O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo foi instituído pela ONU em dezembro de 2007, que definiu a data de 2 de abril como marco da mobilização mundial para mostrar que há pessoas um pouco diferentes das outras, mas que, na sua essência, são tão humanas quanto todos. Autismo é uma palavra desconhecida para muitos. Dessa forma o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo busca esclarecer o que vem a ser o Autismo e disseminar informações sobre a importância do diagnóstico e da intervenção precoce. Formas de Mobilização Na noite de 1º de abril, o prédio EmpireState em NY estará acesso com luzes azuis, em conscientização sobre o dia do Autismo em 2 de abril. Estão repassando a campanha no resto do mundo para que todas as pessoas possam acender uma luz azul em suas casas. Outros prédios por todo o país e o resto do mundo estarão acendendo luzes azuis. Coisas que você pode fazer para ajudar na conscientização do autismo: 1 – Usar o pin azul com o desenho de uma peça de quebra cabeça durante todo o mês de abril e quando as pessoas perguntarem você pode falar sobre o autismo e o porque de você estar vestindo; 2- Mudar as fotos do orkut e perfil no twitter ou facebook com a peça azul do quebra ou com o logo da campanha light it up: Blue e repassar para 10 amigos; 3- Digitar todos os seus emails em AZUL e colocar o logo Light It UpBlue na assinatura durante todo o mês de abril; 4- No dia 2 de abril vestir uma peça de roupa azul, camiseta ou calça e pedir pra seus amigos, familiares ou colegas de trabalho para vestirem também, tirar fotos e repassá-las. Publicar em flickr, orkut, twitter, facebook; 5- Cozinhar um bolo com o desenho da peça de quebra-cabeça Azul, de preferência todo em azul e levar pra escola, pro trabalho e dividir com seus amigos explicando o porquê; 6- Avisar aos responsáveis de igrejas, congregações para que falem do dia em seus Cultos, Missas e Celebrações, etc. Existem várias maneiras de participar. Divulgue e ajude essa causa tão importante. Outras Formas de Mobilização - Imprima e distribua na escola de seu filho a revista em quadrinhos "Um amiguinho diferente", disponível no site mundo asperger - Peça para que a escola estimule os pais e os professores a acessarem websites sobre o tema, como: Associação de Amigos do Autista (http://www.ama.org.br/), o web site oficial do World Autism Awareness Day ou mesmo o nosso website www.mundoasperger.com.br; - imprima e distribua o texto elaborado "02 de abril - Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo", disponível no site mundo asperger Fonte: http://www.mundoasperger.com.br/ Se vc Gostou do Blog ajude-nos a mante-lo clicando nos anúncios ao lado direito ou faça um Depósito de qualquer valor na conta abaixo: BRADESCO AG 0165-1 C/Poupança 1008725-2..DEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com
quinta-feira, 31 de março de 2011
Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo
O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo foi instituído pela ONU em dezembro de 2007, que definiu a data de 2 de abril como marco da mobilização mundial para mostrar que há pessoas um pouco diferentes das outras, mas que, na sua essência, são tão humanas quanto todos. Autismo é uma palavra desconhecida para muitos. Dessa forma o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo busca esclarecer o que vem a ser o Autismo e disseminar informações sobre a importância do diagnóstico e da intervenção precoce. Formas de Mobilização Na noite de 1º de abril, o prédio EmpireState em NY estará acesso com luzes azuis, em conscientização sobre o dia do Autismo em 2 de abril. Estão repassando a campanha no resto do mundo para que todas as pessoas possam acender uma luz azul em suas casas. Outros prédios por todo o país e o resto do mundo estarão acendendo luzes azuis. Coisas que você pode fazer para ajudar na conscientização do autismo: 1 – Usar o pin azul com o desenho de uma peça de quebra cabeça durante todo o mês de abril e quando as pessoas perguntarem você pode falar sobre o autismo e o porque de você estar vestindo; 2- Mudar as fotos do orkut e perfil no twitter ou facebook com a peça azul do quebra ou com o logo da campanha light it up: Blue e repassar para 10 amigos; 3- Digitar todos os seus emails em AZUL e colocar o logo Light It UpBlue na assinatura durante todo o mês de abril; 4- No dia 2 de abril vestir uma peça de roupa azul, camiseta ou calça e pedir pra seus amigos, familiares ou colegas de trabalho para vestirem também, tirar fotos e repassá-las. Publicar em flickr, orkut, twitter, facebook; 5- Cozinhar um bolo com o desenho da peça de quebra-cabeça Azul, de preferência todo em azul e levar pra escola, pro trabalho e dividir com seus amigos explicando o porquê; 6- Avisar aos responsáveis de igrejas, congregações para que falem do dia em seus Cultos, Missas e Celebrações, etc. Existem várias maneiras de participar. Divulgue e ajude essa causa tão importante. Outras Formas de Mobilização - Imprima e distribua na escola de seu filho a revista em quadrinhos "Um amiguinho diferente", disponível no site mundo asperger - Peça para que a escola estimule os pais e os professores a acessarem websites sobre o tema, como: Associação de Amigos do Autista (http://www.ama.org.br/), o web site oficial do World Autism Awareness Day ou mesmo o nosso website www.mundoasperger.com.br; - imprima e distribua o texto elaborado "02 de abril - Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo", disponível no site mundo asperger Fonte: http://www.mundoasperger.com.br/ Se vc Gostou do Blog ajude-nos a mante-lo clicando nos anúncios ao lado direito ou faça um Depósito de qualquer valor na conta abaixo: BRADESCO AG 0165-1 C/Poupança 1008725-2..DEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com
Programa Febraban de Capacitação Profissional e Inclusão de Pessoas com Deficiência no Setor Bancário
quarta-feira, 30 de março de 2011
Amputados Vencedores estará na Reatech 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Mulher recebe transplante de mão completo nos Estados Unidos
Cirurgia durou 19 horas e foi realizada em hospital universitário de Atlanta. Linda Lu, de 21 anos, vai passar mais 3 meses na cidade para recuperação. Uma mulher de 21 anos recebeu um transplante completo de mão em Atlanta, nos Estados Unidos, segundo anunciou a Escola de Medicina da Universidade Emory na segunda-feira (28). A estudante Linda Lu passou por uma cirurgia de 19 horas no dia 12 de março para poder contar com a “nova” mão. O material veio de um doador não identificado. Duas equipes – uma dedicada à paciente e outra, à mão do doador – participaram da operação que terminou já no dia 13. Liderados pela médica Linda Cendales, cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiras e auxiliares integraram o grupo, que conectou ossos, tendões, nervos, vasos sanguíneos e a pele do membro em Linda Lu. A paciente ainda vai passar mais três meses em Atlanta para se recuperar do procedimento. Para Cendales, a cirurgia é uma esperança a pessoas que perdem mãos e braços, lembrando do caso de militares a serviço dos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque.
Histórico da cirurgia Segundo a universidade, o primeiro transplante de mão foi realizado em 1964 no Equador, antes do desenvolvimento de imunossupressores – remédios que combatem o ataque por parte do corpo do paciente ao órgão recebido. O receptor, um marinheiro, precisou amputar o novo membro duas semanas após a operação por causa da rejeição aos tecidos transplantados. A segunda tentativa aconteceu anos mais tarde, em 1998, na França. O paciente conseguiu manter o órgão durante dois anos, mas desistiu ao parar de tomar os imunossupressores e pediu para ter a nova mão removida. Nos Estados Unidos, o primeiro transplante foi feito em 1999, com Linda Cendales presente na equipe médica. O receptor vive com o membro até hoje e é o caso mais duradouro deste tipo de transplante. A médica também participou do segundo transplante de mão no país, realizado em 2001. Fotos: Jack Kearse / Universidade Emory Fonte: G1 Se vc Gostou do Blog ajude-nos a mante-lo clicando nos anúncios ao lado direito ou faça um Depósito de qualquer valor na conta abaixo: BRADESCO AG 0165-1 C/Poupança 1008725-2..DEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com
Contagem regressiva para audiodescrição na TV
sábado, 26 de março de 2011
Exposição fotográfica: Toda nudez vai ser revelada
De 14 a 17 de abril, em sua décima edição, a Reatech vai reunir mais uma vez no Centro de Exposições Imigrantes tecnologias e oportunidades diversas (algumas vagas de empregos, acessibilidade, turismo adaptado, palestras…) para pessoas com deficiência e profissionais da área.
A convite de Flávio Peralta, do site Amputados Vencedores, um dos expositores do evento, a publicitária e fotógrafa Kica de Castro, fará uma exposição fotográfica. Castro é referência em fotografar pessoas com deficiência desde 2002. Em 2007, abriu a primeira agência de modelos para profissionais com deficiência, considerada única até esse momento.
Querendo quebrar as barreiras do preconceito, Kica pesquisou o que seria interessante levar para essa exposição. Uma vez que se fala de inclusão da pessoa com deficiência, a questão da beleza e sensualidade, sempre ficou em último plano. Tendo a visão que para incluir é preciso que seja como um todo, nada melhor do que levar para exposição fotográfica esse tema: Toda Nudez vai ser revelada.
As imagens são sensuais, provando que beleza e deficiência não são palavras opostas. Com essa exposição o objetivo é mostrar que os padrões de beleza são diversos, e que pessoas com deficiência podem ser usadas como referência de beleza e sensualidade na moda e nos anúncios publicitários. Não se pode esquecer que existem no Brasil cerca de 30 milhões de consumidores com algum tipo de deficiência.
Visitação gratuita
14 a 17 de abril de 2011
Estande (E59) Amputados Vencedores
Quinta e sexta-feira das 13h às 21h – Sábado e domingo das 10h às 19h
Centro de Exposições Imigrantes – Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 (São Paulo)
No dia 15 de abril, Kica de Castro vai dar uma palestra das 17h às 18h – Palestra:O DIFERENTE PODE SER SENSUAL E BELO?
Fonte: http://www.deficienteciente.com.br/
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quinta-feira, 24 de março de 2011
Secretaria apresenta dicas para Bibliotecas Acessíveis
É muito comum alguém questionar o que um cego faria em uma biblioteca pública, com milhares de livros em estantes que jamais poderia ler, ou um tetraplégico, que não poderia folheá-los e que ficaria até constrangido se alguém ficasse lendo para ele em voz alta em local onde há maior necessidade do silêncio. O que dizer, então, das pessoas surdocegas, estimadas pela sua principal entidade representativa em aproximadamente quinhentas só no Estado de São Paulo? E os idosos que já não conseguem ler por problemas de visão mas ainda não aceitaram essa condição? E os disléxicos, aqueles com distúrbio na capacidade de leitura ou interpretação de signos escritos? Ou ainda, o que um analfabeto faria em uma biblioteca?
Enfim, com as atuais tecnologias, todas essas pessoas também podem ser incorporadas ao público das bibliotecas, cabendo aos seus responsáveis procurar o melhor custo-benefício
Recomendamos:
1) Escâner para leitura de livros e publicações em geral, com emissão imediata de voz e possibilidade de gravação em áudio ou em diferentes formatos. Dispõe de OCR (sigla em inglês para reconhecimento de carácter óptico) e quando acoplado ao computador, permite também a ampliação das fontes do texto escaneado. Ideal para pessoas cegas, idosas, disléxicas e até iletradas, que poderão ouvir textos emitidos por voz agradável, com controle de velocidade e recursos como a soletração das palavras, ou ainda daquelas com baixa visão, que poderão ampliar os caracteres na tela do computador.
2) Linha Braile, que consiste em uma régua perfurada por pequenos pinos que, quando levantados, formam um texto em braile a partir da sua conexão ao computador ou ao escâner. Destinada às pessoas que preferem o Braile (cerca de 10% das pessoas cegas) ou surdocegos, que não tem outra opção de leitura além do braile.
3) Software leitor de tela para computador. Permite a audição de todos os textos contidos em formato digital incluindo Internet, arquivos de texto e planilhas, desde que não tenham sido gravados em "formatos fotográficos". Há no mercado até softwares gratuitos, mas sem tantos recursos.
4) Ampliador de Imagem, dispondo de diversos recursos para que uma pessoa com baixa visão possa ler os textos ampliados em tela de computador. Embora com menos recursos específicos, pode ser substituído por escâner com emissão de voz.
"É possível tornar uma biblioteca acessível"
Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Coordenadoria de Desenvolvimento de Programas
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Inscrições abertas para 3º Concurso Moda Inclusiva

Podem participar estudantes matriculados em instituição de ensino superior ou escola técnica, ou profissionais formados na área de Moda.
Está aberto o período para as Inscrições do 3º Concurso Moda Inclusiva. Até o dia 15 de julho de 2011, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência recebe inscrições. O concurso tem o objetivo de contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva, na qual todos tenham acesso igualitário aos produtos, bens e serviços disponíveis. A finalidade do concurso é promover importante debate sobre moda diferenciada, além de incentivar o surgimento de novas soluções e propostas em relação ao vestuário para as pessoas com deficiência.
O Concurso Moda Inclusiva, realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, foi o primeiro realizado no Brasil e, segundo pesquisas, também inédito no âmbito internacional nesse formato. A primeira edição foi na sede da Secretaria, em 2009, e a segunda, no Museu da Língua Portuguesa, em 2010, ambos em São Paulo.
A Comissão Julgadora selecionará os 20 melhores trabalhos, que participarão da segunda fase do concurso. Os 20 looks selecionados pela Comissão Julgadora serão apresentados ao Corpo de Jurados no momento do desfile. Os critérios pelos quais os trabalhos serão avaliados são:
(I) adequação ao tema;
(II) pesquisa, desenvolvimento e inovação;
(III) criatividade;
(IV) estilo e linguagem de moda; e
(V) ficha técnica.
O projeto Moda Inclusiva estimulou a criatividade de vários grupos, entre estudantes, professores e pessoas com deficiência, além de fomentar um mercado com foco na ergonomia e estender a questão da deficiência para diversos setores da sociedade, propondo uma reflexão comportamental, bem como uma moda influenciada pela diversidade com design inspirado na ótica do Desenho Universal. O Desenho Universal é uma resposta ao movimento da sociedade, que busca eficiência e funcionalidade para todos os indivíduos ao longo dos ciclos da vida, um fator decisivo quando o objetivo é a construção de uma sociedade para todos que prioriza a eliminação de barreiras arquitetônicas, ambientais e estéticas.
Inscrições
Podem participar estudantes matriculados em instituição de ensino superior ou escola técnica, ou profissionais formados na área de Moda. Cada participante poderá concorrer com apenas um número de inscrição, que lhe dará direito apresentar até três trabalhos (looks).
Para concorrer, os participantes deverão preencher a ficha de inscrição no hotsite: http://www.sedpcd.sp.gov.br/modainclusiva/inscricao.php e enviar um "look" (croqui e ficha técnica) para a sede da Secretaria (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10, Barra Funda - São Paulo - SP - CEP: 01156.001).
Agenda
3º Concurso Moda Inclusiva
Inscrições para o concurso: até 15/07/2011
Entrega dos trabalhos: até 25/07/2011
Divulgação dos 20 finalistas selecionados: 01/08/2011
Realização do desfile: Local e Data serão informados em breve. Aguarde
Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência
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quarta-feira, 23 de março de 2011
Abaixo-assinado Pelo Arquivamento do Projeto de Lei que Institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência
A deficiência é um produto social, fruto da relação das pessoas com deficiência com seu entorno. O ambiente, assim, pode ser capacitante ou incapacitante.
No projeto de lei que prevê a criação de um Estatuto da Pessoa com Deficiência estão inseridos programas, serviços, atividades e benefícios, muitos deles ainda concebidos através de uma visão assistencialista e paternalista e por vezes até autoritária em relação às pessoas com deficiência.
Este projeto de lei, resultado de várias consultas públicas ao longo de alguns anos, como dizem seus defensores, ainda mantém em grande parte esta atitude tuteladora, vendo as pessoas com deficiência como não fossem capazes e com direito de fazer suas próprias escolhas, de tomar suas próprias decisões e de assumir o controle de suas vidas.
Retira a responsabilidade prioritária do Estado de assegurar a efetivação dos direitos humanos e fundamentais das pessoas com deficiência, quando compartilha esta responsabilidade com a família, com a comunidade e a sociedade.
Faculta ao Estado fazer convênios e parcerias com Instituições, Fundações e Organizações no que toca a saúde, educação e trabalho, não criando nenhum mecanismo de controle destas Instituições, em detrimento a qualidade dos serviços prestados.
Não avança para garantir um ensino de qualidade para todos e nem emprego digno às pessoas com deficiência, pelo contrário legaliza novamente a exploração da mão de obra deste segmento, permitindo o enriquecimento desmedido do que chamam de entidades qualificadas para intermediar.
Apesar de estar escrito que esta lei, caso aprovada, entraria em vigor decorridos 90 dias da sua publicação, ela não é auto-aplicativa, e necessita de várias normalizações para poder entrar em prática.
É oportuno relembrar que a proposta do Estatuto da Pessoa com Deficiência nasceu fora da nossa representatividade.
O nome inicial do projeto de lei – que era Estatuto do Portador de Necessidades Especiais – já é sintomático de que foi dado por pessoas que não nos representam.
Acima disto, reflete uma atitude de proteção assistida e de separação.
Ele é uma volta ao passado quando havia a necessidade de um instrumento com estas características para dar assistência à generalização da situação precária das pessoas com deficiência, mas sem abrir mão da incapacidade das pessoas com deficiência de conviver e competir com a sociedade geral.
Nos tempos atuais um estatuto específico para nós é um contra-senso e um retrocesso, se coloca na contramão da história.
O Estatuto é prejudicial no sentido de reforçar a imagem de inválido e coitadinho, levando a sociedade a continuar tratando a pessoa com deficiência como um ser desprovido de capacidade para cuidar de si.
Neste sentido, para a sociedade em geral o Estatuto da Pessoa com Deficiência se torna a comprovação desta suposta incapacidade e constitui uma espécie de oficialização da discriminação contra a pessoa com deficiência, ao separar esta pessoa das leis comuns.
Desde 1981, Ano Internacional das Pessoas Deficientes, começamos a exigir “participação plena e igualdade” de oportunidades dentro da sociedade e não fora dela.
De lá para cá muitas ações reforçaram esta exigência.
O movimento foi autor de alguns artigos da Constituição Federal de 1988 e conseguiu aprovar inúmeras leis até hoje.
A Convenção incorporada de fato à legislação brasileira, ela não apenas obrigará que as leis vigentes sejam revisadas e atualizadas, mas servirá de parâmetro para que as leis futuras venham a incluir a questão da deficiência entre seus artigos, diminuindo gradativamente a necessidade de leis específicas para as pessoas com deficiência, separadas das leis comuns.
A partir da Convenção todas as questões relativas às pessoas com deficiência deverão ser inseridas em leis comuns, que passarão a ser conhecidas como leis inclusivas, levando a sociedade a perceber que a pessoa com deficiência faz parte da população e é titular de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais.
Deverá ficar claro que, nessas leis comuns, a pessoa com deficiência está incluída como titular de direito aos mesmos serviços oferecidos à população e que serão previstas especificidades de usufruto desses serviços somente quando às condições de uma determinada deficiência assim a exigirem.
Em tal contexto, não haverá lugar para um estatuto separado sobre as pessoas com deficiência.
Todas as eventuais vantagens de um estatuto da pessoa com deficiência não compensam a anulação do processo de amadurecimento, evolução e conquistas, desenvolvido pelo movimento das pessoas com deficiência nos últimos 30 anos, no Brasil e no mundo.
Para assinar acesse: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N8028
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Ecologia e acessibilidade são destaques de feira de ciências da USP
Participantes são alunos dos ensinos fundamental, médio e técnico.
Estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico estão apresentando nesta semana, em São Paulo, projetos de ciência e tecnologia que desenvolveram em suas escolas. A Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), organizada pela USP, é a maior do país. Esta edição conta com 301 projetos de 670 estudantes de todo o país – e um da Colômbia.
O principal objetivo da feira é incentivar a ciência desde cedo e estimular os jovens a seguir carreira científica. Contudo, mostra resultados práticos com projetos que revelam a criatividade dos alunos e professores que os conduzem.
Em geral, os projetos selecionados apontam soluções de baixo custo, tendo em vista o cuidado com o meio ambiente e a acessibilidade aos portadores de necessidades especiais, entre outros temas.
Palmilha ecológica
O projeto dos alunos Lana Pousa, Paulo Henrique Cerqueira e Nilcélia de Freitas, do Senai Geraldo Vieira Martins, de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), uniu duas das principais atividades econômicas da cidade, que fica a 315 km de São Paulo, no Oeste do estado: a plantação de arroz e a produção de calçados.
A partir de cascas de arroz que seriam jogadas fora, estão sendo produzidas palmilhas para sapatos. O processo é simples: as cascas são unidas com cola branca e formam um material bastante resistente. Depois, são cortadas no formato do molde. Quando o calçado é confeccionado, a palmilha é revestida como outra qualquer.

Cadeira de rodas acionada pelo sopro
Três projetos diferentes buscaram ajudar os tetraplégicos. Eles desenvolveram cadeiras de rodas movidas a motor que podem ser acionadas sem as mãos – pela voz, por exemplo.
Pensando em pacientes que têm também limitações na fala, alunos da Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa, em Santa Rita do Sapucaí (MG), elaboraram uma cadeira controlada pelo sopro. Um sensor fica à altura da boca de quem está sentado. Com diferentes tipos de sopros, o portador escolhe a direção para onde quer ir e dá o comando para se movimentar. O projeto é assinado pelos estudantes Joaquim Eduardo de Oliveira, Wellington Rodrigues e Nixon Teixe
Destilador caseiro
O conhecimento da realidade de cada lugar também influenciou na escolha dos temas. Pensando nas comunidades de pescadores do litoral de Pernambuco, Maria Esther Marinho, Bianca Tavares e Lucas Jansen, alunos do Colégio Damas, de Recife, montaram um destilador caseiro para filtrar a água do mar e torná-la potável.
Eles usaram ferramentas facilmente encontradas no comércio e gastaram R$ 30,60 para montar o destilador. A água do mar é aquecida numa panela de pressão e o vapor sai por uma mangueira de silicone. Depois, passa por uma serpentina de cobre imersa num recipiente cheio d’água – o metal foi escolhido porque ajuda a matar as bactérias. Condensada, a água sai pelo outro lado em condições de ser consumida – os estudantes fizeram análises laboratoriais e os indicadores estavam de acordo com o que o Ministério da Saúde recomenda.
Tapete sonoro
Simples na concepção científica, o tapete sonoro é uma ideia criativa para ajudar a tomar conta de crianças. Por dentro dele, há fios que se cruzam sem se encostarem. Quando alguém pisa, os fios se tocam, acionam o circuito elétrico e ele emite um som.
Posicionando o tapete perto de lugares que podem oferecer riscos às crianças – fogões e escadas, por exemplo – os pais seriam avisados a cada vez em que o filho se aproximasse desses pontos, o que pode evitar acidentes domésticos.
O projeto é assinado por Amanda Balbinotti, Juliane Cristina dos Santos e Monize Picinini, alunas da Escola Técnica Estadual Trajano Camargo, de Limeira (SP).
Fontes: G1/SPTV Segunda Edição
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Garoto cego de 2 anos já usa bengala

Ao olhar o menino Oscar Hughes, 2 anos, andando com sua bengala branca, as pessoas acreditam que aquilo é apenas um brinquedo e logo perdem a paciência com o garoto.
Mas Oscar sofre de uma doença genética rara que o deixou cego logo após o nascimento.
Agora, os pais Kate Hughes e Anthony O’Sullivan querem alertar a população da cidade de Manchester, na Inglaterra, para a doença de seu filho. “Oscar usou a bengala a partir do momento que foi capaz de andar. Muitas vezes, ele caminha em outras direções para sentir o cheiro do pão ou o aroma de limpeza de alguns lugares”, contou Kate ao jornal inglês Daily Mail.
Por não perceberem que Oscar é cego, as pessoas começam a perder a paciência com o seu andar mais lento. “Ele nunca foi derrubado, mas as pessoas são tão insensíveis e se irritam facilmente porque Oscar anda devagar e impede a passagem”, completa Kate.
Para o casal, isso acontece porque as pessoas não têm informação sobre a cegueira infantil e ao ver uma criança tão pequena, não acreditam que ela possa ser cega.
Kate e Anthony começaram a perceber que o filho era cego em novembro de 2008. “Apesar dos olhos estarem abertos, Oscar não olhava para os objetos e não sorria. Procuramos um hospital e Oscar foi diagnosticado com icterícia, mas em breve sua visão voltaria ao normal”, diz Kate.
Mas a visão de Oscar não melhorava e só quando o casal procurou o Hospital de Olhos Henshaws, em Manchester, conseguiram compreender e aprender a lidar com a condição do seu filho.
Agora, Oscar faz parte de uma campanha para arrecadar 50 mil libras para a Sociedade de Pessoas Cegas Henshaws, uma instituição que ajuda pessoas cegas e com deficiência visual a desenvolver as habilidades necessárias para levar uma vida normal.
A instituição colocou a família Hughes em contato com outro casal, cujo filho mais velho sofre da mesma doença de Oscar. “Através desse contato, pude comprovar que meu filho pode ter uma vida normal, apesar da deficiência”, fala Kate.
Oscar, segundo o jornal Daily Mail, é a pessoa mais jovem no mundo a aprender a usar uma bengala e suas conquistas não vão parar por aí.
Fonte: Revista Crescer
Referência: lerparaver.com
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Prefeitura de São Paulo marca presença na maior Feira de Acessibilidade e Inclusão da América Latina
Os organizadores do evento estimam que 40 mil pessoas circulem nos quatro dias do evento.
Este ano a Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, maior evento do segmento na América Latina comemora 10 anos e a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida - SMPED, em parceria com as secretarias municipais de Transportes – SMT, do Desenvolvimento Econômico e Trabalho – SEMDET, de Saúde – SMS e da Educação – SME marcará presença com um estande de 356 m².
Repetindo o grande sucesso da edição 2010, o espaço da Prefeitura será dividido em nichos temáticos (Secretaria da Pessoa com Deficiência, Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Trabalho, Saúde, Educação e Transportes), em que serão apresentados os principais programas e serviços oferecidos às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida na Cidade de São Paulo. O estande também contará com um espaço dedicado à Câmara Municipal de São Paulo, que apresentará os principais projetos de interesse desse importante segmento da população paulistana.
Além disso, com o intuito de estimular o debate sobre temas relevantes para as pessoas com deficiência, a SMPED montará um mini-auditório com capacidade de 60 lugares, com a realização de palestras, mesas-redondas e oficinas com diversos temas, tais como: Educação Inclusiva x Bullying, Desafios da acessibilidade para a Copa de 2014 e Paraolimpíadas de 2016, Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Transporte acessível na cidade de São Paulo, oficina “Tem um deficiente lá em casa - Adaptações residenciais mínimas”, entre outros.
Lançamento do Censo-Inclusão e Cadastro-Inclusão
e do Programa Municipal de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência
Dois dos principais eventos da Prefeitura de São Paulo na Reatech 2011 serão apresentados logo após a abertura oficial da Feira, no dia 14 de abril. São eles: o Programa Censo-Inclusão e Cadastro-Inclusão de Pessoas com Deficiência ou Mobilidade na Cidade de São Paulo e o Programa de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência.
As apresentações serão realizadas simultaneamente em forma de mesa-redonda, no mini-auditório da Prefeitura de São Paulo, e contarão com a participação dos coordenadores de ambos os programas, que detalharão a metodologia e os objetivos dos projetos. Além disso, haverá um espaço permanente no estande durante toda a feira, em que os técnicos das secretarias estarão à disposição para esclarecer dúvidas e apresentar os programas aos visitantes.
Confira a programação da Prefeitura de São Paulo na Reatech 2011
Estande: Ruas 500/600
Inscrições gratuitas: mobreduzida@prefeitura.sp.gov.br
Vagas: 80 (cada evento)
Dia 14 de abril – 5ª feira
14h às 14h40
Coquetel de Abertura
15h às 16h30
– Lançamento do Censo-Inclusão e Cadastro-Inclusão de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida na Cidade de São Paulo
– Lançamento do Programa Municipal de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência
• Prefeitura de São Paulo
• Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida
• Secretaria Municipal da Saúde
17h às 18h30
Mesa-Redonda – Desafios da acessibilidade para a Copa de 2014 e Paraolimpíadas de 2016
• Andrew Parsons – presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro
• Mariana Vieira de Mello – Gerente de Integração do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016
• Raquel Verdenacci – Comitê Organizador SP da Copa do Mundo FIFA 2014
• André Oliveira – Atleta paraolímpico
19h às 21h
Mesa-Redonda – Educação Inclusiva x Bullying
• Secretaria Municipal de Educação
• Profa. Marie Claire Sekkel – Instituto de Psicologia da USP
• Eliana Cunha Lima – coord. de Educação Especial e Clínica de Visão Subnormal da Fundação Dorina Nowill
• Monica Amoroso – diretora da EMEE Hellen Keller para surdos
• João Álvaro de Moraes Felippe – professor da Associação Laramara
Dia 15 de abril – 6ª feira
14h às 16h
Mesa-Redonda – Abordagem da PcD na mídia: temos boas notícias?
• Jairo Marques – jornalista, blogueiro e colunista da Folha de S. Paulo
• Flávia Cintra – repórter do Fantástico (TV Globo)
• Johnny Savalla – jornalista, pauteiro do Jornal da Cultura/TV Cultura
• Tuca Munhoz – Instituto MID Para a Participação Social das Pessoas com Deficiência
16h30 às 18h
Palestra: Transporte acessível na cidade de São Paulo
• Serviço ATENDE
• Bilhete Especial
• Cartão de estacionamento
• Transporte escolar
• Ônibus e táxis acessíveis
19h às 21h
Oficina – Tem um deficiente lá em casa - Adaptações residenciais mínimas
• Silvana Cambiaghi – arquiteta da SMPED e presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA)
Dia 16 de abril - sábado
11h às 13h
Mesa-Redonda – Como baratear os produtos e serviços para PcD?
• Mara Servan – diretora comercial da empresa Baxmann Jaguaribe
• Rodrigo Rosso – Ass. Bras. Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef)
• Representantes da FIESP e da Associação Comercial de São Paulo
14h às 16h
Mesa-Redonda – A imagem da deficiência na arte e a acessibilidade das obras
• Glauco Matoso – poeta e escritor com deficiência visual
• Amanda Tojal – especialista em acessibilidade em museus
• Luiz Carlos Merten – crítico de cinema do jornal O Estado de S. Paulo
• Deto Montenegro – diretor teatral
16h30 às 17h30
Oficina de Libras
• Assessores Técnicos da SMPED
17h30 às 19h
Mesa-Redonda – Acesso à Comunicação: SMS, Closed Caption, Intérprete de Libras, Vídeo-Chamada e Audiodescrição
• Claudia Cotes – coordenadora da ONG Vez da Voz
• Naziberto Lopes de Oliveira – assessor da SEDPD
• Neivaldo Zovico – coordenador de Acessibilidade da FENEIS
• Luis Henrique da Silveira Mauch – ONG Mais Diferenças
• Leonardo Gleison – técnico do Laratec (Associação Laramara)
• Paulo Vieira – assessor técnico da SMPED
Dias 17 de abril - domingo
11h às 13h
Mesa-redonda – Políticas públicas e Código Internacional de Funcionalidade (CIF): deficiência não é lesão
• Denise de Siqueira – formada em Relações Internacionais pela UFSC e membro do GT Floripa Acessível
• Evandro Furlan – cirurgião-dentista pela UFSC e membro do GT Floripa Acessível
• Marina Coutinho de Carvalho Pereira – assistente social pela UFSC e membro do GT Floripa Acessível
• Fernanda Ramos Melo – designer e mestre em Engenharia Civil, especialista em acessibilidade e membro do GT Floripa Acessível.
• Victorino Bala – advogado, membro do GT Floripa Acessível e da Comissão sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB-SC.
13h30 às 14h30
Mesa-Redonda – Desafios da Profissionalização do Tradutor/Intérprete de Libras/Português e Guia-Intérprete para Surdocegos (TILPS / GI)
• Regiane Eufrausino - Movimento Paulista Pró Categoria TILSP e GI
• Juliana Fernandes - Feneis SEINT
• Elsa Basílio – Associação dos Profissionais Intérpretes e Guias-Intérpretes de Língua de Sinais Brasileira do Estado de São Paulo (APILSBESP)
• Odirlei Faria – assessor técnico Sec. Mun. Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida
14h30 às 16h
Políticas Públicas para PcD: os próximos passos
• Marcos Belizário – Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida
• Linamara Rizzo Battistella – Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência:
• Humberto Lippo – Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência
• Gersonita Pereira de Souza – presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência
16h às 17h30
Mesa-Redonda – Autodefensores: a palavra à pessoa com deficiência intelectual
• Representantes da sociedade civil e instituições
17h30 às 18h30
Oficina de Libras
• Assessores Técnicos da SMPED
Eventos Especiais
Dia 14 de abril – 5ª feira
• CURSO “SEM BARREIRAS NO TRABALHO” (Auditório 3)
15h às 19h
Voltado a profissionais de RH, com informações sobre os principais elementos do processo de inclusão profissional de pessoas com deficiência, como procedimentos legais e técnicos.
PROMOÇÃO: Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida
INSCRIÇÕES GRATUITAS: sembarreiras@prefeitura.sp.gov.br
Mandar e-mail com as seguintes informações:
Quero participar do Curso “Sem Barreiras no Trabalho”
Nome Completo (sem abreviação):
Telefone:
Endereço Completo:
Instituição/Empresa:
Tem algum tipo de deficiência?
Sim ( ) Não ( ) Qual?
Dia 16 de abril - sábado
• V SEMINÁRIO DA MULHER COM DEFICIÊNCIA (Auditório 1)
10h às 17h
Objetivo: discutir as especificidades da deficiência no universo feminino, levantar propostas de políticas públicas e ações de inclusão que contemplem a mulher como cidadã, trabalhadora e mãe.
PROMOÇÃO: Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência
INSCRIÇÕES GRATUITAS: cmpd@prefeitura.sp.gov.br
SERVIÇO
X REATECH 2011
Estande da Prefeitura de São Paulo
Data: 14 a 17 de abril de 2011
Horário: quinta e sexta-feira das 13h às 21h – sábado e domingo das 10h às 19h
Local: Centro de Exposições Imigrantes (estande nas ruas 500 / 600)
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5
Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED)
Assessoria de Comunicação e Imprensa
Tel.: 3913-4070 / 4071 / 4072 / 4073 / 4074 / 4075
Cel.: 9951-4983 / 9631-6684
Luiz Carlos Lopes / lclopes@prefeitura.sp.gov.br
Lincoln Tavares / lincolnsilva@prefeitura.sp.gov.br
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Publicações sobre deficiência para download
No site abaixo há diversas publicações para download gratuito, sobre temas ligados à deficiência.
Para baixar, guardar e ler!
http://www.maragabrilli.com.br/livros
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segunda-feira, 21 de março de 2011
Inclusão na pista

A largada para as dez etapas da Copa Sabesp de Parakart 2011 aconteceu no último sábado, dia 19/03, no Kartódromo da Granja Viana, em Cotia (Grande São Paulo). Um evento realizado pela Sabesp e Governo do Estado de São Paulo. Entre os convidados, estiveram presentes a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Doutora Linamara Rizzo Battistella, madrinha do Parakart, e o Secretário de Esporte, Lazer e Juventude, Jorge Pagura.
A Copa Sabesp de Parakart reúne pilotos amputados e paraplégicos, que têm seus veículos adaptados para que consigam alcançar o máximo de desempenho em suas máquinas.
Os pilotos competem em total igualdade de condições e os karts, pneus, combustível e apoio técnico são oferecidos pelos organizadores. A aceleração e o freio dos veículos são colocados, respectivamente, no volante e na coluna de direção. As adaptações feitas nos karts não podem ser retiradas ou modificadas, com pena de desclassificação para os infratores.
O regime de competição a cada prova dá pontos aos dez primeiros colocados. Ao final das dez etapas, o piloto com pontuação mais alta será declarado campeão da Copa Sabesp de Parakart 2011.
A Secretária, Doutora Linamara, ressaltou que o esporte é "uma boa oportunidade para a sociedade entender que a questão da sustentabilidade social, passa necessariamente para nós trazermos a discussão sobre a diversidade. Pessoas com ou sem deficiência, aqui, disputando igualdade e posição, apresentando aplausos e mostrando que deficiência não é insuficiência, é apenas a temporalidade da pessoa humana, é a diversidade. Respeitar os limites, respeitar as diferenças, mas equiparar oportunidades".
A Secretária destacou, ainda, que o Brasil paraolímpico é muito melhor que o olímpico. "Nós somos medalhistas de fazer inveja ao mundo inteiro na questão do esporte adaptado. Eu acho que caminhamos muito, não chegamos ainda onde nós queremos, nós queremos mais. É preciso ter o esporte adaptado em todas as modalidades, é preciso convencer patrocinadores que essa é uma grande ação, de sustentabilidade, de responsabilidade social e de proteção aos direitos de todos os humanos, é respeitar a diversidade. Nós não vamos ficar satisfeitos, nós vamos sempre esperar mais, aliás, é isso que faz do atleta um vencedor, é sempre querer mais".
O que é Parakart - Parakart é uma modalidade automobilística que incentiva o esporte entre pessoas com deficiência, contribuindo com a inclusão na sociedade. O objetivo da criação do parakart foi romper barreiras do preconceito.
Mais informações: http://www.parakart.com.br/
Confira abaixo o calendário de corridas do parakart 2011:
19 de Março - 1ª Etapa
09 de Abril - 2ª Etapa
07 de Maio - 3ª Etapa
28 de Maio - 4ª Etapa
18 de Junho - 5ª Etapa
17 de Julho - 2º Brasileiro da Parakart
06 de Agosto - 6ª Etapa
27 de Agosto - 7ª Etapa
24 de Setembro - 8ª Etapa
22 de Outubro - 9ª Etapa
12 de Novembro - 10ª Etapa
Fonte: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
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Grupo de músicos paraplégicos do Congo causa sensação na Europa
BBC

Lickabu sofria preconceito até formar sua própria banda
Um grupo de músicos de rua da República Democrática do Congo, muitos deles paraplégicos, se transformou em um dos grandes sucessos da música africana.
A banda Staff Benda Bilili faz uma mistura de rumba congolesa com ritmos tribais, funk ao estilo de James Brown, mambo cubano e até alguns toques de guitarra ao estilo de Jimi Hendrix.
O álbum Très Très Fort ('Muito, Muito Forte' em tradução livre), de 2009, está entre os álbuns mais vendidos nas paradas europeias de world music e, nesta sexta-feira um documentário sobre a carreira do grupo estreia na Grã-Bretanha.
O filme, que foi exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de Cannes em 2010, foi dirigido por dois cineastas franceses, Renaud Barret e Florent De La Tullaye. Os cineastas conheceram os músicos na capital congolesa, Kinshasa.
'Decidimos fazer um filme sobre eles, os conhecemos por acaso', disse Barret à BBC.
'Estávamos em Kinshasa em 2005, fazendo outro filme, e escutamos este som na rua. Era como blues louco que não se sabia de onde vinha. Nos aproximamos e vimos a banda.'
'Muitas crianças de rua dançavam em volta e a música era brilhante', acrescentou.
Barret contou também que o mais surpreendente é que os músicos cantavam músicas próprias, e não de outros músicos, com letras comoventes.
Poliomielite
Vários músicos da Staff Benda Bilili sofrem de paralisia parcial do corpo devido à poliomielite, doença viral que foi erradicada em quase todo o mundo, mas ocorre ocasionalmente em países como o Congo e outros países da África subsaariana.
O líder da banda, Ricky Lickabu, conta que, apesar de saber tocar guitarra e cantar, sofreu preconceito de outros músicos, que não queriam tocar com ele devido à sua paralisa.
'Diziam que eu chegava tarde pois andava na cadeira de rodas e que não podia dançar', disse Lickabu à BBC pouco depois do lançamento do primeiro álbum.
'Por isso, decidi começar uma banda com outros músicos deficientes e funcionou.'
O dono do zoológico de Kinshasa, área onde os músicos viviam, autorizou que a banda ensaiasse no local. Enquanto desenvolviam seu estilo, trabalhavam como eletricistas, costureiros ou vendedores de rua.
O nome escolhido para a banda significa, em lingala, o idioma em que cantam, 'além das aparências'.
Ar livre
Roger Landu inventou seu próprio instrumento
Os músicos conheceram um produtor belga, Vincent Kenis, especializado em música congolesa e que os ajudou a gravar um álbum. Não em um estúdio, mas ao ar livre, no próprio zoológico.
E, neste primeiro disco, além dos músicos portadores de deficiência, também conta com a participação de um jovem que vivia na rua, Roger Landu. Ele passava boa parte do tempo com a banda, até que os músicos o convidaram para tocar.
Landu inventou seu próprio instrumento com uma lata, um pedaço de madeira e uma corda de guitarra. Kenis o ensinou a amplificar este som e agora Landu toca com um estilo parecido com o de Jimi Hendrix.
Em Kinshasa, o Staff Benda Bilili não tem a fama de outras estrelas congolesas da música internacional, como Papa Wemba, Koffi Olomide e Werrason.
Mas muitos acreditam que o documentário pode transformá-los em um fenômeno mundial - a exemplo do que ocorreu com o grupo de músicos cubanos Buena Vista Social Club.
Fonte: G1
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Terminal Santo Amaro passa por obras visando acessibilidade
As obras do Terminal Santo Amaro, em São Paulo, estão a pleno vapor e é a maior reforma realizada no terminal em 24 anos de funcionamento. As prioridades na reforma são a segurança e a acessibilidade, por isso serão instalados três elevadores e a implantação de piso especial para guiar os deficientes visuais nas plataformas.
Além disso, serão implantadas nas pistas de rolamento, redutores de velocidade que ligarão as plataformas de embarque e desembarques. Elas serão utilizadas por passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida (atualmente o acesso de uma plataforma a outra é feito por um portão de acesso exclusivo, mas que gerava dificuldades para acessar o mezanino). No entanto, o acesso ao interior do Terminal, contará com elevadores que darão acesso ao mezanino e deste, para a plataforma central, também por elevador.
Os passageiros em geral também terão mais segurança porque poderão acessar a plataforma de embarque pelos redutores de velocidades (conhecidos também como "lombofaixas"), sempre monitorados por funcionários do Terminal.
Em relação ao piso, destacamos que passarão de 15 para 28 cm em todas as plataformas, para facilitar o embarque dos passageiros. Os arredores do terminal também passarão por reformas, as calçadas, jardins e os sanitários existentes no Terminal Santo Amaro serão totalmente reformados.
O valor total da obra está estimado em R$ 2.142.706,00.
Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/
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Síndrome de Down: Pedido para tornar data oficial na ONU
No ano passado, com o apoio da Down Syndrome International, o movimento de síndrome de Down pediu ao governo brasileiro para apesentar uma proposta junto às Nações Unidas para que o Dia Internacional da Síndrome de Down se tornasse data oficial da ONU. A ideia foi bem recebida mas acabou sendo impossibilitada pela falta de tempo hábil para negociação.
“Este ano estamos renovando o pleito e temos certeza de que a administração da Presidenta Dilma vai nos ajudar a levantar esta bandeira, no espírito do nosso tema – Inclusão acontecendo: amplie este exemplo”, diz Lourdes Lima, Presidente da Federação Brasileira de Associações de Síndrome de Down”.
A cada ano, no período da Assembleia Geral das Nações Unidas, que começa em setembro com os discursos dos Presidentes, os países membros da ONU propõem resoluções que são acatadas ou não pelos demais membros da organização. Tornar a data oficial é importante especialmente para os países em desenvolvimento, que ainda estão engatinhando em termos de inclusão.
Nada mais natural que o Brasil assuma esta tarefa, uma vez que desde a instituição da data o país foi o que mais eventos preparou e um dos que mais avançou em conscientização e políticas de inclusão. “Podemos citar a política de educação inclusiva do MEC, que beneficia não apenas os estudantes com síndrome de Down como todos os alunos com qualquer deficiência ou problema de aprendizagem, como dislexia, hiperatividade, entre outros”, afirma a presidente da FBASD.
Mas, de acordo com ela, ainda há muito a avançar na preparação de profissionais de educação para atender as especificidades das pessoas com deficiência, geração de emprego e programas de saúde. “São raros os estados e municípios que contam com fonoaudiólogos em seus quadros, por exemplo. Esses profissionais são essenciais para desenvolver a fala em indivíduos com síndrome de Down”, completa Lourdes.
Fonte: Incluive
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21 DE MARÇO -DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN

O que é a Síndrome de Down
Por Fernanda Travassos-Rodriguez
A Síndrome de Down decorre de um acidente genético que ocorre em média em 1 a cada 800 nascimentos, aumentando a incidência com o aumento da idade materna. Atualmente, é considerada a alteração genética mais freqüente e a ocorrência da Síndrome de Down entre os recém nascidos vivos de mães de até 27 anos é de 1/1.200. Com mães de 30-35 anos é de 1/365 e depois dos 35 anos a freqüência aumenta mais rapidamente: entre 39-40 anos é de 1/100 e depois dos 40 anos torna-se ainda maior. Acomete todas as etnias e grupos sócio-econômicos igualmente. É uma condição genética conhecida há mais de um século, descrita por John Langdon Down e que constitui uma das causas mais freqüentes de deficiência mental (18%). No Brasil, de acordo com as estimativas do IBGE realizadas no censo 2000, existem 300 mil pessoas com Síndrome de Down. As pessoas com a síndrome apresentam, em conseqüência, retardo mental (de leve a moderado) e alguns problemas clínicos associados.
Diferentemente dos 23 pares de cromossomos que constituem, na maioria das vezes, o nosso genótipo, no caso da Síndrome de Down há um material cromossômico excedente ligado ao par de número 21 e por isso também é chamada “trissomia do 21”. Não existem graus de Síndrome de Down, o que existe é uma leitura deste padrão genético por cada indivíduo, como ocorre com todos nós. Assim, como existem diferenças entre a população em geral também existem diferenças entre as pessoas com Síndrome de Down. Existem 3 tipos de Síndrome de Down:
A trissomia livre (92% dos casos) quando a constituição genética destes indivíduos é caracterizada pela presença de um cromossomo 21 extra em todas as suas células. Nestes casos, o cromossomo extra tem origem no desenvolvimento anormal do óvulo ou do espermatozóide onde ocorre uma não-disjunção durante a meiose, na gametogênese, sem razões conhecidas. Em conseqüência deste fato, quando os mesmos se encontram para formar o óvulo fecundado estão presentes, em um dos gametas, três cromossomos 21 no lugar de dois. Ao longo do desenvolvimento embrionário o cromossomo adicional permanece acoplado a todas as células do indivíduo em função da divisão celular.
O mosaicismo (2 a 4 % dos casos), onde células de 46 e de 47 cromossomos estão mescladas no mesmo indivíduo. Este tipo de alteração deve-se a uma situação semelhante a da trissomia livre, sendo que neste caso, o cromossomo 21 extra não está presente em todas as células do indivíduo. Acredita-se, portanto, que o óvulo pode ter sido fecundado com o número habitual de cromossomos, mas, devido a um erro na divisão celular no princípio do desenvolvimento do embrião, algumas células adquirem um cromossomo 21 adicional. Desta forma, a pessoa com Síndrome de Down por mosaicismo terá 46 cromossomos em algumas células e 47 em outras (número ocasionado pelo cromossomo 21 adicional). Nesta situação a proporção dos problemas físicos ocasionados pela trissomia pode variar em conseqüência da proporção de células com 47 cromossomos.
A translocação (3 a 4% dos casos), quando o material genético sobressalente pode estar associado a herança genética e é muito raro. Neste caso, todas as células possuem 46 cromossomos, no entanto, parte do material de um cromossomo 21 adere-se ou transloca para algum outro cromossomo. Este fato pode acontecer antes ou durante o momento da concepção. Nestas situações, as células dos indivíduos com Síndrome de Down têm dois cromossomos 21 normais, no entanto, encontramos também material adicional proveniente do cromossomo 21 aderido a algum outro cromossomo, o que dá ao indivíduo as características da Síndrome de Down. A translocação se produz quando uma porção do cromossomo 21 se adere a outro cromossomo durante a divisão celular.
O atraso no desenvolvimento na pessoa com a síndrome pode ainda estar associado a outros problemas clínicos com: cardiopatia congênita (40%), hipotonia (100%), problemas auditivos (50 –70%), de visão (15 – 50%), distúrbios da tireóide (15%), problemas neurológicos (5 – 10%) e obesidade e envelhecimento precoce
Fonte: http://www.portalsindromededown.com
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quinta-feira, 17 de março de 2011
Comercial da Pantene. Superação
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Consumo vetado
Mara Gabrilli
Eram nove horas de uma noite chuvosa quando o avião da TAM aterrissou no aeroporto de Cumbica. Eu acabara de chegar de Brasília - episódio comum em minha rotina semanal desde que tomei posse na Câmara-, quando fui informada de que seria carregada por escada estreita e escorregadia no colo de um desconhecido.
O avião em que estava não desembarcou no "finger", equipamento que leva os passageiros diretamente ao terminal, e o "ambulift", espécie de ônibus com elevador para o transporte de cadeirantes, por sua vez, estava quebrado.
Uma semana depois, mais um episódio de desrespeito: a Gol é a única companhia aérea em terras brasileiras a se recusar a cumprir a resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que concede desconto para acompanhantes de pessoas com deficiência.
Situação diferente, mas não menos constrangedora ocorreu com a jovem Julie Nakayama, 24. Passeando pela avenida Paulista, gostou de uma camiseta que vira na vitrine da Hering. Quis comprar a roupa, mas a entrada do estabelecimento possuía três degraus nada convidativos para uma cadeirante.
Moral da história: Julie foi embora porque nenhum funcionário do local se prontificou a ajudá-la. Pelo contrário, questionaram sua presença ali, como se a cadeira de rodas subtraísse de uma garota sua vaidade ou poder de consumo.
Se conhecessem Nathalia Fernandez, 21, entenderiam essa realidade. Ela, que tem paralisia cerebral e utiliza um carrinho motorizado para se locomover, sempre encontra dificuldades com a falta de provadores adaptados.
Cego desde os 13 anos por conta de glaucoma, Ricardo Sigolo, 61, se formou em biblioteconomia e trabalhou durante muito tempo com informação por meio do braille.
No entanto, fora do local do trabalho, dificilmente tem acesso a recursos para uma pessoa com deficiência visual. Muitas vezes, ele tem de ouvir por horas a declamação de um vendedor sobre determinado produto, porque as embalagens não oferecem informação em braille, bem como os cardápios da maioria dos restaurantes.
"Finger", "ambulift", braille, acessibilidade: todos termos pouco conhecidos pela maioria da população brasileira, mas que garantem a nós, pessoas com deficiência, dignidade. Dignidade a que eu não tive acesso naquela noite em que fiquei presa durante duas horas aguardando a autorização da Infraero para uso de um "ambulift" que estava fora do aeroporto.
Dignidade negada também ao arquiteto cadeirante Fernando Vasconcelos, 71, que não teve sua cadeira amarrada quando utilizava o mesmo equipamento e acabou sofrendo um acidente que lhe rendeu um traumatismo craniano.
Nessas ocasiões, em que seus direitos de consumidor e cidadão são subtraídos, eu me sinto, de fato, imóvel. É aí que a tetraplegia vem à tona. Não pela minha deficiência física, mas pela deficiência de serviços, de acessos, de atendimento adequado a mim ou a qualquer outro cidadão com deficiência.
Fato é que a tutela dos direitos do consumidor é garantida pela Constituição, bem como a dignidade da pessoa humana. Neste 15 de março, Dia Internacional do Consumidor, ainda não temos muito a comemorar. Contudo, essa é uma data simbólica para refletir sobre o que, de fato, é o consumo no nosso país.
Estamos expandindo o mercado de crédito, mas não investimos no básico: o ser humano. Um cenário que contradiz a política de igualdade pregada pelo governo ao facilitar o poder de compra das pessoas.
Afinal, de nada adianta consumir bens se não possuirmos informação e educação econômica para lidar com todos os públicos, garantindo que todos tenham acesso digno a qualquer serviço. Após 20 anos da instituição do Código de Defesa do Consumidor, crescemos economicamente, mas não aprendemos a lidar com as pessoas e suas diferentes necessidades.
Mara Gabrilli, 43, psicóloga e publicitária, é deputada federal pelo PSDB-SP.
Fonte: Folha de São Paulo
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Cadeirantes se preparam para 2ª edição do Projeto Tibagi Sem Limites
Nenhum desafio é grande o suficiente para intimidar quem tem força de vontade. Três cadeirantes para-atletas da Associação Ponta-Grossense de Esportes para Deficientes Físicos (APEDEF) da equipe Noel repetirão um feito histórico: percorrer 119 km entre as cidades de Ponta Grossa e Tibagi, na região dos Campos Gerais no Paraná, em três dias de muito esforço e determinação. É a segunda edição do Tibagi Sem Limites, que além de realizar o sonho dos atletas, também mostra como as dificuldades podem ser superadas quando há espírito aventureiro.
O Projeto Tibagi Sem Limites II inicia na próxima quinta-feira, dia 17, e encerra domingo, 20 de março, com ainda mais aventura no voo livre e rafting para os cadeirantes em Tibagi. “É a realização da etapa de um sonho de todo deficiente, superar limites”, comenta Noel Kostiurezko, idealizador do projeto e um dos paraatletas. “O Tibagi Sem Limites proporcionou em sua primeira edição, em 2006, a conquista do bem-estar social, físico e psíquico desses três aventureiros”, completa.
O objetivo é dar continuidade ao evento que ilustrou a capacidade da pessoa com deficiência em superar as mais diversas dificuldades no percurso sobre cadeiras de rodas. “Esperamos sensibilizar a opinião pública, a iniciativa privada, órgãos da imprensa, poder público e a comunidade em geral sobre a capacidade da pessoa com deficiência, buscando sua inclusão no mercado de trabalho e na sociedade”, ressalta Noel.
Além de Noel, participam do desafio os paraatletas Édson Ernani Mikos e Jorge Marcos Arruda, que completam a equipe Noel. A equipe de apoio conta com três ciclistas, que servem de staff aos cadeirantes, motorista, massagista, auxiliar geral e o responsável técnico Jean Leonardo Loss Machado. “Para mim é uma honra participar desse tão importante projeto de inclusão”, ressalta o técnico.
Fonte: Prefeitura de Tibagi
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Congonhas ganha piso para deficientes visuais
Nataly Costa
O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, instalou novos pisos podotáteis - sensíveis ao pisar, têm relevos para facilitar a movimentação de deficientes visuais. O percurso vai da entrada do aeroporto, pela praça de alimentação, até o balcão de informações. Lá, a pessoa pode ser orientada e seguir para as demais áreas de check-in, embarque ou desembarque.
Ainda em fase de testes, o novo piso é de modelo direcional, formado por várias linhas de borracha com o objetivo de guiar o caminho. É diferente do piso podotátil de alerta - também de borracha, mas com relevo circular -, que serve para avisar sobre mudanças de direção ou perigo. O Decreto 5.296 da Lei de Acessibilidade, de dezembro de 2004, prevê instalação de pisos táteis em ruas, parques ou qualquer lugar de circulação pública, mas ainda é pouco respeitado no País. "Outro dia mesmo desci sozinho de um táxi em Congonhas. Não tem sinalização na calçada, orientação na porta, nada. Na verdade, são raros os locais que têm", diz o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, Moisés Bauer Luiz.
Além do que foi instalado no saguão, há outro percurso partindo do setor interno de identificação do aeroporto (onde as pessoas pegam crachá para visita interna) até o balcão de informações. O Aeroporto de Brasília já usa esse tipo de piso - e o de Florianópolis está em instalação. "Na maioria dos casos, quando se pensa em acessibilidade, as pessoas se preocupam se o lugar tem rampa ou elevador. Claro que é importante, mas não é só isso", diz Luiz.
O próximo passo do plano de investimentos em acessibilidade da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) é tornar as escadas rolantes e elevadores mais acessíveis. O custo é de R$ 1,7 milhão.
Fonte: O Estado de São Paulo
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Espaço Cidadania realizará fórum para discutir a Lei de Cotas durante a Reatech-2011

O Espaço da Cidadania e seus parceiros pela inclusão realizarão o Fórum Lei de Cotas e Trabalho Decente para a Pessoa com Deficiência, durante a Reatech-2011
O encontro focará o direito à igualdade de oportunidades para as pessoas com deficiência no mundo do trabalho e no rastro das conferências do Trabalho Decente que ocorrem em 2011 pelo Brasil afora.
Os participantes conhecerão os registros sobre o tema e as propostas da Câmara Paulista de Estudos sobre Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal.
O encontro estará aberto a organizações sindicais, empresariais, entidades especializadas, órgãos públicos, escolas, membros do Poder Judiciário e outros setores da sociedade civil que desenvolvem ações visando derrubar preconceitos culturais que ofuscam a plena presença de pessoas com deficiência no trabalho.
Serviço:
O Fórum será dia 15 de Abril
Das 12h às 14h
Local: X-Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade.
Centro de Convenções Imigrantes. Rodovia dos Imigrantes, Km 15 - São Paulo.
Transporte gratuito a partir da Estação Metrô Jabaquara.
A programação completa do Fórum será enviada aos inscritos, no início de abril. As vagas são limitadas a capacidade do auditório. As inscrições gratuitas já estão abertas através do e-mail: ecidadania@ecidadania.org.br
Fonte: Sentidos
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Lançamentos imobiliários ainda não contemplam acessibilidade
A arquiteta Silvana Cambiaghi está de apartamento novo. O imóvel, usado, tem corredores largos e cômodos espaçosos, opção ideal para a nova moradora: Silvana é cadeirante.
A arquiteta, que também preside a Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) da Prefeitura, optou pelo apartamento da década de 1960, pois sabia que os lançamentos, salvo raras exceções, não são acessíveis. "Os imóveis modernos têm banheiros e cômodos pequenos, além de portas estreitas. Para um cadeirante, é praticamente impossível morar assim."
Não existe legislação para impor padrões de acessibilidade em imóveis no Brasil. A lei federal 5.296, de 2004, exige que todas as áreas comuns de edifícios novos tenham rampas ou elevadores. "Isso significa que o cadeirante ou o idoso pode até visitar o edifício, mas não morar nele", diz o vice-presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Claudio Bernardes.
De acordo com ele, ainda são raras as incorporações que levam em conta a questão da acessibilidade em seus projetos. "Isso ainda é uma tendência. Mas o mercado deve ficar de olho, pois quando falamos em mobilidade reduzida não estamos nos referindo somente a cadeirantes, mas também aos idosos." Segundo Bernardes, o fato de a população brasileira estar cada vez mais velha é argumento suficiente para que as construtoras se atentem para a questão.
Popular. No final do mês passado a Câmara Municipal aprovou uma lei que amplia em 30% a área útil das habitações de interesse social (HIS), como apartamentos da Cohab e da CDHU. "Os 52 m² anteriores impediam a aplicação, nos projetos, do desenho universal, modelo que permite a utilização do apartamento por qualquer pessoa, inclusive o cadeirante", explica Silvana.
De acordo com a arquiteta, uma metragem maior possibilita, por exemplo, a construção de banheiros quadrados - no lugar dos retangulares, que restringem a circulação da cadeira de rodas.
Para o titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), Marcos Belizário, a única restrição do projeto de lei é a não obrigatoriedade de elevadores nos conjuntos. "O cadeirante pode optar por morar no primeiro andar. Mas os moradores dos outros andares vão envelhecer um dia, e terão de subir as escadas", explica, referindo-se à questão também levantada por Bernardes, do Secovi-SP.
Para Belizário, a sociedade brasileira ainda está construindo uma cultura da acessibilidade. "É preciso promover esta cultura, divulgá-la e desmistificá-la. A facilidade de acesso é um direito, e quem compra um apartamento, independentemente de ter alguma deficiência, deve pensar nisso", explica o secretário.
Na planta. A procuradora federal Maria Paula Teperino teve uma boa experiência com o mercado imobiliário. Cadeirante, procurava por um imóvel novo quando seu corretor sugeriu um empreendimento que seria entregue em um ano. "Visitei o estande, vi a maquete e questionei o arquiteto responsável sobre a presença de uma escada no acesso à piscina. Ele me explicou que ela seria substituída por uma rampa e, em seguida, perguntou se eu gostaria de fazer alguma alteração no apartamento."
Maria Paula aceitou. Transformou a dependência de empregada em uma suíte ampla e aumentou a largura das portas. "Também tirei um degrau da varanda e outro do box", conta. As mudanças foram possíveis porque o prédio ainda estava em construção, e a construtora não cobrou nada para fazê-las. "Só assim pude comprar um imóvel novo."
Fonte: http://economia.estadao.com.br
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Novo hack do Kinect orienta deficientes visuais
Estudantes da Universidade Konstanz, Alemanha, desenvolveram um novo sistema que utiliza o sensor de movimento Kinect, da Microsoft, para ajudar deficientes visuais a se deslocarem dentro de ambientes fechados. O hack utiliza as duas câmeras infra-vermelhas do aparelho, além de uma câmera comum, para mapear o ambiente em que a pessoa se encontra e dar orientações via um fone de ouvido sobre o caminho e obstáculos.Chamado de Auxílio de Navegação para Deficientes Visuais (NAVI), o sistema precisa de uma série de aparelhos para funcionar: sensores que vibram ao redor da cintura, uma mochila com um laptop para rodar o software do sistema e um capacete com o Kinect anexado. Apesar de não parecer confortável, o sistema é capaz de orientar a pessoa pelo caminho e utiliza imagens de realidade aumentada para indicar obstáculos.
Veja o vídeo do sistema em funcionamento abaixo:
Fonte: Olhar Digital
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Braço mecânico ajuda pessoas com paralisia em tarefas que exigem precisão

Dispositivo anula a exaustão causada por repetições de movimentos e se conecta ao cérebro para ajudar pessoas com paralisia
A Equipois, empresa que desenvolve tecnologia de suportes a ferramentas, criou um braço mecânico que ajuda as pessoas a manterem seu membro firme durante o trabalho manual. Desta forma, joalheiros e até cirurgiões podem realizar tarefas com mais precisão e força.
Segundo o site FastCompany, a ferramenta trabalha como um suporte acoplado no braço, que anula a exaustão do membro biológico causado por repetições de movimentos. O X-Ar pode ser utilizado tanto para trabalhos pesados como para tarefas delicadas, além de ajudar pessoas com paralisia nos braços a movê-los novamente com uma tecnologia que conecta o cérebro à interface do aparelho.
O preço do dispositivo varia entre US$ 2000 e US$ 3000 e a previsão é de que o braço mecânico chegue ao mercado americano em maio.
Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/
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Dia Internacional da Síndrome de Down, 21 de março

No próximo dia 21, comemora-se o Dia Internacional da Síndrome de Down. Estima-se que no Brasil existam 300 mil pessoas com Down, 30 mil em São Paulo. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, atenta ao assunto, lançou o Programa Complementar de Imunizações para Pessoas com Síndrome de Down. Iniciativa inédita do Governo do Estado, o programa inclui pessoas com a síndrome no calendário especial de vacinação do Crie - Centro Regulador de Imunizações Especiais. O Crie vacina pessoas com baixa imunológica sistemática - portadores de imunodeficiências em geral, anemia falciforme, câncer e AIDS - contra catapora, viroses causadoras de pneumonias, otites, sinusites, meningite, osteomielite e hepatites A e B.
As doenças infecciosas são a segunda maior causa de óbito entre a população de brasileiros com Down, pois 90% deles apresentam baixa imunidade. Com a vacina, o índice de morbidade e mortalidade a partir dessas doenças teria redução superior a 80%.
Síndrome de Down:
A Síndrome de Down foi descrita em 1866 por John Langdon Down. Este médico inglês descreveu as características da Síndrome, que acabou sendo batizada com o seu nome. Popularmente é conhecida como mongolismo. Hoje sabemos que esta denominação é inadequada, devido à conotação preconceituosa que a cerca. Campanhas têm sido realizadas para a divulgação do nome Síndrome de Down ou Trossomia do 21. Em 1959, Jerôme Lejeune descobriu que a causa da Síndrome de Down era genética, pois até então a literatura relatava apenas as características que indicavam a Síndrome.
É impossível diagnosticar a Síndrome de Down logo ao nascimento. O diagnóstico, em geral, é feito pelo pediatra ou médico que recebe a criança logo após o parto, considerando as características fenotípicas peculiares à Síndrome. A confirmação é dada pelo exame do cariótipo (análise citogenética).
As características são: chatamento da parte de trás da cabeça, inclinação das fendas palpebrais, pequenas dobras de pele no canto interno dos olhos, língua proeminente,
ponte nasal achatada, orelhas ligeiramente menores, boca pequena, tônus muscular diminuído, ligamentos soltos, mãos e pés pequenos, pele na nuca em excesso.
A probabilidade de um indivíduo ter Síndrome de Down é de 1.600 nascidos vivos. O nascimento de uma criança com Síndrome de Down é mais frequente conforme aumenta a idade materna. Porém, qualquer pessoa está sujeita a ter um filho com esta Síndrome que ocorre ao acaso, sem distinção de raça ou sexo.
Entenda:
A Síndrome de Down é um acidente genético, que ocorre ao acaso durante a divisão celular do embrião. Na célula normal da espécie humana existem 46 cromossomos divididos em 23 pares. O indivíduo com Síndrome de Down possui 47 cromossomos, sendo o cromossomo extra ligado ao par 21. Esta alteração genética pode ser apresentar de 3 formas:
Trissomia 21 padrão
- Cariótipo: 47XX ou 47XY (+21)
- Indivíduo apresenta 47 cromossomos em todas as duas células, tendo no par 21 três cromossomos. Ocorre em aproximadamente 95% dos casos.
Trissomia por translocação
- Cariótipo: 46XX (t 14;21) ou 46XY (t 14;21)
- O indivíduo apresenta 46 cromossomos e o cromossomo 21 extra está aderido a um outro par, em geral o 14. Ocorre em aproximadamente 3% dos casos.
Mosaico
- Cariótipo: 46XX/47XX ou 46XY/47XY (+21)
- O indivíduo apresenta uma mistura de células normais (46 cromossomos) e células trissômicas (47 cromossomos). Ocorre em aproximadamente 2% dos casos.
Fonte: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=242&c=31
http://www.fsdown.org.br/site/pasta_116_0__o-que-e-sindrome-de-down-.html
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terça-feira, 15 de março de 2011
Empresa lança aplicativo que reconhece visualmente notas de dinheiro e informa ao usuário seu valor

A Ipplex, empresa norte-americana, lançou um aplicativo voltado para portadores de deficiência visual que reconhece e informa ao usuário o valor de notas de dinheiro utilizando a imagem da nota captada por uma câmera. O aplicativo se chama LookTel Money e está disponível para iPhone e iPod Touch.
O sistema é capaz de identificar notas de US$ 1 a US$ 100, e também digitaliza e identifica notas danificadas e escurecidas. O LookTel Money está disponível na App Store por US$ 1,99 (equivalente a R$ 3) e a empresa tem planos de expandir a tecnologia para reconhecimento de outros produtos, como CDs, DVDs, frascos de medicamentos.
Fonte: PEGN
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Desfile promove inclusão de pessoas com necessidades especiais no Carnaval
A apresentação de uma escola de samba, composta por cegos, portadores de Síndrome de Down e outras deficiências, abriu na noite do último sábado o famoso desfile das campeãs do Rio de Janeiro e demonstrou que o Carnaval pode ser usado como ferramenta importante para a inclusão social.
Os 1,8 mil integrantes da escola de samba Embaixadores da Alegria, a primeira desse tipo no mundo, foram os primeiros a atravessar a Marquês de Sapucaí na noite de sábado durante o desfile das melhores escolas de samba do Carnaval carioca deste ano.
A apresentação das pessoas com necessidades especiais devidamente fantasiadas, que incluiu dois carros alegóricos, precedeu à das seis grandes escolas que foram escolhidas nesta semana como as melhores entre as do Grupo Especial.
O desfile dos Embaixadores da Alegria foi aberto por um pequeno grupo de portadores de Síndrome de Down e cadeirantes que, com uma coreografia que incluiu até a retirada das rodas das cadeiras, mostrou que estes brasileiros também são habilidosos no samba.
Além desta comissão de frente, os Embaixadores da Alegria apresentaram todos os componentes de uma escola de samba tradicional, incluindo bateria, porta-bandeira, mestre-sala, rainha de bateria e diversas alas.
A porta-bandeira foi uma cadeirante e a rainha de bateria uma portadora de Síndrome de Down famosa por ter sido a primeira repórter de TV no Brasil com esse problema.
Cerca de mil dos 1,8 mil integrantes da escola tinham alguma deficiência, em sua maioria visual, Síndrome de Down e física, e os outros 40% eram de familiares, fisioterapeutas, pedagogos, terapeutas e professores.
"Além de promover a inclusão, tanto na sociedade como no Carnaval, também promovemos a inclusão emocional, os aproximamos ainda mais de seus parentes e professores", explicou à Agência Efe Caio Leitão, presidente da escola.
Leitão, que ajudou a fundar o grupo há quatro anos e lidera a ONG responsável pelo projeto, garante que a participação no Carnaval é muito importante para um grupo da sociedade "muito excluído".
"Usamos o samba como instrumento de inclusão social dos deficientes e como ferramenta para que a sociedade consiga vê-los como pessoas com necessidades específicas que não podem ser menosprezadas", assegurou.
"Para eles é muito importante porque damos voz e expressão, assim como cor, brilho, alegria e autoestima em um mundo cheio de preconceitos", acrescentou.
Com a ajuda dos organizadores do Carnaval e das escolas de samba tradicionais, este é o segundo ano consecutivo que os Embaixadores da Alegria desfilam com as campeãs do Carnaval e perante um público de, aproximadamente, 70 mil pessoas no Sambódromo.
Mas o desfile desta escola, alega seu presidente, não se limita aos 45 minutos em que os foliões passam pela avenida, mas se estende pelo ano todo.
"Contamos com oficinas e atividades nas quais os ensinamos a se aproximar do Carnaval, a confeccionar suas próprias fantasias e adereços, a aproveitar material reciclado para preparar as alegorias", explicou.
A escola apresentou no Sambódromo um desfile sobre o sol como símbolo da vida, saúde e alegria, no qual relatou desde a adoração do astro por parte dos incas e maias até pelos banhistas e turistas que enchem as praias do Rio de Janeiro.
Ao contrário do ano passado, quando a escola desfilou pela primeira vez no Sambódromo com 1,2 mil integrantes, na apresentação deste ano, com um número maior de foliões e uma bateria composta por 200 mulheres, os Embaixadores da Alegria contaram com dois enormes carros alegóricos.
A primeira estrutura, que representava o sol, possuía uma rampa de acesso e todas as facilidades para permitir a mobilidade de pessoas em cadeiras de rodas ou com deficiências visuais.
Fonte: G1
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domingo, 13 de março de 2011
Labrador cego recebe ajuda de cão-guia

Na legenda da foto publicada no jornal inglês The Sun, Edward aparece à esquerda, ao lado de Opala, que lhe estende sua "pata" amiga
Edward, um cão da raça labrador de oito anos, passou de cão-guia a "cliente" de um de seus colegas. O animal, que vive na Inglaterra, perdeu a visão dos dois olhos após passar por uma cirurgia de catarata.
Agora, ele precisa da ajuda de Opala - uma cadela da mesma raça treinada para acompanhar cegos - para passear por aí.
De acordo com o jornal The Sun, na época em que soube sobre a cegueira do pet, Waspe Graham ficou completamente arrasado. Afinal, como faria sem a ajuda do seu fiel companheiro?
Felizmente, logo surgiu uma solução surpreendente: Opala, que se tornou guia não somente de Graham (também deficiente visual), mas também de seu amigo canino, Edward.
Em entrevista para o tabloide inglês, Sandra Graham, mulher de Waspe, afirmou que o convívio entre os dois cachorros é muito amistoso.
Mas o maior vencedor nessa história é o casal, que ganhou amizade e companheirismo em dose dupla.
Fonte: R7
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Acessibilidade
Alzer Augusto dos Santos
Acredito que aumentar a acessibilidade para a comunicação de pessoas em geral seja muito importante para um amadurecimento da sociedade como um todo, e os deficientes fazem parte desse todo, embora tenham particularidades próprias e específicas.
Os cegos, por exemplo, necessitam do texto para conhecerem, muito desde pequenos, o mundo que os cerca. Assim, são construídos valores, sentimentos e noções físicas da vida e do mundo, noções que são importantíssimas para a futura inclusão dessa pessoa com limitações sensoriais, mas não de entendimento da vida e da sociedade. Somos capazes na lei e na prática social.
Necessitamos de mais recursos em forma de programas com descrição (softwares que leiam as imagens) ou pessoas que sejam contratadas para lerem com descrição as cenas em geral. Desse programa de educação televisiva, treinar a leitura descritiva facilitaria muito a vida de deficientes visuais (cegos), mas também de pessoas que chegam a terceira idade e necessitam de mais detalhes nas explicações, como: veja a cadeira à sua frente, bem perto da porta à direita, a quase dois metros do seu corpo.
Alzer Augusto dos Santos, pedagogo e cientista social e jurídico, é deficiente visual com 0,5% de visão e colaborador da Rede SACI, além de ser responsável pela seção Virtual books - livros digitais para deficientes visuais
Fonte: Folha de São Paulo
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Shopping punido por impedir entrada de cliente com cão-guia
A Justiça Estadual condenou o Shopping Center Iguatemi Caxias a indenizar em R$ 12,4 mil por dano moral deficiente visual que foi impedido de ingressar com seu cão-guia nas dependências do estabelecimento. Por unanimidade, os integrantes da 6ª Câmara Cível mantiveram a sentença proferida em 1ª instância pela Juíza de Direito Dulce Ana Gomes Oppitz, da Comarca de Caxias do Sul.
O autor é portador de deficiência visual e em outubro de 2003 adquiriu um cão-guia para se locomover sozinho. Em setembro do ano seguinte, deslocou-se com a família e seu cão-guia da cidade de Bento Gonçalves até Caxias do Sul para lanchar no Shopping Iguatemi, mas seguranças o impediram de ingressar no local sob a alegação de que seu cão-guia não poderia adentrar no estabelecimento.
Acrescentou que mesmo tendo em mãos a Lei Estadual nº. 11.739/02, a qual autoriza a locomoção de deficientes visuais em local público ou em qualquer estabelecimento comercial, sua entrada não foi permitida, tendo o segurança alegado ser proibido o ingresso de cães no interior do local por se tratar de condomínio particular. Aduziu que o chefe segurança se recusou a chamar o administrador do Shopping para resolver o assunto, sendo o fato presenciado por várias pessoas que transitavam pelo local.
Referiu que, após o ocorrido, dirigiu-se até uma Delegacia de Polícia, onde o inspetor que se encontrava de plantão se recusou a lavrar ocorrência, mas fez contatos com o Shopping depois que o autor mostrou-lhe a Lei nº. 11.739, sendo que a Administração do estabelecimento acabou por autorizar a entrada do autor acompanhado do seu cão-guia. Aduziu que por não haver mais clima para o passeio, e por estar avançada a hora, não retornou ao local. Sustentou que o réu causou lesão ao seu direito, que está amparado na Lei nº. 11.739/02 e no art. 5º da Constituição Federal.
Fonte: A Notícia
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