejam ao seu alcance. Seja essa pesquisa em nível particular, tecnológica ou universitária.
No Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiências (ONU, 1992), o seu parágrafo 184 me diz: “visto que pouco se sabe a respeito do lugar que cabe às pessoas portadoras de deficiência nas diferentes culturas, fato esse que, por sua vez, determina certas atitudes e normas de conduta, é necessário iniciar estudos sobre os aspectos socioculturais vinculadas às deficiências. Isso permitirá compreender melhor as relações entre as pessoas portadoras de deficiência e as não portadoras, nas diversas culturas (…)”.
Destaca-se outro parágrafo do mesmo documento: “187 – É necessário também estimular a pesquisa com vistas ao desenvolvimento de melhores equipamentos para as pessoas portadoras de deficiência. Devem-se dedicar esforços especiais para encontrar soluções que sejam apropriadas às condições tecnológicas e ciência, do que mediante um censo geral da população”. Tornando a realização dessas pesquisas propostas pelo Documento, certamente surgirão conhecimentos muito interessantes e inéditos e, finalmente, novas pesquisas de campo, como a de avaliar melhor a política de Inclusão que se está praticando no Brasil. Estaremos produzindo algo novo, derrubando velhos e explorados conceitos e, sobretudo, buscando uma melhor qualidade de vida para as pessoas, ampliando a produção e democratizando a discussão de tantos outros escritos científicos.
Assim, quem sabe, num futuro próximo, quando formos ao Scielo procurar um trabalho com relato de pesquisa realizada sobre temáticas relacionadas às pessoas com deficiência, poderemos ficar em dúvida qual escolher!
Emilio Figueira Jornalista, psicólogo, pós-graduado em Educação Inclusiva e doutorado em Psicanálise. Autor de mais de quarenta artigos científicos nesta área e de vinte livros, dentre os quais destaca-se “Caminhando em Silêncio – Uma introdução à trajetória da pessoa com deficiência na história do Brasil”.

Fonte:Planeta Educação

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Lista de táxis acessíveis no Brasil – Atualizada!

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Se você procura um táxi acessível/adaptado para cadeira de rodas, abaixo está a lista mais atualizada.

Resolvemos juntar os serviços de táxi e transporte acessíveis em um post só para facilitar o trabalho de quem procura. As últimas atualizações (feitas em 27/01/2010) foram as dos táxis acessíveis em Belo Horizonte e de transporte adaptado em Goiânia.
E caso você conheça mais algum serviço de transporte ou táxi adaptado que não esteja na lista abaixo, ou tiver alguma opinião sobre os existentes, comente!

DF – Brasília (Transporte particular)
Arcanjo
E-Mail: arcanjo.cadeirante@gmail.com
Site: www.arcanjotransporte.com.br
Tels: (61) 3201-9194 / (61) 8542-0439 / NEXTEL ID 97*24589

GO – Goiânia (Transporte particular)
Arcanjo
E-Mail: arcanjo.cadeirante@gmail.com
Site: www.arcanjotransporte.com.br
Tels: (62) 7814-1686 / NEXTEL ID. 97*2017

MG – Belo Horizonte (Táxi)
Coopersul
E-Mail: coopersul@veloxmail.com.br
Tels: 0800-970-1700 / (31) 3422-1700

RS – Porto Alegre (Transporte particular)
Regina e Carlos
Tel.: (51) 8121-8403
Obs: Marcar corrida com um dia de antecedência.
RJ – Rio de Janeiro (Táxi)
Especial Coop Táxi
Tels.: (21) 2585-5577 / (21) 3295-9606
Rua Prefeito Olimpo de Melo, 1.874 s. 202 – Benfica
Site: http://www.especialcooptaxirj.com.br/
E-mail: contato@especialcooptaxirj.com.br

SP – Santos (Transporte particular)
Rota da Vida
E-Mail: rotadavida@ig.com.br
Tels: (13) 3323-3635 / (13) 8118-2071

SP – São Paulo (Táxi)
Alô-Táxi
Site: www.alotaxi.com.br
E-Mail: contato@alotaxi.com.br
Tels: (11) 3229-7688 / (11) 3228-1400

Fuji Táxi
Tels: (11) 5073-3600 / (11) 5077-3999
Site: www.fujitaxi.com.br
E-Mail: fujitaxi@uol.com.br

Teletáxi
Tel: (11) 5072-4499
E-Mail: comercial@teletaxisp.com.br

Metrópole Táxi
Tel: (11) 5575-6681
E-Mail: metropole_sp@yahoo.com.br

Super Táxi
Tel: (11) 3982-6414 / (11) 3851-4187
Site: www.supertaxi.com.br
E-Mail: supertaxi@supertaxi.com.br

SP – São Paulo (Transporte particular)
Gaivota Transporte Acessível
E-Mail: transporteacessivel@bol.com.br
Tels: (11) 3781-2597 / (11) 7188-8410 / (11) 9225-9515

Happy Life Tours
E-Mail: happylife@terra.com.br
Site: www.happylife.tur.br
Tels: (11) 2506-3440 / (11) 8787-5001

Projeto Carona
Site: www.projetocarona.com.br
E-Mail: transporte@projetocarona.com.br
Tel: (11) 3814-4162

Fonte: Mão na Roda por Eduardo Camara

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Livro: Turismo de Aventura Especial

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Turismo de Aventura Especial: livro conta a história do novo segmento que oferece atividades de aventura para pessoas com deficiência

O jornalista e fotógrafo Dadá Moreira lançará na feira Reatech o livro “Turismo de Aventura Especial – História do Turismo de Aventura Adaptado”, onde conta como a superação de limites em contato com a natureza tornou-se o principal meio de reintegração social e reabilitação na luta contra sua deficiência e como “Aventura Especial”, mais que o nome de da Ong, passou a denominar um novo segmento turístico, hoje tido pelas políticas co Ministério do Turismo como prioritário para desenvolvimento e promoção nacional e internacional. Na segunda parte, traz um GUIA ensinando como atender e adaptar as atividades de aventura.
Aos 30 anos, debilitado pelos sintomas de uma doença degenerativa sem cura chamada ataxia – que compromete a coordenação motora, fala e visão - Dada viu sua vida pessoal e profissional se desmoronar, mas decidiu dar a volta por cima, buscou recondicionamento físico e começou a encarar os desafios dos esportes de aventura. “Foi um novo horizonte que se abriu. Voltar a sentir prazer com o corpo, a interagir com as pessoas e superar limites resgatou minha auto-estima e se tornou uma fisioterapia natural. Recuperei movimentos e funções que a medicina tradicional dizia serem impossíveis de se recuperar. Retribuo muito disso à reabilitação psicológica que as atividades de aventura oferecem a uma pessoa que havia perdido as esperanças, como eu.”, declara.
Depois das primeiras experiências, ao procurar serviços especializados e constatar que não havia nenhum tipo de referências sobre adaptações em atividades de aventura e ecoturismo, criou a Ong Aventura Especial, uma iniciativa de sensibilizar a indústria do turismo para a questão da acessibilidade, estudar formas de adaptar as modalidades para pessoas com diversas deficiências e fomentar um nicho de mercado até então inexplorado.
Em 2005 o Ministério do Turismo, reconhecendo as necessidades de profissionalização e desenvolvimento do setor, apoiou o “Projeto Aventureiros Especiais”, criado e realizado pela Ong, e em 2009 reconheceu o “Turismo de Aventura Especial” como novo segmento.

VIII Reatech – Feira Internacional de Tecnologias de Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade
Data: 15 a 18 de Abril de 2010
Local: Centro de Exposições Imigrantes
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP
Horários: Quinta e Sexta das 13hs às 21hs/Sábado e Domingo das 10hs às 19hs.
Visitação Gratuita
www.reatech.tmp.br

Mais Informações para a imprensa:
Vanessa Rodrigues Bastos
(11)9574-9265
www.aventuraespecial.org.br

Fonte: Agência Inclusive

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Esquiador cego participará dos Jogos de Vancouver

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Foto: Em Turim 2006, Brian McKeever foi guiado pelo irmão Robin; agora, vai competir sozinho em Vancouver - Getty Images

O esquiador cego Brian McKeever está perto de entrar para a história dos Jogos Olímpicos de Inverno. Se sua convocação para a equipe de esqui cross country for confirmada nesta sexta-feira, o canadense será o primeiro atleta de inverno a competir tanto nas Olimpíadas quanto nas Paraolimpíadas, no qual já conquistou sete medalhas com o irmão Robin servindo como guia.
Nas Olimpíadas, o atleta contará com os 10% de visão que tem e com a memória afiada para tentar a medalha de ouro. "Saber o percurso é muito importante quando você não tem um guia, já que você não pode confiar que alguém vá te ajudar", disse McKeever após vencer a prova de 50 km da Nor-Am contra atletas com visão completa, o que lhe colocou em vantagem por uma vaga.
Mesmo sem a vaga assegurada, McKeever tem planos ambiciosos. "Minha temporada ideal seria competir nos Jogos Olímpicos e conquistar medalhas nos Paraolímpicos", analisa. "Seria um desastre me classificar para as Olimpíadas e, em seguida, fazer uma má corrida nas Paraolimpíadas", completou o atleta, que quer abrir espaço a outros atletas com deficiência nos Jogos Olímpicos.
Até agora, apenas cinco atletas disputaram os dois Jogos - todos no verão. Foram eles: a nadadora sul-africana Natalie Du Toit (amputado), a corredora americana Marla Runyan (deficiente visual), a mesa-tenista polonesa Natalia Partyka (nasceu sem a mão e o antebraço direito), a arqueira italiana Paola Fantato (poliomelite) e a arqueira neozelandesa Neroli Susan Fairhall (paraplégico).

Fonte: Portal Terra

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Idosos e deficientes físicos terão facilidade para estacionar em vagas preferenciais

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Os adesivos especiais estão sendo substituídos por carteiras e com um detalhe: elas valem em todo o país. Veja o que fazer para ter direito a este benefício.
O Conselho Nacional de Trânsito decidiu disciplinar o uso das vagas especiais em todo país. A partir de agora só podem estacionar nesses locais pessoas cadastradas e identificadas.
Até então o idoso ou portador de deficiência precisavam de um adesivo no carro para poder parar na vaga especial. A nova documentação acaba com essa exigência. Não importa de quem seja o veículo ou quem esteja dirigindo. Basta deixar a credencial a vista no painel e estacionar.
A mudança vai ser feita aos poucos. Os adesivos continuam valendo.
O cadastramento é feito no órgão de trânsito de cada cidade. É preciso apresentar cópias e originais de carteira de identidade, CPF e comprovante de residência. No caso dos portadores de deficiência física, é exigido ainda um laudo médico emitido pelo Sistema Único de Saúde.
“Em qualquer lugar do país, não importa. Onde quer que ele esteja, estará indicado como pessoa idosa ou preferencial para aquela vaga exclusiva para o segmento”, explica José Antônio Pajeú, assessor jurídico da companhia de trânsito de Recife.
A mudança foi recebida com entusiasmo. Idosos e portadores de deficiência esperam agora ter seus direitos respeitados. “Identifica as pessoas que têm necessidade para encontrar um lugar para estacionar. Muito importante, muito bom”, fala João Alfredo Gomes, aposentado.

Fonte: Portal Mara Gabrilli

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Cientistas transformam células cutâneas em neurônios

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Experiência abre perspectiva de uso de células da pele para gerar tecidos para transplante no futuro

Pesquisadores transformaram células cutâneas normais de ratos diretamente em neurônios, sem a necessidade de células-tronco ou mesmo de assemelhados, ampliando enormemente o campo da medicina regenerativa.
A experiência abre a perspectiva de que um dia seja possível retirar uma amostra da pele de um paciente para transformar as células em um tecido sob medida para transplantes no tratamento de doenças cerebrais, como os males de Parkinson e Alzheimer, ou para a cura de lesões de coluna.
"Este estudo é um enorme salto à frente", disse Irving Weissman, diretor do Instituto para a Biologia da Célula-Tronco e da Medicina Regenerativa na Universidade Stanford, na Califórnia, onde o trabalho foi feito e patenteado.
Trabalhos anteriores com células-tronco em ratos puderam ser repetidos em humanos em questão de meses.
Os especialistas também esperam reprogramar células comuns para transformá-las em outros tipos de células, de modo a ajudar na substituição de fígados deteriorados e no tratamento de doenças como diabete e câncer.
Em artigo na revista Nature, os pesquisadores disseram ter usado apenas três genes para transformar as células cutâneas diretamente em neurônios, que eles batizaram de "células neuronais induzidas".
"Induzimos ativa e diretamente um tipo de célula para se tornar um tipo completamente diferente de célula", disse Marius Wernig, da Universidade Stanford, que dirigiu o estudo. "São neurônios totalmente funcionais. Eles podem fazer todas as coisas principais que os neurônios fazem no cérebro".
Wernig se disse surpreso com o sucesso do trabalho. Cientistas achavam até então que era necessário fazer as células regredirem a um estágio mais primitivo antes que elas pudessem mudar de direção.
"Para ser muito honesto, eu não tinha certeza de que iria funcionar. Foi um desses projetos de alto risco e alta recompensa", disse Wernig por telefone. "Funcionou, na verdade relativamente rápido".
A equipe já está tentando fazer o mesmo com células humanas, mas Wernig disse que nesse caso parece ser um pouco mais complicado.
O grande foco da medicina regenerativa tem sido as células-tronco embrionárias humanas, que retêm a capacidade de gerar qualquer tipo de tecido do organismo. Mas seu uso é polêmico e restrito.
Nos últimos anos, os cientistas também conseguiram fazer células cutâneas regredirem para um estágio semelhante ao das células-tronco, quando são chamadas de células-tronco pluripotentes induzidas.
A nova experiência pula todas essas fase intermediária e, embora não signifique de imediato que não há necessidade do uso de células-tronco embrionárias, ela sugere que há um caminho para evitá-las.
Um problema das novas células é que elas não proliferam bem em laboratório e não vivem tanto quanto as células-tronco primitivas. Mas Wernig disse acreditar que será possível transformar as células cutâneas em todos os outros tipos.
"É preciso apenas encontrar o coquetel de transcrição correto, e você poderá transformar qualquer coisa que quiser em qualquer (outra) coisa que quiser", disse Wernig.
Fatores de transcrição são genes que dizem o que outros genes têm de fazer. Cada célula no organismo contém todo o mapa do DNA, ou genoma, mas só determinados genes operam em certas células.

Fonte: Estadão

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Cadeira de rodas anfíbia auxilia pessoas com deficiência na praia

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Ação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência aconteceu neste sábado no Canal 3, em Santos

Oferecer plena acessibilidade na praia à pessoa com deficiência. É com esse pensamento que a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência testou neste sábado, 30 de janeiro, às 10h, no Canal 3 em Santos, uma cadeira de rodas anfíbia que facilitará acesso ao lazer de quem tem dificuldade de locomoção.
A cadeira de rodas anfíbia possui rodas largas para evitar o afundamento na areia e dispõe de uma barra para auxiliar a movimentação na areia ou entrada e saída da água.
Após diversos testes com o protótipo da cadeira, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência pretende, em um primeiro momento, encomendar 100 equipamentos, que serão entregues aos municípios litorâneos.
Os critérios para os municípios receberem a cadeira de rodas anfíbia ainda serão definidos pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O primeiro item é a praia oferecer condições mínimas de acessibilidade, rampas, piso tátil, vagas específicas, banheiros acessíveis e postos de salvamento, o que já ocorre no Canal 3, em Santos.
A cadeira ficará disponível no posto de salvamento ou em outro estabelecimento público localizado na praia. O usuário receberá instrução sobre como utilizá-la e terá um limite de tempo de uso.
"Todos têm direito ao lazer e a maioria das praias não têm condições de acessibilidade, por isso a iniciativa", diz Marco Pellegrini, Coordenador de Acessibilidade da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
No teste deste sábado, participarsm o Coordenador de Acessibilidade da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Pellegrini, o Coordenador de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Santos, Luciano Marques, a Coordenadora do projeto de Surf Inclusivo da Secretaria de Educação de Santos, Débora Rojas Pinho, e a Presidente do Conselho Municipal dos Assuntos da Pessoa com Deficiência de Santos, Célia Regina Saldanha Diniz.
O país tem hoje 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Esse número representa 14,5% da população brasileira.
Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

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sábado, 30 de janeiro de 2010

A Mansão de Miss Jane Mix - IMPERDÍVEL

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Quem já viu, vale a pena voltar, para quem não viu, é a grande oportunidade!!!!!!

A Mansão de Miss Jane, dia 28 e 29 de Novembro e 5 e 6 Dezembro no Teatro Dias Gosmes,348 mais informações entre no site www.oficinadosmenestreis.com.br ou ligue (11) 5575-7472 das 10h às 18h, cadastre-se e obtenha otimos descontos!!!!

Recebi esse vídeo, feito pela Raquel, uma amiga querida, que junto com o maridão Rodolfo integram o elenco....



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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Australiano tem dedo do pé implantado na mão

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Geoff McLaren com sua esposa, Roslyn (Foto: Sydney Hospital / BBC)

Um australiano de 62 anos que perdeu o polegar em um acidente de trabalho teve o dedão do pé implantado no lugar nessa semana em Sydney.
Cirurgiões do hospital de Sydney passaram 11 horas em uma operação complexa para amputar, transferir e conectar na mão esquerda de Geoff McLaren o seu primeiro dedo do pé.
Segundo o diretor do hospital e médico responsável pela cirurgia, Tim Heath, McLaren levará cerca de 12 meses para ter a mão em funcionamento normal novamente. O dedo deverá desinchar e parecer mais com um polegar, ele disse.
A microcirurgia ocorreu há uma semana e na quinta-feira McLaren viu o resultado.
"Meu novo polegar parece estar inchado o tempo todo, mas ao menos levarei menos tempo cortando as unhas", brincou ele, sem parecer se importar, à imprensa local. Para o paciente o único problema agora será usar chinelos, algo que ele gosta muito.

Satisfação

A perda do polegar ou dedos após acidentes, como no caso de Geoff McLaren, muitas vezes resulta em problemas estéticos e funcionais aos pacientes.
De acordo com especialistas, a transferência dos dedos dos pés para as mãos demonstra melhores resultados finais, tanto esteticamente como uma maior satisfação aos pacientes, do que próteses.
Operações de transferências de dedos dos pés às mãos são praticados globalmente desde 1975. No hospital de Sydney o caso de McLaren é o primeiro nos últimos dez anos.
De acordo com especialistas, esse tipo de cirurgia a qual McLaren se submeteu requer dos cirurgiões muito em termos técnicos. Os vasos sanguíneos são conectados usando fibras mais estreitas do que fios de cabelo humano.
Depois da primeira transferência de dedo do pé à mão feita em um macaco em 1966 e da primeira aplicação clínica em 1975, uma série de refinamentos foram introduzidos para reduzir os problemas depois da cirurgia.
Atualmente a técnica é usada em pacientes que desejam ter resultados funcionais e cosméticos melhores nas mãos após traumas e malformações congênitas.

Fonte: Uol

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Finep destina R$ 10 milhões para projetos de inclusão social de deficientes

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Tecnologias para inclusão social

A FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, vai apoiar a inclusão social de deficientes com recursos não reembolsáveis no montante de R$ 10 milhões.
O chefe do Departamento de Tecnologias Sociais da Finep, Maurício França, informou que a agência de inovação "quer apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias que auxiliem pessoas com deficiência a ter uma autonomia maior na sua vida."
Os projetos deverão ser liderados por universidades e institutos de pesquisa, que poderão se associar a empresas e organizações do terceiro setor. "Mas quem vai tocar esses projetos de pesquisa serão, necessariamente, instituições de ciência e tecnologia, uma vez que se trata de projetos de desenvolvimento de tecnologias inovadoras", ressaltou França.

Prevenção das deficiências

A chamada pública não visa apenas promover a inclusão social de pessoas com deficiências, mas também a prevenir a ocorrência de deficiências de modo geral, sejam físicas, auditivas, visuais, ou intelectuais. Essa prevenção pode ser feita, por exemplo, no desenvolvimento de protocolos e metodologias fisioterápicas.
"São protocolos inovadores que fazem com que aquela pessoa que momentaneamente esteja com uma deficiência não tenha mais essa deficiência. E você pode também atuar no diagnóstico precoce", disse França.
As instituições interessadas devem enviar seus projetos à Finep até o dia 19 de março. A divulgação dos resultados está prevista para o dia 18 de junho. De acordo com o que determina a lei, 30% dos recursos serão destinados a projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Fonte: Inovação Tecnológica

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MPF pede que Denatran cumpra ordem judicial e edite norma para deficientes

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Intenção é regulamentar as adaptações necessárias em veículos de categorias profissionais para que pessoas com deficiência possam dirigir profissionalmente

O MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo pediu ao juiz federal da 10º Vara Federal o cumprimento de uma decisão de 4 de dezembro de 2007. De acordo com a procuradoria, a decisão ordenava ao Contran (Conselho Nacional de Trânsito) a edição de uma norma para regulamentar as adaptações necessárias em veículos de categorias profissionais para que pessoas com deficiência pudessem dirigir profissionalmente.
A petição pede ainda que intime pessoalmente diretores e servidores responsáveis pela edição da norma para que cumpram, em 15 dias, o ordenado na liminar.
De acordo com os autos, em 4 de dezembro de 2007, o juiz da 10ª Vara Federal Cível de São Paulo, Rogério Volpatti Polezze, ordenou liminarmente que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em 30 dias, publicasse uma nova resolução para regulamentar as adaptações a serem feitas em veículos de categorias profissionais (categorias "C", "D" e "E", da Carteira Nacional de Habilitação).
Segundo o MPF, o pedido tinha como objetivo possibilitar o efetivo exercício da profissão de motorista por pessoas com deficiência que necessitassem de veículos adaptados, mediante análise concreta de suas limitações. À época a União foi intimada pessoalmente da decisão.
Assim, no pedido enviado à Justiça Federal, o MPF requereu a intimação pessoal dos dirigentes do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), dentre eles o seu Diretor que também é presidente do Contran, Alfredo Peres da Silva, para que cumpram imediatamente o decidido na liminar de 2007, no prazo de 15 dias, sob pena de multa diária de 1/30 do salário de cada um deles, em caso de descumprimento, a não ser que, em caso de absoluta impossibilidade de cumprimento, fundamentem os motivos também em 15 dias.
O MPF tomou conhecimento do atraso quando a Advocacia Geral da União, se manifestou na ação e anexou documento do Departamento Nacional de Trânsito, Nota Técnica nº 51/2009/CGIT/DENATRAN, de 9 de dezembro de 2009, que informava que iria iniciar o processo para alteração da norma CONTRAN nº 319, para adaptá-la à ordem judicial.
No caso de eventual insistência no descumprimento da ordem judicial ou omissão no seu cumprimento, o MPF avaliará inclusive a possibilidade de responsabilização criminal dos agentes públicos com atribuição para implementar a decisão da Justiça Federal.

Fonte: Última Instância

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O ESQUIADOR PARAOLIMPICO NORTE-AMERICANO CHRIS WADDELL CHEGOU AO UHURU, O TOPO DO MONTE KILIMANJARO

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O ESQUIADOR PARAOLIMPICO NORTE-AMERICANO CHRIS WADDELL CHEGOU AO UHURU, O TOPO DO MONTE KILIMANJARO, NO DIA 30 DE SETEMBRO, USANDO UM GUADRICICLO ESPECIALMENTE DESENVOLVIDO PARA ELE.

A MAIOR PARTE DO TEMPO olhando para o chão, com uma almofada de apoio no peito - que também servia de guidão - e um banco especial segurando suas pernas diretamente abaixo de seu torso, Chris Waddell girava com as mãos os pedais de seu veículo de quatro rodas, que se movia como uma Land Rover lunar sobre rochas e cascalho. Apesar da intensidade do esforço por causa da altitude e da posição antinatural do pescoço necessária para olhar para cima, ele fazia contato com os olhos e conversava com a equipe enquanto manobrava pela pedregosa e muitas vezes arriscada rota de 46 quilômetros ao topo da montanha mais alta da África, de 5.895 metros
Chris chama seu veiculo de “Bomba”,”a mais legal” na gíria Suaíli o quadriciclo pesa 21 quilos, passa por todo tio de terreno e é alimentado somente pela energia do braço de quem o guia.
E foi o que ele fez no dia 30 de setembro, quando se tornou o primeiro paraplégico no pico do Kilimanjaro, mesmo sem ter atingido sua meta de fazê-lo sem ajuda. Um dia antes do ataque ao cume, Chris chegou a um obstáculo que não poderia superar sozinho. A 5.577 metros de altitude, um muro de pedras grandes, tipo boulder, impossibilitou que ele e Bomba prosseguissem, e o esquiador teve que usar a assistência para passar por cima das pedras e continuar sua jornada.
O objetivo dele, que treinou por quase dois anos para a empreitada, era "levar luz para a comunidade de portadores de necessidades especiais e mostrar ao mundo a importância de ver a pessoa, não a cadeira de rodas".
Leia o blog de Chris Waddell em: one-revolution.com


Fotos de Mike Stoner
Fonte: Blog Movimento Superação

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Caminhos eficientes

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Deficientes físicos contam como vivem a adolescência, driblando suas limitações e encontrando saídas contra o preconceito

DIOGO BERCITO
DA REPORTAGEM LOCAL


Por conta de complicações em seu nascimento -aos prematuros seis meses de gestação-, Elisa Moreira, 13, hoje caminha com dificuldade.
Mas a muleta, que a garota deveria usar para andar, ela deixa em casa. "Prefiro ir segurando nas paredes", explica. Assim, afirma, evita passar vergonha. "Já tiraram sarro."
Esse tipo de vexação faz parte da história de Elisa e também da vida de outros jovens que lidam com deficiências físicas, além de enfrentar as complicações típicas dessa idade.
Nesse momento, estímulos ajudam a superar preconceito e vergonha, segundo Ana Maria Barbosa, coordenadora da Rede Saci -de apoio a deficientes. "O jovem precisa se reconhecer como alguém capaz", diz.
Foi como quando Elisa, que faz fisioterapia desde pequena, começou a nadar. Hoje, tomou fôlego e quer competir. "No caso dela, o esporte deu mais resultado do que a psicologia", explica Telma Previatto, fisioterapeuta da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) e responsável pelo tratamento da garota.


Vanessa, 24, bióloga e atriz de teatro, em sua cadeira de rodas
Letícia Moreira/Folha Imagem

Cadeirante e atriz
Esse impulso Vanessa Romanelli, 24, encontrou nos palcos. Atriz dos Menestréis Cadeirantes -trupe formada apenas por quem anda de cadeira de rodas-, a garota já esteve em cinco musicais nos últimos quatro anos. Devido a uma atrofia espinhal, não pode caminhar.
Vanessa faz fisioterapia desde os cinco anos. "Hoje, consigo empinar a cadeira!", comemora. E ri ao contar causos de suas primeiras noitadas.
Uma vez passou por cima do pé de alguém e ouviu: "Onde é que já se viu vir de cadeira de rodas para a balada?". "Queriam que eu fosse como, levitando?", brinca a atriz.
Por mais que seja independente para dançar sozinha ("Vou para o meio da pista, sou cara de pau"), Vanessa nem sempre foi convidada para sair.
"Na época do colégio, minhas amigas iam ao shopping e não me chamavam, talvez porque eu precisasse de alguma ajuda", conta. "Eram amigas para todas as horas, menos para essa."
Geisa Vieira, 18, é outra que gosta de sair de casa. Atleta do time de basquete Magic Wheels (rodas mágicas, em inglês), se junta aos colegas de quadra na hora de passear. Atropelada aos cinco anos, teve de amputar a perna direita.
"Acho que há uma certa admiração por causa do basquete, tipo "poxa, essa menina está superando obstáculos'", diz. "Mas não adiantaria ficar sofrendo."

Lutando por respeito
A sensação descrita pela garota é semelhante à de Mateus dos Santos, 17, que treina judô.
"O pessoal me respeita por conta do esporte", diz. No ano passado, ficou em terceiro lugar no mundial da modalidade para cegos -perdeu a visão aos seis anos, por causa genética.
Entre suas dificuldades de adaptação estão os estudos. Aluno de escola estadual, diz que, por falta de material adequado, ainda está no segundo colegial -quando, por sua idade, deveria estar no terceiro.
No quesito vida amorosa, porém, não fica para trás. "Já namorei, é lógico." As antigas parceiras não eram deficientes.
Hoje, o garoto está solteiro -assim como Luís da Silva, 24. Com paralisia nas pernas e dificuldade para movimentar o braço direito, o garoto vê em sua deficiência uma das razões pelas quais deu seu primeiro beijo apenas no ano passado, mais tarde do que seus amigos.
"Há menos interesse sexual por mim", diz, lamentando que nem todos saibam que suas limitações não impedem a ereção. Além disso, diz que, por ser deficiente, passou muito tempo com medo de levar um fora.
"Mas tem de tentar, como todo o mundo", aconselha.

Ajuda
Thalita Abreu, 21, não só namora como conta com a ajuda de seu namorado para passear. Tetraplégica -não move nada do pescoço para baixo-, vai com ele a lugares desde o zoológico até a rua 25 de Março.
Já o antigo companheiro da garota -por coincidência, paraplégico- hoje está preso. Por ciúmes, foi ele o autor do disparo que, há dois anos, danificou a coluna cervical dela.
"Já o perdoei, não tenho raiva, só causaria mais danos."
Em sua vida atual, a garota ressalta a solidão. "Meus amigos pararam de me visitar, ninguém gosta de ficar o tempo todo no quarto conversando."

Fonte: Folha de São Paulo

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Leve um amigo para casa

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A deficiência não é algo exclusivo dos humanos, os animais também podem adquirir ou nascer com ela. Os cachorros e gatos, por exemplo, já são vulneráveis à falta de respeito e violência e quando possuem alguma deficiência sofrem ainda mais preconceitos e abandono.
Pensando nessa situação, a ONG Solidariedade à Vida Animal está organizando uma feira de doação de animais com deficiência.
Faça como Raquel Fantinelli, que adotou sua gatinha Carlota há nove meses. A felina não possui uma patinha devido a uma queda quando era recém-nascida.
“Quando a olhei foi uma paixão à primeira vista, e penso que tanto animal quanto pessoas que possuem deficiência são vitoriosas. Levei a gatinha para casa porque sabia que seria muito difícil ela ser adotada. Eu abstraio a falta da pata dianteira, e acho lindo a forma dela andar. E de coitadinha Carlota não tem nada, brinca e é uma espoleta como qualquer outro gato.”, diz Raquel.

Carlota não tem a pata dianteira

A feira de doação será no próximo sábado, dia 30/01, na Pet-Shop Tancredo Dogs
Participe !! Adote um animal e doe seu carinho!
Avenida Presidente Tancredo Neves, 580 – Ipiranga
São Paulo – SP

Fonte: http://blogsentidos.blogspot.com/2010/01/leve-um-amigo-para-casa.html

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Nada mais deficiente que o preconceito, nada mais eficiente do que o amor!!!!

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""Amar é enlouquecer, ou simplesmente sentir um brisa no olhar... um olhar que penetra e chega onde quer e conquista... amar é envolver-se, é deixar-se conquistar... é simplesmente viver o momento...""

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Acessibilidade e Turismo de Aventura em sintonia

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Programa Aventura Segura oferecerá aos amantes da adrenalina um Manual de Orientações para Acessibilidade em Turismo de Aventura

Brasília (25/01/10) Você é um amante de aventura e de práticas ao ar livre e tem alguma deficiência ou mobilidade reduzida? Conte sua experiência e dê sua contribuição para o Manual de Orientações para Acessibilidade em Turismo de Aventura por meio de pesquisa disponível no link http://www.encuestafacil.com/RespWeb/Qn.aspx?EID=639021.
O manual, uma ação do programa Aventura Segura, desenvolvido pelo Ministério do Turismo (MTur) em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA) e o Sebrae Nacional, pretende estimular as empresas do segmento a implementar recursos de acessibilidade.
Os dados levantados junto ao público consumidor farão parte de um capítulo do manual. Por meio da pesquisa básica do consumidor deficiente ou com mobilidade reduzida, será possível levantar informações, como as principais atividades praticadas por esse público e as maiores dificuldades enfrentadas na prática do Turismo de Aventura.
O manual trará também informações sobre empresas e profissionais que oferecem serviços de Ecoturismo e Turismo de Aventura a clientes com deficiência ou mobilidade reduzida. E, ainda, servirá como ferramenta para orientar a adaptação das atividades de aventura com base na Norma Técnica ABNT NBR 15331 – Turismo de Aventura – Sistema de gestão da segurança – Requisitos.
A previsão é finalizar o documento ainda no primeiro semestre deste ano. O manual será disponibilizado na íntegra para download no site www.aventurasegura.org.br e a versão impressa será distribuída nos principais eventos do segmento.

AVENTURA SEGURA

Criado em 2005, o programa tem o objetivo de qualificar empresas e profissionais de Ecoturismo e Turismo de Aventura. Além disso, são implementadas práticas de gestão de segurança que possibilitam o fortalecimento do segmento e, principalmente, a prevenção de acidentes.
O programa já capacitou mais de quatro mil pessoas por meio de oficinas, cursos a distância e presenciais em 13 estados. Além disso, envolveu mais de 100 municípios em suas ações, e dá assistência as 170 empresas participantes da implementação do Sistema de Gestão da Segurança nas operações de Turismo de Aventura.

Mais informações para a imprensa

Assessoria de Comunicação do MTur
imprensa@turismo.gov.br
(61) 2023 7055
Siga o turismo no Twitter: www.twitter.com/MTurismo

Evandro Dias de Souza
Coordenação Geral de Qualificação e Certificação
Departamento de Qualificação e Certificação e de Produção Associada ao Turismo

Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo
MINISTÉRIO DO TURISMO
SCN Quadra 06 – Bloco A – Sala 1201 – Ed. Venâncio 3000
CEP: 70.716-900 Brasília – DF
Fone: (61) 2023-7611

Fonte: Agência Inclusive

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Tela é novo desafio para engenheiro

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Sem botões para guiar os dedos, o celular touch- screen pode parecer um desafio assustador, mas o engenheiro diz que os aparelhos podem ajudar os deficientes visuais a navegar pelo mundo
Miguel Helft

T. V. Raman (emacspeak.sourceforge.net/rama) foi uma criança estudiosa que desenvolveu amor por matemática e charadas logo cedo. E a paixão não mudou quando um glaucoma levou sua visão aos 14 anos. Mudou o papel da tecnologia em ajudá-lo a atingir metas.
Raman agora é um respeitado especialista em computação e engenheiro do Google. No caminho, ele construiu uma série de ferramentas para ajudá-lo a tirar vantagem de objetos que não haviam sido desenhados para cegos. Ele criou desde um cubo de Rubik coberto de sinais em braile até um programa que lê complexas fórmulas de matemática.
O próximo passo do engenheiro é tentar adaptar os celulares com tela sensível ao toque.
Sem botões para guiar os dedos, o celular touch- screen pode parecer um desafio assustador, mas o engenheiro diz que os aparelhos podem ajudar os deficientes visuais a navegar pelo mundo. "O celular poderia dizer "ande para frente 200 metros e você chegará no cruzamento"."
Para mostrar seu progresso no trabalho com smartphones, ele puxa o seu aparelho com tela sensível ao toque, que funciona com o Android. O celular já tem com um programa leitor de tela, e agora ele e seu colega Charles Chen estão desenvolvendo maneiras de permitir que deficientes visuais possam digitar textos, números e comandos pela tela. Isso deve complementar os sistemas de reconhecimento de voz, nem sempre confiáveis.
Já que não pode digitar precisamente, Raman criou um discador que funciona com posições relativas. O programa interpreta o lugar que Raman toca primeiro como sendo o número cinco (o centro de um discador normal). Para digitar outro número, ele desliza o dedo em direção à posição esperada do próximo dígito.

Fonte: Folha de São Paulo

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CURSO DE MERGULHO PARA INSTRUTORES E BATISMO PARA PcD

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Curso: Capacitação Profissional em Mergulho Autônomo Recreativo Adaptado para Pessoas com Deficiência - ITC (Handicapped Scuba Association - HSA).

Período: 8 a 13 de fevereiro de 2010.
Local: Fortaleza de São João-Círculo Militar - Rio de Janeiro/RJ.
Organização: Major Luiz Claudio.
Professora-Instrutora: Lucia Sodré.

Contatos e Maiores Informações:

Major Luiz Claudio:
Tel. Celular: 21-96427529 - 21-92418459. Tel. Convencional: 221-5862218.
Email: maraheclaudio@yahoo.com.br

Lucia Sodré:
Email: luciasodre@gmail.com
Tel.: 21-93149303.

Mergulho Adaptado - Capacitação Profissional (Instrutor-Dive Master e Assistente de Instrutor de Mergulho Autônomo) - Lucia Sodré - Handicapped Scuba Association - HSA

E MAIS...:

A todos os interessados no mergulho autônomo adaptado!

O Major Luiz Claudio (Fortaleza de São João) será o organizador para o período de 8 a 13 de fevereiro de 2010, um curso de capacitação profissional em mergulho adaptado - ITC - HSA. Cidade: Rio de Janeiro. Local: Fortaleza de São João-Círculo Militar, conta com mais...
Durante esse vento, no dia 12 de janeiro, as 14h, receberemos pessoas com deficiência interessadas em conhecer um pouquinho do mundo submarino em piscina! = Turismo submarino em piscina.
Se você desejar participar, entre em contato no email luciasodre@gmail.com para que possamos enviar o formulário de inscrição (pré-requisito para a atividade, como também, com todas as informações necessárias para a sua participação - gratuita -. Vagas limitadas!

Seja rápido!!!

Fonte: Espaço Novo Ser

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Novos games dispensam uso das mãos

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Acaba de chegar ao Brasil um novo controle para jogos eletrônicos que comanda os games pelo cérebro ou por movimentos da cabeça. Os jogos exigem concentração e treinamento por parte dos jogadores.

Na tela, as imagens parecem fora de foco para a nossa câmera, mas por trás dos óculos 3D:
“É como se a tela tivesse um fundo. Vejo o detalhe do carro, a roda saltando”, garantiu o técnico em informática André Luiz Santos.

Interação e integração são as palavras do momento no mundo dos games virtuais.

“Não é trazer o jogo para você e, sim, levar você para o jogo”, observou André.

É possível jogar sem as mãos. Uma tira de borracha com eletrodos na testa capta impulsos neurais e movimentos do jogador. Assim, André faz subir e descer a barrinha do ping pong.
Este é o NIA (neural impulse actuator) ou controlador de impulso neural.

“Esse impulso que eu estou demonstrando agora é o movimento da minha testa. Por exemplo, eu quero fazer a raquete se mover pra cima, eu forço a minha testa para cima e a raquete se movimenta. Isso tudo está sendo controlado pelo movimento da minha testa. Também pode ser feito para registrar o movimento dos meus olhos, as ondas alfas e as ondas betas”, explicou o técnico em informática.
Quem viu o André jogando pode achar que é fácil comandar o computador com as ondas cerebrais, mas para fazer isso precisa treinamento, muito treinamento.
“Ele mexe quando ele quer, não é quando eu quero”, afirmou a repórter que testou o equipamento.

Mas, com persistência, dá para ir longe e incluir mais gente. Essa tecnologia já está sendo usada por deficientes físicos que aprendem a comandar o computador sem o uso das mãos.

As pesquisas confirmam: a máquina pode responder até 50% mais rapidamente ao comando cerebral do que as mãos, por exemplo.



Fonte: Jornal da Globo 27/01

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Clubes do Rio acabam com gratuidade para acompanhantes de deficientes

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No domingo, no jogo do Fluminense contra o Volta Redonda, no Maracanã, os acompanhantes de deficientes físicos tiveram problemas para entrar no estádio. Acostumados a ter ingressos de graça, eles foram barrados. Só depois de muita discussão é que o tudo foi resolvido.

Mas a decisão que vale é: acabou a gratuidade para os acompanhantes de deficientes. A Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj) informou que essa foi uma decisão dos clubes que disputam o Campeonato Carioca.

Fonte: RJTV 25/01

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Prática de Pilates auxilia na Reabilitação de Amputados

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O Método Pilates é uma técnica de muita eficácia na reabilitação dos amputados após a colocação de prótese. Os exercícios globais trabalham a força, alongamento e melhora da sensibilidade do coto, a propriocepção, a reeducação da postura. Enfim, o método Pilates auxiliará na adaptação do corpo à esta nova condição. Por tratar-se de aparelhos com design diferenciado e com exercícios bem diversificados, o processo de reabilitação torna-se um importante instrumento motivacional para o paciente.
Entre as causas mais comuns de amputação de órgãos inferiores e superiores encontramos: traumatismos, tumores, problemas vasculares, infecções, problemas congênitos e outras. Nas faixas etárias superiores a 50 anos de idade destacam-se os problemas vasculares periféricos, com membros inferiores mais comprometidos, além daqueles causados por diabetes. Acidentes de trânsito e de trabalho são causas traumáticas significativas. Acidentes de trabalho causam em geral amputações dos membros superiores (dedos, mão e braço).
Nos casos de amputação deve haver uma avaliação fisiátrica, que compreende o primeiro passo no sentido da reabilitação física, incluindo serviços prestados por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e especialistas em próteses. No caso de próteses, estes especialistas utilizam recursos técnicos especiais que visam a substituição parcial de um membro. A reabilitação, no entanto, deve ser considerada muito mais ampla e ter início logo após - ou mesmo durante - a colocação de uma prótese.
Leia mais em www.revistapilates.com.br

Fonte: Esporte para Deficientes

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Artista paraplégico cria boneco-sósia

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Fotos do boneco e das obras de outros artistas estão em mostra no Sesc Pinheiros

Ele estava sentado, mas via sua imagem ereta na Praça da Sé e nas ruas Direita, São Bento e 15 de Novembro. Paraplégico, o artista paulistano Paulo José Franco Neto, o Pazé, de 47 anos, criou uma realidade paralela ao fazer uma réplica de si mesmo. Em tamanho real, o boneco com o seu rosto foi fotografado em situações que, para o artista, seriam improváveis, como ficar em pé numa via do centro de São Paulo. O trabalho, realizado em 2001, pode ser visto até o dia 14 de março na exposição Sujeito:Corpo, no Sesc Pinheiros. Ímovel durante o dia inteiro, o boneco se contrapunha a multidão em movimento. O artista o colocava na rua de manhã e o retirava no final do dia. “Muita gente achava que era uma ‘estátua viva’ e jogava dinheiro no chão para o boneco”, conta Pazé. A réplica chegou até a “escalar” prédios da cidade. “Ele fez o percurso como se não houvesse barreiras arquitetônicas.” Na exposição estão quatro fotos da intervenção e a própria “cópia” do artista.
Ainda fazem parte da mostra sobre transformações do corpo, seus limites e a construção da autoimagem, instalações, vídeos e fotografias dos artistas Adriana Ferla, Carlos Melo, Daysi Xavier, Oriana Duarte e Sonia Guggisberg.

Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, tel. 3095-9400. Terça a sexta, 10h30/21h30; sábado, domingo e feriados, 10h30/18h30. Grátis. Até 14 de março.

Fonte: Época São Paulo

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A TV traz à tona um problema enfrentado por muitos brasileiros: o drama de adquirir uma deficiência do dia para a noite

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Esse post homenageia um amigo muito querido, um verdadeiro guerreiro.
Atleta, modelo, enfrenta a vida de frente e nos mostra o quanto a felicidade está no coração de cada um de nós!


Foto:Rivaldo Resende

"Faço do meu corpo uma rampa de acesso à liberdade e à felicidade. Por meio dele expresso todo o desejo de viver"

Persistência e Coragem



Essas duas palavras resumem bem a história de vida de Marco Alves Camilo. O técnico em segurança do trabalho de 36 anos nunca chegou a exercer sua profissão, já que, faltando um mês para sua formatura, sofreu um grave acidente de moto que o deixou paraplégico. "Cheguei a concluir o curso, porém nunca trabalhei na área. Hoje, atuo como modelo cadeirante. Já fiz algumas campanhas e fotos bem bacanas", explica. O rapaz tem humor de sobra e uma vontade invejável de vencer. Seu sonho é ir à Paraolimpíada, pois é halterofilista. Patrocinado pela academia em que treina, Marco espera cumprir a sua meta.
Sua família sempre foi unida, diferentemente de algumas que acabam se unindo após o acidente. "Aqui sempre fomos muito preocupados e atuantes uns com os outros. Claro que a família é o alicerce de uma boa recuperação, mas nossa cumplicidade continuou a mesma", explica.
Na cadeira de rodas há quatro anos, Marco vive feliz e solteiro. Foi casado duas vezes e não teve filhos.
"Levo minha vida como sempre levei. Sou bem resolvido comigo mesmo, então isso faz que os outros me vejam de uma maneira normal". Segundo Marco, a recuperação pós-acidente foi tranquila, já que passou apenas 15 dias no hospital. "Já conseguia fazer tudo, com limitações, obviamente. Nesse mundo, perdi coisas, mas ganhei muitas outras. O principal sentimento que uma pessoa com deficiência deve ter dentro de si é a persistência, pois nem tudo está perdido. Temos de correr atrás como qualquer pessoa."

Fonte: Revista Sentidos

As fotos seguintes são do arquivo pessoal do Camilo que gentilmente permitiu que eu divulgasse para vocês:


Personal Paulo Cray


"SONHA E SERÁ LIVRE DE ESPIRITO...LUTA E SERÁS LIVRE NA VIDA." ( Che )



By Kica de Castro

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BATE-PAPO COM FLÁVIA CINTRA

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Coordenadora de Projetos para Inclusão de Pessoas com Deficiência na Uni Sant'Anna e consultora da Globo, Flávia Cintra serve de inspiração para Alinne Moraes viver Luciana em "Viver a Vida". Acompanhando todos os movimentos da atriz, a jornalista -tetraplégica há 18 anos, após um acidente de carro- conta histórias dos bastidores das gravações, conversa sobre as dificuldades e preconceitos vividos por um cadeirante e diz quais consequências espera ao ver esse delicado tema retratado na TV. A mãe dos gêmeos Mateus e Mariana é convidada da revista "Sentidos", publicação dirigida aos deficientes físicos.

Novela traz à tona um problema enfrentado por muitos brasileiros
Acompanhe o blog de Flávia Cintra: http://flavia.cintra.blog.uol.com.br/
"Ajudar a criar a Luciana foi um presente", diz consultora
Visite o site da revista "Sentidos": http://www.revistasentidos.com.br/index.asp
Participaram do Bate-papo 785 pessoas

(07:59:09) Flavia Cintra: Boa noite! Estou feliz por estar aqui com vocês nessa noite. Espero poder trocar informações e experiências sobre questões relacionadas à inclusão social das pessoas com deficiência. Esse assunto, que é novo para muita gente, desperta dúvidas e curiosidades. Estou aberta para responder qualquer pergunta.

(08:00:25) jules: olá, Flavia! qual o maior desafio para criar o personagem junto com a Alinne?
(08:02:38) Flavia Cintra: Acredito que foi fazê-la se sentir como se sente de verdade alguém que se torna cadeirante de uma hora para outra. Logo que nos conhecemos, eu e Alinne fizemos laboratórios que proporcionassem uma maior aproximação dela com a imobilidade, a fragilidade e angustia natural de alguém que passa por um acidente como o que houve com a Luciana. Assistimos filmes, trocamos experiências, falamos sobre as sensações, os pensamentos que ocorrem nessa fase, nos emocionamos muitas vezes juntas. Em seguida, na cadeira de rodas, pudemos começar a construir juntas a postura que a Luciana teria, a expressão corporal, descobrindo as coisas que ela poderá fazer. Ainda estamos neste processo, aprendendo, descobrindo, crescendo junto com a personagem.

(08:02:53) julia: como foi para você retornar ao mercado de trabalho após o acidente?
(08:04:54) Flavia Cintra: Foi um processo de redescoberta, um degrau de cada vez. Escolhi usar minha indignação com as injustiças sociais como combustível para mover meu caminho profissional. Fundei uma ONG, em Santos - onde morava, 2 anos depois do meu acidente.

(08:05:07) embuscadeumsentido: o qnto é parecida sua história com a da luciana de viver a vida?
(08:08:10) Flavia Cintra: Sou um ponto de inspiração, mas a Luciana é um personagem de ficção que não reproduz a minha história. O Manoel Carlos está escrevendo cada capítulo levando em conta as diversas situações que acontecem de verdade na vida de quem passa por um acidente e se torna cadeirante. Para isso, ele conta com uma equipe de pesquisa e consultoria que o subsidia com todas as informações necessárias. Eu faço parte dessa equipe e estou muito satisfeita com os recados que a Luciana vem transmitindo ao longo da novela. Ela é uma moça linda, sonhadora, alegre, que encanta a todos com suas perguntas, comentários e emoções. Ela, assim como milhões de pessoas que passam por isso, está agora voltando a viver, a ter prazer, a arriscar coisas novas. A história dela retrata a realidade de milhões de mulheres que, como eu, vivem na condição de cadeirante.

(08:08:37) Beto Volpe: Boa noite, minha adorada amiga. Todo amor e respeito por você. Por favor, o que vc diria sobre os direitos sexuais e reprodutivos das pessoas com deficiências? São respeitados? Beijão, te amo!
(08:11:40) Flavia Cintra: Beto Volpe, MEU ÍDOLO!!! Que bom te encontrar aqui. Sua pergunta é necessária, obrigada por faze-la. Os direitos sexuais e reprodutivos das pessoas com deficiência ainda são desrespeitados e falta muita informação a respeito. A Luciana está, por exemplo, ajudando a esclarecer que existe sexualidade, vida sexual, prazer e alegria na vida de quem possui algum tipo de deficiencia. Me perguntam sempre se ela vai voltar a andar e eu sempre respondo que o que interessa é que ela voltará a ser feliz.

(08:11:55) Moderadora/UOL:

Flávia Cintra conta no Bate-papo UOL como foi criar a personagem Luciana da novela "Viver A Vida" junto à atriz Alinne Moraes (crédito: Divulgação)

(08:12:01) embuscadeumsentido: como o manuel carlos teve a ideia de abordar o tema na novela?
(08:13:57) Flavia Cintra: O Maneco é um ser humano especialmente sensível e preocupado com as causas sociais. Ele sempre toca em assuntos importantes nas novelas que escreve e, dessa vez, escolheu esse tema. Eu não sei como foi que ele tomou esra decisão, mas o agradeço muito por ter feito isso.

(08:14:32) Day: Eu não me senti como vc, pois meu acidente foi quando eu tinha 7 anos, qual foi o seu maior medo?
(08:16:40) Flavia Cintra: Eu tive medo da palavra "invalidez". Não queria me sentir inválida. Minha vida começou a andar quando decidi parar de listar tudo o que eu não podia mais fazer e passei a investir nas minhas possibilidades. Descobri que uma vida inteira é muito pouco para tudo o que se pode fazer. Então, comecei priorizar o que era mais importante e passei a me focar em conquistas possíveis. É isso que faço até hoje.

(08:16:57) Beto Volpe: Minha linda, para me despedir: resuma em uma frase a transformação que se operou em você de antes do acidente para agora. Beijos em Mateus e mariana.
(08:18:17) Flavia Cintra: Beto, essa é para vc: "Deus não escolhe os capacitados. Ele capacita os escolhidos"

(08:18:35) lizz: tenho uma filha que sofreu um acidente há quase seis anos e tb ficou tetraplegica!! ela ainda é muito revoltada nao aceita de jeito nenhum sua condiçao!!! e por isso para nós é muito dificil lidar com ela...só sai de casa qdo vai a medicos, diz que queer sair andando e como não pode prefere não sair!!!!!e não quer fazer terapia.tem 30 anos e hoje diz com todas as letras que se acha uma deficiente fisica, uma tetraplégica, uma ¨desgraçada!! Que pode ser feito pór ela????
(08:21:30) Flavia Cintra: Cada um tem o seu tempo. Há a fase da negação, da revolta, do luto... Eu passei por tudo isso. Se ela quiser, poderiamos conversar. No meu blog, conto sobre algumas situações que talvez a façam ver possibilidades... Meu e mail é flavia.cintra@uol.com.br. Caso queira, me escreva e conversamos mais sobre sua filha.

(08:22:34) embuscadeumsentido: sou jornalista, colega de profissão, meu tcc foi um livro-reportagem sobre pessoas com def. vc acha q a novela deu visibilidade para questão na mídia?
(08:25:25) Flavia Cintra: Nossa, muita visibilidade! Alguém numa cadeira de rodas entrando em um ambiente chama atenção sempre. As pessoas olham e apresentam os mais variados comportamentos. Tem aquelas mães que puxam o filho pelo braço, dizendo "não olhe!". Tem aquelas pessoas que lacrimejam de piedade. Tem as que ficam tentando perceber se o cadeirante precisa de ajuda e oferecem logo o auxilio, as vezes sem ser necessário. O fato é que há um estranhamento provocado pela falta de convívio e isso desaparece quando as pessoas tem oportunidade de se relacionar com o assunto. A televisão é um veículo poderoso nesse aspecto. Estou muito feliz com o crescente interesse pelo assunto desde que a novela entrou no ar.

(08:25:01) Moderadora/UOL:

Flávia Cintra ao centro junto aos atores de "Viver a Vida" (Globo): Patrícia Carvalho, Mateus Solano, Iara Mendes, Gisele Bezerra e Alinne Moraes (crédito: Divulgação)

(08:25:57) Psicóloga curiosa: Com que idade estão os seus filhos, você pensa em ter mais filhos, sentiu alguma dificuldade para cuidar deles, quem te ajudou quando eles ainda eram bebês?
(08:29:04) Flavia Cintra: Meus filhos tem 2 anos e meio. Minha gravidez não foi planejada e costumo defini-la como o melhor acidente da minha vida. Foi a fase de maior plenitude que já vivi. Amava minha barriga redonda e me emocionava todos os dias quando sentia meus bebês se movimentando. Nada era difícil para mim, me sentia poderosa, feliz, bonita, tranquila, saudável e muito realizada. Com o nascimento do Mateus e da Mariana, descobri que eu nasci para ser mãe. Não há nada no mundo que me deixe mais feliz que ouvir a risada deles. Me sinto abençoada por tê-los na minha vida e adoro que eles sejam dois. Muita gente se espanta quando digo isso porque pensam que dois bebês de uma vez dá muito trabalho. Eu nunca tive um filho só e, por isso, não sei como é. Eu só sei ser mãe de dois e não acho que dá trabalho porque tudo o que eu faço para eles, com eles e por eles só me dá prazer. Para isso tenho a ajuda de uma babá e uma assistente pessoal. Minha mãe mora a poucos quarteirões da minha casa e também está sempre a postos para me ajudar.

(08:29:10) Edudao: Flavia, quantos meses ou anos demoraram para voce "aceitar" o que havia acontecido e passar a perseguir o objetivo de sair da cama, levantar a cabeça, dar a volta por cima e levar uma vida "comum"?
(08:32:32) Flavia Cintra: Passei 6 meses só na cama, não conseguia me sentar na cadeira de rodas. No centro de reabilitação, ví muitas pessoas conseguindo ter uma vida bacana. Pensei "se eles conseguem, eu também tenho que conseguir". Resolvi investir naquilo, mesmo sem acreditar. Me irritava tanto perceber que as pessoas sentiam pena de mim, que comecei fingir que não sofria. Fingi tão bem que virou verdade...rs. Um ano depois do acidente, eu já ia à praia e aos lugares de antes.

(08:33:30) Leonardo: A novela 'viver a vida' aborda um tema de suma importância para nossa sociedade preconceituosa. Vc tem notado alguma mudança de postura em relação ao tratamento que as pessoas dão aos cadeirantes, depois que a novela passou a exibir essa questão?
(08:36:41) Flavia Cintra: O fato de termos agora 350 pessoas nessa sala é um sintoma dessa mudança. Até pouco tempo atrás ninguém viria. A visibilidade dado ao assunto por meio da novela instiga perguntas que talvez voce nunca fizesse por falta de oportunidade de pensar nessa questao. Informação é o principal remedio contra preconceito.

(08:37:20) elis-pianca: Flavia, porque para um deficiente fisico com qualificaçoes, ainda esta tao dificil de conseguir emprego?
(08:40:27) Flavia Cintra: Estamos progredindo, avançando, mas é um processo de transformação social que não acontece da noite para o dia. A falta de acessibilidade e a falta de informação ainda entravam a empregabilidade de que vive com alguma deficiencia, mas as coisas estão andando. Conheço muito mais pessoas com deficiencia empregadas que desempregadas. A lei de cotas tem acelerado esse movimento de inclusao e precisamos utiliza-la como uma ferramenta positiva, mas transitória.

(08:40:44) embuscadeumsentido: qnto a acessibilidade, o que pode ser feito sem ser necessário altos investimentos do poder público?
(08:43:39) Flavia Cintra: O caminho é projetar espaços acessíveis para nao ter que reformar depois. Os investimentos devem ser vistos exatamente como investimentos e nao como custos. Outro dia, eu soube que nao há uma rota de visitação acessível no congresso nacional. Um escandalo! O Decreto 5296 dá todas as diretrizes de acessibilidade, agora falta colocarmos aquilo tudo na prática.

(08:52:04) Moderadora/UOL:

Para Flávia Cintra, a melhor forma de garantir acessibilidade aos deficientes físicos é planejar melhor os espaços, de forma que extes não exijam uma reforma futuramente (crédito: Divulgação)

(08:44:27) Cintia: Me apaixonei por um cadeirante, e até hj as pessoas nos olham com estranheza, principalmente por acharem que Defi não tem uma vida sexual ativa...a novela vai abordar sobre a sexualidade de um cadeirante?
(08:47:56) Flavia Cintra: Sim. Esse assunto será explorado na novela e tenho certeza que voce vai gostar, pois o Maneco escreve de um jeito muito cuidadoso e delicado. Depois que adquire uma deficiencia, a pessoa aprende a conhecer melhor o próprio corpo, a se relacionar na intimidade e oferecer prazer ao parceiro. É um grande engano acreditar que alguém fica assexuado só porque adquire uma deficiência. A sexualidade é inerente à condição humana e não se limita apenas às questões motoras ou sensoriais. Quando eu fiquei grávida, as pessoas me perguntavam surpresas "Mas, como foi que você fez?". Eu respondia "Você realmente quer que eu te conte?".

(08:48:24) Priscila Sampaio: Flávia como foi o convite para vc ser consultora da Alinne Moraes?
(08:49:08) Flavia Cintra: Meu telefone tocou e recebi o convite. Quase desliguei achando que era trote.

(08:50:01) Psicóloga curiosa: Hoje você se submete a alguma atividade física, fisioterapia ou algo do tipo, como é a sua rotina, o que mudou desde o acidente?
(08:52:37) Flavia Cintra: Faço alongamentos, mas não mais com fisioterapeutas. Aprendi a conhecer meu corpo e a cuidar dele. Desde que as crianças nasceram, não tenho muito tempo para isso... acaba ficando sempre para depois.

(08:53:19) Mellisa: olá, acredito que somente quem passa por essa situação aprende a dar mais valor para a vida e pequenas coisas do dia-a-dia. Qual foi seu maior desafio, aquilo que vc passou a pensar, e fazer que antes talvez vc nem dava tanta atenção?
(08:57:12) Flavia Cintra: Sinceramente, eu não acho que ter uma deficiência me faça ver o que outras pessoas não conseguem. Acho que todos nós vivemos situações suficientes para motivar que se valorize a vida e pequenas coisas do dia-a-dia. Nao gosto de ser vista assim, como se eu fosse uma heroína, eu nao sou... Tem dias que eu tambem reclamo de coisas pequenas, me irrito no transito e se tiver em TPM choro como qualquer outra mulher.

(08:57:33) Maahh: Flavia, você acha que Luciana deveria voltar a andar ou deve continuar cadeirante para ser um exemplo de que a felicidade pode ser atingida de qualquer maneira?
(08:58:51) Flavia Cintra: O Maneco é quem decide se ela volta a andar ou não. O que eu posso garantir, é que ela voltará a VIVER A VIDA e a SER FELIZ.

(08:59:35) Flavia Cintra: O tempo passou muito rápido. Eu adorei... obrigada pela presença de todos. Boa noite!

(08:59:56) Moderadora/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Flavia Cintra e de todos os internautas. Até o próximo!

Fonte: Uol

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Game Acessível

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Recebi por e-mail da Tabata Contri:

Vocês já conhecem o Wii, aquele vídeo game que acompanha os nossos movimentos?
Agora lançaram um Wii inclusivo, você pode escolher o personagem, cadeirante, cego, surdo, sem perna e vai montando do jeitinho que você quer. E personagens com deficiência podem jogar com personagens sem deficiência!!!
Achei demais gente!



O Jairo postou ontem no Blog "Assim como Você" , vale muito dar uma olhadinha: http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/

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Pessoas com deficiência terão 50% de desconto na compra de ingressos para o Desfile das Escolas de Samba de São Paulo, no Sambódromo do Anhembi

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Os interessados deverão se cadastrar de 26 a 29 de janeiro na São Paulo Turismo

As pessoas com deficiência terão 50% de desconto na compra de ingressos para o Desfile das Escolas de Samba de São Paulo, que acontece nos dias 12 e 13 de fevereiro, no Sambódromo do Anhembi, na zona norte da capital. A organização do evento solicita que estas pessoas cadastrem-se de 26 a 29 de janeiro, das 10 às 17 horas, na sala 3 do Palácio das Convenções do Anhembi (São Paulo Turismo). Os documentos necessários são: 1 foto 3X4, RG e laudo médico (outro documento que comprove o tipo de deficiência). As vendas dos ingressos com desconto serão feitas na bilheteria do Parque Anhembi, sito a Avenida Olavo Fontoura, 1209, Portão Principal (em frente a São Paulo Turismo). O acompanhante pagará o valor integral do ingresso.

Os lugares acessíveis para pessoas com deficiências e seus acompanhantes estão localizados nos setores A, B, D, E, F ou G (de acordo com o ingresso comprado). A quantidade de lugares / dia para cadeirantes e seus acompanhantes está distribuída da seguinte forma: Setor A: 5 lugares, Setor B: 25 lugares, Setor D: 9 lugares, Setor E: 11 lugares, Setor F: 11 lugares e Setor G: 9 lugares. Mais informações nos telefones: 2226-0646 e 2226-0432. Vale destacar que a Ouvidoria da São Paulo Turismo fará o controle da distribuição dos ingressos para que não exceda a capacidade de lugares / dia, destinados às pessoas com deficiência. A Ouvidoria também auxiliará no cadastramento e orientações a estas pessoas e seus acompanhantes.

Transporte Gratuito e Táxis Adaptados

Será oferecido transporte gratuito para pessoas com deficiência por meio do serviço “Atende”, no Metrô Tietê e Metrô Barra Funda. Para aqueles desejarem utilizar o estacionamento, o serviço será cobrado normalmente, sendo que o serviço Atende conduzirá a pessoa com deficiência do estacionamento até a parte interna do Sambódromo. Haverá também o serviço de Táxis Adaptados no pavilhão de entrada dos cadeirantes e por meio dos telefones 3229-7688 , 5058-8777, 5077-3999 e 5072-4499. Esse serviço NÃO é gratuito.

SERVIÇO

Desconto de 50% para pessoas com deficiência na compra de ingressos para o Desfile das Escolas de Samba de São Paulo / Carnaval 2010
Local: Sambódromo do Anhembi
Endereço: Avenida Olavo Fontoura, 1209 – Santana
Data: 12 e 13 de fevereiro

Transporte Gratuito para o Sambódromo do Anhembi:
Atende
Locais: Metrô Tietê e Metrô Barra Funda

Táxi Adaptado No Pavilhão de entrada do Sambódromo do Anhembi e por meio dos telefones: 3229-7688 , 5058-8777, 5077-3999 e 5072-4499 (este serviço NÃO é gratuito)

Para mais informações com a São Paulo Turismo: http://www.spturis.com/faleconosco/pagina.php?ln=br.

Fonte: Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O professor Hugh Herr, amputado das duas pernas, desenvolveu e testou uma prótese

2 comments
Prótese pode permitir que deficientes levem uma vida normal. Por Matheus Gonçalves O professor Hugh Herr, amputado das duas pernas, desenvolveu e testou uma prótese que está sendo considerada a mais avançada já construída. Além de ser tão eficiente quanto pernas biológicas, a prótese poderá no futuro ser ajustada a partir de um aplicativo do iPhone.Segundo a página de Ciência do site The Register, as pernas funcionam com baterias de lítio-íon e podem ser configuradas para aumentar sua performance em saltos e em corridas.



Professor Hugh Herr exibe seus modelos de próteses já desenvolvidos. (Créditos: Forbes.com)Herr, que leciona biomecatrônica no MIT, perdeu as duas pernas por causa do gelo em uma expedição de alpinismo em 1982, quando tinha apenas 17 anos.Depois disso, dedicou boa parte do seu tempo buscando criar a prótese ideal, tendo desenvolvido toda uma gama de diferentes pernas cibernéticas.O fato de não ter os membros inferiores é uma oportunidade”, diz ele. Entre o que sobrou da minha perna e o chão, eu posso criar qualquer coisa que eu quiser. Os únicos limites são as leis da física e da minha imaginação.” – disse Herr.À revista eletrônica Forbes.com, o professor declarou que não existem pessoas com deficiência, apenas tecnologias deficientes”.Herr também desenvolveu diversos acessórios para as pernas biônicas, dando às próteses habilidades como aumentar o tamanho da pessoa, garras para escaladas em penhascos de gelo, ou molas feitas em fibra de carbono para corridas.Mas a obra prima do professor é a PowerFoot, que é uma prótese capaz de empurrar o corpo como fazem os pés naturais ao executarem um passo normal. Existem sensores que permitem que a perna sinta o que está acontecendo, fazendo ela apontar os pés para baixo quando a pessoa está descendo uma escada, por exemplo, ou se desligar quando percebe que o usuário cruzou as pernas.O modelo PowerFoot pode ser ajustado para aumentar a eficiência ao correr, a partir de um telefone celular que tenha Bluetooth.Herr promete a criação de um aplicativo do iPhone para facilitar esse processo em um futuro próximo.


Fonte: Amputados Vencedores

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Denuncie a falta de acessibilidade na cidade de São Paulo

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Ajude São Paulo a ter mais qualidade de vida e se tornar um lugar mais democrático para pessoas com e sem deficiência.

Se você passar por algum estabelecimento ou edificação, calçada, parque ou qualquer outro espaço público (ou privado de uso público) que não tiver a adequação necessária, coloque a boca no trombone!
Denuncie.

Criamos esse espaço para você denunciar a falta de acessibilidade da nossa cidade. E, agora, este espaço de Denúncia do Portal Mara Gabrilli é parceiro do Urbanias - portal de cidadania na Internet - que nos ajudará na mobilização junto aos órgãos públicos e na cobrança de uma resposta e solução.

Parceria com o Portal Urbanias

Juntos somos mais fortes! Participe!

Para denunciar acesse: http://www.maragabrilli.com.br/denuncie

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Aumento da conscientização

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Artigo 8 da Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência

Traduzido do inglês e digitado em São Paulo por Maria Amélia Vampré Xavier, da Rede de Informações sobre Deficiências e Programa Futuridade SEADS - Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, FENAPAEs, Brasília (Diretoria para Assuntos Internacionais), Rebrates, SP, Carpe Diem, SP, Sorri Brasil, SP, Inclusion InterAmericaa e Inclustion International, em 22 de janeiro, 2010.

Os organismos filiados às Nações Unidas, como a Unesco, vêem batalhando há muito tempo pela implantação do projeto EDUCAÇÃO PARA TODOS (EFA), e um dos fatos constatados é que entre os obstáculos para que esse grande projeto humano se torne realidade está a pouca consideração dada às reais necessidades de pessoas com deficiências, sendo que será necessário um esforço grande para vencer os preconceitos contra pessoas com deficiências, aumentando o conhecimento sobre seu valor como pessoas, etc.

O Artigo 8 da Declaração de Direitos especifica que os Países Participantes devem adotar imediatamente medidas efetivas e apropriadas para:

a) Aumentar a conscientização através da sociedade, inclusive no âmbito familiar, do que representam pessoas com deficiências e estimular o respeito pelos direitos e dignidade de pessoas com deficiências;
b) Combater estereótipos, preconceitos e práticas prejudiciais relacionados a pessoas com deficiências, incluindo os que se baseiam em sexo e idade em todas as fases da vida;
c) Promover a conscientização das capacidades e contribuições de pessoas com deficiências.

As medidas devem incluir:

- A iniciação e manutenção de campanhas eficientes de conscientização pública;
- Estimulação em todos os níveis do sistema educacional, incluindo todas as crianças desde idade bem precoce, gerando uma atitude de respeito em relação aos direitos das pessoas com deficiências;
- Encorajamento a todos os órgãos da mídia para que representem pessoas com deficiências de maneira consistente com a finalidade da presente Convenção;
- Promoção de programas de treinamento de conscientização no tocante a pessoas com deficiências e os direitos de pessoas com deficiências;
- Incorporação de currículos positivos em relação a deficiências em sistemas educacionais.

Refletindo sobre as sugestões dadas acima, para aumentar a visibilidade e a consequente valorização de pessoas com deficiências, vemos que os países assumiram obrigações altamente significativas e que podem ser enumeradas:

- fazer com que famílias e sociedade valorizem, de fato, pessoas com deficiências através de cursos, seminários etc.
- Preparar material para ampla distribuição, combatendo estereótipos e práticas prejudiciais a pessoas com deficiências, incluindo sexo e idade, em todas as áreas da vida;
- Estimular crianças desde as menores, a respeitar os direitos de pessoas com deficiências;
- Promoção de programas de treinamento da conscientização de pessoas com deficiências e seus direitos;
- Incorporar currículos que sejam positivos em relação a deficiências dentro de sistemas educacionais.

Há muito para se fazer e que não demanda verbas vultosas de governos. Incluir o respeito e o conhecimento do que sejam pessoas com deficiências, seus direitos e o direito primordial a receber respeito de todos, pode ser inserido facilmente em currículos, com estórias, explicações sobre o valor do ser humano em si, sua importância para todos nós. Esse trabalho educacional seria de grande importância para o desenvolvimento de sentimentos de solidariedade humana, de compreensão do respeito que se deve ter por nós mesmos e por outras pessoas mais vulneráveis na escala social. Essa é uma tarefa educacional da maior envergadura. que com certeza transformará as crianças de hoje em futuros cidadãos com ampla noção do que sejam os valores de uma sociedade que deseja ser fraterna e abrangente.

Fonte: Rede Saci

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Deficiente não pode ser delegado e nem perito da PF

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Marina Ito

Os cargos de delegado, perito, escrivão e agente de Polícia Federal não são compatíveis com nenhum tipo de deficiência física. A conclusão é da 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ao confirmar decisão que negou ao Ministério Público Federal o pedido para que a PF reservasse vagas em concurso para deficientes.
"Todos os titulares desses cargos estarão sujeitos a atuar em campo, durante atividades de investigação, podendo ser expostos a situações de conflito armado que demandam o pleno domínio dos sentidos e das funções motoras e intelectuais", entendeu o desembargador Fagundes de Deus, relator no TRF-1.
Para a Turma, o edital do concurso não violou o artigo 37, inciso VIII, da Constituição. Segundo o dispositivo, "a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão". No entendimento dos desembargadores, o edital também não afrontou a Lei 8.112/1990 ou o Decreto 3.298/1999, que tratam da reserva de vagas para os candidatos com deficiência física nos concursos.
Para o desembargador, o Decreto assegura a participação de deficientes em concursos em que os cargos disputados possam ser exercidos por pessoas que têm algum tipo de deficiência. Para ele, todos os cargos mencionados na Ação Civil Pública proposta pelo MPF exigem o "pleno domínio de todos os sentidos e funções motoras e intelectuais". "É sabido que todos os integrantes da carreira policial possuem porte de arma e são treinados para o seu uso durante a segunda fase do certame, que consiste no curso eliminatório ministrado pela Academia de Polícia", disse o relator.
O desembargador afirmou que, seja perito ou escrivão, todo policial tem o dever de atuar ao se deparar com um delito. "Não existe regra que limite suas atividades às dependências de uma delegacia, sendo eventualmente compelido a colher depoimentos em outros locais (residências, hospitais, etc.), em que não se pode descartar a possibilidade de exposição do escrivão a conflito armado", disse em relação ao cargo de escrivão.
"Não raras vezes será ele [o perito] obrigado a colher elementos e dados para o seu trabalho (digitais, documentos, substâncias químicas e/ou biológicas, etc.) diretamente no local em que se deu a cena do crime, até porque é ele o profissional mais gabaritado para identificar e preservar as pistas e provas a serem analisadas. Também em tais casos estará ele na contingência de se deparar com confrontos e perseguições que exigirão a sua plena aptidão física e mental", disse em relação à função de perito.
O MPF em Minas Gerais ajuizou a ação em 2002 para obrigar os concursos da PF para provimento de cargos de delegado, escrivão, agente e perito a reservar vagas para deficientes. Em primeira instância, o pedido foi rejeitado. O MPF recorreu e, no início de dezembro de 2009, o recurso foi negado pelo TRF-1.

Leia a decisão

Apelação Cível 2002.38.03.000070-8/MG
Relator: Desembargador Federal Fagundes de Deus
Julgamento: 9/12/2009

EMENTA

ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CARGOS DE DELEGADO, PERITO, ESCRIVÃO E AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL. RESERVA DE VAGAS PARA PORTADORES DE DEFICIÊNCIA.

I. As atribuições afetas aos cargos de Delegado, Escrivão, Perito e Agente de Polícia Federal não são compatíveis com nenhum tipo de deficiência física, pois todos os titulares desses cargos estarão sujeitos a atuar em campo, durante atividades de investigação, podendo ser expostos a situações de conflito armado que demandam o pleno domínio dos sentidos e das funções motoras e intelectuais, no intuito de defender não só a sua vida, mas, também, a de seus parceiros e dos cidadãos.
II. Não se pode olvidar, ainda, que, nos termos do art. 301 do CPP, os membros da carreira policial, sem distinção de cargo, têm o dever legal de agir e prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.
III. Assim sendo, é desnecessária a reserva de vagas para portadores de deficiência nos concursos públicos destinados ao provimento de cargos de Delegado, Perito, Escrivão e Agente de Polícia Federal.
IV. Apelação do Ministério Público Federal a que se nega provimento.

ACÓRDÃO

Decide a Quinta Turma do TRF - 1ª Região, por maioria, negar provimento à apelação do Ministério Público Federal.

Trata-se de apelação contra sentença que julgou improcedente o pedido formulado pelo Ministério Público Federal para que fosse declarada inconstitucional toda norma que dispõe sobre o ingresso e o exercício da atividade policial que implique em obstáculo ao acesso de pessoas portadoras de deficiência aos cargos de Delegado de Polícia Federal, Perito Criminal Federal, Escrivão de Polícia Federal e Agente de Polícia Federal, condenando a Requerida a não mais tornar pública a abertura de concursos públicos para a carreira policial sem promover a devida e necessária reserva de vagas para pessoas portadoras de deficiência.
O MM. Juiz sentenciante entendeu que a pessoa portadora de deficiência deve estar habilitada e capacitada para o desempenho da atividade pretendida, para que possa pleitear a incidência da regra isonômica. Não pode pretender desempenhar funções incompatíveis com a sua deficiência e/ou para as quais não esteja capacitada, como são os cargos objeto do presente feito, que exigem para seu desempenho plena aptidão física e mental.
Na hipótese dos autos, questiona-se se o Departamento de Polícia Federal deve, obrigatoriamente, reservar vagas para pessoas portadoras de deficiência física quando promover concursos para os cargos de Delegado de Polícia, Escrivão, Perito e Agente de Polícia.
Para o deslinde da controvérsia, é preciso verificar se as atribuições afetas a tais cargos são compatíveis com algum tipo de deficiência física, já que, em consonância com o princípio da razoabilidade, o artigo 37 do Decreto 3.298/1999 somente assegura a participação do portador de deficiência em concursos para o provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que é portador.
No caso concreto, o primeiro empecilho relaciona-se ao fato de que o policial é obrigado, legalmente, a prender quem quer que encontre praticando um crime.
Nesse sentido determina o artigo 301 do Código de Processo Penal que qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.
É sabido que todos os integrantes da carreira policial possuem porte de arma e são treinados para o seu uso durante a segunda fase do certame que consiste no curso eliminatório ministrado pela Academia de Polícia.
Assim sendo, mesmo que fora do horário de trabalho, o policial pode levar consigo uma arma e tem o dever de atuar, usando-a ou não, diante de um delito em que se veja envolvido ou que testemunhe. É razoável imaginar, também, que tal policial pode se deparar com situação em que seja necessária a perseguição dos atores vistos na cena de um crime.
Independentemente de ser Perito, Escrivão, Delegado ou Agente de Polícia, o dever do integrante da carreira policial é o mesmo: agir no sentido de reprimir o cometimento de um delito e de proteger o cidadão.
Outra das atribuições precípuas dos cargos de Agente e de Delegado de Polícia é atuar em procedimentos de investigação, o que pode levar o policial a deparar-se com conflitos armados, ocasiões em que o bom desempenho de suas funções motoras e intelectuais garantirá não só a segurança de sua vida, como a de seus parceiros e de terceiros. Não raro, esses profissionais são designados para fazer a segurança de dignitários, seja dizer, de agentes estatais brasileiros e estrangeiros que ocupam importantes cargos públicos, e, nessa condição, têm o dever de proteger a vida e a incolumidade física de tais autoridades.
O Escrivão de polícia federal tem como uma de suas funções atuar nos procedimentos policiais de investigação, conforme o disposto no Anexo I da Portaria 523/MJ, de 28/7/1989, que descreve as atividades afetas aos cargos de nível superior e médio da Carreira Policial Federal. A principal tarefa do Escrivão, seja dizer a de registrar depoimentos, não existe regra que limite suas atividades às dependências de uma delegacia, sendo eventualmente, compelido a colher depoimentos em outros locais (residências, hospitais etc.), em que não se pode descartar a possibilidade de exposição do escrivão a conflito armado.
Por fim, quanto ao Perito, é forçoso admitir que não raras vezes será ele obrigado a colher elementos e dados para o seu trabalho (digitais, documentos, substâncias químicas e/ou biológicas etc.) diretamente no local em que se deu a cena do crime, até porque é ele o profissional mais gabaritado para identificar e preservar as pistas e provas a serem analisadas. Também em tais casos estará ele na contingência de se deparar com confrontos e perseguições que exigirão a sua plena aptidão física e mental.
Desse modo é possível que tais membros da carreira policial deparem-se e sejam obrigados a atuar em situações que lhes exijam redobrada atenção, cautela, precisão de movimentos, assim como agilidade em suas ações e decisões o que torna indispensável o pleno domínio de todos os sentidos e funções motoras e intelectuais, razão pela qual, no entendimento do Órgão Julgador, as atribuições dos cargos de Delegado, Escrivão, Perito e Agente de Polícia Federal, integrantes da carreira policial federal, não se coadunam com nenhum tipo de deficiência física.
Não houve violação, pelo edital do concurso, da norma constitucional (CF, art. 37, VIII) e infraconstitucionais (Lei 8.112/1990, art. 5º, e Decreto 3.298/1999, art. 37), que versam sobre a reserva de vagas em concursos públicos para candidatos portadores de deficiência física.
Com esses fundamentos, a Turma, por maioria, negou provimento ao apelo do Ministério Público Federal.

Fonte: Consultor Jurídico

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