Chegamos ao final de mais um ano, e queremos agradecer de coração à todos que estiveram do nosso lado nessa jornada! Desejamos corações acessíveis, sonhos possíveis, e acima de tudo muita força, muita garra para continuarmos juntos a lutar por tudo aquilo em que acreditamos!!! Um 2011 cheio de muitas possibilidades para todos....
FELIZ ANO NOVO (Arnaldo Jabor)
O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho. É viver cada momento e construir a felicidade aqui e agora. Claro que a vida prega peças. O bolo não cresce, o pneu fura, chove demais (Perdemos pessoas que amamos)…
Mas, pensa só: Tem graça viver sem rir de gargalhar, pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido estragar o dia por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Eu quero viver bem… e você? 2010 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas, mas também de problemas e desilusões, tristezas, perdas, reencontros.
Normal.. Às vezes, se espera demais. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal … 2011 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas, e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo para todos nós é sabedoria. E que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência.. O nosso desejo não se realizou? Beleza… Não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento (me lembro sempre de uma frase que ouvi e adoro: "cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade"). Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano… Mas, se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial! 2011 pode ser um ano especial, se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2011 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, especial! Depende de mim… de você. Pode ser… e que seja!
FELIZ ANO NOVO!
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Hoje é Natal, e eu recebi essa mensagem da querida Elisa Dohi e reparto essas lindas palavras com todos vocês:
Senhor!
Sou como todos. Também tenho os meu pedidos especiais. Mas não se preocupe! Tenho pouco de novo a pedir. Tenho, é verdade, muito mais a agradecer.
Mas Natal não é Natal se a gente não se ajoelhar diante da tua Sabedoria pra refazer todos aqueles pedidos de que tua Bondade já sabe que a gente precisa.
Olha, dá um jeitinho de acabar com todas as guerras. Essa gente já brigou por tanta coisa!!! Faz com que eles vejam a inutilidade de tanta disputa.
Também tem aqueles que não sabem amar e só odeiam. Faz com que eles entendam que o nosso tempo é tão curto para se desperdiçar com sentimentos menores.
Ah... tem também aqueles que me magoaram. Faz com que eu me esqueça do que houve e me dá luz e grandeza prá eu aprender a perdoar.
Ainda tem aqueles que se encontram desesperados. Dá-lhes conforto, um motivo de vida e mostra-lhes a maravilha operada pela palavra Esperança.
Tem aqueles que já são meus amigos antigos. Para esses eu peço o que sempre pedi: Que eu possa sempre ser o que esperam de mim e, se não o for, que possam entender meus limites.
Agora, tem os meus novos amigos. Pará esses, o que eu peço é lindo e grandioso. Que o milagre que fez a gente se encontrar continue só operando belezas em nossas vidas.
Ah... e tem um alguém especial por quem eu quero pedir. É alguém que tornou minha vida mais linda e feliz. Dá um jeitinho desse alguém nunca sumir, Já que não há como viver sem ter ele por perto.
Que eu possa esquecer as tristezas do ano passado e, nesta prece, só te pedir alegria. Faz com que eu possa acreditar que o mundo pode ainda ser melhor,
E pra isso eu te peço...Fé. Obrigado! Amém!
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Começou a funcionar, a partir do dia 3 de dezembro de 2010, o Centro de Orientação e Encaminhamento para Pessoas com Deficiência e Familiares - COE.
A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência criou o número 08007733723, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h, com seis atendentes com deficiência. O serviço visa disseminar informações sobre os direitos das pessoas com deficiência. O intuito é ampliar a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas e seus familiares; minimizar as dificuldades para obtenção de informação e incentivar a criação de políticas públicas, com abrangência no Estado de São Paulo e demais localidades do território brasileiro, voltadas à cidadania e inclusão social das pessoas com defiicência. O COE surgiu por meio da Lei nº 12.085, de 5 de outubro de 2005 e Decreto nº 50.572, de 1º de março de 2006. O Decreto nº 54.510, de 27 de julho de 2009, altera a denominação do COE e o transfere para a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
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Dra. Izabel Maria Madeira de Loureiro Maior, secretária nacional, apresentou as duas peças em Brasília, no dia 20 de dezembro.
Livro e documentário buscam, pela primeira vez, registrar a história do movimento de luta pelos direitos das pessoas com deficiência no País, bem como de resgatar as políticas públicas do Estado brasileiro sobre o tema. Foi uma longa jornada. Tanto a do movimento quanto a da produção desta publicação. O movimento forjou-se no dia a dia, na luta contra a discriminação, na busca incansável pela inclusão, na disputa política. Reconstituir essa trajetória era o desafio. Para enfrentá-lo, foi necessário pesquisa e muito trabalho. O ponto de partida: ouvir os próprios protagonistas desta história. Nada sobre nós sem nós! Como eram muitos, 25 pessoas que participaram diretamente de fatos decisivos para as conquistas da população com deficiência foram escolhidas. A partir de suas memórias, e também de documentos, foi possível refazer o percurso. Em livro e também em documentário. Entre os protagonistas estão lideranças com deficiência - física, intelectual, visual, auditiva ou múltipla - e especialistas. Todos atuaram no movimento, seja no surgimento ou na sua consolidação. Ao reviverem suas lembranças e tornarem públicos documentos, muitas vezes particulares, essas pessoas compartilham mais do que conhecimento, compartilham a história que ajudaram a construir. Ao longo de seus depoimentos, a visão individual, quase sempre carregada de emoção, conduz a narrativa, mostrando os esforços e mesmo as contradições do movimento, os avanços, os retrocessos, a necessidade de subverter a ordem para sensibilizar a sociedade e os governantes. O que se percebe é a busca incansável pela transformação da sociedade brasileira, para ultrapassar uma visão caritativa e encarar os desafios de incluir as pessoas com deficiência como uma questão de Direitos Humanos. Iguais na diferença! Entrevistas, fotos, atas, convites, selos comemorativos, encartes, reportagens, tudo está devidamente registrado nas páginas e imagens. Desde o Brasil Império até os dias atuais, o livro resgata as primeiras ações e instituições voltadas para as pessoas com deficiência: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos (hoje Instituto Benjamin Constant), o Imperial Instituto dos Surdos-Mudos (atual Instituto Nacional de Educação de Surdos), as Sociedades Pestalozzi, as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), além de centros de reabilitação, tais como a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) e a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Das obras assistenciais do século XIX à atualidade, o livro contextualiza historicamente os avanços e a quebra de paradigmas na área das pessoas com deficiência. Esta publicação, tal qual o documentário, foca-se a partir da abertura política no final da década de 1970 e da organização dos novos movimentos sociais no Brasil. Nessa perspectiva histórica, vai além e mostra ainda os avanços nas políticas públicas do País, especialmente nos últimos oito anos, quando o Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva instituiu a Agenda Social de Inclusão das Pessoas com Deficiência, elevou o status do órgão gestor da Política Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência - de Coordenadoria Nacional (Corde) à Secretaria Nacional - e o Congresso ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU, conferindo-lhe equivalência de emenda constitucional. Esta história não vem completa. Por se tratar de uma iniciativa pioneira, tanto no formato como na abrangência, a pesquisa privilegiou os personagens mais antigos, que representam as diversas correntes de atuação, as diferentes regiões do país e os tipos de deficiência. Sobram lacunas a serem preenchidas com as lembranças de tantas outras pessoas que igualmente viveram e tiverem participação fundamental nesse processo. O livro presta homenagem in memoriam àqueles que dedicaram a vida à luta pelos direitos das pessoas com deficiência, reconhecendo por meio deles os milhares de militantes, na maioria anônimos, que também contribuíram, e ainda contribuem, para os avanços na inclusão das pessoas com deficiência. Esse livro e o filme documentário são a primeira etapa do projeto "Fortalecimento da Organização do Movimento Social das Pessoas com Deficiência no Brasil e a Divulgação de suas Conquistas". A sua realização se deve à cooperação internacional entre a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, por intermédio da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Ao resgatar e dar visibilidade à aguerrida história do movimento político das pessoas com deficiência no Brasil, o governo federal também cumpre com sua missão de promover os Direitos Humanos. E dá exemplo ao oferecer, livro e documentário, em formatos acessíveis. Traduzido para o espanhol e o inglês, o filme facilita a divulgação da história brasileira para a comunidade internacional. A expectativa é que tanto o livro como o documentário possam servir como fonte de pesquisa e inspirar novos trabalhos. Da mesma forma, espera-se que esse esforço em registrar a história colabore para a emancipação, a identidade e o futuro, ainda mais forte, do movimento das pessoas com deficiência no Brasil e no mundo. A Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência expressa seus mais sinceros agradecimentos a todas as pessoas que contribuíram para que este livro existisse e, em particular, àqueles que emprestaram seu tempo, sua militância e sua vida para tornar essa história real.
Izabel Maria Madeira de Loureiro Maior Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência
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O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin anunciou os nomes que integrarão sua equipe de governo a partir de 2011. Doutora Linamara segue como Secretária de Estado.
A primeira secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a professora da USP e médica fisiatra Doutora Linamara Rizzo Battistella, permanece à frente da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em sua segunda gestão. A Secretaria foi criada em 06 de março de 2008, pela lei nº 1038.
Secretários já confirmados: Sidney Beraldo (Casa Civil); Guilherme Afif Domingos (Desenvolvimento); Saulo de Castro Abreu Filho (Transportes); Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos); Linamara Rizzo Battistella (Direitos da Pessoa com Deficiência); Admir Gervásio (Casa Militar e Defesa Civil); Giovanni Guido Cerri (Secretaria da Saúde); Antonio Ferreira Pinto (Segurança Pública); Lourival Gomes (Administração Penitenciária), Andrea Calabi (Fazenda) e Emanuel Fernandes (Planejamento). A Secretaria de Justiça será chefiada pela procuradora Eloisa de Sousa Arruda; na Educação, Herman Voorwald; e na Habitação, Silvio Torres.
O procurador Elival da Silva Ramos assumirá a Procuradoria-Geral do Estado. Alckmin decidiu extinguir duas pastas: a de Ensino Superior, cujas atribuições passarão para a Secretaria de Desenvolvimento, e a de Relações Institucionais, cujo papel será desempenhado pela Casa Civil.
Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Com informações da R7, G1 e Agência Estado
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A holandesa Monique van der Vorst pode dizer que vive, hoje, uma terceira vida.
Ex-atleta paraolímpica, aos 26 anos, ela passou neste ano o que muitos diriam que é impossível: voltar a andar depois de mais de dez anos, quando médicos davam como irreversível uma paralisia nas duas pernas. A história de superação de Monique começou há 13 anos, quando ela, sonhando em ser uma atleta profissional, torceu o tornozelo jogando hóquei. Após um erro médico, uma simples lesão resultou, primeiro, na paralisia da perna esquerda e um ano depois na da direita. Monique van der Vorst caminha ao lado da cadeira de rodas no estádio olímpico de Amsterdã, na Holanda
"Na época, vi que depois da consulta minha perna ficou roxa e fria. Dias depois parou de fazer qualquer movimento, e nenhum médico conseguiu me explicar o motivo", disse a holandesa. "Minha família tentou tudo o que era possível para eu voltar a andar. Fomos a dezenas de médicos, mas ninguém entendia o que acontecia com minhas pernas", comentou. Após um grande período deprimida, tentando se adaptar a nova vida, Monique conheceu o esporte paraolímpico, mais precisamente as corridas de cadeira de rodas e o handcycle (corrida de bicicleta onde se pedala com as mãos). Aos 15 anos participou da primeira competição nas modalidades. "Na época, o esporte me deu autoestima. Aprendi a pensar em possibilidades e não em limitações", disse ela. Com o passar do tempo, Monique não pensava mais em voltar a correr. A atleta aprendeu, com o esporte, a viver com independência. Nos Jogos de Pequim, em 2008, Monique compete no handcycle, prova que foi medalha de prata
Depois de muito treino, ela conseguiu atingir um de seus objetivos: a medalha nos Jogos Paraolímpicos de Pequim-2008. A atleta foi prata nas duas modalidades, sendo que no handcyle o ouro não foi conquistado na prova de 40km de estrada por apenas 0,13s. Em 2009, ela também foi destaque do Ironman 2009 no Havaí, como uma das poucas atletas da modalidade paraolímpica a completar a prova. O Ironman do Havaí é uma das provas mais difíceis do mundo e consiste em um triatlo de 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida (equivalente a uma maratona). Na temporada de 2010, Monique começou a preparação para os Jogos de Londres, em 2012. O objetivo era deixar a segunda colocação para trás e conquistar dois ouros.
Mas o sonho, novamente, não será possível.
Dois acidente mudaram a vida da atleta. Um primeiro em março deste ano, quando estava treinando e uma companheira se chocou contra ela. O impacto a fez cair no chão e, surpreendentemente, as pernas reagiram com espasmos. "No começo fiquei muito triste com o acidente porque minha preparação para a temporada tinha sido afetada e temia não poder estar bem nos Jogos de Londres", revelou a ex-atleta. O outro acidente ocorreu em junho e resultou em um momento único na vida de Monique. Durante o treino, ela foi atingida por um carro e sofreu danos na medula espinhal. Neste momento, as pernas voltaram a formigar e em poucos dias ela já podia senti-las.
No primeiro momento, ter a possibilidade de voltar a andar foi um choque.
"Não foi fácil para ela abandonar a possibilidade competir nos Jogos Paraolímpicos. Tivemos que apoia-la muito para fazer esta transição", disse André Gatos, chefe da missão paraolímpica da Holanda. Os resultados dos exames foram tão fora do comum, que todos os médicos que cuidavam de Monique ficaram surpresos com o novo quadro. "Milhares de pessoas tem lesões na medula óssea, cada uma com sensações diferentes no corpo. Mas é incomum poder andar de novo", o médico John Ridwell, especializado em lesões da medula espinhal na Universidade de Glasgow.
Monique exibe sua medalha de prata conquistada nos Jogos Paraolímpicos de Pequim-2008
Em julho começou a fazer fisioterapia e em dezembro a ex-atleta se emociona por poder dar seus primeiros passos nesta nova vida. "Competir foi uma grande paixão. Agora é difícil porque eu preciso encontrar um novo propósito na vida. Mas sei que vou superar", falou Monique Nesta nova fase da vida, a holandesa já tem um novo objetivo também: "Seria um sonho poder participar do Ironman, mas desta vez como uma atleta comum", finalizou.
Fonte: Folha.com
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O Natal chegou. Com ele nossas esperanças, nossos novos sonhos. Que nossas esperanças estejam sempre vivas, e que nossos sonhos tornem-se realidade. E que neste Natal o amor, a fé e a esperança estejam presentes em cada um de nós. Feliz Natal, para você e a todos os seus familiares.
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Desfile paulistano vai contar com um camarote montado especialmente para deficientes visuais
A SP Turis em parceria com a FMU e a colaboração da Fundação Dorina Nowill para Cegos estão lançando uma promoção especial para você: Carnaval Acessível de São Paulo – 2011. Durante as 3 noites de desfile das escolas de samba do Carnaval Paulistano, haverá um camarote especial no sambódromo, equipado com recursos que permitirão acessibilidade para 25 pessoas com deficiência visual e seus respectivos acompanhantes. E mais: os participantes também visitarão o ensaio de uma escola de samba e a concentração dos carros alegóricos. Para participar, envie e-mail para carnaval2011@fundacaodorina.org.br e solicite a ficha de inscrição. Depois envie-a preenchida para o email: carnaval2011@fundacaodorina.org.br até o dia 14 de janeiro. A inscrição só será efetivada após o recebimento da resposta com um número de confirmação. Poderão se inscrever aqueles que atendam aos seguintes quesitos: ser pessoa cega ou com baixa visão; maior de 18 anos; gozar de boas condições de saúde e resistência física; gostar de carnaval; residir ou estar em São Paulo nas datas dos eventos (ensaio, concentração e desfile). SP Turis, FMU e Fundação Dorina não se responsabilizarão por eventuais custos de hospedagem e passagens dos sorteados; os sorteados deverão comparecer acompanhados por uma pessoa de visão normal, também maior de 18 anos; a ficha de inscrição só será válida se todos os campos estiverem preenchidos; as inscrições são pessoais e intransferíveis. No caso de desistência de um participante sorteado, fica a critério da SPTuris a substituição ou não do mesmo. A seleção dos participantes acontecerá por meio de um sorteio público, que será realizado no dia 17 de janeiro, às 14h, na sede da Fundação Dorina. O resultado do sorteio estará disponível a partir do dia 18, no site www.spturis.com. Mais informações pelo telefone (11) 2226-0562, de segunda a sexta, das 9h às 18h.
Fonte: Rede Saci
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O levantamento mostrou que prédios públicos estão mais adaptados para os deficientes físicos. Mas as ruas e calçadas são o grande entrave
Pessoas com deficiência estão sem os direitos respeitados no País: é a opinião de 77% dos 1.165 deficientes entrevistados. A pesquisa sobre a condição de vida dos deficientes no Brasil foi realizada pelo DataSenado, entre 28 de outubro e 17 de novembro deste ano. O estudo foi elaborado a partir do cadastro do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), com 10.273 registrados. “As pessoas se sentem sem acesso aos serviços, desrespeitadas no seu direito de ir e vir. O importante é que estão percebendo isso. Porque o preconceito ficou tão natural, como quando um deficiente físico é carregado para entrar no ônibus que não tem elevador, que as pessoas não percebem como preconceito”, observou a superintendente do IBDD, Teresa Costa D’Amaral. O levantamento mostrou que prédios públicos estão mais adaptados - 18% responderam que a maioria tem acesso -, do que os comerciais - 12% de respostas favoráveis. Mas as ruas e calçadas são o grande entrave para a locomoção: 87% disseram que poucas ruas ou nenhuma via está adaptada na sua cidade. Quatro em cada 10 entrevistados deixaram de ir a algum lugar porque faltava adaptação na estrutura física. Essa falta de adequação também compromete o lazer: 64% dos deficientes físicos e 51% dos visuais gostariam de praticar esportes, mas isso é dificultado por falta de acesso; 25% dos auditivos gostariam de ir ao teatro; e 23% dos deficientes visuais iriam ao cinema, se as salas fossem adaptadas. O estudo aponta ainda que falta atuação mais firme do Estado na prevenção e tratamento aos deficientes: 64% consideraram que a prevenção de doenças que leva a deficiências são pouco eficientes. “A pesquisa mostra que os deficientes auditivos se sentem mais discriminados. Eles ficam mais isolados”, afirmou Teresa. “Hoje, uma prótese auditiva leva três anos para ser concedida. Quando a criança recebe, passou o primeiro momento da comunicação. Ela já fica com defasagem. É o total desrespeito.” De acordo com o levantamento, 43% dos entrevistados disseram se sentir discriminados no ambiente de trabalho e o índice chega a 63% ente os surdos e 44% entre os cegos. Dos entrevistados, 759 são deficientes físicos, 170 visuais e 236 auditivos. A pesquisa foi elaborada por telefone. Surdos responderam por e-mail, depois de receberem mensagem, com um filme explicativo sobre o estudo, com intérprete da linguagem de sinais. “Queríamos que ficasse o mais parecido possível com a entrevista por telefone”, explicou Teresa.
Fonte: O Povo
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O ano passado postei este texto, mas como acho bem pertinente à época, coloco novamente para vocês:
Deixa eu ver se o espírito do Natal já está na sua casa. Não, não quero ver a árvore iluminada na sala nem quero saber quanto você já gastou em presentes, quero sim, sentir no ambiente a mensagem viva do aniversariante desse Dezembro mágico. Toda a família está unida? O perdão já eliminou aquelas desavenças que ocorrem no calor das nossas vidas? Não quero ver a sua despensa cheia, quero saber se você conseguiu doar alguma coisa do que lhe sobra, para quem tem tão pouco, as vezes nada. Não exiba os presentes que você já comprou, mesmo com sacrifício. Quero ver ai dentro de você a preocupação com aqueles que esperam tão pouco, uma visita, um telefonema, uma carta, um email... Quero ver o espírito do Natal entre pais que descobrem tempo para os filhos, em amigos que se reencontram e podem parar para conversar, no respeito do celular desligado no teatro, na gentileza de quem oferece o banco para o mais idoso, na paciência com os doentes, na mão que apóia o deficiente visual na travessia das ruas, no ombro amigo que se oferece para quem anda meio triste, perdido. Quero ver o espírito de Natal invadindo as ruas, respeitando os animais, a natureza que implora por cuidados tão simples, como não jogar o papel no chão, nem o lixo nos rios. Não quero ver o Natal nas vitrines enfeitadas, no convite ao consumo, mas no enfeite que a bondade faz no rosto das pessoas generosas. Por fim, mostre-me que o espírito do Natal entrou definitivamente na sua vida, através do abraço fraterno, da oração sentida, do prazer de andar sem drogas e sem bebidas, do riso franco, do desejo sincero de ser feliz e de tão feliz, não resistir ao desejo de fazer outras pessoas, também felizes. Deixe o Natal invadir a sua alma, entre os perfumes da cozinha que vai se encher de comidas deliciosas, no cheiro da roupa nova que todos vão exibir, abrace-se à sua família e façam alguns minutos de silêncio, que será como uma oração do coração, que vai subir aos céus, e retornar com um presente eterno, duradouro: o suave perfume do Senhor, perfume de paz, amor, harmonia e a eterna esperança de que um dia, todos os dias serão como os dias de Natal. Paulo Roberto Gaefke
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A Secretaria de Estado da Saúde decidiu fazer um alerta e convocar a população paulista para que doem sangue antes do Natal e Ano Novo. O objetivo é garantir os estoques nos hospitais para o período de festas, quando há grande volume de atendimentos de emergência e cirurgias que necessitam de transfusões de sangue, em razão de acidentes. Em média os hemocentros do Estado costumam coletar 70 mil bolsas por mês. A Fundação Pró-Sangue, por exemplo, começou a sentir os efeitos já em novembro. Foram coletadas em torno de 10,6 mil bolsas, 15% a menos do que normalmente arrecada. A unidade, ligada à Secretaria, abastece 128 hospitais da capital e Grande São Paulo. Para doar sangue basta estar em boas condições de saúde, alimentado, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 kg e levar documento de identidade original com foto. É recomendável evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação e não ter ingerido bebidas alcoólicas 12 horas antes. Se a pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente. Mesmo que tenha se recuperado, deve aguardar uma semana para que esteja novamente apto à doação. “A solidariedade é fundamental para evitar a redução dos estoques de sangue durante as festas de final de ano. Por isso solicitamos que, antes de viajar, os paulistas compareçam a um posto de coleta e ajudem a manter o nível dos hemocentros e o abastecimento dos hospitais”, afirma Osvaldo Donini, coordenador da Hemorrede estadual.
Posto reaberto
A Fundação Pró-Sangue acaba de reabrir seu posto de coleta do Mandaqui, na zona norte da capital paulista, que passou por reforma. Agora a unidade tem capacidade operacional de atendimento a mil doadores por mês. O posto de coleta Mandaqui atende aos doadores da região de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h. O endereço é rua Voluntários da Pátria, 4.227, Santana. Mais informações pelo Alô Pró-Sangue, no 0800 55 0300.
Fonte: Assessoria de Imprensa Secretaria de Estado da Saúde
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O Coral de Cegos composto por deficientes visuais da ONG Visão do Bem se apresentou no Espaço Encontros dentro do Metrô Paraíso em São Paulo no dia 14/12. A ONG que busca espaço na sociedade cantou sucessos como "É Preciso saber Viver", "Noite Feliz" e o clássico "Happy Day", empolgando a platéia, que cantou com o coral. Marisa Campos que passava pela estação se emocionou e disse que o trabalho realizado pelos participantes do coral mostra muita força de vontade. "Esse trabalho traz expectativa de vida melhor." "A intenção foi mostrar que somos iguais, com capacidade de realizações", diz o presidente da Visão do Bem, Natanael Joaquim, que tem apenas 10% de visão e também é integrante do coral. Natanael criou a ONG em fevereiro de 2009 com o objetivo de ajudar pessoas cegas a superar as barreiras impostas pela deficiência. A organização também oferece ajuda médica, psicológica, educacional, jurídica entre outras. Para saber mais sobre a ONG Visão do Bem e seu fundador Natanael Joaquim acesse o site www.natanaeljoaquim.com.br ou mande um e-mail: natanaeljoaquim@hotmail.com
Fonte: Sentidos
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Pessoas em cadeiras de rodas puderam conferir os principais sítios arqueológicos, que contam com rampas de acessibilidade.
O Parque Nacional Serra da Capivara está localizado no estado do Piauí, em uma área de 129.140 hectares do sertão semi-árido nordestino, que abrange os municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. Encontra-se na fronteira de duas grandes formações geológicas, a bacia sedimentar Maranhão-Piauí e a depressão periférica do rio São Francisco. É o único parque arqueológico do mundo com clima e formações típicas da Caatinga, além de uma das últimas áreas do sertão que ainda contam com biodiversidade rica e preservada. Considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco e declarado pela ONU “unidade de conservação com melhor infraestrutura da América Latina”, o Parque contém mais de mil sítios arqueológicos, muitos dos quais ainda pouco estudados. Cerca de 600 deles contêm pinturas e grafismos rupestres, onde podem ser encontrados, aproximadamente, 25 mil registros que revelam aspectos do dia-a-dia do homem americano – como rituais, guerras e cenas domésticas – há 100.000 anos. Com as pesquisas e descobertas realizadas até o momento, segundo os responsáveis pelo Parque, foi possível revisar e atualizar teorias que apontavam a chegada do homem às Américas há apenas 12 mil anos. O acervo do Parque é formado, também, por sítios ao ar livre, antigas aldeias ou acampamentos de povos que viviam da caça e da coleta de ovos, frutas, mel, raízes e tubérculos; assim como sítios funerários ou arqueo-paleontológicos. Do total de sítios, 172 sítios podem ser visitados pelo público em geral, sendo 16 acessíveis a pessoas com deficiência física. A Associação São raimundense de Deficientes Físicos – ASADEF já realizou uma excursão ao Parque Nacional Serra da Capivara. Os cadeirantes ficaram maravilhados com a acessibilidade aos principais sítios, pois os mais importantes deles possuem rampas de madeira ou cimento. “Enquanto muitas cidades, como a nossa, ainda hoje se esquecem da pessoa com deficiência física, a direção do Parque Nacional Serra da Capivara, há alguns anos já teve essa louvável preocupação”, acrescentou Salvador de Castro, presidente da ASADEF. A excursão teve a participação de 19 pessoas, sendo 11 sócios (8 com deficiência física), e 8 acompanhantes. Eles visitaram o Sítio do Meio, Boqueirão da Pedra Furada, Pedra Furada, Mangueiras e Cerâmica Barreirinho – local de confecção e venda de cerâmicas. Foi um momento inesquecível, pois algumas das pessoas com deficiência raramente têm o oportunidade de sair de casa e sua maioria jamais tinha tido a oportunidade de conhecer o Parque Nacional Serra da Capivara e todos ficaram encantados com as belezas do local.
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Empresa quer contratar deficiente físico para fiscalizar agências bancárias
Quem é que nunca ficou preso em uma porta giratória de algum grande banco ou teve algum problema para entrar em uma agência? Quando o cliente não tem nenhum tipo de deficiência já é constrangedor, imagine então tentar entrar em um banco com uma cadeira de rodas? Com o objetivo de fiscalizar abusos cometidos por agências bancárias contra deficientes físicos no Rio de Janeiro, a empresa Plura Consultoria seleciona pessoas com deficiência física para atuarem como clientes secretos e com isso tentar melhorar a vida de milhares de cidadãos que precisam frequentar as agências bancárias e terem o seu direito de ir e vir preservado. A seleção acontece nos municípios de Barra Mansa, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Macaé, Niterói, Petrópolis, Rio de Janeiro, Teresópolis e Volta Redonda. Poderão se candidatar cadeirantes, cego ou surdo total e que fale Libras. Os selecionados receberão R$ 70 por visita e, terão como trabalho, solicitar diferentes serviços dentro das agências bancárias para avaliar o atendimento. “A melhoria na prestação de serviços às pessoas com deficiência será baseada nessa avaliação”, comenta o diretor da Plura, Alex Vicintin.
Fonte: O Reporter
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Ainda em coma, idoso mostra sinais de recuperação do acidente.
Fernando Porto Vasconcelos, de 71 anos, o cadeirante que sofreu um acidente no Aeroporto de Congonhas na semana passada, apresentou melhoras em seu quadro de saúde. O paciente continua em coma, mas uma tomografia, evidenciou a melhora. A equipe médica irá iniciar um processo de redução de sedação do paciente nas próximas 48 horas. No último sábado, Fernando voltava de Brasília e, por ser cadeirante, foi levado em um equipamento de transporte de deficientes, o ambulift. De acordo com a filha dele, Moira de Castro Vasconcellos, uma funcionária da companhia aérea Gol estava com o passageiro na viatura e, após uma freada brusca, caiu sobre Fernando. Ele caiu no chão e bateu a cabeça, sofrendo um traumatismo craniano. A Infraero abriu sindicância para apurar o acidente e a Gol Linhas Aéreas informou que mantém contato com a família e oferece assistência ao cliente.
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Pela primeira vez na história do cinema brasileiro, um curta-metragem é dirigido por um cego, num exemplo de como o preconceito pode e deve ser superado.
João Júlio Antunes, 44 anos, perdeu a visão com 30 anos, devido a uma rara doença genética, chamada retinose pigmentar, que causa a destruição das células da retina. Mas nem a cegueira, nem a morte prematura dos pais ou a deficiência renal, que o colocou na fila de espera por um transplante, o impediram de realizar o sonho de tornar-se um cineasta. Vencendo todos os preconceitos, conseguiu o apoio da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e de empresas como a Petrobras para rodar o filme "Uma vela para Deus e outra para Beto". "Eu cheguei a ouvir as pessoas dizerem: 'Coitado! Um cara cego e quer dirigir… Alguém tem que dizer para ele que isso não pode, que cinema é uma arte visual'. E eu estou aqui mostrando que não é assim", afirmou Antunes. O diretor considera a sua vida uma história de superação e aconselha a todos que lutem pelos seus sonhos. "Tudo o que você quer, que você sonha, que você deseja, que você vai atrás, você consegue", garantiu. A memória visual forte que ainda tem dos tempos passados, a audição aguçada e a bengala são fundamentais para executar o seu trabalho de direção. A equipe de filmagem e o elenco consideram um privilégio trabalhar com Antunes, que contagia todos com sua alegria, bom humor e cordialidade. "Nem parece que ele tem uma deficiência. Ele vive com uma alegria muito grande e, para mim, é um exemplo de vida, de pessoa. Eu estou muito feliz de estar participando deste projeto", declarou o ator César Peres Neto. "A falta de visão dele não transparece como uma limitação. O lado mais incrível de tudo isso não é a história do Beto, que é o personagem, mas a história do João, que é uma figura sensacional", disse João Campos, que interpreta o protagonista do filme. "Uma vela para Deus e outra para Beto" conta como um jovem herdeiro de um banco, que tem como conselheiros um monge budista e um padre, resolve mudar radicalmente de vida. Por trás das câmaras, a outra história que revela a força e a determinação de um homem cego, negro e pobre que venceu os preconceitos. "Eu quero crer que este filme seja um divisor de águas", disse Antunes, lembrando que o curta utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras), legendas para surdos e áudio-descrição, recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual. "É um filme que qualquer um pode assistir, um filme para todos", destacou o diretor. As gravações do curta-metragem começaram em julho e o filme participou do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com grande sucesso.
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Reportagem exibida ontem no Fantástico com o nosso queridissimo Bily Saga, líder do movimento SuperAção. Lamentável a falta de acessibilidade....estamos nas portas de uma Paraolímpiada, e é assim que pretendemos receber os atletas do mundo inteiro??? Assistam a reportagem e deixem seus comentários!
Com a ajuda do rapper e cadeirante Billy Saga, o Fantástico mostrou as dificuldades de quem precisa usar uma cadeira de rodas em avião, ônibus e metrô.
Na semana que passou, um acidente no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, deixou em coma um cadeirante de 71 anos. A vítima continua internada, sem apresentar melhoras. Enquanto o acidente está sendo investigado, o Fantástico faz um teste em todo o Brasil: acompanhamos um jovem paraplégico em viagens de avião, ônibus e metrô. E constatamos: em geral, o transporte público maltrata o cadeirante. Olhando de longe é um veículo um pouco estranho. Em todo o Brasil, só tem uns dez. É para ser um lugar seguro para transportar pessoas em cadeiras de rodas. Em um parecido no Aeroporto de Congonhas, um acidente deixou um senhor de 71 anos em coma. O que era para ser um desembarque rotineiro de um voo da Gol, virou uma tragédia. O passageiro, na cadeira, a mulher dele e a funcionária da companhia, que estava de pé, por causa de uma freada súbita do motorista se estatelaram. A filha dele conta como foi: “No que a cadeira virou, meu pai foi lançado pra fora da cadeira. A moça voou junto com ele, e ele caiu e bateu com a cabeça no chão e na paredinha do carrinho, na divisória com o motorista”, conta Moira Vasconcellos, filha da vítima. A coisa deveria funcionar assim: a Infraero tem 121 ônibus espalhados pelos aeroportos do país. Neles, além dos lugares normais, existe um especial para levar passageiros que necessitam utilizar uma cadeira de rodas. Cinto de segurança, tudo certinho, mas quando chega na pista, para driblar a escada, se utiliza o chamado ambulift, um veículo que tem um elevador que permite ao cadeirante ser levado até a porta do avião. o do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, tem uma espécie de baia, além do fundamental cinto de segurança. No caso do Aeroporto de Congonhas, a vítima não estava presa ao cinto. E a filha afirma que o ambulift de lá é bem pior. "Esse que te mostraram é infinitamente mais, eu acho que não posso nem falar que é mais chique, eu acho que tem o mínimo, o outro não. Era uma coisa velha, horrível, parecia que estava encostada já, que não tem manutenção”, conta Moira. A Infraero, que aluga o veículo para as companhias aéreas, abriu uma sindicância. “A Infraero faz o transporte, mas acompanhado da companhia aérea. Ela tem todo o treinamento, quando ela posiciona a cadeira de rodas, ela sabe exatamente o que tem que fazer. Isso não exime que nós também façamos, mas essa responsabilidade é da companhia aérea”, afirma João Márcio Jordão, diretor de Operações da Infraero. A Gol afirma que a responsabilidade pelo transporte do passageiro é da companhia, mas alega que não opera o ambulift e que a funcionária estava apenas acompanhando o passageiro que se acidentou. Mas será que o símbolo do cadeirante, de fato, reflete um Brasil preparado para atender a quem precisa de usar uma cadeira de rodas? O Fantástico foi investigar. Deu uma voltinha: Congonhas para Curitiba. De lá para Foz de Iguaçu. De Foz para o Rio de Janeiro. Do Rio para Campinas. Tudo de avião. Depois, Campinas para São Paulo de ônibus. E por último uma viagem de metrô na capital paulista. Preparados? De cadeira de rodas é bem diferente. Acompanhamos o rapper Billy Saga, paraplégico, um cadeirante jovem que tem força nos braços. E isso ajuda muito. Já de cara é cada pergunta... “O senhor não sobe escadas?”, pergunta a funcionária. “Não”, responde. Billy quer saber se tem o equipamento que ele conhece bem. - Quantos ambulift têm? - Aqui a TAM pra gente tem dois. A TAM informa que tem cinco ambulifts no Brasil e usa outros, da Infraero, quando necessário. Ainda, segundo a TAM, todos os funcionários são treinados para atender crianças, idosos e pessoas com deficiência. Billy vai de ônibus até o avião sem problema. A questão é subir, porque nesse dia nenhum ambulift está disponível. Vai ter que ser na mão. “A pessoa com deficiência vive no improviso, vive carregado, vive no jeitinho”, lamenta Billy. Enquanto Billy subia, no saguão do aeroporto encontramos a recém-eleita deputada federal Mara Gabrilli. O caso dela é mais grave. Ela precisa da ajuda de uma pessoa o tempo todo para tudo. Para quem é tetraplégica como ela, ser carregada como Billy, cadeira e tudo, não funciona. "Eu tenho medo dela, porque eu não mexo os braços, eu não tenho como eu me apoiar, então eu prefiro descer no colo, que também é perigoso” conta a deputada. Agora Billy chega a Curitiba. O serviço parece mais exclusivo: de van até o terminal. Mas, onde sobra boa vontade, falta bom senso. Dentro da van, não tem cinto de segurança pro cadeirante. Ainda em curitiba, Billy testa um ponto de ônibus. Aprovado. É tudo adaptado para o cadeirante. “É bem melhor do que um ônibus que não tenha o piso nivelado. É legal. Curitiba, assim que é”, comemora Billy. Agora, de volta ao aeroporto, o embarque é pra Foz do Iguaçu. O ideal para o cadeirante é o chamado finger, um corredor que leva diretamente do terminal para o avião. Para baixo, todo santo ajuda. No avião, ficar apertado é pior para um cadeirante. Billy - Eu preciso ir ao banheiro. Como é que eu faço? Comissária - Você vai precisar de auxílio, de alguma ajuda. Billy - Sim. Eu queria saber como é que funciona. Ver se tem um carrinho, uma coisa pra me levar. Comissária - Tem uma cadeira de rodas. Tem, mas não adianta. A cadeira nem passa pela porta. A comissária dá uma alternativa: “O que eu posso fazer é você se sentar na cadeira, eu te trago um recipiente, você senta perto do toalete. O senhor não vai ficar exposto ao público. Vai ficar com a cortina fechada”. Billy prefere esperar o desembarque. Até porque ele vive exposto: sempre o último da fila, carregado por desconhecidos, o cadeirante tem que se acostumar a essa falta de privacidade. Ele viaja de Foz para o Rio, e do Rio para Campinas. Lá encontra um equipamento diferente na hora de descer. Mas, no asfalto, a coisa fica pior. Aí mesmo que o símbolo do deficiente não vale nada. Está no parabrisa e não sai daí. “A plaquinha significa acessibilidade, se ela tem um lugar de acesso pra todos. Só que não é acesso pra todos”. Por fim, ele vai pra casa de metrô. Tem que empinar a cadeira pra entrar no vagão. E, lá dentro, Billy tem a esperança de que um decreto presidencial de 2004 dê certo. Segundo o decreto as empresas de ônibus e as companhias de trem e metrô têm até 2014 para estar totalmente acessíveis a cadeirantes. “Todos infelizmente estão passíveis de um dia estar numa cadeira de rodas. Seja por acidente, seja por uma doença ou seja pela própria passagem do tempo e se tornar idoso e ter a mobilidade reduzida. Então parece que as pessoas continuam com aquela cultura de comigo isso nunca vai acontecer. Você construir um avião que seja acessível, um espaço que seja acessível, isso é mais fácil, mas são as pessoas que gerem esses recursos, e se elas não direcionarem para isso, nunca vai resolver”, lamenta Billy.
Fonte: Fantástico - 19/12
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Uma semana depois que um cadeirante sofreu um acidente grave e quase morreu ao desembarcar em um aeroporto em São Paulo, o Fantástico faz um teste que vai surpreender você. O Fantástico acompanhou o drama de um cadeirante na hora de viajar de ônibus, trem e avião, e a gente vai mostrar as coisas que acontecem do ponto de vista do cadeirante. Veja em vídeo o jeito como ele desembarca de um avião. E olha o que acontece no ônibus.
Fonte: Fantástico
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Recebi da colaboradora Eleonora M. Diniz e repasso para vocês:
São Paulo - Os designers sul-coreanos Youngseong Kim e Eunsol Yeom acharam que já estava na hora da indústria eletroeletrônica investir em outros segmentos da sociedade. Eles criaram um smartphone adaptado para pessoas com deficiência visual. No lugar do teclado, o usuário encontra um sistema alfabético e numérico em braile, o que torna mais fácil a comunicação entre os deficientes visuais. O aparelho é apenas um conceito e foi batizado de Voim, que, traduzido do coreano, significa ver. Além de GPS, o smartphone tem um software para reconhecimento de palavras e identificação de objetos, que os exibe em braile, numa tela de silicone ou transmitidos como sinais de áudio através do fone de ouvido Bluetooth
Foto: Mundo Zoom Fonte: Exame.com
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O Instituto Mara Gabrilli (IMG) e a marca Hey!U acabam de fazer parceria com a Galeria Mundo Mix para desenvolver a primeira linha de moda inclusiva no País. As primeiras peças, modelos de camiseta masculina e feminina, já estão a venda na Galeria Mundo Mix e no Instituto Mara Gabrilli pelo e-mail vendas@img.org.br
camiseta feminina t-shirt & baby-look (P/M/G) cores branca/ rosa/ beringela - R$ 40,00 + frete com strass - R$ 50,00 + frete camiseta masculina (P/M/G) cor preta - R$ 35,00 + frete As peças da coleção têm identificação em braille, com descrição de cor, tamanho e estamparia para facilitar o reconhecimento por cegos. A masculina tem nas costas a imagem da coluna vertebral estilizada. A camiseta feminina tem uma imagem estilizada de uma sereia em cadeira de rodas.
A renda arrecadada com a venda das camisetas será revertida para o Instituto Mara Gabrilli, que desenvolve projetos para melhorar a vida das pessoas com deficiência.
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Desejo a você Fruto do mato Cheiro de jardim Namoro no portão Domingo sem chuva Segunda sem mau humor Sábado com seu amor Filme do Carlitos Chope com amigos Crônica de Rubem Braga Viver sem inimigos Filme antigo na TV Ter uma pessoa especial E que ela goste de você Música de Tom com letra de Chico Frango caipira em pensão do interior Ouvir uma palavra amável Ter uma surpresa agradável Ver a Banda passar Noite de lua Cheia Rever uma velha amizade Ter fé em Deus Não Ter que ouvir a palavra não Nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como criança Ouvir canto de passarinho Sarar de resfriado Escrever um poema de Amor Que nunca será rasgado Formar um par ideal Tomar banho de cachoeira Pegar um bronzeado legal Aprender um nova canção Esperar alguém na estação Queijo com goiabada Pôr-do-Sol na roça Uma festa Um violão Uma seresta Recordar um amor antigo Ter um ombro sempre amigo Bater palmas de alegria Uma tarde amena Calçar um velho chinelo Sentar numa velha poltrona Tocar violão para alguém Ouvir a chuva no telhado Vinho branco Bolero de Ravel E muito carinho meu.
( Carlos Drummond de Andrade )
UM EXCELENTE FIM DE SEMANA PARA TODOS...CHEIO DE DESEJOS!!!
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A Sunflower Turismo trouxe para o Brasil o 1º ônibus de turismo completamente adaptado para pessoas com deficiência física
Com o mesmo conforto e comodidade daqueles que dispõem de completa mobilidade, as pessoas com deficiência física agora poderão usufruir de um passeio mais confortável e acessível. Acesse o site da empresa : www.sunflowerturismo.com.br/novo/
Fonte: Portal Mara Gabrilli
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Todos passamos por experiências transformadoras, momentos que imprimem uma nova forma de encararmos a vida. Em geral, essas "epifanias" são tão individuais que demoramos um tempo para falar com outras pessoas sobre o que vivenciamos. Mas, o que dizer sobre uma experiência transformadora coletiva? Em outubro deste ano, coordenei o painel "Atendendo clientes especiais" no MultiRetail - Encontro Internacional do Varejo, em São Paulo, no qual pude detalhar um projeto de inclusão profissional de pessoas com deficiência e debater os entraves do atendimento a clientes com esse perfil. Entre os convidados, contei com a participação do advogado Daniel Monteiro - um dos profissionais da Secretaria da Pessoa com Deficiência - que, acompanhado do labrador Mac, subiu ao palco para falar sobre os desafios enfrentados pelos deficientes visuais. Nesses minutos em que Daniel fez o trajeto em direção ao palco, pude ouvir a alteração na respiração das pessoas. Por um segundo, imaginei que os presentes se perguntavam como um cego pôde vencer as limitações e se tornar advogado. Tive que quebrar o silêncio, dizendo que as pessoas poderiam aplaudir; aplaudir não apenas um palestrante, mas um exemplo de superação e cidadania. No Dia Internacional das Pessoas com Deficiência - véspera do World Bike Tour, em São Paulo - essa história voltou à minha memória com uma nova indagação. Por que, em pleno século 21, as pessoas com deficiência causam espanto quando aparecem em uma posição de destaque na sociedade? Por que pouca gente sabe, inclusive empresários, que há um enorme contingente de pessoas com deficiência economicamente ativas? Pergunto porque dados estatísticos ilustram essa importante participação na economia brasileira, resultado da inserção profissional de pessoas com deficiência. As estatísticas têm mostrado que investir em acessibilidade pode ser mais do que um ato de cidadania e de responsabilidade social. Esse investimento pode se tornar um excelente negócio; um investimento em sustentabilidade. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou, no Censo 2000, que o Brasil possui um contingente de 14,5% da população com algum tipo de deficiência, ou seja, um universo de 24,5 milhões de pessoas com um potencial de consumo estimado em R$ 5 bilhões. Ao analisarmos os dados globais encontramos estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que apontam que 10% da população mundial é portadora de deficiência - algo em torno de 610 milhões de pessoas, sendo que 386 milhões são economicamente ativas. Diante desse cenário, será que as marcas e as empresas brasileiras estão preparadas para atender com qualidade o consumidor que tem algum tipo de deficiência? Quais as barreiras e erros mais frequentes? A resposta é um sonoro não! Mas, a boa notícia é que inúmeras empresas estão interessadas em saber onde erram e quais são as alternativas para iniciar um projeto de acessibilidade, de inclusão social. Entre os erros mais frequentes - detectados pela equipe de "clientes secretos" da Shopper Experience - começo citando as barreiras físicas, porque são as que tangibilizam e ilustram o quanto a sociedade brasileira está despreparada para incorporar a inclusão de pessoas com deficiência no cotidiano. Portas estreitas, correntes protegendo as vagas destinadas a cadeirantes, acessos não sinalizados para deficientes visuais e equipamentos de autoatendimento em alturas incompatíveis com cadeirantes são alguns dos erros estruturais mais comuns. Os "clientes secretos" da Shopper Experience - pessoas com deficiência que integram projeto de inclusão profissional e atuam como pesquisadores responsáveis pelo atendimento a clientes de empresas de vários segmentos - citam, ainda, as barreiras emocionais e comportamentais. Em geral, profissionais do varejo, serviços financeiros e órgãos públicos não receberam treinamento adequado para lidar corretamente com o atendimento. Há casos de total ignorância que geram comportamentos como:
- o atendente grita com o deficiente visual. A questão é que ele não enxerga, mas ouve muito bem;
- em um restaurante, o garçon pergunta ao acompanhante de um cadeirante qual é o pedido; o que o cadeirante gostaria de comer. Ou seja, "imbecializam" a pessoa com deficiência, tratando-a como um ser incapaz de tomar decisões;
- o atendente recebe o cadeirante, auxilia-o a entrar em determinado local, mas o abandona. Ou seja, não prossegue no atendimento por motivos inexplicáveis;
- o atendente pergunta ao cadeirante se não gostaria de ir ao provador, embora a loja não tenha um provedor adaptado;
- o atendente não pergunta ao deficiente visual a cor que prefere, porque acha que tanto faz;
- p atendente fala muito rápido com o deficiente o auditivo, impossibilitando a leitura de lábios;
- o atendente leva o cadeirante até o banheiro e acende a luz;
- o atendente, ao recepcionar um deficiente visual com cão-guia, começa a brincar, distraindo o cachorro. Nunca se deve brincar com cães-guias quando os animais estiverem trabalhando;
- o atendente que segura no braço do deficiente visual para guiá-lo; prática que tira o equilíbrio. O correto é oferecer o braço para que o deficiente visual segure.
Outros casos de despreparo são protagonizados pelo que costumo chamar de "deficientes sociais", ou seja, pessoas que têm a coragem de parar em vagas exclusivas para cadeirantes e idosos; um tipo de ser humano que trata as pessoas com deficiência física como cidadãos de segunda categoria. Essas pessoas têm que ser reeducadas; passar por um processo de humanização social. Em suma, a inclusão é uma cruzada que deve envolver todos os níveis da sociedade em torno de uma aliança firme, que trate a questão com a seriedade que merece.
* Pioneira no Brasil na avaliação do atendimento ao consumidor por meio do "cliente secreto", Stella Kochen Susskind preside a Shopper Experience, empresa de pesquisa que representa uma evolução do modelo. Contando com uma equipe expert no assunto e com o know-how de 20 anos gerindo pesquisas com secret shopper e de satisfação, a empresa tem por ferramenta uma rede formada por mais de 20 mil clientes secretos no Brasil e exterior - equipe frequentemente treinada e renovada, que possui diferentes perfis e hábitos de consumo. Com produtos diferenciados, a Shopper Experience atua com Customer Experience, Secret Shopper (cliente secreto) e Workshop in Company, e busca trazer conhecimento sobre a experiência dos clientes com produtos e marcas. Stella Kochen Susskind preside, também, a divisão latino-americana da Mystery Shopping Providers Association e diretora da diretora da Mystery Shopping Providers Association Europe. Recentemente, a executiva criou um projeto de inclusão profissional inédito que capacita pessoas com deficiência a atuar como "clientes secretos". O recrutamento tem sido realizado em parceria com o Programa Trabalho Eficiente, da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD); Mara Gabrilli, vereadora e presidente do Instituto Mara Gabrilli; e Cid Torquato, coordenador da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Os interessados podem fazer a inscrição no site www.secretshopper.com.br/portal.
Fonte: Printec Comunicação Referência: Sentidos
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A sociedade precisa estar atenta para os obstáculos físicos e sociais enfrentados por pessoas com deficiência
A sociedade vem mudando a forma de encarar a pessoa com algum tipo de deficiência e mobilidade reduzida. No entanto, ainda existem muitas barreiras para que as construções, espaços e ambientes sejam completamente acessíveis e possibilitem a interação sem qualquer tipo de obstáculo, seja físico ou social. O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado em 3 de dezembro, é mais um alerta para que a sociedade conscientize-se definitivamente da importância da acessibilidade e da inclusão. Para Helena Degreas, arquiteta e professora do Complexo Educacional FMU, cabe aos profissionais das áreas de Arquitetura, Urbanismo, Paisagismo e Design um papel essencial na disseminação de boas práticas de projetos, a fim de atender as demandas do maior número possível de pessoas com as necessidades mais diversas. "Todos os profissionais, incluindo os arquitetos, vêm mudando suas formas de atuação. Isso significa que todos os ambientes devem ser acessíveis ou, em outras palavras, devem ser construídos de forma a viabilizar a interação física e social de indivíduos com algum tipo de deficiência funcional", analisa a professora dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Design de Interiores e tutora do Escritório-Modelo de Arquitetura e Urbanismo da FMU. Helena destaca que, ao se analisar a funcionalidade (funções do corpo, atividades e participação), há condições de identificar o que uma pessoa é capaz ou não de fazer. "Com essas informações, podemos, por meio de tecnologias assistivas, criar ambientes, objetos e cidades que deem autonomia e liberdade aos indivíduos para a execução de tarefas da vida cotidiana em seu lar - cuidados pessoais, com a casa, com objetos, plantas e animais, por exemplo -, como também facilitar e viabilizar relações comunitárias, sociais e profissionais, como participação em eventos, locomoção urbana, atividades de trabalho, etc.", diz a arquiteta, que é mestre e doutora em arquitetura e estruturas ambientais urbanas. O decreto 5.296, de 2 de dezembro de 2004, afirma que todos os projetos de natureza arquitetônica e urbanística, de comunicação e informação, de transporte coletivo, bem como a execução de qualquer tipo de obra, quando tenham destinação pública ou coletiva, devem ser acessíveis aos deficientes físicos, visuais, auditivos, mentais e com mobilidade reduzida, como também a pessoas com mais de 60 anos, gestantes, lactantes e pessoas com criança de colo. "Todas as edificações de uso público, coletivo e privado devem atender as normas de acessibilidade", esclarece a professora. Segundo Helena, a acessibilidade já é discutida e defendida não como uma adaptação, mas um conceito incorporado a projetos de novos ambientes e espaços - pelo menos, no meio acadêmico e no ensino da Arquitetura. "A mudança de cultura e de comportamentos demanda mais tempo, pois depende da educação. Por isso, os cursos de Arquitetura vêm aplicando aos seus projetos pedagógicos o ensino do Desenho Universal, de conteúdos vinculados ao projeto de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e necessidades especiais nas disciplinas vinculadas às áreas de projetos do edifício, do objeto, do paisagismo e da cidade", explica. A professora da FMU frisa que os projetos devem prever o uso equiparável e igualitário e devem ser adaptáveis para que pessoas com habilidades e preferências diversas possam fazer uso sem dificuldade. "Eles devem ser de uso simples, intuitivo e de fácil percepção, devem ser seguros ou, ainda, tolerantes ao erro e não devem demandar esforço físico para seu uso", completa.
"Em suma, é função da Arquitetura dar condições equitativas de vivência e cidadania. Isso é inclusão", finaliza.
Fonte: Casa da Notícia Comunicação/Diego Molina Referência: Portal Mara Gabrilli
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A Secretaria de Estado da Saúde decidiu fazer um alerta e convocar a população paulista para que doem sangue antes do Natal e Ano Novo. O objetivo é garantir os estoques nos hospitais para o período de festas, quando há grande volume de atendimentos de emergência e cirurgias que necessitam de transfusões de sangue, em razão de acidentes.
Em média os hemocentros do Estado costumam coletar 70 mil bolsas por mês. A Fundação Pró-Sangue, por exemplo, começou a sentir os efeitos já em novembro. Foram coletadas em torno de 10,6 mil bolsas, 15% a menos do que normalmente arrecada. A unidade, ligada à Secretaria, abastece 128 hospitais da capital e Grande São Paulo. Para doar sangue basta estar em boas condições de saúde, alimentado, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 kg e levar documento de identidade original com foto. É recomendável evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação e não ter ingerido bebidas alcoólicas 12 horas antes. Se a pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente. Mesmo que tenha se recuperado, deve aguardar uma semana para que esteja novamente apto à doação. “A solidariedade é fundamental para evitar a redução dos estoques de sangue durante as festas de final de ano. Por isso solicitamos que, antes de viajar, os paulistas compareçam a um posto de coleta e ajudem a manter o nível dos hemocentros e o abastecimento dos hospitais”, afirma Osvaldo Donini, coordenador da Hemorrede estadual.
Posto reaberto
A Fundação Pró-Sangue acaba de reabrir seu posto de coleta do Mandaqui, na zona norte da capital paulista, que passou por reforma. Agora a unidade tem capacidade operacional de atendimento a mil doadores por mês. O posto de coleta Mandaqui atende aos doadores da região de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h. O endereço é rua Voluntários da Pátria, 4.227, Santana. Mais informações pelo Alô Pró-Sangue, no 0800 55 0300.
Fonte: Assessoria de Imprensa Secretaria de Estado da Saúde
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O cuidado para que o museu seja um espaço sem barreiras
O Programa Igual Diferente, do Museu de Arte Moderna de São Paulo, voltado ao atendimento de usuários com deficiência, teve as suas ações ampliadas, resultando na criação do Setor de Acessibilidade do Museu de Arte Moderna de São Paulo. O Setor de Acessibilidade do MAM-SP cuida para que o museu seja um espaço sem barreiras, sejam elas físicas sensoriais ou intelectuais. Atualmente, além de um espaço físico totalmente acessível, a programação do museu conta com diversos recursos como audioguias descritivos de cada exposição para pessoas com deficiência visual, vídeos na Língua Brasileira de Sinais (Libras) para o público surdo, além da extensa grade de cursos e atividades para todos os perfis de público.
Programa igual diferente
Por meio de parcerias com instituições de saúde e educação especial e com projetos sociais, o Programa Igual Diferente promove cursos regulares de diferentes modalidades artísticas. As inscrições são gratuitas e abertas ao público em geral. Pessoas com ou sem deficiência, alunos com experiência ou iniciantes compõem os grupos das diversas atividades. Desde sua implementação, em 2002, cerca de 2.500 pessoas puderam participar dos cursos de artes.
Fonte: Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência
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Após ter sido aprovada em entrevistas por telefone e e-mail, Valéria, de 28 anos, foi recusada ao comparecer à firma
Valéria de Almeida Fraga, de 28 anos, candidatou-se a uma vaga em uma empresa logística que faz fretamento de embarcações para cargas do comércio exterior. Foi entrevistada por telefone, depois respondeu um questionário por e-mail e finalmente, há dois meses, foi chamada à firma com toda a documentação para ocupar a vaga. Mas o fato de ter parte da perna esquerda amputada - a impediu de ocupar o posto. "Alegaram que a vaga para deficientes estava preenchida", explica Valéria, que até hoje não conseguiu um emprego. A deficiência lhe foi imposta por uma bactéria que atingiu o osso do pé, depois de um tratamento malfeito em um hospital público. Há cinco anos, ela sofreu um corte no pé, causado por uma garrafa de cerveja. Em janeiro de 2010, teve a perna amputada abaixo do joelho. A falta da perna direita do baiano Fabio Santos Jesus, de 31 anos, é de nascença. Sua mãe nunca lhe explicou direito o motivo da deficiência com a qual convive sem maiores problemas. Marceneiro de profissão, durante muito tempo viveu de biscates até conseguir, há dois anos, um emprego fixo por meio da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), que tem convênio com algumas instituições públicas. Hoje ele trabalha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). "Faço manutenção na marcenaria e recebo R$ 1,1 mil por mês", conta. Pai de quatro filhos, todos perfeitos, é divorciado. Segundo diz, nem quando criança, ainda na Bahia, sofreu qualquer espécie de discriminação ou preconceito. "Até dançar forró eu danço, sem nenhum problema", afirma.
Fonte: Estadão
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IPC concordou manter os 20 esportes do atual programa e acrescentar os dois mencionados
O triatlo e a canoagem foram incluídos no programa dos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro 2016, o que elevará para 22 o número de modalidades esportivas no evento que será realizado na capital fluminense. O Comitê Paralímpico Internacional (IPC), reunido na cidade chinesa de Guangzhou, acordou manter os 20 esportes do atual programa e acrescentar os dois mencionados. Uma equipe técnica já havia recomendado a inclusão da canoagem e do triatlo numa lista de sete candidatos ao evento - completada por badminton, basquete para deficientes mentais, golfe, taekwondo e futebol em cadeira de rodas. A direção do IPC reúne-se em Guangzhou por ocasião dos Jogos Asiáticos Paraolímpicos.
Fonte: Estadão
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A cidade de Ávila, na Espanha, é primeira a receber o prêmio Access City Award, que reconhece melhorias de acessibilidade para deficientes.
A cidade histórica espanhola de Ávila, cercada por uma grande muralha, foi reconhecida pela Comissão Europeia por ter realizado melhorias significativas no acesso e em oportunidades de emprego para pessoas com deficiências. Ávila venceu outros três finalistas, Barcelona, Colônia e Turku, e ganhou o primeiro prêmio Access City Award. A Comissão elogiou Ávila pelo plano de longo prazo que vem implementando, desde 2002, a fim de tornar-se mais acessível e agradável a pessoas com deficiência. Ele inclui a melhoria da acessibilidade aos edifícios públicos e a criação de incentivos para a iniciativa privada, além de desenvolvimento de instalações turísticas acessíveis e de mais oportunidades de emprego. Pessoas com deficiência também estão incluídas no processo de planejamento.
Diversas categorias
De acordo com Noelia Cuenca Galán, encarregada de acessibilidade de Ávila, as melhorias na cidade incluem diferentes categorias, levando em consideração diversos tipos de deficiência, como cegueira, imobilidade e doença mental. Segundo ela, a cidade tenta eliminar as barreiras físicas e arquitetônicas em edifícios públicos. "Apesar e mesmo justamente por causa da herança cultural e da riqueza de lugares históricos", disse Cuenca Galán à Deutsche Welle. "Não seríamos uma cidade que representa o patrimônio cultural se este patrimônio não fosse acessível a todas as pessoas", acrescentou Galán.
Arquitetura medieval requer criatividade
A arquitetura medieval, com muitas ruas estreitas e calçamento de pedras, faz com que adaptações de acessibilidade sejam relativamente difíceis em Ávila. Noelia Cuenca Galán enfatizou a necessidade de criatividade na busca de soluções para um desafio como este, já que os lugares históricos não devem ser danificados no processo de alteração. Uma das melhorias inclui elevadores e rampas especiais, instalados nas famosas muralhas medievais da cidade, para que os visitantes de cadeira de rodas possam chegar ao seu topo. Segundo Cuenca Galán, poder subir a muralha pela primeira vez é um momento muito emocionante para essas pessoas. "Muitas delas nunca estiveram em cima da muralha antes, apesar de terem vivido aqui toda a vida", ressaltou. Nas decisões de melhoria, a cidade coopera com organizações locais que representam os interesses das pessoas com deficiência, como a ONCE, organização nacional espanhola de apoio a deficientes visuais. "Sem esta cooperação, não teríamos conseguido muito", afirmou Galán. "Se não ouvirmos o que estas pessoas com deficiência têm a dizer, não podemos contribuir para melhorar a situação deles."
Consulta a deficientes é fundamental
A funcionária admite que não é Ávila, de maneira alguma, uma cidade "perfeita", mas diz que está determinada a prosseguir o projeto de desenvolvimento de acessibilidade. O prêmio Access City Award é uma das iniciativas previstas na nova estratégia de dez anos da Comissão Europeia para uma Europa sem barreiras. Lançado pela Comissão em julho de 2010, o concurso esteve aberto às cerca de mil cidades da União Europeia com mais de 50 mil habitantes. Os jurados analisaram 66 candidaturas provenientes de 19 dos 27 Estados membros da UE. "As pessoas com deficiência têm os mesmos direitos que as outras, mas a acessibilidade é um pré-requisito para que elas possam gozar desses direitos", afirmou Viviane Reding, comissária europeia para Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania. Ela acrescentou que o Access City Award foi criado para "inspirar e motivar cidades que ainda têm mais progressos a fazer".
Pessoa com deficência aprova esforços
Kay Macquarrie é paraplégico e viveu em várias cidades da Alemanha, incluindo Kiel, Bonn e Colônia – uma das finalistas do prêmio. Ele aplaude os esforços para melhorar a vida das pessoas com deficiência nos países europeus. Macquarrie acha que as condições gerais para pessoas em cadeira de rodas, como ele, poderiam ser melhoradas em muitos aspectos, especialmente quando se trata de transporte público e da localização dos banheiros em restaurantes e bares. Mas ele também reconhece que houve progresso nos últimos tempos. "Nos anos 80 e 90, parecia que arquitetos e urbanistas nunca tinham sequer ouvido falar do conceito de acessibilidade", disse Macquarrie à Deutsche Welle. "Mas agora o assunto está atraindo muito mais atenção." Embora os milhares de locais históricos da Europa apresentem grandes desafios à acessibilidade, Ávila é a prova de que eles são superáveis.
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A praça tem acesso para cadeirantes e poderá ser visitada diariamente, das 10h às 22h, até o dia 25 de dezembro.
Praça de Natal, estrutura de 800 m² montada sobre a Avenida Paulista, em São Paulo, foi inaugurada oficialmente na noite de 3 de dezembro, em um evento apenas para convidados. Paulistanos e turistas, no entanto, não precisarão esperar muito para conferir a maior novidade da decoração natalina da avenida: a partir das 10h de 4 de dezembro, a praça estará aberta ao público e contará com monitores treinados. Localizada entre as ruas Padre João Manuel e Ministro Rocha Azevedo, a Praça de Natal é, na verdade, uma grande passarela suspensa que cruza a Avenida Paulista. A cenografia, criada pelo artista plástico Juarez Fagundes, tem um Papai Noel gigante, com 8 metros de comprimento, além de bonecos de neve, carrossel, palhaços e ursos em proporções gigantescas. A praça tem acesso para cadeirantes e poderá ser visitada diariamente, das 10h às 22h, até o dia 25 de dezembro.
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Para 87%, nenhuma ou poucas das ruas estão adaptadas em sua cidade
Pessoas com deficiência não têm seus direitos respeitados no país. Essa é a opinião de 77% das 1.165 pessoas com deficiência entrevistadas na pesquisa sobre a condição de vida desse público no Brasil, feita pelo DataSenado, entre 28 de outubro e 17 de novembro. O estudo foi realizado com base no cadastro do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), com 10.273 registrados. "As pessoas se sentem sem acesso aos serviços, desrespeitadas no seu direito de ir e vir, e o importante é que elas estão percebendo isso. O preconceito ficou tão natural, como quando um deficiente físico é carregado para entrar no ônibus que não tem elevador, que as pessoas não percebem como preconceito", observou a superintendente do IBDD, Teresa Costa D'Amaral. A pesquisa mostra que os prédios públicos estão mais adaptados (18% responderam que a maioria tem acesso) que os comerciais (12% de respostas favoráveis). Mas as ruas e calçadas são o grande entrave para a locomoção - para 87%, nenhuma ou poucas das ruas estão adaptadas em sua cidade. Quatro em cada dez entrevistados deixaram de ir a algum lugar porque a estrutura física não estava adaptada. Essa falta de adaptação também compromete o lazer - 64% dos deficientes físicos e 51% dos visuais gostariam de praticar esportes, mas não podem por falta de acesso; 25% dos deficientes auditivos gostariam de ir ao teatro; e 23% dos deficientes visuais iriam ao cinema, se as salas fossem adaptadas.
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A Gol disse que a responsabilidade pelo bem estar do passageiro é dela e por isso está dando toda a assistência, mas a responsabilidade pelo serviço é da Infraero.
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) disse que as empresas aéreas são responsáveis pelo transporte do passageiro com deficiência e também por qualquer dano que ele sofra. Assim, no caso do acidente que vitimou o cadeirante Fernando Vasconcellos, 71, a responsabilidade é da Gol, que havia contratado um ambulift (veículo com elevador) para fazer seu desembarque. No caminho, após freada brusca, a cadeira de rodas de Vasconcellos tombou para o lado e ele sofreu traumatismo craniano. Desde sábado, está em coma, com quadro estável, mas ainda grave. A Anac diz que só cabe penalidades à Gol se ela não estiver dando assistências. A Gol disse que a responsabilidade pelo bem estar do passageiro é dela e por isso está dando toda a assistência. Mas que a responsabilidade pelo serviço é da Infraero, que opera o veículo contratado. A empresa diz ainda que está apurando se o serviço foi feito de forma correta. A Infraero diz que está investigando.
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Amanda Boxtel e Alysse Einbender têm pouca coisa comum. A primeira é uma professora de esqui australiana de 43 anos. A segunda, paisagista americana de 50 anos, é mãe de dois meninos. Em comum, as duas dividem uma tragédia e um quase milagre. Ficaram paraplégicas durante anos, mas voltaram a andar recentemente, graças a aparelhos de duas empresas diferentes. Amanda se beneficiou do eLegs, produzido na Califórnia e lançado em outubro, e Alysse usou o ReWalk, criado em Israel e presente numa clínica de reabilitação americana desde o ano passado. Ambos usam uma espécie de exoesqueleto ajustado ao corpo do cadeirante que, por meio de sensores, o faz andar com a ajuda de duas muletas. "Consegui dobrar meus joelhos pela primeira vez após 18 anos", disse Boxtel. "Consegui transferir meu peso, dar mais um passo. E foi tão natural." Não há data para a comercialização dos aparelhos, mas o ReWalk já é usado num hospital na Filadélfia, e o eLegs estará disponível para centros médicos em 2011. Um terceiro foi apresentado em julho na Nova Zelândia, num evento que contou até com o primeiro-ministro. A empresa Rex Bionics promete colocá-lo a venda até o final do ano por R$ 255 mil. Nos últimos dois anos e meio, oito pessoas com lesões na medula e uma com distrofia muscular já passaram por treinamento do Rex. Ao contrário dos dois primeiros aparelhos, o neozelandês é mais pesado, pouco maleável e possui um joystick no lugar de muletas. "Acreditamos que o uso constante de muletas pode causar lesões nos ombros", diz o diretor de marketing da empresa, Thomas Mitchell. Assim como o eLegs e o ReWalk, o Rex não pretende substituir totalmente o uso da cadeira de rodas e sim ser uma ferramenta extra para os cadeirantes. "Os usuários dizem que notaram uma mudança no relacionamento com as pessoas, inclusive com crianças, já que elas não ficam mais altas do que eles", diz Mitchell. Dos três, o eLegs é o mais compacto e dá mais mobilidade ao usuário, que pode dobrar o joelho de forma mais natural e chegar a atingir até 3 km/h. Foi eleito, pela revista "Time", uma das 50 melhores invenções de 2010. O aparelho funciona com ajuda de sensores que traduzem os gestos do cadeirante para determinar suas intenções e agir de acordo com elas, como uma espécie de software, carregado numa mochila nas costas. Para usá-lo, é preciso ter entre 1,58 e 1,95 m de altura, pesar até 100 quilos e conseguir se transferir da cadeira de rodas para uma normal. A tecnologia foi desenvolvida a partir de exoesqueletos hoje usados por soldados -um deles permite que os militares carreguem até 90 quilos por terrenos irregulares, por horas, sem lesões.
Fonte: Folha.com
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