DEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Uma inspiração!!!!
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"Guardiã da Paulista", cadeirante denuncia calçadas inacessíveis na via
Paulo Toledo Piza
Há mais de um ano, a Avenida Paulista deixou de ser apenas o cartão-postal mais famoso de São Paulo para a publicitária Julie Nakayama. A jovem de 23 anos passou a verificar a acessibilidade na via e indicar irregularidades como buracos e ausência de rampas à Prefeitura.
Cadeirante, ela sabe a dificuldade de conviver com esses obstáculos pela capital paulista. "Avenidas que não têm acesso são incontáveis, são a maioria em São Paulo", disse. Considerada a "guardiã da Paulista", ela zela pela acessibilidade não só de quem utiliza cadeira de rodas, como de todos os cidadãos que possuem algum tipo de deficiência. "Presto também atenção no piso tátil, que foi feito para cegos e quem possui pouca visão."
A ação é feita, por enquanto, apenas na Avenida Paulista, considerada por Julie a mais acessível da cidade. "Mas basta virar a esquina e você encontra buracos nas outras ruas", comentou.
A jovem verifica se a calçada está uniforme e sem obstáculos - tudo para não deixar que a qualidade da via caia. O G1 acompanhou Julie pela avenida e constatou alguns problemas. O primeiro foi um buraco em um bueiro - que estava devidamente sinalizado por um cavalete da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Outro obstáculo observado foi o piso de paralelepípedo no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde aos fins de semana ocorre uma tradicional feira de antiguidade. "Procurei saber se poderia ser trocado, mas soube que todo o edifício está tombado", contou. "Pena que não posso participar da feirinha", lamentou. As grades dos respiradouros do Metrô também representam um perigo aos deficientes. "A roda prende facilmente".
O piso tátil, que abrange toda a avenida, não é de todo perfeito. O deficiente visual que quiser, por exemplo, entrar na estação de Metrô precisará do auxílio de outros pedestres para isso. É que a linha do piso segue reta e não indica a entrada da estação. A falta de semáforos sonoros - que para a jovem é um problema crítico em toda a cidade - dificulta também a independência dos deficientes. "Nunca fica totalmente livre", afirmou Julie.
O sonho de Julie é ver outras pessoas seguirem seu exemplo em outras vias. Qualquer um pode denunciar calçadas irregulares para a Prefeitura, pelo número 156. Segundo a lei municipal 10.508, que trata de muros, passeios e limpeza, o proprietário de um estabelecimento ou de uma residência deve manter livre uma faixa mínima de 90 centímetros em sua calçada. Além disso, deve mantê-la em perfeito estado. Caso isso não ocorra, ele poderá ser multado.
Transporte e preconceito
O transporte coletivo é um desafio pelo qual os deficientes passam diariamente. "É bastante complicado para um cadeirante fazer o bom uso do transporte público, porque nem todos os ônibus e metrôs são acessíveis", afirmou. Quando há acessibilidade, a falta de respeito de passageiros e do motorista do coletivo dificulta ainda mais a vida. "Eu brinco que para ser deficiente em São Paulo tem que ter uma condição financeira boa, para poder ter um carro e uma cadeira de rodas boa, que seja resistente para aguentar o ‘rally’ que é andar nas calçadas".
A forma como as pessoas observam o deficiente também incomoda. "Temos que quebrar o tabu de que cadeirante não tem condição de trabalhar, que não tem higiene, que não tem vida social, não tem amigos, namorado, não pode se casar, ter filhos". Para a publicitária, a novela "Viver a Vida", em que a personagem vivida pela atriz Aline Moraes torna-se cadeirante após sofrer um acidente, teve um papel importantíssimo "para mudar a cabeça das pessoas".
Fonte: G1 - São Paulo
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Evento no Instituto de Química da USP discute perspectivas sobre Células-Tronco
O 1º Encontro sobre Pesquisas em Células-Tronco do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) será realizado entre 20 e 24 de setembro, em São Paulo.
O objetivo do encontro é reunir e favorecer a discussão científica e ética das perspectivas na pesquisa com células-tronco envolvendo pesquisadores nacionais e internacionais cujas pesquisas tenham contribuído de modo relevante para a área.
O evento será composto por palestras e mesas-redondas, além do lançamento do livro "Perspectives Of Stem Cells: From Tools For Studying Mechanisms Of Neuronal Differentiation Towards Therapy [Perspectivas das células-tronco: Ferramentas para estudar mecanismos de diferenciação neuronal para a terapia, em tradução livre]", que tem como público-alvo estudantes de pós-graduação de diferentes instituições nacionais, bem como pesquisadores e profissionais atuantes na área.
Luiz Eugênio Mello, professor do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e responsável pela implantação do Instituto Tecnológico Vale, apresentará a palestra de abertura, sobre o tema "Comparative assessment of stem cell therapy in a rat model of amyotrophic lateral sclerosis [Avaliação comparativa da terapia com células-tronco em um modelo de rato com esclerose lateral amiotrófica, em tradução livre]".
Fonte: Agência Fapesp
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Modelos com deficiência participam de desfile inclusivo
Em Piracicaba, evento fez parte do Fórum Municipal Permanente da Pessoa com Deficiência (Fompped).A programação do Fórum Municipal Permanente da Pessoa com Deficiência (Fompped) prosseguiu nesta terça-feira (24) com a primeira edição do Desfile Inclusivo de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, realizado às 19h, no Shopping Center Piracicaba.
O vereador André Bandeira (PSDB), idealizador do Fórum, explicou que o evento tem como objetivo mostrar que as pessoas com deficiência também têm seu espaço na sociedade, independente das dificuldades que enfrentam. “São pessoas que buscam vencer a cada dia, dando seu melhor” afirmou.
O desfile foi organizado pela agência de modelos Newton Oliveira e contou com o apoio das lojas Opera Rock, Metabolic, Ótica Crislen, Apparence, Delicata, TNG, M. Officer, Sfilatte, Caverna do Dino, New Shop, Bella Dona e Forum.
A fotógrafa Kika Castro também colaborou trazendo modelos de São Paulo para participar do desfile. Para Nilza Maria Costa, mãe de Renê, que é deficiente auditivo, o evento contribui para diminuir o preconceito com relação às pessoas com deficiência. “Foi uma feliz iniciativa porque a maior dificuldade é lidar com o medo das pessoas de conversarem ou se relacionarem com um deficiente. Muitos não sabem nem como falar com alguém que não ouve, por exemplo. Ver estas pessoas aqui, se mostrando, se divertindo como qualquer pessoa, quebra essa barreira”, declarou.
O Fórum Municipal Permanente da Pessoa com Deficiência está regulamentado pelos decretos legislativos nº 08 de 27 de abril de 2006 e nº 24 de 2 de outubro de 2006, ambos de autoria do vereador André Gustavo Bandeira. O objetivo do evento é fomentar o debate de temas relacionados com os direitos das pessoas com deficiência, como acessibilidade, transporte, educação e mercado de trabalho; promover avanços através da troca de experiências e ideias e abrir espaço aos profissionais de saúde para a apresentação de inovações que contribuam para a conquista da cidadania das pessoas com deficiência e outras moléstias.
A programação do Fórum continua nesta quarta-feira, com a palestra “Os Direitos dos Idosos”, que será ministrada no salão nobre da Câmara de Vereadores, rua Alferes José Caetano, 834, Centro, às 14h.
Fotos: Fabrice Desmonts – MTb 22.946
Fonte: http://www.camarapiracicaba.sp.gov.br
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Paraolímpicos brasileiros vão se aclimatar em Manchester para Londres-2012
O Brasil já definiu o local em que fará a aclimatação de sua delegação paraolímpica para os Jogos de Londres, em 2012. Em um acordo definido nesta segunda-feira, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) e a cidade de Manchester anunciaram oficialmente a decisão, na primeira vez que o país terá todos os esportes na mesma cidade durante o processo de adaptação.
“As condições oferecidas por Manchester foram muito boas. As instalações são de altíssimo nível e tenho certeza de que poderemos oferecer o que há de melhor para nossos atletas”, disse Andrew Parsons, presidente do CPB, lembrando que Manchester recebeu a Copa do Mundo paraolímpica, em 2005.
O Brasil também foi representado por Daniel Dias e Andre Brasil, nadadores que conquistaram medalhas e recordes no Mundial da Holanda, encerrado na última semana.
O cronograma prevê que os brasileiros ficarão nove dias em Manchester. Eles seguirão para Londres no dia da abertura da vila paraolímpica. Em comparação com Pequim-2008, apenas atletismo e natação tiveram período de aclimatação, em Macau.
“Agora vamos partir para os ajustes finos necessários para cada modalidade. Os próprios coordenadores e treinadores irão conhecer as instalações para ver possíveis novas necessidades”, explica Edílson Tubiba, diretor-técnico do comitê brasileiro.
Comemoração
Nesta terça-feira, atletas paraolímpicos participaram de um jogo de bocha em Londres, na Inglaterra, na comemoração dos dois anos para a realização das Paraolimpíadas, data que se comemora domingo. A Trafalgar Square foi escolhida para acolher o evento, que teve o prefeito de Londres Boris Johnson aprendendo o esporte.
Fonte: Portal Vida Mais Livre
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Pioneira da inclusão do deficiente visual morre aos 91 anos
Dorina Nowill estava internada havia 15 dias em hospital de São Paulo; corpo será velado na sede da fundação que leva seu nomeSÃO PAULO - A professora Dorina de Gouvêa Nowill, uma das maiores ativistas pela inclusão dos deficientes visuais no País, morreu neste domingo, 29, aos 91 anos. Segundo informações de familiares, ela estava internada havia cerca de 15 dias no Hospital Santa Isabel, na zona oeste, para tratar uma infecção, mas acabou sofrendo parada cardíaca.
"Foi uma morte praticamente natural", afirma seu filho Alexandre Nowill, que também era seu médico. Dorina, que era casada com Edward Hubert, deixa outros quatro filhos - Cristiano, Denise, Dorininha e Márcio Manuel -, além de 12 netos.
A professora ficou cega aos 17 anos por causa de uma doença que os médicos nunca conseguiram entender. Decidiu então dedicar a vida à luta pela inclusão de pessoas na mesma condição.
Com um grupo de amigas, criou em 1946 a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que em 1991 recebeu seu nome. Junto com o Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, a Fundação Dorina Nowill Para Cegos foi uma das pioneiras na produção de livros em Braille, na distribuição gratuita dessas obras para deficientes visuais e no desenvolvimento de técnicas mais modernas para que o cego consiga ler - como livros falados e vozes sintetizadas no computador.
Superação.
Dorina foi a primeira aluna cega a matricular-se numa escola regular em São Paulo. Na época, deficientes visuais praticamente não tinham acesso à cultura e à informação por causa da falta de livros adaptados.
Em 1945, conseguiu convencer a Escola Caetano de Campos, onde cursava o magistério, a implantar o primeiro curso de especialização de professores para o ensino de cegos. Após diplomar-se, viajou para os Estados Unidos com uma bolsa de estudos paga pelo governo americano para frequentar um curso de especialização na área de deficiência visual, na Universidade de Columbia.
Quando regressou ao Brasil, concentrou esforços na fundação da primeira imprensa Braille de grande porte do País. Hoje, a editora é uma das principais fontes de renda da fundação e produz 80% dos livros do Ministério da Educação para deficientes visuais e encomendas especiais de cardápios para restaurantes, instruções de segurança de companhias aéreas, best-sellers, etc.
Dorina dedicou-se também à regulamentação da educação para cegos. Na Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, foi responsável pela criação do Departamento de Educação Especial para Cegos. Em 1961, graças a seu empenho, o direito à educação ao cego virou lei.
Em Brasília. Entre 1961 a 1973, Dorina dirigiu o primeiro órgão nacional de educação de cegos no Brasil, criado pelo Ministério da Educação, Cultura e Desportos. Realizou programas e projetos que implantaram serviços para cegos em diversos Estados, além de eventos e campanhas para a prevenção da cegueira.
Em 1979, a professora foi eleita presidente do Conselho Mundial dos Cegos. Em 1981, Ano Internacional da Pessoa Deficiente, ela falou na Assembleia Geral das Nações Unidas como representante brasileira. Dorina também trabalhou intensamente para a criação da União Latino Americana de Cegos e foi diversas vezes premiada por seu trabalho.
Em 1989, o Congresso Nacional ratificou a Convenção 1599 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da reabilitação, treinamento e profissionalização de cegos. Esse foi mais um desdobramento do trabalho que Dorina havia começado 18 anos antes, com o primeiro centro de reabilitação para cegos criado por sua fundação.
Segundo sua neta Martha Nowill, 29, o enterro será terça-feira (31), no cemitério da Consolação (região central de SP). O local do velório ainda não foi definido, mas, ainda de acordo com a neta, a família pretende realizar a cerimônia na sede da fundação.
Martha se despediu da avó anteontem e disse que ela estava consciente, mas com dificuldades para falar."Ela disse que estava em paz. Minha avó é uma grande inspiração para mim", disse
Foto: Valéria Gonçalvez/AE - 29/1/2009
Dorina foi a primeira aluna cega a matricular-se numa escola regular em São Paulo
Fontes: Folha.com e Estadão.com.br
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domingo, 29 de agosto de 2010
CIRCUITO LOTERIAS CAIXA

Maceió inaugura a segunda jangada acessível
Depois do sucesso da primeira jangada acessível que democratizou o passeio às piscinas naturais da Pajuçara para as pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida, Maceió ganhou mais uma embarcação, a Acessibilidade II.
Novos parceiros como Braskem, Radisson Maceió e Caixa Econômica Federal aderiram ao projeto. A Primeira jangada, cujo nome é “Acessibilidade I”, tem 6,45 m de comprimento e 1,98 m de largura e pode comportar até seis pessoas, sendo duas utilizando cadeira de rodas. Na construção da jangada foram utilizadas as madeiras pequi, jaqueira, maçaranduba e igapó.
A segunda jangada do projeto, Acessibilidade II, com as mesmas características da primeira, já esta pronta para navegar. Uma terceira jangada, a Acessibilidade III, terá sua construção iniciada na segunda quinzena de agosto, com prazo de entrega para outubro.
O projeto da jangada acessível, desenvolvido pelo arquiteto, urbanista e ergonomista Jorge Luiz Silva, tem o apoio da Prefeitura Municipal de Maceió, do Instituto Coimbra de Pós Graduação e Pesquisa de Engenharia - COPPE-UFRJ e da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas – Adefal. O projeto de construção da Acessibilidade II conta com patrocínio da Braskem, Hotel Radisson e Caixa Econômica Federal.
Para dar mais conforto e segurança aos portadores de necessidades especiais, as jangadas são mais largas que as tradicionais e com espaços facilmente adaptáveis para transporte de pessoas que utilizam cadeira de rodas, proporcionando melhor estabilidade e segurança.
Fonte: http://mundoacessivel.blogspot.com
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COPA SÃO PAULO DE PARAKART
Quem quiser conhecer um pouco sobre a história do Hermes, acesse: http://hermespiloto.blogspot.com/, garanto que vale a pena!!!
Foto: Os seis primeiros colocados1º Daniel Moraes
2º Thiago Cenjor
3º Stephane Malle
4º Rafael Rodrigues
5º Alexandre Araújo
6º Hermes Oliveira
7º Tales Lombarde
8º Rodolfo Cano
9º Andres Lopes
10º Yves Raphael
11º João Carlos Dias
12º Romar Torres
13º Marcelo Lente
14º Rony Ederson
15º Anselmo Mendonça
16º Mario Cristofolett
17º José Pacheco
Foto: Hermes de Oliveira
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Revista Galileu: QUANTO CUSTA SER FELIZ

Vale a pena ler a reportagem completa na edição da revista.
Por enquanto, deixo um pouquinho da Denise para vocês:
" Vítima de um acidente de carro ocorrido em 2001, a atriz paulistana Denise Ferreira, 27 anos, é a demonstração do que os cientistas chamam de felicidade sintética - aquela que fabricamos em nossa mente quando as coisas não saem como planejamos. Isso leva um tempinho."
Fonte: Revista Galileu
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PARAKART
Amanhã 28/08 - as 15hrs - 7ª Etapa da Copa São Paulo da categoria Parakart, no kartodromo da Granja Viana.
Quem já foi sabe da emoção, quem ainda não teve a oportunidade, não deixe de ir, a disputa está bastante acirrada e a diversão é garantida!!!!
Kartódromo da Granja Viana
Rua Dr. Tomas Sepe, 443
Jardim da Glória - Cotia ( SP )
(55 11 ) 4702-5055
contato@kartgranjaviana.com.br
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Musical com audiodescrição para toda a família em SP
Através de parceria com o Sesc Vila Mariana conseguimos para nosso grupo o acesso gratuito e também teremos a audiodescrição, que será feita pela nossa querida Lívia Motta.
Prestigiando esse espetáculo, vamos fortalecer a idéia e a necessidade do Sesc proporcionar inclusão permanente em todos seus eventos.
Vamos lá pessoal, garantam seus lugares, são poucas vagas.
Façam já sua inscrição!!
Chamem seus filhos, netos, sobrinhos e amigos. A família toda está convidada!!!
Vocês vão se divertir e se emocionar!!!
Local: Sesc Vila Mariana (auditório) – Rua Pelotas, 141
Datas: 29/08/2010 (domingo) e 05/09/2010 (domingo)
Local de encontro: catraca do metrô Ana Rosa.
Horário do encontro: 14:00 hs.
Ingresso: gratuito para nosso grupo, com audiodescrição.
Inscrições pelo e-mail: amigospravaler@neobox.com.br ou pelos tels: 3496-2863 e 9594-9875, com Zé Vicente.
Seguem abaixo a sinopse do espetáculo, a imagem do convite e a descrição do convite.
Mãos de vento e Olhos de Dentro
SINOPSE
Só podemos ver o mundo com os olhos? Será que existem outras formas de reconhecer e transformar o que está a nossa volta?
As nossas mãos podem ver, descobrir as coisas? O nosso pé, sentindo o frio do lugar que pisa, sabe onde está?
Andando sozinhos, de olhos fechados pela nossa casa, conseguimos reconhecer todos os cômodos? Essas e outras perguntas fazem parte da história de amizade do garoto Tico, que adora observar as figuras que o vento faz nas nuvens, e da menina Lia. Por meio da brincadeira nasce uma grande amizade, e a descoberta de que o colorido e as formas do mundo podem ser experimentadas de infinitas maneiras. Três divertidas personagens se juntarão a Tico e à Lia, são as nuvens Cirrus, Stratocumulus e a mal-humorada Cumulunimbus. A montagem é uma parceria entre ÓcTrombada o grupo e a autora Lô Galasso, que fez a adaptação de seu livro Mãos de Vento e Olhos de Dentro (Ed. Scipione) para um roteiro encenado e musicado pelo grupo.

Descrição do Convite:
O convite tem fundo cor de laranja e traz quatro fotos, que ilustram trechos da peça e mostram os cinco personagens. A primeira foto tem a borda ondulada, no formato de uma nuvem. Nela, de trás para frente, Cirrus, Stratocumulus e Cumulunimbus aparecem cantando, de braços abertos. No primeiro plano estão Tico e Lia de perfil, sorrindo um para o outro. Sob a foto, em letras verdes, está escrito: MÃOS DE VENTO E OLHOS DE DENTRO. Abaixo, à esquerda há três pequenas fotos em forma de gotas. A primeira mostra Lia de pé, olhando para o alto e sorrindo e, à frente dela, o Tico, sentado, batendo com uma das mãos no próprio peito e com a outra estalando os dedos, fazendo percussão corporal. Na foto abaixo, lado a lado, estão: Cumulunimbus, de perfil, com cara amarrada; Stratocumulus fazendo careta e Cirrus sorrindo, com o rosto apoiado nas mãos abertas. Abaixo, outra foto mostra Lia e Tico, no cenário do interior da casa do Tico. Lia, de pé no fundo da foto, sorri olhando para o Tico. Este, em primeiro plano, sorri olhando para as páginas do caderno que tem aberto nas mãos. Uma das capas do caderno é vermelha e a outra é rosa. À direita das três fotos estão os créditos e informações sobre datas, horário, local, preços e endereço do Sesc Vila Mariana (descritos adiante).
Curiosidade:
No canto superior esquerdo do convite aparece, na cor branca, a logomarca do Grupo Óctrombada, que consta de dois elefantes de perfil, um de frente para o outro. O elefante da esquerda está com as quatro patas no chão; o da direita está com a pata dianteira levantada, apontando para o outro elefante à sua frente. As trombas dos animais, enlaçadas no alto, formam o número oito. Como o próprio nome indica, o Óctrombada nasceu como um octeto. Atualmente é um quinteto, mas continua com o seu nome de origem.
O conteúdo de texto do convite é o seguinte:
ÓcTrombada apresenta “Mãos de Vento e Olhos de Dentro”
Texto: Lô Galasso
Direção Musical : Daniel Rocha
Direção Cênica: Reynaldo Puebla
Dias 29 de agosto e 5 de setembro.
Domingos, às 15h30
Auditório
LIVRE – esta atividade será melhor aproveitada a partir de 4 anos
Obs: para pessoas com deficiência visual, colocamos no início desse texto nosso logo que é um coração vermelho, com braços abertos e perninhas e dentro está escrito Amigos pra Valer!.
Contamos com sua presença!!
Abraços,
Amigos pra Valer!
e-mail: amigospravaler@neobox.com.br
cel: 9594-9875
Fonte: Agência Inclusive
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Trabalhadores com deficiência acusam Metrô de SP de discriminação
Rubens Ascencio e Rogério Murari passaram no concurso da Companhia do Metropolitano (Metrô) de São Paulo para operadores de trem, em vagas destinadas a pessoas com deficiência. Também foram aprovados em exames médicos e laboratoriais, até que chegaram ao treinamento que permitiria a realização do sonho, especialmente de Rubens, de trabalhar no Metrô de São Paulo. Foram 90 dias de preparação e mais 20 de espera até a notícia da demissão. Estranhamente, os trabalhadores foram demitidos pelo Metrô pelo mesmo motivo pelo qual foram contratados: por serem portadores de deficiência. “Fico revoltado porque questionei o médico e ouvi dele ‘essa vaga aqui é exclusiva para deficiente’”, protesta Rubens, em entrevista à Rede Brasil Atual. A admissão ocorreu em 18 de janeiro, e a dispensa, em 24 de junho.
“Como abrem vaga para deficiente e nos demitem por sermos deficientes?”, indigna-se. Quando foram demitidos, Rubens e Rogério ouviram do Metrô que não atendiam a necessidade de rapidez para a função.
Parte da decepção dos trabalhadores se deve ao fato de terem deixado empregos estáveis para atuar no Metrô. “A funcionária do RH (departamento de recursos humanos) me disse ‘está tudo certo, o senhor já pode pedir demissão’”, lembra Rubens, que era funcionário de uma indústria em São Bernardo do Campo (SP).
“O médico deveria nos avisar se éramos compatíveis ou não com a função”, critica Rogério. “Isso é muito incoerente”, condena o trabalhador. Na visão deles, a área médica ou o próprio setor de recursos humanos da empresa deveriam ter avaliado previamente se o trabalho de operador é compatível com a deficiência dos trabalhadores.
Sem acessibilidade
Os dois trabalhadores, portadores de sequelas de poliomielite, consideram que o grave erro do Metrô de São Paulo é não oferecer condições de receber trabalhadores com certos tipos de deficiência. Durante o treinamento, eles tiveram de subir e descer escadas, andar por longos trajetos e participar de todas as atividades de formação “em pé de igualdade” com os outros operadores de trem. Para eles, foi o início da discriminação. “O treinamento foi puxado, porque fizeram tudo para pessoa que não tinha deficiência nenhuma”, condena Rubens, que usa aparelho ortopédico na perna e caminha com bengala de apoio.
Além do constrangimento de não serem esperados pelos instrutores para começar as aulas, porque demoravam mais que os colegas durante os trajetos internos da empresa, os trabalhadores demitidos ouviam comentárias preconceituosos, como “o que o usuário vai falar ao ver operadores assim. Vão ficar com medo de entrar no trem”, conta Rubens.
“Era um constrangimento ficarmos para trás. Não havia condições à altura da situação”, avalia Rogério. “Sofremos pressão, e o processo de decisão (pela demissão) foi obscuro”, lembra o trabalhador. “Não tivemos chance de dialogar. Nos chamaram e nos demitiram”, completa Rubens.
Na avaliação de Rubens, operar trens não seria problema para eles. A linha azul, que liga as estações Jabaquara e Tucuruvi, tem trens totalmente computadorizados, em que os operadores permanecem para garantir providências em caso de pane. Os carros alinham-se à plataforma e abrem e fecham portas automaticamente.
O mais difícil, segundo ele, é ter acesso ao pátio de manobras, uma espécie de estacionamento de trens que fica em meio de túneis, entre estações, utilizado quando os trens têm problemas e onde é necessário passar por passarelas bem estreitas. “O operador que não tem deficiência já tem dificuldade, para o que tem a dificuldade é maior. Mas durante o treinamento, eu fui”, comenta Rubens. “Eu consegui atuar como operador do meu jeito”, avalia.
Processo
Os trabalhadores decidiram mover um processo contra o Metrô solicitando a reintegração ao quadro funcional, além de indenização por danos morais sofridos durante o treinamento e pela perda do emprego. “Brincaram com nossas vidas, fomos expostos a situações vexatórias e depois dispensados”, acusa Rubens, que após a demissão ficou várias semanas sem dormir.
“Eu só chorava e não dormia”, relata. “Psicologicamente, você não faz ideia do que eu passo. É muito constrangedor aos 47 anos, com família para cuidar, passar por essa reviravolta e terminar desempregado”, resume Rubens.
De acordo com Flávio Godói, diretor do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o Metrô comete um grande erro ao abrir concurso para trabalhadores com deficiência sem estipular o tipo de deficiência que se aceita ou não. Ele afirma que o sindicato tentou negociar a realocação dos trabalhadores para outra função, para evitar as demissões, mas a empresa não aceitou.
“Entendemos que o Metrô poderia aproveitar a pessoa que passou no concurso em outras áreas, de forma muito tranquila para todas as partes, até porque é muito difícil passar no concurso do Metrô. Então, estamos falando de pessoas bem preparadas”, relata o sindicalista.
Segundo Almir de Castro, diretor dos Metroviários que acompanhou o treinamento dos operadores de trem, “o Metrô teve oportunidade de dizer para eles que não seriam operadores, mas deixou o barco correr até chegar a esta situação difícil”. “A situação deles realmente foi constrangedora”, interpreta o diretor.
Fonte: Rede Brasil Atual
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Discussões, soluções, inclusão e acessibilidade – SP, 30/9
Reservas até dia 25 de agosto de 2010, pelo site http://www.prosenlegal.com.br/prosen.htm
O Fórum tem como objetivo discutir e apresentar soluções para a inclusão e acessibilidade das pessoas com deficiência, palestrantes como o Superintendente da DRT São Paulo, José Roberto de Melo, Vereadora Mara Gabrilli e Paulo Eduardo Chieffi Aagaard, o nosso Pauê, estarão presentes abrilhantando e contribuindo com o tema central do Fórum.
Paralelamente ao Fórum, outras atrações, como a exposição de produtos e serviços, exposição de fotos, livraria especializada, entre outras atrações.
Luiz Souza
2ª EDIÇÃO DO FÓRUM DE DISCUSSÕES, SOLUÇÕES, INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIENCIA – SÃO PAULO – BRASIL.
No dia 30 de setembro de 2010, no auditório AAPSA- SANTO AMARO- AV. MÁRIO LOPES LEÃO, 534,das 9h30 as 17h00 acontece a 2ª EDIÇÃO DO FÓRUM DE DISCUSSÕES, SOLUÇÕES, INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE DAS PESSOAS COM DEFICIENCIA.
Programação:
FÓRUM DE DISCUSSÕES, SOLUÇÕES, INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIENCIA.
2ª EDIÇÃO
9H30- ABERTURA
10H00-INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA-DESPESA OU INVESTIMENTO?
SUPERITENDENTE REGIONAL DO TRABALHO -JOSÉ ROBERTO DE MELO
10H30-CONHEÇA O INSTITUTO IOS-INSTITUTO DA OPORTUNIDADE SOCIAL
11H00-”INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIENCIA COM FOCO NA EDUÇÃO PARA O TRABALHO”
APRESENTAÇÃO DA AVAPE
12H00-ALMOÇO
13H00-”DERRUBANDO BARREIRAS: SUPERAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL
PALESTRANTE: MARA GABRILLI
14h30-”A IMPORTÂNCIA DA ACESSIBILIDADE”
PALESTRANTE: SMPED
15H30- INTERVALO
16h00-”A FORÇA CONTAGIANTE DA SUPERAÇÃO”
PALESTRANTE:PAULO EDUARDO CHIEFFI, O PAUÊ
Fonte: Agência Inclusive
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Feira mostra ideias simples para a inclusão social de deficientes
Fonte: R7
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Paralisado cebrebral: construção da identidade na exclusão

“O objetivo desta pesquisa é investigar a formação da identidade em pessoas socialmente ativas que tem a deficiência conhecida como paralisia cerebral[1]: busco saber como e por que estas pessoas com deficiência não se tornaram o que número expressivo deles se torna: um ser socialmente inativo e invisível.
Escolhi este segmento social porque sou uma paralisada cerebral, com comprometimento físico leve, tendo como única barreira de atuação social mais intensa a identidade social reificada, ou os preconceitos que me são impostos a partir de minha apresentação física e de dificuldades mínimas de coordenação motora e fala.
Concluí meu mestrado com uma pesquisa sobre a identidade de um militante político com deficiência física. Nesta caminhada, tornei-me também militante pelos direitos das pessoas com deficiência. Terminado o curso de mestrado, quis dar continuidade à pesquisa, mas estava na dúvida entre estudar o movimento social deste segmento, ou pesquisar a identidade do segmento de pessoas paralisadas cerebrais. Acabei por escolher trabalhar com pessoas paralisadas cerebrais por diversas razões.
Nas reuniões do movimento, compareciam muito poucos paralisados cerebrais e os que vinham eram vistos como inferiores por seus próprios companheiros de luta. Minha condição de paralisada cerebral, militante de um movimento político apartidário em luta pelos direitos das pessoas com deficiência, levou-me a pesquisar as condições deste segmento, tão pouco conhecido pelo público leigo e pela academia.
Na verdade, quando se fala em deficiência física, as pessoas logo têm a imagem de um paraplégico que, em geral, adquiriu a deficiência na adolescência ou em idade adulta (por exemplo, lesado medular em conseqüência de acidente de automóvel); tanto do ponto de vista físico quanto psíquico, porém, as condições do pc, que já nasce ou torna-se em em criança, são bastante diferentes. No caso de um sequelado de poliomielite, ou no de um paraplégico ou tetraplégico, quando se encontra sentado conversando, por exemplo, a aparência física, aproximada dos padrões da normalidade, não é tão desviante quanto a de um paralisado cerebral.
Finalmente, decidi-me por este tema após participar do X Congresso Brasileiro de Paralisia Cerebral (realizado em São Paulo em 1989), onde assisti à palestra em que um psiquiatra, renomado em meio aos profissionais ligados à reabilitação, simplesmente “colou” a psicologia dos pessoas com deficiência mental para os paralisados cerebrais, o que não se aplica em absoluto. Foi neste instante que percebi a necessidade premente de aprofundar a pesquisa sobre a identidade dos paralisados cerebrais.
O estigma e o desconhecimento da realidade do paralisado cerebral têm sido responsáveis pela exclusão deste segmento do meio social em que vive. O exame da difícil construção de identidade na exclusão apoiou-se na tese sobre o estigma de Goffman, nos escritos sobre identidade de Habermas e Ciampa e na teoria do sentimento de Agnes Heller.”
[1] Chama-se paralisado cerebral (pc) a todo portador de deficiência física originada de lesão cerebral, de qualquer ordem, adquirida em geral antes ou durante, mas também após o nascimento. Explico e discuto essa condição no capítulo sobre identidade, à p.10.
Para adquirir, visite o website da editora neste link: http://www.cabraleditora.com.br/
Fonte: Agência Inclusive
DEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com
Socorro (SP) investe em acessibilidade para atrair mais público

Cidade desenvolve projeto Socorro Acessível e vem atraindo bastante público. Há placas em braile, pisos táteis e acomodações acessíveis na maioria dos lugares turísticos.
Pense em um destino que una turismo rural, aventura e lazer para toda a família. Quem busca alguma dessas opções em uma viagem a preços populares pode seguir em direção a Socorro, a 134 quilômetros da capital paulista.
A cidade reúne diversos hotéis com recreação própria, com monitores que organizam brincadeiras para adultos e crianças, além de amplas áreas de lazer com piscinas externas e internas, quadras poliesportivas e, em alguns casos, passeios a cavalos e visitas a plantações e espaços com criações de animais.
Grande parcela dos turistas que chega ao município, em contrapartida, busca alternativas que fogem ao sossego de um bar na piscina, uma massagem no interior de um hotel ou uma programação elaborada por monitor fanfarrão. O turismo de aventura local oferece 21 modalidades como atrações, que integram atividades em terra, água e ar. Parapente, asa-delta, canoagem, boia-cross, acqua ride, water trekking, arvorismo, rapel, escalada, cicloturismo e cavalgada são algumas delas.
Se você é marinheiro de primeira viagem, um conselho: comece pela tirolesa. Tem perigo? “Se não tivesse risco de morte, não seria um esporte de aventura”, brinca um guia. Simples e extremamente segura, vá à tirolesa do Parque dos Sonhos, a maior delas, com um quilômetro de extensão em meio a uma bela paisagem natural.
Depois de experimentar rapidamente o gostinho da aventura, siga em direção a uma das agências receptivas e peça pelo rafting. A emoção é garantida. Tudo começa com todos dentro do bote, quando um treinamento inicial em águas calmas procura familiarizar os participantes aos comandos que virão a seguir na prática. No rio do Peixe, os percursos variam entre três quilômetros (que geralmente são indicados a crianças a partir de sete anos) e seis quilômetros (que já possuem certos trechos mais radicais). Não se esqueça de levar, na mochila, uma troca de roupa completa, tênis extras e toalha, pois a chance de não se molhar é seguramente nula.
Mas se engana quem acredita que essas atividades são restritas a aventureiros dotados de plenas condições motoras, sensoriais e físicas. Desde 2005, o projeto Socorro Acessível vem atraindo cada vez mais pessoas com mobilidade reduzida. A qualificação de prestadores de serviços turísticos e de esportes de aventura recebe, desde então, um investimento significativo por parte do Estado e do município, que conta com diversas placas em braile, pisos táteis e acomodações acessíveis na maioria dos lugares turísticos.
Um dado curioso do turismo de aventura em Socorro é de que, diferentemente do que ocorre em outras cidades, todas as atividades são realizadas dentro de áreas privadas. As operadoras locais foram, ao longo de certo tempo, adquirindo propriedades e adequando-as em parques para o turismo. Se, por um lado, esse processo retira um pouco do aspecto da natureza em seu estado bruto, as vantagens ficam por conta da infraestrutura e conforto oferecidos, como restaurantes e vestiários, por exemplo.
Para comprar e para comer
Anualmente, em data próxima ao feriado de Corpus Christi, a Socorro Expo Fair toma conta da cidade. Diversas malharias reunidas em um grande pavilhão expõem seus produtos à venda em pequenos estandes. Os valores e modelos se encaixam em todos os gostos e bolsos. Fora da época do evento, a pedida é passar pela Feira Permanente de Malhas e pelo Moda Shopping de Fábrica, que juntos reúnem cerca de 100 lojas. Vá com tempo, pois, nos fins de semana, os corredores costumam ficar cheios de consumidores.
Para comer, não deixe de agendar um “café caipira” no Rancho Pompeia. Ao lado do marido, Flávio, Márcia Meneghelli comanda a cozinha com forno à lenha com tijolos a vista. Dele saem deliciosos quitutes caseiros, como canjica, milho, diferentes tipos de pães e geleias. São cerca de 20 itens feitos no local com produtos orgânicos. Esqueça o regime em casa e prove os bolos, pães de queijo e requeijão artesanais.
Famílias e grupos que desejam entrar em contato com a realidade e o funcionamento de uma pequena fazenda podem permanecer durante mais tempo no rancho e ver de perto, por exemplo, a ordenha das vacas, criações de outros animais e plantações de milho e banana.
PORTAIS REGIONAIS
Prefeitura de Socorro
www.socorro.sp.gov.br
Socorro Tur
www.socorro.tur.br
Estância de Socorro
www.estanciadesocorro.com.br
Fonte: http://viagem.uol.com.br/
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
MOVIMENTO SUPERAÇÃO EM PORTO ALEGRE

"...foi fantástico, para a primeira vez aqui no sul, deu pra gente nessa passeata encontrar muitos amigos que eram virtuais, trocamos experiência com outros deficientes, conseguimos mostrar nossa cara, saindo pra rua, a passeata ajudou as pessoas verem que a gente existe sim...E que somos muitos...E sabe apesar do calor nós o povo deficente ficamos ali, na garra..Algumas pessoas vinham nos cumprimentar, enquanto outras ficavam olhando, acho q o ano que vem as pessoas vão estar mais junto nessa luta. O bom mesmo foi encontrar outros cadeirantes e seus familiares, aumentamos nosso circulo de amizade ainda mais, isso foi muito positivo pra gente... "
Blogs da Aldrey:
http://www.aldreylaufer.blogspot.com/
http://lesadaeapimentada.blogspot.com/
Olha que lindo!!! A Inclusão é pra todos!!!!
Rafa e Sérgio
Billy, o presidente do Movimento e a Aldrey

Para quem não conhece o Movimento Superação:
Para suprir a carência de políticas públicas voltadas para a defesa das diferenças e para a inclusão social, a mobilização de pessoas em prol de um lema coletivo se torna uma das ferramentas mais fortes na luta pela garantia dos direitos humanos e pela criação de uma sociedade mais justa e ética.
Por crer na força desses movimentos sociais organizados que lutam por práticas inclusivas é que incentivamos a mobilização em movimentos pacíficos e ordenados, com a Passeata SuperAção – realizada em São Paulo há sete anos e, recentemente, estendida também para o Rio de Janeiro, Porto Alegre e para Santa Fé - Argentina.
( http://www.movimentosuperacao.org.br/ )
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Bicicleta especial criada por alagoano é testada em Maceió
No ano passado, o designer e estudante de Arquitetura alagoano Rodrigo Motta, 34, conquistou a medalha de bronze no Prêmio Idea Brasil 2009, na categoria estudante (nacional e internacional), pela criação de uma espécie bicicleta ergométrica adaptada para pessoas portadoras de necessidades especiais, batizada de Flexibility Cycle.

( Priscylla Régia/Alagoas24Horas )
O objeto permite movimentos de fisioterapia através de um sistema mecânico
Na semana passada, pouco mais de um ano após a premiação, o objeto portátil que, acoplado a uma cadeira de rodas, permite movimentos de fisioterapia através de um sistema mecânico, finalmente saiu do papel e se transformou em realidade.
O protótipo da bicicleta foi construído em São Paulo e a partir de amanhã será testado inicialmente em Maceió, em locais como o Centro de Reabilitação do Sesi, Centro de Fisioterapia da Santa Casa, Adefal, Cesmac, Faculdade de Alagoas (FAL) e Faculdade Integrada Tiradentes (FITS).
“A bicicleta irá ficar uma semana em cada um desses locais para atender portadores de necessidades especiais e pacientes idosos ou com imobilidades temporárias, tudo com o acompanhamento do fisioterapeuta Elson Ferrer. Após os testes e possíveis ajustes, ela poderá ser finalmente comercializada”, explicou Rodrigo Motta.
O protótipo da bicicleta foi desenvolvido por um ex-executivo da Multinacional Bosh e produzido pela empresa Studio 76 Design, em Salto, São Paulo, depois que o empresário paulista Marcelo Maggioli propôs sociedade ao designer alagoano.
Segundo fisioterapeutas que tiveram acesso a invenção, a bicicleta que funciona com movimentos automáticos pode auxiliar no tratamento fisioterápico de pessoas paraplégicas, idosos e pacientes vítimas de Acidente Vascular Cerebral. Mais informações no site www.studio76design.com.br.
Fonte: Alagoas - 24 Horas
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Surfe adaptado 'invade' o mar da Barra da Tijuca, no Rio, e desafia as ondas
Deficientes estão acostumados a superar barreiras diariamente, mas alguns deles decidiram vencer, também, as ondas. São praticantes do surfe adaptado que encontraram no mar um incentivo a mais para viver. Na praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, eles fazem parte da ONG Adapt Surf, que nasceu em 2007 pelas mãos do então estudante, e hoje instrutor, Henrique Saraiva.
EE de Bolso mostra um aperitivo da matéria deste domingo, no EE. Assista!
Aos 18 anos, o criador do projeto foi alvo de uma bala perdida, que o fez perder parte dos movimentos das pernas. Ele descobriu no surfe uma forma de ser feliz e hoje já atende a 35 portadores de necessidades especiais. Na praia, os surfistas contam com uma esteira adaptada para o acesso de cadeirantes ao mar e usam pranchas especiais, que evitam acidentes com a quilha, que, especialmente, são feitas de borracha.

Equipe do Esporte Espetacular grava na praia da Barra da Tijuca com a ONG Adapt Surf (Foto: divulgação)
A equipe do "Esporte Espetacular", formada pelos produtores Thiago Asmar e Claudio Moraes e pelo repórter-cinematográfico Reinaldo Menezes, foram conferir de perto uma aula de surfe nas areias cariocas e constataram: quem passa por ali se emociona e ganha mais coragem para seguir adiante.
Domingo, no "Esporte Espetacular", você confere essa reportagem completa. Não perca!

Ao fim da gravação da reportagem, toda a turma de junta para uma foto de recordação (Foto: divulgação)
Fonte: Esporte Espetacular - Globo
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Brasil dará assistência ao Haiti na área de pessoas com deficiência
Chega ao Brasil uma delegação do governo do Haiti, que vem conhecer as políticas de direitos humanos e de saúde do governo brasileiro, com foco nos temas relativos à pessoa com deficiência.
A missão é liderada pelo secretário haitiano para a Integração das Pessoas com Deficiência, Archange Michel Pean, e será acompanhada por representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
O diálogo começou em abril, no Haiti, pela missão brasileira. Na segunda-feira (23), eles estiveram em Goiânia, que aderiu ao Projeto Cidades Acessíveis é Direitos Humanos. Terça (24), o grupo chega a Brasília.
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/
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Brasil é quinto colocado no Mundial de Natação

País supera vitórias do Mundial de 2006. O Brasil igualou a quinta colocação de Durban 2006, com o mesmo número de medalhas, mas com dois ouros a mais, o que foi fundamental para superar a Austrália.
Terminou neste sábado, 21, o Mundial Paraolímpico de Natação, em Eindhoven, na Holanda. A última prova da competição foi a de águas abertas, com cinco quilômetros. Único brasileiro inscrito, Marcelo Collet terminou na sétima colocação, com o tempo de 1h05m03s. A vitória na prova foi do australiano Brenden Hall, com 1h01m13s. O destaque, porém, foi a sul-africana Natalie Du Toit, que assim como nas paraolimpíadas de Pequim, chegou à frente entre homens e mulheres, com 1h00m22s.
Para Collet, além da chance de brigar por uma medalha, a prova lhe deu mais uma oportunidade de treinar na água fria, visando à travessia do Canal da Mancha, em setembro. Collet será o quinto atleta com deficiência e o primeiro a ter disputado as paraolimpíadas a encarar o maior desafio da natação em águas abertas. A tentativa do brasileiro acontecerá de 13 a 20 de setembro, no dia que apresentar as melhores condições.
"Tomara que seja no dia 17, quando completo 30 anos. Em Atenas comemorei meu aniversário no dia da abertura, em Pequim, no encerramento", disse Collet.
Mais ouros
O Brasil igualou a quinta colocação de Durban 2006, com o mesmo número de medalhas, mas com dois ouros a mais, o que foi fundamental para superar a Austrália. Foram 26 medalhas, sendo 14 de ouro, três de prata e nove de bronze. A disputa pelas primeiras posições do Mundial foi muito acirrada, com a Ucrânia levando a melhor no final, com 57 medalhas (21 de ouro, 20 de prata e 16 de bronze). Os Estados Unidos ficaram em segundo, com as mesmas 57 medalhas, mas com um ouro a menos. Rússia pegou o terceiro lugar, com 46 no geral e 19 ouros, com a Grã-Bretanha em quarto (52/16).
Desde que chegaram a Eindhoven, os técnicos brasileiros diziam que a disputa ia ser acirrada e que ficar entre os cinco seria uma tarefa muito mais difícil do que em Durban. O quinto lugar brasileiro esteve ameaçado até o final pela Austrália, uma potência na natação tanto olímpica quanto paraolímpica, que terminou com 13 ouros.
"Estamos entre as principais potências do mundo, que estiveram em Eindhoven com equipes muito maiores do que a nossa. O resultado foi muito bom e animador para os Jogos de Londres e também de 2016, por causa do bom desempenho dos novatos", disse Gustavo Abrantes, coordenador técnico da Seleção.
A delegação brasileira deixa a Holanda neste domingo, chegando a São Paulo às 17h. Principais responsáveis pelo quinto lugar do Brasil, Daniel Dias e Andre Brasil não voltarão junto com o restante do grupo. A dupla de ouro seguirá para Manchester, na Inglaterra, para o lançamento da parceria entre o CPB e a cidade inglesa, onde o Brasil fará sua aclimatação para as Paraolimpíadas de Londres. Os dois chegarão ao Brasil na quarta pela manhã.
Foto: Atleta Marcelo Collet
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i.Social realiza mutirão da inclusão em São Paulo

Nos mutirões, time de RH passa por treinamentos e palestras ministrados pela i.Social. Em seguida, realizarem dinâmicas e entrevistas com mais de uma centena de candidatos com deficiência.
A i.Social promove constantemente ações de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho por meio de workshops denominados “Mutirão da Inclusão”. Este tipo de ação é uma verdadeira força-tarefa realizada pela equipe da i.Social, sempre em conjunto com a empresa interessada em contratar uma grande quantidade de profissionais com deficiência.
No dia do mutirão são reunidos os principais líderes da empresa, bem como o time de RH, que passam por treinamentos e palestras ministrados pela i.Social na parte da manhã para, em seguida, realizarem dinâmicas e entrevistas com mais de uma centena de candidatos com deficiência.
“O objetivo é contratar o maior número de candidatos no menor tempo possível para as mais diversas vagas”, explica Andrea Schwarz, presidenta da i.Social.
“Temos tido um índice de contratações surpreendente, em torno de 40% dos candidatos participantes, e as empresas aproveitam para adquirir maior conhecimento sobre o tema inclusão, conhecer candidatos e fechar vagas de uma só tacada”, relata Jaques Haber, diretor da i.Social.
Os mutirões já foram realizados em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas e agora em São Paulo, em parceria com uma empresa multinacional brasileira, líder no ramo de bebidas.
Em parceria com a i.Social, estão abertas oportunidades de trabalho para pessoas com deficiência em diversas áreas. O processo seletivo será realizado em 26 de agosto às 13h, na Zona Norte de São Paulo.
Perfil para candidatar-se:
- Maior de 18 anos
- Escolaridade: Ensino Fundamental completo (em diante)
- Vagas abertas: operacionais, administrativas, vendas, marketing, suply e engenharia
- Salário será definido de acordo com o grau de qualificação do candidato.
Envie seu currículo para rh@isocial.com.br, juntamente com laudo médico (deficiência física), laudo de acuidade visual (deficiência visual) ou audiometria (deficiência auditiva).
Não perca a chance de participar desta seleção. Indique seus amigos!
Em caso de dúvidas, entre em contato conosco: (11) 3891-2511 ramal 285 – www.isocial.com.br – twitter.com/isocial_rh
Fonte: Portal Vida Mais Livre
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Processo Seletivo de Patrocínios do Banco do Brasil para 2011
O Banco do Brasil realiza projetos aderentes às seguintes premissas:
a) visibilidade - percepção da marca Banco do Brasil pelo público, proporcionada pelas ações de comunicação compreendidas no escopo do projeto;
b) fortalecimento da marca - colaboração do projeto para potencializar o reconhecimento da marca Banco do Brasil ou marcar seu posicionamento junto a segmentos específicos de públicos ou junto à sociedade em geral, a curto, médio e longo prazos;
c) relacionamento - potencial do projeto para aprofundar o relacionamento institucional e negocial do Banco do Brasil com seus clientes efetivos e potenciais;
d) contrapartidas - análise das propriedades oferecidas pelo projeto frente à cota de patrocínio solicitada;
e) brasilidade - presença, no projeto, de atributos que enalteçam e divulguem valores atrelados às especificidades culturais, sociais e econômicas do Brasil;
f) inovação - colaboração do projeto para a construção e divulgação de iniciativas inovadoras para as comunidades, o País e seus agentes sociais, culturais e econômicos;
g) sustentabilidade - aderência do projeto ao conceito de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental;
h) democratização - igualdade de oportunidade e acesso a produtos e serviços resultantes da implementação dos projetos patrocinados;
i) distribuição geográfica - distribuição dos projetos pelo território nacional;
j) cidadania - colaboração do projeto para a promoção da cidadania e do desenvolvimento humano;
k) potencial educacional - desdobramentos educacionais e/ou de capacitação técnica proporcionados pelo projeto;
l) acessibilidade - previsão de acesso especial para pessoas com mobilidade reduzida ou com deficiência física, sensorial ou cognitiva, de forma segura e autônoma, aos espaços onde se realizam os eventos ou aos produtos e serviços oriundos dos patrocínios.
Mais informações e inscrição no site: www.bb.com.br/patrocinios
Fonte: Banco do Brasil
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Para acessos especiais
Marina Estarque
Um dos maiores problemas das pessoas com deficiência no Brasil é serem invisíveis. Apesar de quase 25 milhões de brasileiros, segundo o IBGE, possuírem algum tipo de deficiência, a sociedade ainda se mantêm cega a essas pessoas. Priscilla Selares, de 28 anos, advogada e coordenadora do setor jurídico do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), é deficiente visual desde os 18 anos, quando um acidente vascular cerebral (AVC) deixou-a com apenas 5% da visão no olho esquerdo e cega do direito. Para ela, essa invisibilidade imposta aos deficientes é perigosa. "De tanto ouvir 'não', você acaba achando que é impossível ter uma vida normal. Se tivesse acreditado nisso, hoje não estaria exercendo a minha profissão", conta.
A exclusão também se manifesta no acesso à Internet. De acordo com o Censo na Web, pesquisa do Comitê Gestor da Internet, 98% dos sites do governo não adotam padrões de acessibilidade. De acordo com a ONU, em países em desenvolvimento, os deficientes representam cerca de 10% da população. Isso significa que os sites de interesse público estão de portas fechadas para um décimo dos brasileiros.
Vagner Dinis, responsável pelo censo, explica que as barreiras não são de ordem tecnológica, mas de tomada de consciência. "É muito fácil fazer um site adequado aos padrões de acessibilidade, sem custo adicional", diz. São mudanças simples, como uma configuração de recursos de navegação pelo teclado ou uma codificação da página e inserção de descrições das imagens para deficientes visuais, e até mesmo um aumento no contraste de gráficos para atender ao daltônico, que não é capaz de diferenciar certas cores.
Mesmo com essas opções, a inclusão não é fácil. "As empresas acham que um deficiente dá trabalho e representa gastos. Há uma grande resistência", explica Teresa Costa d'Amaral, Superintendente do IBDD e autora da lei federal 7.853/89, que trata dos direitos da pessoa com deficiência e criminaliza o preconceito. "Dos 40 mil com currículos cadastrados, conseguimos empregar apenas 73 nos últimos seis meses", lamenta.
A falta de acesso às tecnologias assistivas perpetuam um círculo vicioso que condena os deficientes à invisibilidade. Sem elas, é difícil obter informação, educação e trabalho. Desempregadas, as pessoas com deficiência não formam um mercado consumidor vigoroso capaz de sustentar esta indústria tecnológica. As tecnologias assistivas são, portanto, uma necessidade. Elas aumentam a qualidade de vida e abrem caminhos que, de outra forma, estariam fechados para as pessoas com deficiência.
Programas especiais
Tecnologias para deficientes que aumentam o acesso democrático à informação não faltam. Antônio Borges, engenheiro de sistemas e responsável pelos projetos de acessibilidade do Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ, criou vários software para deficientes. O Dosvox, sintetizador de voz que narra os comandos de vários aplicativos, é gratuito e é usado por mais de 30 mil deficientes visuais. "Um cego que que saiba usar bem o programa pode mais ser rápido no computador que alguém que use um sistema operacional convencional, já que o mouse torna o usuário mais lento", acredita o engenheiro. Já o Motrix, para pessoas sem movimento nas mãos, mas com a fala preservada, já foi baixado na Internet por 2 mil usuários, o que é considerado um sucesso.
Contudo, nem todas as tecnologias assistivas são gratuitas. Algumas podem atingir preços exorbitantes, como o Jaws, leitor de tela para cegos, que custa de R$ 2.700 a R$ 4 mil, e o Magic, que amplia os conteúdos exibidos e é usado por pessoas com capacidade reduzida de visão, que custa entre R$ 1.100 e R$ 1.500. Programa similar para celulares, o Talks é muito usado por deficientes visuais e custa em torno de R$ 700. Além de caros, os programas são difíceis de encontrar no mercado.
Fonte: O Dia Online
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Deficientes fazem desfile de moda com tendências da coleção primavera-verão
Um desfile de moda de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida está marcado para a noite desta terça-feira (24), em Piracicaba. Os cadeirantes vão mostrar as tendências da coleção primavera-verão. O evento faz parte do Fórum Municipal da Pessoa com deficiência, que começou com uma caminhada na segunda-feira (23) com a participação de 300 pessoas e vai até sexta (27) (detalhes da programação abaixo).
O vereador André Bandeira (PSDB), que é cadeirante e autor da iniciativa, afirmou que o Fórum vem crescendo ano a ano, atingindo plenamente seu principal objetivo que é o de discutir políticas e ações, públicas e privadas, para as pessoas com deficiência.
"O trabalho tem sido importante para a conscientização da população sobre a acessibilidade em todos os aspectos e para todos os tipos de deficiência. Temos percebido que os moradores estão se adaptando e possibilitando que o deficiente será incluído em diferentes atividades, como no trabalho", explica o idealizador.
André Bandeira ressalta ainda que o maior desafio em relação à inclusão do deficiente é a quebra das barreiras criadas pelo preconceito. "São eventos como esse que chamam à atenção sobre o problema e propõe soluções. Na quinta edição do fórum, percebemos que a cada ano conseguimos atingir cada vez mais o objetivo de conscientizar a população", conclui o vereador.
Programação
Além do desfile estão programadas várias atividades durante a semana.
Na quarta-feira (25), às 14h, na Câmara de Vereadores, será realizada a palestra “Os direitos dos Idosos”, apresentada por profissionais de direito.
Outras duas palestras e um filme integram a programação. Ás 9h30, no auditório verde do campus Taquaral da Universidade Metodista de Piracicaba, a Dra. Élica Fernandes, falará sobre Esclerose Lateral Amiotrófica, tema que repete no período noturno, tendo como palco o auditório vermelho. Às 14h, na Câmara de Vereadores, acontece a exibição do filme Murdeball – Paixão e Glória.
Na quinta, às 19h20, a fisioterapeuta Simone Gonçalves, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), falará aos alunos das Faculdades Anhanguera sobre o temo Atuação da Fisioterapia Respiratória.
O fórum será encerrado na sexta-feira (27), às 9h, com a palestra Acessibilidade em Edificações, que será ministrada pela arquiteta Taís Frota, no anfiteatro 3, bloco 8, da Fundação Municipal de Ensino.
Fonte: EPTV
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Eleições 2010 e as pessoas com deficiência
Há um ano, em 25 de agosto de 2009, os eleitores portadores de necessidades especiais brasileiros foram presenteados com a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em Nova York. Este tratado, que versa sobre direitos fundamentais, foi aprovado pelo Congresso Nacional e integra os direitos e garantias individuais inscritos em nossa Constituição Federal de 1988.
Ao considerar que as pessoas com deficiência devem ter a oportunidade de participar ativamente das decisões relativas a programas e políticas, inclusive aos que lhes dizem respeito diretamente, o governo brasileiro atribuiu a este documento internacional o status de norma constitucional. Portanto, os portadores de necessidades especiais agora têm seus direito assegurados pela própria Constituição brasileira.
Por sua vez, o Tribunal Superior Eleitoral tratou de garantir aos eleitores portadores de deficiências o pleno exercício do direito ao voto. A resolução 23.218/2010 apresenta dois artigos que visam auxiliar na superação das barreiras impostas pela deficiência.
Auxilio de pessoa de confiança
No artigo 51 é garantido ao eleitor portador de necessidades especiais o auxílio de pessoa de sua confiança para votar, ainda que não o tenha requerido antecipadamente ao juiz eleitoral. A pessoa que prestar o auxílio poderá, além de entrar na cabina de votação, junto com o eleitor, digitar os números na urna.
Recursos auxiliares
Sistema de áudio, identificação em braile e a marca de identificação da tecla 5 são recursos auxiliares que a Justiça eleitoral coloca a favor dos eleitores que possuem deficiência visual, conforme o artigo 52 da resolução.
Seções especiais
Em 2002, o TSE editou a resolução 21.008/2002 que determinou a criação de seções eleitorais especiais destinadas a eleitores portadores de deficiência. Segundo a resolução, estas seções devem ser instaladas em locais de fácil acesso, com estacionamento próximo e instalações, inclusive sanitárias, que atendam às normas da ABNT.
Os eleitores que desejam votar nestas seções especiais tiveram até o dia 5 de maio para solicitar a transferência. Entretanto, os eleitores portadores de deficiência que votarão em seções não adaptadas podem informar sua condição ao mesário de sua seção e solicitar auxílio.
Direitos políticos
A convenção, assinada em Nova York, tem o intuito de assegurar que as pessoas com deficiência possam participar efetiva e plenamente na vida política e pública, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, diretamente ou por meio de representantes livremente escolhidos, incluindo o direito e a oportunidade de votarem e serem votadas.
Para tanto, os estados signatários devem adotar procedimentos, instalações, materiais e equipamentos para votação apropriados, acessíveis e de fácil compreensão e uso.
A garantia da livre expressão de vontade das pessoas com deficiência como eleitores e, para tanto, sempre que necessário e ao seu pedido, permissão para que elas sejam auxiliadas na votação por uma pessoa de sua escolha também estão resguardadas no texto que amplia o rol de direitos e garantias constitucionais.
Outra importante consideração relevante constante no Tratado refere-se à proteção do direito das pessoas com deficiência ao voto secreto em eleições e plebiscitos, sem intimidação, e a candidatar-se nas eleições, efetivamente ocupar cargos eletivos e desempenhar quaisquer funções públicas em todos os níveis de governo, com auxílio de novas tecnologias.
Estatura constitucional
A Emenda Constitucional 45 determinou que os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.
A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em Nova York, é o primeiro e único, até então, documento inserido no texto constitucional por meio deste dispositivo.
Ao tratar de tema sensível aos direitos humanos, a convenção reconhece que a deficiência resulta da interação entre pessoas com deficiência e as barreiras devidas às atitudes e ao ambiente que impedem a plena e efetiva participação dessas pessoas na sociedade em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.
Ressalta ainda, a importância de trazer questões relativas à deficiência ao centro das preocupações da sociedade como parte integrante das estratégias relevantes de desenvolvimento sustentável.
Por fim, salienta as valiosas contribuições existentes e potenciais das pessoas com deficiência ao bem-estar comum e à diversidade de suas comunidades, e que a promoção do pleno exercício, pelas pessoas com deficiência, de seus direitos humanos e liberdades fundamentais e de sua plena participação na sociedade resultará no fortalecimento de seu senso de pertencimento à sociedade e no significativo avanço do desenvolvimento humano, social e econômico da sociedade, bem como na erradicação da pobreza.
Fonte: Correio do Estado
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Fotógrafo cego expõe sua "estética do invisível" a partir desta quarta em SP
GABRIELA CUPANI
DE SÃO PAULO

Bavcar perdeu a visão aos 12 anos, em um acidente. Ele diz que a fotografia é o meio que achou de exteriorizar seu mundo invisível.
Ele conta que as imagens surgem primeiro como ideias, e as fotografias são feitas com a ajuda de outras pessoas, que descrevem para ele o mundo externo. "É um ato mental, antecipado na minha cabeça."
O trabalho do artista, que é doutor em estética pela Universidade Sorbonne, em Paris, está na exposição "Estética do (in)visível", promovida pelo Senac, em São Paulo.
Acessível a deficientes visuais, com fotos em relevo e textos em Braille, a mostra reúne 15 fotografias.
A abertura acontece hoje, no Senac Consolação. A exposição, gratuita, fica aberta à visitação de 26/8 a 17/9, no Senac Lapa-Scipião.
Na abertura também haverá mostra de alunos do projeto Alfabetização Visual do Centro Universitário Senac, que dá cursos a deficientes visuais. Eles aprendem a fotografar com ajuda e a "ver" suas imagens em relevo.
Foto: Fotografia feita em baixa velocidade, criada pelo esloveno Evgan Bavcar, que pode ser vista na exposição do Senac ( Evgan Bavcar/Divulgação )
Fonte: Folha.com - Equilíbrio
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Professora da Belas Artes lança livros de moda inclusiva

O Centro Universitário Belas Artes de São Paulo promove no dia 24 de agosto de 2010, terça-feira, o lançamento de dois livros da Profa. Fátima Grave, de Design de Moda da Belas Artes: Vestuário Ergonomia do Hemiplégico (moda para pessoas deficientes), e Modelagem Tridimensional Ergonômica.
Pesquisadora do tema vestuário com design ergonômico, a autora já trabalhou com o assunto anteriormente em outra publicação, A Modelagem sob a ótica da ergonomia.
Lançamento dos livros da Profa. Fátima Grave
Centro Universitário Belas Artes de São Paulo – Unidade 3
R. José Antonio Coelho, 879 – 5º andar
24 de agosto de 2010, às 19h30
Entrada gratuita e aberta ao público
Fonte: www.belasartes.br
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Pessoas com deficiência podem se frustrar com 91% dos sites do governo brasileiro
Essa porcentagem reflete a quantidade de páginas sem atender a todos os padrões da W3C, consórcio internacional de especialistas que trabalham para o fornecimento e manutenção dos padrões da web.
Para se adequar a tais padrões, os sites precisam, entre outros detalhes, ser acessíveis por qualquer navegador e por pessoas com deficiência. Alguém sem visão, por exemplo, pode utilizar um programa que lê em voz alta aquilo que está sendo exibido na tela do computador. Se o site não for estruturado o suficiente, o software não será capaz de ler a página assim como uma pessoa leria.
Apenas 5,02% das páginas da administração pública brasileira atendem a todas as recomendações da W3C, ou seja, beneficiam as pessoas com deficiência. As outras 4,24% não puderam ser avaliadas. Uma das páginas acessíveis é a do Ministério do Trabalho e do Emprego. Ao fazer o teste com o validador da W3C, disponível no site do consórcio, o site é validado.
O portal do Governo Federal apresenta alguns defeitos, o que significa que esses indivíduos podem encontrar dificuldades ao navegar o site, além de não funcionar adequadamente em qualquer navegador.
O levantamento foi feito pelo CGI.br por meio do Núcleo de Informação e Coordenação do ".br" (NIC.br), do Escritório W3C Brasil e do Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologias de Redes e Operações (CEPTRO). A intenção é fazer um censo da web no país, iniciativa inédita no mundo. Por enquanto, foram levantados apenas os dados de endereços governamentais – no domínio “.gov.br”.
O CGI.br pretende repetir a pesquisa anualmente para acompanhar a evolução dos dados. Também pretendem incorporar mais domínios da internet brasileira ao levantamento e estimular outros países a fazer levantamentos semelhantes, para que os resultados possam ser comparados.
Fonte: Revista Veja
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Brasil vence Espanha e é tricampeão do Mundial de Futebol para Cegos
Mais uma vez, Ricardo Alves (Ricardinho) e Jeferson Gonçalves (Jefinho) foram os grandes nomes da partida, ao marcarem um gol cada para conquistar o título contra os espanhois.
Jefinho foi ainda eleito o melhor jogador do torneio. “É uma emoção que não dá para explicar. É o reconhecimento do trabalho que fizemos durante todo este ano. Agradeço aos meus companheiros que me dão força o tempo todo. Ofereço este título a eles e à minha família, que me apoia sempre", declarou o destaque brasileiro.
A Espanha, que havia vencido todos os jogos até a final e não tinha tomado nenhum gol, mostrou mais uma vez sua grande força defensiva durante boa parte da primeira etapa. Assim, o Brasil tinha mais posse de bola e chegava mais ao ataque, sem conseguir furar o bloqueio.
Porém, a cinco minutos do fim do primeiro tempo, Ricardinho tratou de abrir o placar com um chute rasteiro, após se chocar com vários adversários e girar na frente do último defensor espanhol.
No segundo tempo, a situação foi parecida, com a Espanha se fechando bem e saindo para contra-atacar, mas quem conseguiu marcar foi novamente o Brasil, com Jefinho, que fechou a conta a dez minutos do fim.
“A Espanha tem uma defesa muito boa, bastante experiente. Até conseguirmos fazer o segundo gol, eles estavam muito recuados, com os quatro jogadores atrás. Depois de abrirmos o placar eles tiveram que sair para o ataque e ficou um pouco mais fácil”, explicou Ricardinho.
Tanto Brasil quanto Espanha tiveram ainda um pênalti a favor, após terem estourado o limite de três faltas. No entanto, ninguém conseguiu converter a cobrança e a partida terminou com o título brasileiro.
“Final é sempre um jogo nervoso. Mas o Brasil fez um campeonato perfeito. Tudo que nós combinamos, conseguimos aplicar na prática”, comemorou o técnico brasileiro, Ramon Pereira.
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domingo, 22 de agosto de 2010
Programa Passeio Livre, criado há cinco anos, não sai do papel
Há cinco anos, a Prefeitura de São Paulo criou o "Programa Passeio Livre", com o objetivo de padronizar os pisos das calçadas, melhorar a drenagem e assegurar a acessibilidade aos paulistanos que fazem a pé 30% dos deslocamentos diários da cidade. Começou por recuperar as calçadas de responsabilidade do Município, usando blocos intertravados, mas o ímpeto dessa reforma teve curta duração.
Desde 2005, pouco foi feito. Dos 30 mil quilômetros de calçadas, apenas 474 foram reformados até agora. Há total falta de controle sobre o programa. Tanto que o balanço que deveria revelar precisamente o quanto dele foi cumprido no ano passado tem dados que variam entre 10 e 70 quilômetros.
Seja quanto for, é muito pouco diante da necessidade de reformar essa malha por onde são feitos quase 23 milhões de deslocamentos diários. São milhares de pessoas expostas aos riscos de acidentes provocados pelo estado lastimável dos passeios. Estudos do Instituto de Traumatologia da Universidade de São Paulo (USP) mostram que nove em cada mil paulistanos já se acidentaram em calçadas. São, na maioria, idosos que sofrem fraturas graves de quadril e ombro. Em janeiro de 2008, o prefeito Gilberto Kassab sancionou lei de iniciativa da vereadora Mara Gabrilli, que estabeleceu o Programa Emergencial de Calçadas (PEC), considerado importante para o avanço do Programa Passeio Livre. Pelas novas regras, a Prefeitura vai arcar com os custos da reforma das calçadas das chamadas rotas estratégicas e de segurança, determinadas pelas Secretarias de Coordenação das Subprefeituras e da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (Seped).
Como a manutenção dos passeios é de responsabilidade dos proprietários dos imóveis, os custos da sua reforma devem ser incorporados, conforme a nova lei, ao IPTU ou cobrado como contribuição imediata - a chamada taxa de melhoria. A lei também aumentou o valor da multa para os proprietários de imóveis que não mantêm o piso em boas condições, que passou de R$ 200,00 para R$ 1 mil por metro linear.
A capital paulista tem hoje uma legislação rigorosa sobre a manutenção das calçadas, mas a falta de fiscalização ameaça torná-la letra morta. Um fato basta para mostrar isso claramente: enquanto o estado de conservação das calçadas só piora na maior parte da cidade, o número de multas aplicadas pelos fiscais das 31 Subprefeituras a quem infringe as normas é cada vez menor.
Em 2007 foram 2.079 multas, no ano seguinte, 1.687 e em 2009, 1.052. Acrescente-se que, das 315 rotas estratégicas definidas há dois anos, apenas 63 foram recuperadas e, ainda assim, parcialmente.
Pelas normas municipais e de segurança, as calçadas devem ter mais de dois metros de largura, divididos em três faixas. A mais próxima da rua é destinada à arborização e instalação de postes e rampas. Na faixa central, nenhum bloqueio pode ser instalado, destinando-se à livre circulação dos pedestres. A faixa de acesso aos imóveis, por sua vez, pode conter vegetação, mesas e cadeiras de bar e toldos.
Na maior parte das calçadas, porém, essas regras não têm sido observadas. Bancas de jornal, telefones públicos, floreiras e outros obstáculos, sem falar nos camelôs - ainda numerosos apesar do combate eficiente ao comércio ilegal nos últimos meses -, impedem o uso dos passeios, mesmo diante de muitos imóveis públicos. Os pedestres se veem obrigados a transitar entre os automóveis, pelas ruas, correndo sérios riscos em muitos corredores. No ano passado, 18 crianças morreram atropeladas nas ruas da capital.
Por falta de fiscalização, as calçadas são usadas como área de estacionamento de motos e depósito de entulho, até mesmo por alguns sofisticados empreendimentos imobiliários em bairros nobres.
Em outubro de 2009, a Prefeitura chegou a anunciar um novo modelo de fiscalização específico para os passeios públicos. Infelizmente, esta foi mais uma boa medida que ficou só na intenção.
Fonte: O Estado de São Paulo
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Psicólogo cego inspira livro infantil em Braille
A autora do livro é a fonoaudióloga Cláudia Cotes, da Ong "Vez da Voz"Duilio Fabbri Jr
"Dudu da Breka" poderia ser mais um livro infantil lançado, em meio a tantos outros, na Bienal do Livro em São Paulo. Entretanto, ele tem uma particularidade: foi feito com textos e ilustrações em Braille.
Escrito pela fonoaudióloga e presidente da ONG Vez da Voz, Cláudia Cotes, em parceria com a Fundação Dorina Nowill para cegos, "Dudu da Breka" foi inspirado em um personagem da vida real, o psicólogo Eduardo Girioli Bertini, conhecido entre amigos e familiares como Dudu.
Nesse livro (o seu quarto, mas primeiro escrito em Braille), Cláudia explorou a infância de Eduardo e as experiências aprendidas com sua limitação. Eduardo é cego de nascença, mas a deficiência nunca o impediu de ter uma infância normal. Aprendeu a nadar, correr, subir em árvores e até andar de bicicleta. Qualquer um poderia pensar, "mas ele não caía? Não se machucava?" E a resposta de Eduardo estava na ponta da língua. Com muito humor explicou: "mas qual criança não cai e se machuca? A questão estava em como minha mãe, ao invés de me superproteger, me tratou como uma criança sem deficiência e deixou que eu tivesse consciência dos meus limites".
O livro narra a trajetória de Dudu, que de criança levada da breca, se transformou no "Dudu do Braille". Desde muito cedo, ele estudou em escolas regulares para alunos sem deficiência e aprendeu o convívio social, não se isolando em instituições exclusivas para cegos. Na adolescência aprendeu a cantar e tocar instrumentos e namorava muito. E agora adulto, é psicólogo e trabalha numa empresa de recursos humanos como recrutador.
O livro é a primeria história infantil editada e publicada pela fundação Dorina Nowill para cegos. Em 60 anos, a fundação já lançou e distribuiu mais de 240 milhões de livros e aproximadamente seis mil títulos, segundo a Claudia Cotes. Quem quiser comprar o livro, pode pedir pelo email: comercial@fundacaonorina.org.br
Fonte: EP Campinas
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