quinta-feira, 30 de junho de 2011

MULTA EM VAGA RESERVADA

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PL de Mara que aumenta punição para desrespeito a vaga reservada é aprovado em Comissão

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 460/11, da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que torna infração grave (cinco pontos na carteira de habilitação) o uso indevido de vagas de estacionamento para idosos e portadores de deficiência física. O texto tramita apensado ao PL 131/11, do deputado Antonio Bulhões (PRB-SP), que trata do mesmo tema, mas rejeitado pela comissão.

Hoje, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) não prevê punição específica para esse tipo de conduta. A norma determina apenas que estacionar o carro em desacordo com a sinalização para vagas exclusivas seja considerado infração leve (três pontos na carteira), punida com multa e remoção do veículo.

O relator da proposta, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), concordou com o aumento da punição para os infratores. “Frequentemente as vagas de estacionamento reservadas às pessoas idosas ou com deficiência são utilizadas por aqueles que não atendem aos requisitos necessários para o usufruto do direito”, disse.

Feliciano defendeu a aprovação do PL 460/11, apensado, sob argumento de que o texto “estabelece as mesmas medidas da proposição principal, adotando, no entanto, outra forma de redação e apresentando detalhamento de conceitos”.

Tramitação
Os projetos tramitam em caráter conclusivo e ainda serão analisados pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias
Referência: Portal Mara Gabrilli

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Brasil Sem Miséria deixou de lado pessoas com deficiência, diz coordenadora de ONGs 

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Em audiência pública realizada pela Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência, nesta quinta-feira (30), a coordenadora da rede latino-americana de ONGs do setor, Regina Atalla, criticou o fato de o programa Brasil Sem Miséria, lançado no início de junho pela presidente da República, Dilma Rousseff, não ter contemplado as pessoas com deficiência.
- Por que as pessoas são invisíveis às políticas publicas? Por que esse plano foi elaborado sem se mencionar as pessoas com deficiência que comprovadamente vivem em situação de pobreza extrema? – questionoua.
Em resposta a Regina Atalla, a representante do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Simone Aparecida Albuquerque, disse que o programa Brasil Sem Miséria não fez distinções, buscando localizar as pessoas que não foram contempladas pelas demais políticas sociais do governo federal.
Ao final da reunião, o presidente da subcomissão, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), mencionou como um dos desafios das políticas públicas para as pessoas com deficiência a destinação de recursos públicos diretos a programas voltados para a doação de cadeiras de rodas.
Laércio Franzon / Agência Senado

Fonte: Correio do Brasil

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Lan house pode ser obrigada a ter computador adaptado para deficiente visual

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A Câmara analisa o Projeto de Lei 188/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG), que obriga lan houses e estabelecimentos similares a oferecer equipamentos adaptados para o atendimento de deficientes visuais – como teclados em braile, programas de informática para leitura de tela ou apresentação em caracteres gigantes, fones de ouvido e microfones. A proposta é idêntica ao PL 7151/10, do ex-deputado Edmar Moreira, que foi arquivado ao final da legislatura passada.
Lan houses são casas comerciais em que as pessoas podem pagar para ter acesso à internet e a uma rede particular de computadores, para entretenimento, busca de informações ou jogos on-line.
Conforme o texto, os equipamentos serão exigidos em locais com no mínimo dez computadores. A partir de 20 computadores, o estabelecimento também terá de oferecer piso especial para locomoção de deficientes visuais. "Infelizmente, a inclusão digital não está sendo feita de forma justa e verdadeiramente inclusiva, porque as lan houses não possuem computadores adaptados aos deficientes visuais", ressalta Prado.
A proposta dá prazo de 120 dias, após a publicação da lei, para que os estabelecimentos estejam adaptados. Os infratores estarão sujeitos às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) – por exemplo, multa, suspensão temporária ou interdição do local -, além de eventuais sanções do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90).

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Câmara dos Deputados

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Deficientes tocam obras de pintores transformadas em esculturas

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A inclusão de deficientes é o objetivo do movimento que começou há 30 anos.
A partir daí, a acessibilidade e o respeito às diferenças ganharam força.


A inclusão das pessoas com deficiência é o objetivo de um movimento social que começou no Brasil há 30 anos. A partir daí, a questão da acessibilidade, as oportunidades no mercado de trabalho e o respeito às diferenças ganharam força. Há exemplos de inclusão dos deficientes em espaços de arte e cultura.
O Memorial da Inclusão, inaugurado em São Paulo há dois anos, conta a história da luta pelos direitos da pessoa com deficiência.
“Cada painel foi construído por alguma pessoa do movimento ou uma pessoa muito ligada a área da deficiência, da inclusão da pessoa com deficiência”, explica Ana Beatriz Iumatti, monitora.
Nesse espaço nós contemplamos o desenho universal. Qualquer pessoa que chegue a este memorial, ela pode ter deficiência auditiva, física, visual, intelectual, ela vai conseguir interagir com o memorial porque ele é acessível para todas as pessoas. Por exemplo, uma pessoa com deficiência visual que chegue ao memorial fica independente. Tem o piso tátil. Ela pode andar por todos os painéis. Se for uma pessoa com deficiência visual que não saiba Braille ou se for uma pessoa analfabeta, ela simplesmente se posiciona em frente ao totem que ela vai ouvir a descrição dos painéis. Em todos os painéis nós temos esses recursos”, esclarece Elza Ambrósio, curadora do memorial.
O memorial traz outras novidades. A exposição temporária reúne obras acessíveis da pinacoteca do estado de São Paulo. A obra Auto Retrato, do pintor carioca Arthur Timótheo da Costa, pode ser observada com as mãos.
“A gente pode estar interagindo nos detalhes. Gostei muito disso e muito da maneira como a gente foi recebido e tratado”, diz a consultora empresarial Lilian Cury.
O quadro Saudade, do artista plástico paulista Almeida Junior, ganhou versão em três dimensões.
“Eu acho que o que ele quis representar foi alguém relembrando o passado. Essa é a ideia”, explica Markiano Charan Filho, diretor da Associação de Deficientes Visuais e Amigos.
Um grupo de cegos visitou a exposição no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O convite é de Viviane Sarráf, fundadora da Museus Acessíveis, iniciativa que propõe cultura e arte para todos.
“Quando eu comecei a fazer faculdade de artes visuais me incomodava muito essa coisa de artes serem só visuais e os museus trabalharem só com o sentido da visão. Então eu comecei a pensar como isso poderia ser diferente”, explica Viviane.
Hoje já é diferente. “Existe um áudio guia, que faz toda a áudio descrição da parte visual da exposição para os deficientes visuais; um kit de materiais táteis sobre a exposição. Então, tem várias coisas da exposição que são visuais, como monitores de TV e projeções. Então, para tudo isso a gente tentou fazer materiais táteis para compensar essa primazia da visão”, justifica Viviane.
A exposição é sobre a água. “Cada coisa que entra para o nosso mundo através das mãos constitui imagem cerebral. Ela existe no nosso mundo e vai acabando com aquela ideia de que o mundo do cego é diferente. Entrou pela mão, caiu na cabeça, é ideia”, explica a professora Elza Maria Gianetti.
Elza não perde nenhum detalhe. “Eu sou uma pessoa extremamente curiosa, observadora e gosto de detalhes. Então, aqui eu já estou vendo o barco e já vi como é a pá do remo e o leme”, diz.
O projeto de acessibilidade desenvolvido para a exposição é uma parceria com o Instituto Sangari, que une cultura e ciência.
“Alguns objetos são réplicas e outros são originais. É um material bem interessante para eles”, avalia Pedro Cristalis, coordenador do Instituto Sangari.
“Esse daqui é um barco a vapor. Eles usam carvão para poder fazer funcionar quando não tem vento”, explica Ian, de dez anos.
Ian aproveitou a exposição na companhia do pai, o operador de telemarketing Luis Antonio Isidoro Junior. “Tem alguns barcos que estão dentro de um aquário. Nesse caso eu tenho que descrever para ele como é cada um dos itens para que ele tenha noção de como é cada peça”, diz.
Em uma das partes da exposição, mais do que acessibilidade, eles têm exclusividade. A maioria das pessoas só pode ver de longe, mas eles podem se aproximar das peças.
“Minha sensação é de quem ganhou um prêmio. Eu já fui a vários lugares onde não pode pegar e não pode tocar. E eu falei que pego. Eu tive que me impor. Agora, não. Eu sou convidada a pegar. Isso é muito gratificante”, conclui a deficiente.



Fonte: Ação - 24/06/2011

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Festa de São João em Caruaru tem projeto para inclusão de cadeirantes

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Uma das quadrilhas inclui pessoas com deficiência física, para que elas tenham acesso às festas típicas do Nordeste.

Em Caruaru, em Pernambuco, acontece o melhor São João do mundo. A festa é animada, com banda, forró pé-de-serra e muita comida típica. O café da manhã nordestino com pé de moleque, canjica, bolo de milho, bolo de mandioca, também chamado de aipim ou macaxeira.
E também tem muita quadrilha, como a quadrilha dos cadeirantes, que é um projeto de acessibilidade trabalhado especialmente para as festas juninas. Ele é para as pessoas com deficiência física terem acesso às festas típicas do Nordeste.
A cidade tem cinco festas, cinco locais de atrações durante o São João. São mais de 30 dias de festa.

Fonte: Bom Dia Brasil - 24/06/2011

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terça-feira, 28 de junho de 2011

Violinista cego é convidado a tocar com maestro João Carlos Martins

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Apresentação ainda não tem data, mas deve acontecer no segundo semestre deste ano
Hélder Rafael

O violinista e deficiente visual Rittlher Martins, de 22 anos, foi convidado pelo maestro João Carlos Martins para participar de um concerto em São Paulo. O convite foi feito durante a apresentação do musicista ao lado do maestro em uma palestra em Campo Grande, na quinta-feira, dia 16. O concerto ainda não tem data marcada, mas deve acontecer até o fim do ano, segundo Martins.

Um problema genético fez com que Rittlher perdesse totalmente a visão aos 9 anos, mas isso não o impediu de iniciar os estudos de música. Filho de pais musicistas, o jovem conta que a paixão pelos sons nasceu na infância: "eu identificava a música da natureza, a voz do vento soprando na copa das árvores, a arrebentação do mar. Já cego, veio o desejo de tocar violino, porque eu me identificava com o timbre do instrumento", diz. Nas primeiras aulas, aos 12 anos, Rittlher já demonstrava aos professores facilidade para o aprendizado. Em pouco tempo, ele já conseguia interpretar as composições.

Em vez de ser um empecilho, a cegueira serviu como estímulo para o violinista. "As pessoas se motivam vendo a minha capacidade de lidar com o problema. Eu tenho o privilégio de transmitir essa força", afirma. Atualmente ele participa de várias atividades no Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos (Ismac), em Campo Grande.

Rittlher conta que se identificou com a história de vida de João Carlos Martins. "Ele tem uma determinação incrível, porque depois de adquirir tanta habilidade, perdê-la e recuperá-la é algo muito difícil. O maestro transmite alegria e felicidade e serve de espelho para qualquer um", diz o jovem.

O violinista está empolgado com as possibilidades que podem surgir a partir desse convite e sonha com uma carreira internacional. "O ser humano é do tamanho do seu sonho. Acredito que estou a poucos passos de alcançar algo que era quase inatingível para um jovem de cidade pequena e família humilde", diz Rittlher.

Fonte: Rede Saci





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Secretária Dra. Linamara participa de lançamento do Relatório Mundial sobre Deficiência, na ONU, em Nova York.

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Relatório Mundial anuncia: pessoas com deficiência são mais de 1 bilhão no mundo




O mês de junho está sendo marcado por importantes eventos. Um deles foi a apresentação do Relatório Mundial sobre Deficiência, em Nova York (EUA), no dia 9. O Relatório apresenta recomendações sobre ações que devem ser tomadas  e  apresenta  pesquisa que mostra que atualmente há mais de 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo. A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Doutora Linamara Rizzo Battistella, representou o Brasil durante uma sessão conjunta entre a ONU (Organização das Nações Unidas) e a OMS (Organização Mundial de Saúde). Nessa sessão também foram discutidas políticas públicas na área da saúde.

Durante a sessão na ONU, Doutora Linamara apresentou dados e informações sobre as ações na área da deficiência no estado de São Paulo. Com base em sua apresentação, dois pontos são primordiais para o Governo do Estado de São Paulo: a acessibilidade e a possibilidade de alinhar todos os setores para viabilizar o atendimento às necessidades das pessoas com deficiência.

Sobre o primeiro tópico, a acessibilidade é considerada como "fundamental para a mobilidade e participação, constituindo-se no pilar mais transversal das políticas intersetoriais". Sobre o alinhamento de setores, a Secretária defendeu: "Poder Público, organizações sociais, universidades e setor produtivo precisam estar alinhados com as necessidades deste "novo consumidor" de produtos e serviços, e portanto viabilizar o acesso a produtos de alta qualidade, serviços de alto nível e tecnologia avançada, capaz de potencializar maior funcionalidade das pessoas com deficiência".

A Secretária expôs o que já tem sido feito em relação ao segmento no Estado. Um dos exemplos de ações realizadas pela Secretaria foi a Rede de Reabilitação Lucy Montoro.   Implantada dentro do Sistema Público de Saúde, a Rede, altamente especializada, traz as mais avançadas tecnologias para diagnóstico e tratamentos dos quadros que apresentam  deficiência.  O destaque ficou com a Unidade Móvel que tem como objetivo viabilizar o fornecimento de ajudas técnicas fora da região metropolitana. Só no ano passado, a Unidade percorreu 8.000 Km, atendeu 4.000 pessoas com deficiência e disponibilizou 6.000 ajudas técnicas.

A segunda ação dada como exemplo, diz respeito à habitação de interesse social. O programa baseado no Desenho Universal viabilizou que as casas populares tivessem a área aumentada para 60m², além de acabamentos e revestimentos compatíveis com a segurança e a acessibilidade.

A terceira ação ainda está em período de implantação: o Centro de Excelência em Tecnologia e Inovação para as Pessoas com Deficiência. O espaço deverá priorizar as tecnologias de informação e comunicação, a educação e o emprego.

Ao final, a Secretária Doutora Linamara mencionou que, de acordo com o Relatório Mundial sobre a Deficiência, as ações e objetivos do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, estão alinhados com as recomendações fornecidas pelo documento.

Questões como a discriminação e o difícil acesso aos sistemas de saúde, educação, reabilitação, transporte e moradia também são apresentados no documento.

"Recebemos esse relatório com grande satisfação. O monitoramento e avaliação que estão sendo realizados por organizações internacionais, os quais culminam em relatórios como esse, são uma ferramental útil e objetiva para aperfeiçoar o trabalho que realizamos. No Estado de São Paulo, superamos muitas barreiras, mas nós reconhecemos que ainda há muito a ser feito, e que, a partir de hoje, o Relatório Mundial sobre a Deficiência irá guiar nossas ações", destacou a Secretária.

Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência




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Brasileiro cria máquina que identifica cédulas e cores

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O engenheiro Fernando Gil criou a primeira máquina que ajuda os cegos a identificar as cores, ler as notas de real e ganhar autonomia financeira.


O paulistano Fernando Gil tem uma vida regrada. Estudou com afinco para se tornar engenheiro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Emendou um mestrado de três anos que lhe custou algumas madrugadas de sono. E hoje dá duro no trabalho, nos fins de semana inclusive. Apesar da qualificação (e do esforço), ele diz que não ganha um tostão. Aos 28 anos, afirma se manter com as economias da época de estagiário enquanto boa parte dos companheiros de faculdade enriquece no mercado financeiro. A família não compreende sua trajetória quase franciscana. “Meus pais me perguntam quando vou arrumar um emprego”, diz. “É uma geração mais conservadora. Fica difícil entender o que faço.”

Gil não é nenhum monge budista, tampouco desapegado de bens materiais. Ele só decidiu seguir um caminho diferente da maioria dos engenheiros, o do empreendedorismo social. Sua empresa, a Auire (uma espécie de “olá” na língua indígena javaés), nasceu com um propósito: desenvolver tecnologias para melhorar a rotina dos deficientes. Embora ainda não dê lucro, a Auire já alcançou um feito. Criou um aparelho, também batizado de Auire, para interpretar cores e identificar cédulas de dinheiro voltado aos deficientes visuais. “Nosso objetivo é garantir mais autonomia nas atividades simples do cotidiano”, afirma Gil. Para quem enxerga, entender o significado da ausência das cores não é um exercício mental imediato. Mas elas são imprescindíveis nas tarefas mais básicas. Desde escolher uma maçã – verde ou vermelha – no supermercado. Até distinguir entre a pílula para dor de cabeça e a usada para a garganta quando ambas têm o mesmo formato.

A engenhoca de Gil está em fase de testes. É semelhante a um controle remoto usado para abrir o portão de casa. O aparelho ainda precisa de ajustes. Vez por outra, confunde a nota de R$ 5 com a de R$ 10 por causa da tonalidade próxima. Há equipamentos importados capazes de identificar cores. Mas não têm a função de reconhecer também o dinheiro. A maioria é feita nos Estados Unidos, onde todas as notas são verdes. A versão tropical tem outras vantagens. Além de falar português, é mais barata. Quando for para o mercado, dentro de dois meses, deverá sair para o usuário final por cerca de R$ 500. A intenção de Gil é ganhar escala e chegar a um valor perto de R$ 100. Um leitor de cores importado custa hoje R$ 1.200 na Laramara, a Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual.

O envolvimento com a questão social deu cedo para Gil. A casa onde cresceu, em São Paulo, fica a quatro quarteirões de uma favela. Desde pequeno, conviveu com a vizinhança pobre. Começou a fazer trabalho voluntário na adolescência. “Não queria fazer voluntariado só no fim de semana, mas não encontrava um jeito de viver disso”, diz. Foi quando, em 2009, ele conheceu o Unreasonable Institute, uma incubadora americana que seleciona jovens do mundo todo para um programa de dez semanas no Colorado. Faltava apenas uma ideia. Na época, ele namorava a também estudante de engenharia da computação Nathalia Sautchuk, na USP. Ela havia feito o protótipo de um leitor de cores para uma disciplina da faculdade. Eles decidiram então aprimorar o trabalho e inscrevê-lo. A Auire concorreu com 284 projetos de inventores. Foi um dos 25 escolhidos. O único de uma equipe brasileira. Gil combinou com Nathalia que ele iria para o Colorado. Lá aprendeu estratégias de marketing e como elaborar um plano de negócio. Depois do curso, o casal abriu a empresa. Mas o namoro acabou, e Nathalia saiu do projeto.

O potencial (tanto econômico quanto social) da Auire parece grande. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há no mundo 314 milhões de pessoas com algum problema visual. Cerca de 87% vivem em países pobres. Só o Brasil tem 148 mil cegos. Como Leonardo Ferreira, de 23 anos, que nasceu cego no interior de Pernambuco. Na esperança de que o filho conseguisse enxergar, seus pais o levaram para São Paulo. Aos 4 anos, o menino passou por uma cirurgia de glaucoma e ganhou 15% da visão. Aos 15, ficou cego de novo. Ferreira teve tempo de conhecer as cores. Acha que branco “cai bem” com preto. E que amarelo não combina com roxo. Quando se veste pela manhã, reconhece as roupas pelo tato. Tem tudo decorado na cabeça. Mas para uma peça nova precisa de auxílio. “O leitor nos dá mais independência e autoestima”, diz Ferreira, que testou o aparelho. O equipamento faz mais que ajudar os deficientes a se adequar à estética do mundo dos que enxergam. “Hoje, quando um cego compra algo, ele precisa confiar em quem seleciona as notas do troco. Agora, poderemos conferir nós mesmos”, afirma. É mais um passo para a autonomia financeira.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/





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domingo, 26 de junho de 2011

Cachorro que perdeu as quatro patas ganha próteses biônicas para voltar a andar

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As aplicações da robótica podem ser vistas em diversos segmentos como indústria, desativação de bombas e até a arte, mas essa aplicação que vamos falar no artigo surpreende e dá esperanças àqueles que têm animal de estimação em casa que não tenha algum membro.


Cão com prótese (Foto: Incredible Features)

Naki’o foi um cãozinho que viveu com muito sofrimento: sua mãe faleceu, ele foi abandonado pela família que o criava e enquanto era filhote, teve as suas 4 patas amputadas depois que foram congeladas, após ficar preso em uma parte com muito gelo, depois de um inverno rigoroso.
Porém, um veterinário chamado Christie Tomlinson, que necessitava de uma companhia para o seu outro cão chamado Jack Russell, ficou com muita pena de Naki’o e arrecadou fundos para que arrumasse uma prótese para ele. O seu entusiamo foi tão contagiante que ortopedistas especializados em animais domésticos da Orthopets fizeram o trabalho de graça.
Naki’o teve dificuldades, inicialmente, para se adaptar com a sua nova prótese, mas depois de pouquíssimo, tempo já estava andando. Essa nova prótese permite que ele corra, pule, brinque com o seus irmãos e que até nade. Veja o vídeo de Naki’o com a nova prótese:



Fonte: http://www.techtudo.com.br

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Para deficientes, trabalhar em casa é "meia inclusão"

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Muitas empresas oferecem esse opção para não terem que se adaptar fisicamente
Marina Pita

Pode ser o sonho de muita gente trabalhar em casa, com uma roupa confortável, perto da geladeira, longe do transporte público e do trânsito caótico das grandes cidades. Para as pessoas com deficiência, no entanto, esta é uma forma das empresas driblarem a lei de cotas e promoverem uma "meia inclusão". "A alternativa do trabalho no próprio domicílio deveria ser apenas para pessoas que realmente não têm condições de locomoção, mas que ainda podem ser produtivas", defende o deficiente visual Robson Batista Pereira.
Aos 32 anos, Pereira está se formando no curso de direito e ainda não conseguiu colocação no mercado de trabalho na área. "Hoje minha especialidade é call center", diz. Segundo ele, diversas empresas já ofereceram a instalação de computador e telefone em sua casa, de forma que não precisaria mais se locomover até o escritório. "Eu não aceitei porque gosto de ir para a rua, enfrentar as dificuldades, conhecer pessoas e poder pedir ajuda ao meu gestor."
Para Paula dos Santos, 43 anos, que sofre de esclerose múltipla, a interação com outras pessoas é fundamental para a verdadeira inclusão, tantos para os deficientes quanto para não deficientes. "As empresas que nos deixam em casa não estão pensando em facilitar a nossa vida exatamente. Acho que estão pensando em não ter de oferecer um ambiente acessível, nem ter de fazer os demais funcionários lidarem com a gente, olhar pra gente."
Afastada há 18 anos do mercado de trabalho, Paula faz um curso de formação no Instituto Pró Cidadania, já contratada por uma empresa, e está animada em voltar a conhecer pessoas. "Esse contato social tem sido rico para mim. Poder ver o mundo para além da minha doença", diz. O contato com os colegas de trabalho e superiores, na opinião de André Pacheco, 36 anos, também é um valioso estimula para as pessoas continuarem crescendo profissionalmente.
"Sei de muita gente que aceitou trabalhar em casa e acabou se sentindo desmotivado, algumas entraram em depressão," diz ele, que também foi diagnosticado com esclerose múltipla. Apesar das pessoas com deficiência terem uma visão negativa do trabalho em casa, também se sentem coagidas a aceitá-los.
"Como é difícil conseguir emprego, quando nos oferecem o home office é difícil negar. Você não quer passar por vagabundo. Mas a verdade é que a gente quer mesmo é trabalhar na empresa", explica Eduardo Jesus Alves, 33 anos, que perdeu uma perna em acidente de moto. Antônio Rodrigues Lins, 39 anos, resume o sentimento dos demais: "a gente quer ter a oportunidade de ver o mundo de uma forma diferente, para além do espaço da casa."

Fonte: Jornal do Brasil

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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Após título na canoagem, ex-BBB quer disputar provas de motocross

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Dono dos títulos brasileiro, sul-americano e mundial em paracanoagem, atleta pretende se superar praticando também motocross

Depois de sofrer um acidente de carro em 2009, que causou uma lesão na medula e o deixou paraplégico, o ex-BBB Fernando Fernandes descobriu um talento no esporte e se tornou campeão mundial de paracanoagem. Sem pensar em abandonar os remos, o atleta, apesar da deficiência, agora já pensa em participar de outras modalidades mais radicais, como o motocross (assista ao vídeo ao lado).
- Antes do acidente, andar de moto era algo que eu já fazia. Agora um amigo inventou uma moto (adaptada) e eu já estou treinando - revelou.
O Zona de Impacto foi até São Bernardo do Campo, a 40 minutos de São Paulo, para acompanhar um dia de treino de Fernando, que começa bem cedo. Após um leve aquecimento, o canoísta se concentra para evitar lesões ao entrar no caiaque.
- Meu glúteo é minha sola do pé. Fico sentado o tempo inteiro. Então qualquer machucado nesse momento de transição, acabou. São de dois a três meses parado. É o momento mais tenso - disse à apresentadora Roberta Garcia.
Uma vez na água, Fernando explica que a grande diferença entre ele e um atleta sem limitações é que as pernas ajudam o caiaque se movimentar. Sem os movimentos da cintura para baixo, o ex-participante do Big Brother Brasil precisa utilizar toda a força dos braços para compensar a falta que as pernas fazem.
- Para eu estar bem firme em cima do caiaque, tenho que deixar minha perna em hiperextensão. Então o que eu faço: eu sento aqui e encaixo a minha perna para que o caiaque faça realmente parte do meu corpo. Como eu não tenho a musculatura da perna, ficando em hiperextensão eu consigo controlar, projetar força - explicou.
A história de superação de Fernando contagiou futuros paratletas, como Cleuton Nunes e Luiz Carlos da Silva. Os dois estão empenhados nos treinamentos e, para eles, a canoagem se tornou uma forma de se tornar independente.
- Experimentei basquete, experimentei o rúgbi, mas não me vi com liberdade. Como sou ex-atleta, não me via com a liberdade que eu vi na canoagem - disse Cleuton.

Fonte: Zona de Impacto - 16/06

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Modelos deficientes físicas 'desfilam' pelos corredores da SPFW

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Meninas contam como realizaram sonho em agência especializada.
'Espero um dia desfilar nas passarelas da SPFW', diz Caroline Marques.


Elas fotografam, fazem books e até desfilam na passarela. Caroline Marques e Paola Kloekler não fizeram da deficiência física um obstáculo para realizar o sonho de ser modelo profissional. De cadeira de rodas desde os nove anos após um acidente de carro, Caroline já desfilou vestidos de noiva e fez até trabalhos internacionais. Paola Kloekler, com uma prótese na perna esquerda, é modelo fotográfica há cerca de dois anos e diz mudou a vida após começar a trabalhar na área. "Foi uma vitória. No começo, eu busquei agências para trabalhar e as pessoas diziam que eu tinha o perfil, mas quando víam que eu usava prótese elas diziam 'não, acho que não tem a ver'. Melhorou demais a minha auto-estima."
Kica de Castro, dona da agência que leva seu nome, trabalha com 80 modelos, todos com algum tipo de deficiência física - quatro deles têm carreira internacional. "O critério para a escolha varia de acordo com o mercado. A pessoa tem que se cuidar", diz ela.


Caroline Marques e Paola Klokler nos corredores da Bienal de São Paulo (Foto: Raul Zito/G1)

Paola acha que um dia modelos deficientes desfilarão na São Paulo Fashion Week (SPFW), que acontece até este sábado na Bienal de São Paulo. "Acredito que um dia terão modelos deficientes na SPFW. Hoje em dia já há desfiles próprios para deficientes com roupas para esse tipo de perfil. Mas o legal seria colocar pessoas comuns desfilando com pessoas deficientes, sem essa barreira."

Fonte: G1

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pessoas com deficiência estão insatisfeitas com cargos atuais, revela pesquisa

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Consultoria ouviu 243 profissionais, de diferentes áreas e estados do Brasil. Metade dos entrevistados quer mudar de empresa nos próximos dois anos.

A obrigatoriedade de cotas previstas em lei, o aquecimento do mercado e a falta de políticas de retenção de talentos aumentaram a rotatividade entre profissionais com deficiência. A conclusão é da Page PCD, unidade de negócios da Page Personnel, empresa do grupo Michael Page, que acabou de concluir uma pesquisa inédita sobre o mercado de trabalho para PCDs. A consultoria ouviu 243 profissionais de todo o Brasil, a maioria com larga experiência profissional e mais de 10 anos de atuação no mercado formal. Dos entrevistados, 82% estão insatisfeitos com sua função atual e metade dos participantes pretende mudar de empresa nos próximos 2 anos.
A pesquisa também mostrou que existe qualificação nesse mercado, dado muitas vezes desconhecido pelas empresas. Dos participantes, 51% possui ensino superior, 19% pós-graduação e 2% mestrado ou MBA. Além da alta escolaridade, os profissionais mostram que têm se preparado para competir no mercado. Metade dos entrevistados consideram-se únicos responsáveis pelo seu crescimento profissional e 35% reconhecem a importância compartilhada com a empresa. Mais de 90% afirma investir em seu desenvolvimento.
Apesar de qualificados, 36% ainda não foi promovido e a grande maioria ocupa cargos administrativos (58%). Somente 14% atuam em cargos de supervisão ou gerência.
Outra informação importante é a alta rotatividade: 33% dos profissionais já passaram por 5 empresas ou mais nos últimos dez anos. O dado, por um lado, aponta para a problemática da empresa em reter o profissional com deficiência, e por outro a dificuldade do profissional em construir uma carreira sólida. Quarenta e seis por cento afirmam ainda ter recebido uma oportunidade melhor e optado por sair da empresa.
Remuneração (98%), Clima Organizacional (47%) e Investimento da empresa em Treinamento & Desenvolvimento (45%) foram algumas das razões que justificaram a mudança de emprego. Apenas 2% dos entrevistados mencionaram exclusivamente a remuneração como um aspecto primordial para mudança.
“Os números mostram a importância das políticas de retenção, que incluem desde medidas para tornar o ambiente saudável e de respeito à diversidade, quanto a oportunidades de desenvolvimento e plano de carreira. As empresas ainda não conseguiram enxergar esses profissionais como alguém que vai galgar posições na companhia”, afirma Danilo Castro, diretor da Page PCD, que conduziu a pesquisa.
No ano passado, o número de contratações de Pessoas com deficiência representou 15% do total de contratações da Page Personnel e cresceu 260% referente ao ano anterior, o que mostra a tendência de investimento das empresas em melhorar o processo seletivo e conseqüentemente a retenção desses profissionais. 

Fonte: Portal Vida Mais Livre



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terça-feira, 14 de junho de 2011

Headmouse, o mouse virtual, destinado às pessoas com mobilidade reduzida

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Headmouse, o mouse virtual, destinado às pessoas com mobilidade reduzida, atinge a marca de 300 mil downloads na América Latina

O programa é gratuito e está disponível aqui no Superdownloads

Por Rodrigo Lima em 14/Jun/2011

O Headmouse2, um mouse virtual desenvolvido por criadores espanhóis, alcançou recentemente a marca de 300 mil downloads na América Latina. Ele funciona  com movimentos da cabeça, além de gestos faciais.

O programa foi desenvolvido através de uma parceria entre Universidade da Lleida, a empresa Indra e a Fundação Adecco. De acordo com os criadores, trata-se de um programa único, já que é gratuito e voltado para pessoas com problemas de mobilidade. O único requisito é ter uma webcam instalada no computador.

Segundo Alicia Fernandes, a responsável pelas tecnologias acessíveis da Indra, não é necessário muito tempo para aprender o seu manuseio. Com o Headmouse2 é possível realizar todas as funções de um mouse comum, como clicar e arrastar. Tudo é feito por meio da abertura da boca ou piscadas de olhos.

Headmouse, o mouse virtual, destinado às pessoas com mobilidade reduzida, atinge a marca de 300 mil downloads na América Latina (Notícias)

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Quer ir ao teatro de graça?

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Flyer da comédia Sem Medida

Tá sem grana para ir ao teatro? O elenco da peça Sem Medida e o Guia do Deficiente resolvem  seu problema. É só se cadastrar no portal; imprimir seu cupom e ligar para 11-26193750. Informe  a data e o nome do acompanhante que vai estar com você. Não perca tempo os ingressos gratuitos são limitados e a comédia é de “rachar o bico”. Lembre-se a promoção é válida somente para pessoas com deficiência.

Sobre a Peça:

Sem Medida é uma comédia romântica que fala de amor, desejos incontroláveis, sonhos e compulsões. Tudo um pouco sem medida, recheada de ironia e sarcasmo.

A história de Vivi, Fábio e Marlete não é um tratado sobre comida, sexo e bebida, mas um olhar bem humorado à nossa necessidade do prazer e do bem viver.

Vivi (Flavia Guedes) é uma mulher atormentada pelo ponteiro da balança,  que está fora dos padrões com seus quilinhos extras e não há dieta nem da sopa nem da lua que seja capaz de dar jeito. Seu corpo é um campo de batalhas e solidões.

Ela nunca será magra como sua amiga Marlete (Claudia Missura), uma atriz viciada na bebida da moda, no remédio da moda e que tem até as doenças da moda: anorexia e bulimia. Uma artista que representa sua melhor obra, não no palco, mas em seu cotidiano.

Fábio (Renato Rabelo) é um homem que fugiu da metrópole para escapar das tentações de sua compulsão sexual que pode levá-lo ao desespero.

Um reencontro entre Vivi e Fábio está prestes a acontecer; uma segunda chance em vidas que foram marcadas por medos, frustrações e paixões jamais confessadas. Medo de rejeição, insegurança, baixa auto-estima, expectativa e desespero são algumas características de cada um desses personagens.

Das roupas, das dietas, das lembranças de infância à cama, Vivi, Marlete e Fábio fazem rir e emocionam com diálogos bem-humorados carregados de ironia e sarcasmo, ao falar sobre a vida, o amor, o sexo e, obviamente, sobre a sociedade atual.

Sem Medida é uma comédia romântica que se propõe a discutir, de maneira leve – mas não menos comprometida com a seriedade que o tema merece -, alguns males que, embora não sejam novidade, têm assolado a sociedade atual, alarmando cada vez mais médicos e psicólogos, entre outros profissionais. Os transtornos alimentares têm-se tornado motivo de preocupação para um número cada vez maior de pessoas.

O mundo da malhação, dos regimes, dos exercícios, a indústria da beleza, a ditadura da estética em busca do corpo perfeito… Uma sociedade em que se impõe à mulher o dever “moral” de ser bela e…. magra.

SEM MEDIDA não tem a pretensão de ser um estudo fiel desses transtornos, mas apenas levantar a bola e colocar em pauta, sempre com muito humor, e através de uma emocionante história de amor, esses temas tão atuais e oportunos.

Fonte: Autor guiadodeficiente   /   13 de junho de 2011   /

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Zé Gotinha volta à cena para imunizar 15 milhões de crianças contra a Paralisia Infantil

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A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite acontecerá no próximo dia 18, um sábado. A segunda etapa será no dia 13/08.

Vai ao ar a partir do próximo domingo, 12 de junho, a campanha publicitária de Vacinação Infantil, que contará com uma expressiva ação de divulgação nas mídias impressa, eletrônica e digital. Produzidas pela agência de propaganda Agnelo Pacheco, as peças têm o objetivo de estimular a imunização de 15 milhões de crianças menores de cinco anos.
O protagonista da campanha será o famoso Zé Gotinha, que, após um período como coadjuvante das campanhas, voltou à cena nos últimos anos como símbolo da vacinação infantil.
“Nós resgatamos a força e o carisma do Zé Gotinha. A diferença agora é que ele se modernizou, deixando de ser um personagem formado apenas por traços. Ele ganhou volume, e passou a ter três dimensões. É um personagem superquerido”, destaca o diretor da Agnelo Pacheco em Brasília, Gui Pacheco.
Os filmes são uma continuação da campanha do ano passado, quando um boneco do Zé Gotinha ganhava vida para lembrar os pais de uma garotinha, sua dona, sobre a necessidade de vacinar as crianças contra a paralisia infantil. Os novos filmes usam o mesmo argumento, e têm como inspiração o longa-metragem de animação “Toy Story”. Neles, Zé Gotinha deixa a prateleira de brinquedos para conduzir sua família até o posto de vacinação.
“Nosso público-alvo é, na verdade, os pais das crianças, que são os responsáveis por levá-las ao posto de vacinação”, pontua Gui Pacheco.
A campanha contará ainda com peças para o rádio, mídia exterior e Internet. De acordo com o publicitário, a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é a manutenção do índice atual de imunização, de 95% de crianças nesta faixa etária vacinadas contra a pólio.

Fique atento

A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite acontecerá no próximo dia 18, um sábado, e será conduzida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A segunda etapa será no dia 13 de agosto, também um sábado. Nesta data, os pais ou responsáveis devem levar as crianças novamente aos postos de vacinação para que recebam mais duas gotinhas contra a pólio. Os pais devem lembrar sempre delevar a carterinha de vacinação de seus filhos aos postos da Campanha para oregistro da imunização.
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada e transmitida por um vírus (o poliovírus) e a infecção se dá principalmente por via oral.

Fonte: Portal Vida Mais Livre

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Safári dos Sentidos une meio ambiente e inclusão social

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A exposição está no Jardim Botânico, em Curitiba, e é direcionada aos deficientes visuais que querem conhecer mais sobre a fauna e flora brasileiras.



No Dia Mundial do Meio Ambiente, neste domingo 5 de junho, o prefeito Luciano Ducci abriu a exposição Safári dos Sentidos, no Museu Botânico de Curitiba, no Jardim Botânico. A exposição é direcionada aos deficientes visuais, mas todos podem visitá-la e conhecer mais sobre a fauna e flora brasileiras.
A visitação tem entrada grátis e segue até o dia 3 de julho, das 9h às 17h. “Achei fantástica a exposição. Quando começarem as visitações das escolas, a criançada vai adorar poder tocar nos bichos”, disse o prefeito Luciano Ducci.
O pequeno Bernardo comemorou o aniversário de 2 anos visitando a exposição. “Ficou muito bonita a exposição, meu filho adorou. Hoje é aniversário dele e viemos comemorar aqui”, disse Cassiana Bolfe, moradora do Guabirotuba e mãe do Bernardo. “Parabéns, muita saúde, felicidades e aproveitem bem a exposição”, disse Luciano Ducci.
A exposição foi organizada pelas secretarias municipais do Meio Ambiente e dos Direitos da Pessoa com Deficiência e mostra animais taxidermizados (empalhados) do acervo do Museu de História Natural.
Dos animais expostos, 16 podem ser tocados pelos visitantes, para percepção de tamanho, pelagem, formato e outras características. Foram selecionados para a exposição espécies como onça-pintada, jacaré-do-papo-amarelo, lobo-guará, coruja, cachorro-do-mato, tamanduá-mirim, entre outros.
"Ações como essa demonstram o respeito que a Prefeitura tem com as pessoas com deficiência. Estamos dando a oportunidade aos cegos de poderem sentir e ter conhecimento sobre como são os animais aqui expostos”, disse o secretário dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Irajá de Vaz Brito.
Karina Pessoa Pettres Gouvea, de 32 anos, adorou caminhar pelo Safári dos Sentidos. “Gostei de tudo. Sou artista plástica de natureza e aqui tenho inspiração para fazer minhas telas”, contou. Luciano Ducci ouviu elogios das pessoas que visitaram a exposição. “Outros governos e prefeituras deveriam seguir o exemplo de Curitiba e investir em exposições assim”, disse Roseli Silva de Oliveira, moradora de Indaiatuba (SP).
"Estamos proporcionando que pessoas com deficiência visual tenham conhecimento sobre o meio ambiente”, disse a secretária do Meio Ambiente, Marilza de Oliveira Dias.
Os animais expostos têm placas de identificação com nome, alimentação, hábitos e curiosidades. As informações também estarão em braile. Algumas espécies, como a onça, têm sonorização para que os deficientes visuais possam perceber todos os detalhes do animal.

Fonte: http://www.curitiba.pr.gov.br/
Foto: Irene Roiko/FAS

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Rede de Reabilitação Lucy Montoro dá atendimento gratuito a deficientes

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Sete unidades no estado de São Paulo atendem 1,8 mil pacientes por dia. O atendimento é gratuito pelo SUS, Sistema Único de Saúde

Para dar tratamento de ponta e de graça a deficientes físicos a Rede de Reabilitação Lucy Montoro recebe pacientes de todo o país. São sete unidades no estado de São Paulo que atendem 1,8 mil pacientes por dia.
A Rede de Reabilitação Lucy Montoro foi criada em 2008 e hoje tem sete unidades de reabilitação em funcionamento. Cinco estão na capital e duas ficam no interior, em Campinas e Ribeirão Preto. O atendimento é gratuito pelo SUS, Sistema Único de Saúde.
“São pacientes que sofreram acidente ou trauma de coluna e ficaram tetra ou paraplégicos, ou tiveram uma sequela de uma lesão encefálica. Tem crianças com algum tipo de deficiência, sendo a mais comum a paralisia cerebral. Atendemos também pacientes com amputações e com doenças neurodegenerativas em geral”, explica o diretor clínico Daniel Souza.
A unidade em São Paulo tem mais de 300 profissionais envolvidos no tratamento intensivo. “O nosso foco na terapia ocupacional é trabalhar atividades do dia-a-dia. Então a gente busca que esses pacientes tenham mais independência ou necessitem de menos ajuda dos seus cuidadores, dos seus familiares, nas atividades do dia a dia”, esclarece a terapeuta ocupacional Vivian Daniela dos Santos. “Na parte de fisioterapia já consegui bastante coisa. Levantar e rolar na cama”, comemora a paciente Enaide Rosa.
No instituto há uma área reservada para internações e tratamentos intensivos. O paciente Renato Souza e a esposa são de Cachoeira Paulista, cidade que fica a 200km de São Paulo, e chegaram à unidade há dois meses. “Eu estava me tratando na cidade. Só que eram 30 minutos de fisioterapia uma vez por semana. E a maioria dos outros dias eu fazia exercícios por mim mesmo”, explica Renato.
O acidente de carro foi há três anos. Só agora ele conseguiu um tratamento intensivo. “O desejo de todo mundo era que a gente pudesse atender esses pacientes o mais precocemente possível porque isso tem impacto bastante importante na recuperação do paciente, mas infelizmente a gente não tem o numero suficiente e necessário para o número de doentes que a gente tem”, esclarece o diretor clínico Daniel Souza.

Unidade Móvel

A Rede também tem uma unidade móvel que percorre o interior de São Paulo e presta atendimento aos deficientes físicos. A unidade móvel foi ao Vale do Ribeira, que fica a cerca de 200km de São Paulo. Toda vez que se desloca, a carreta fica pelo menos uma semana estacionada na cidade e atende uma média de 80 pacientes por dia. “São seis ambientes. Tem uma sala de espera, dois consultórios, uma sala para prova dos técnicos e dois espaços da parte da oficina, com todo o maquinário para fazer os ajustes”, explica a médica Mariane Kateishi.
O comerciante Pedro Nunes perdeu o braço num acidente de carro. Ele ganhou uma prótese nova. “Se não fosse esse trabalho, ele teria que procurar o particular ou entraria na fila. Mas aqui tem um trabalho bem rápido, se for comprar no particular uma prótese desta deve custar cerca de cinco mil reais”, calcula o técnico Roberto Carlos Ferreira.
Criada em 2009, a unidade móvel já rodou 40 mil quilômetros e atendeu mais de 15 mil pessoas. “A gente recebe uma lista dos municípios com os equipamentos solicitados, com o tempo de espera e com a estrutura da região. A maioria não tem mesmo”, esclarece Mariane. Mais de 20 profissionais trabalham no projeto que tem até oficina. “A gente consegue produzir qualquer equipamento de órtese e prótese. Isso possibilita um atendimento melhor. E qualquer ajuste também dá para ser feito dentro da estrutura, da unidade móvel. A gente está fazendo em 45 dias um processo que geralmente demora 120”, diz Pedro El Daher, chefe da oficina de órtese.
Os médicos também contam com a estrutura do hospital local. “Há dois anos eu estava na fila esperando o sapato. Foi uma surpresa. Eu ganhei cadeira de rodas, ganhei cadeira de banho e o sapato eu já estou pegando”, diz a cozinheira Clotilde Santos. O sapato que Clotilde vai ganhar custa uma média de R$ 700.
O produtor rural Evanaldo da Silva perdeu a mão na máquina de fazer ração. “Faz tempo que nós estamos correndo atrás. Tudo era difícil”, diz. Foram quatro anos de espera. “Eu tinha vergonha. Eu trabalhava sem camisa e enrolava um pano. Agora, não vai precisar mais disso”, conclui.

Fonte: G1

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São Paulo terá primeiro Censo de pessoas com deficiência

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Questionário será enviado a 2,4 milhões de residências e estará disponível no site da Prefeitura.

A cidade de São Paulo quer saber quem são, como vivem e onde moram os paulistanos com algum tipo de deficiência. Para alcançar este objetivo, foi elaborado o Censo de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida.
A partir de um questionário – que chegará às residências pelo correio e estará disponível no site da Prefeitura e nas Praças de Atendimento das subprefeituras – serão coletadas informações sobre o tipo de deficiência, região de moradia, idade, escolaridade, condições socioeconômicas e vínculo a serviços públicos.
Para o secretário Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, responsável pela implantação do projeto, os resultados serão importantes para aperfeiçoar as políticas públicas para este segmento da população, inclusive direcionando melhor a oferta de serviços.

Questionário

O questionário foi construído ao longo de 2010, ouvindo entidades civis, instituições de assistência ligadas aos diferentes tipos de deficiência e mobilidade reduzida, o Conselho Municipal do Idoso e o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência.
As 2,4 milhões de residências inscritas no cadastro de contribuintes do IPTU receberão o questionário com porte-pago, para que a devolução seja feita sem custo, pelo correio.
Simultaneamente, um site vinculado ao portal da Prefeitura permitirá o preenchimento on-line do questionário.

Parcerias

Para alcançar os domicílios não regularizados, serão firmadas parcerias com outros setores do serviço público, como os técnicos do Programa Saúde da Família e dos programas de assistência social, para auxiliar na divulgação do Censo-Inclusão.

Decreto 52.241 - 14 de abril de 2011
Regulamenta a Lei Nº 15.096/2010 que dispõe sobre o Programa Censo-Inclusão e Cadastro-Inclusão para identificação, mapeamento e cadastramento do perfil socioecomômico das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, no âmbito do Município de São Paulo.

Portaria Nº 55, de 18 de maio de 2011 (Página 1)
Portaria Nº 55, de 18 de maio de 2011 (Página 2)
Fixa modelo de impresso específico, através do anexo único da presente portaria, contendo o questionário de que trata o "caput" e parágrafo único do artigo 2º do Decreto Municipal nº 52.241/2011.

Fonte: Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo

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domingo, 12 de junho de 2011

FELIZ DIA DOS NAMORADOS

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Permita-se, abra seu coração...deixe o amor entrar....seja feliz!!!!!




A IMPONTUALIDADE DO AMOR


Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito. A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

Martha Medeiros


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Mais de 1 bi de pessoas são portadoras de deficiência, diz OMS

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***** Alertamos para o termo correto : Pessoas com Deficiência *****

Mais de um bilhão de pessoas --aproximadamente 15% da população mundial-- são portadoras de algum tipo de deficiência, e 20% delas enfrentam grandes dificuldades em seu cotidiano, revelou nesta quinta-feira um relatório conjunto da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do BM (Banco Mundial).

O documento, o primeiro de caráter global publicado sobre o tema em 40 anos, destaca que poucos países contam com mecanismos adequados para responder às necessidades dos portadores de deficiência.
O número de pessoas com necessidades especiais, além disso, aumenta devido ao envelhecimento da população e da maior ocorrência de problemas de saúde crônicos, como diabetes, doenças cardiovasculares e mentais.
Grande parte dessas pessoas --entre 110 milhões e 190 milhões-- enfrenta ainda barreiras que vão desde a discriminação até a ausência de serviços adequados de atendimento sanitário e reabilitação, passando por sistemas de transporte e edifícios inacessíveis.
Dessa forma, essa parcela representativa da população não tem acesso a um sistema de saúde de qualidade, tem menos sucesso nos estudos e possibilidades de emprego, além de sofrer com maiores taxas de pobreza.
"Devemos fazer mais para romper as barreiras que segregam essas pessoas, em muitos casos excluindo-as da sociedade", disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan.
Para isso, a OMS e o BM pedem que os governos acelerem seus esforços para permitir aos portadores de deficiência acessar serviços básicos, além de investir em programas especializados que permitam a estas pessoas desenvolverem seus potenciais.
O estudo ressalta que nos países mais pobres as crianças com necessidades especiais têm menos possibilidades de se manterem escolarizadas que as demais.
Nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico a taxa de portadores de deficiência inseridos no mercado de trabalho é de 44%, o que representa pouco mais da metade do que a das pessoas sem necessidades especiais (75%).
O estudo mostra ainda alguns exemplos positivos, entre eles Curitiba, com seu sistema público de transporte integrado, que facilita o acesso dos portadores de deficiência, adotando um design universal e conscientizando motoristas.
Em Moçambique e Tanzânia, oficinas sobre linguagem Braille e de sinais garantem que as mensagens de prevenção contra a Aids cheguem aos jovens com necessidades especiais.

Fonte: Folha.com

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sábado, 11 de junho de 2011

Iniciativas proporcionam qualidade de vida a pessoas com deficiência física

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Um blog é usado para informar sobre ruas e estabelecimentos acessíveis.
O trabalho voluntário é dividido entre cinco colaboradores.



Casas adaptadas e acessíveis e informações sobre lugares onde o direito de ir e vir está garantido. Essas duas iniciativas dão dignidade aos deficientes dentro e fora de casa.
“Na opinião de todo cadeirante, as pedrinhas portuguesas tinham que acabar. Eu sei que tem uma série de justificativas para mantê-las, mas eu acho que não pode ser como a gente vê. Todo mundo passa e a manutenção é complicada. Às vezes, fica cheia de desníveis e buracos”, observa Eduardo Câmara, analista de sistema.
Eduardo está na cadeira de rodas há 12 anos. Ele circula pelas ruas do Rio de Janeiro com total independência, mesmo quando se depara com dificuldades, que não são poucas.
A avaliação de ruas e estabelecimentos acessíveis vai parar no blog Mão na Roda, criado por Eduardo há quatro anos. “Eu ajudava algumas pessoas através de comunidades da internet, por e-mail. Então, pensei sobre porque não colocar tudo isso num site. Assim, a informação vai ficar acessível para todo mundo”, justifica.
Ele está sempre atrás de novidades para o blog. O trabalho é voluntário e dividido entre cinco colaboradores. A analista de projetos Cristiana Costa também escreve para o site. Um dos assuntos é a situação das calçadas.
“Ela faz um tipo de buraco. Então, quando chove, enche de água. É horrível para andar. Eu estou sempre andando meio torta”, reclama Cristiana.
Mas os desafios da mobilidade começam antes do cadeirante sair às ruas. Os primeiros obstáculos para quem tem deficiência estão justamente dentro de casa.
No Rio de Janeiro, é desenvolvido um trabalho social que transforma residências em moradias acessíveis. São grandes reformas ou pequenas mudanças que fazem toda a diferença. Na casa, na periferia da cidade, moram três pessoas com deficiência. Entre elas está Juan, de cinco anos.
A vendedora ambulante Viviane Martins não pode pagar pelas adaptações para melhorar a locomoção do filho. “Eu trabalho vendendo bala. O dinheiro dele é dele. Eu não mexo. Compro fralda, remédio e tudo o que ele precisa. Mas para comprar a cadeira para ele, não temos nem condições”, lamenta.
A família recebeu a visita de Rosane Amaral, arquiteta do Projeto Moradia e Acesso, da ONG Rio Inclui. O programa já reformou 40 casas no Rio de Janeiro. O trabalho começa com uma avaliação. O projeto, que atende famílias de baixa renda, começou em janeiro do ano passado.
“São pessoas que tem que estar dentro do município do Rio de Janeiro. Tem que ter uma pessoa com deficiência dentro da residência e uma renda per capita de um salário mínimo por pessoa. A gente avalia quais são os gastos dessa família com saúde”, esclarece Rafael Oliveira, coordenador de projetos da ONG Rio Inclui.
A equipe de obras também conta com uma assistente social. “A assistente social entra com a proposta de fazer um levantamento sócio econômico desse grupo familiar, de compreender as relações familiares que acontecem dentro desse espaço físico”, explica a assistente social Lize Almeida.
Os professores Elza Monteiro e Jorge Souza vivem juntos há 28 anos. As pequenas modificações melhoraram muito a vida do casal.
“Eu subi o vaso sanitário dentro da norma, alarguei a porta, baixei todos os registros e coloquei barras de apoio para que eles tivessem um pouco mais de facilidade na hora do banho”, detalha a arquiteta.
A maior dificuldade era sair com o carro. “Em dia de chuva a gente se molhava todo para poder entrar. Na cadeira não dá para carregar o guarda-chuva”, diz o professor.
Algumas intervenções são maiores. Da casa original do Rian sobraram duas paredes. É uma casa nova. A obra demorou dois meses. Se fosse pagar pela reforma, a dona de casa Renata Oliveira gastaria cerca de R$ 40 mil.
“Eu queria fazer o chão e não consegui. Era um sufoco. O chão era na terra pura. Eu caía muito com ele. Não tinha como passar a cadeira”, lembra Renata.
A casa agora tem quarto, banheiro e cozinha. São ambientes novos e acessíveis.

Fonte: G1

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Deficiente Alerta No Facebook

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sistema reduz risco de câncer em células-tronco artificiais

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Pesquisadores da Universidade de Kioto, no Japão, desenvolveram um novo sistema para criar células-tronco artificiais que reduz o risco de se elas tornarem cancerígenas, informa nesta quinta-feira o jornal econômico local "Nikkei".

A descoberta, que será publicada na revista científica Nature, abre novas perspectivas na medicina regenerativa ao reduzir o que atualmente representa um dos maiores riscos do uso das células-tronco artificiais neste campo.

A pesquisa foi realizada por uma equipe de pesquisadores que inclui Shinya Yamanaka, médico especialista em cirurgia ortopédica, em colaboração com o Instituto Nacional de Ciência Industrial e Tecnologia Avançada (AIST) do Japão.

Em 2006, Yamanaka conseguiu gerar as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas --ou células iPS (na sigla em inglês)-- que possuem a capacidade de se transformar em qualquer tipo celular especializado, uma descoberta que lhe valeu vários reconhecimentos, entre eles o prestigioso Prêmio Shaw.

Até a divulgação do trabalho de Yamanaka, os pesquisadores achavam que esta habilidade era exclusiva das células-tronco embrionárias.

O problema, no entanto, era que as células iPS tornavam-se cancerígenas em muitas situações após se desenvolverem em diferentes tipos de tecidos, o que representava um empecilho para seu uso na medicina regenerativa.

A nova descoberta foi feita depois que os cientistas revisaram mais de 1,4 mil genes com a ajuda da base de dados do AIST para substituir o fator que associava as células iPS ao câncer.

Dessa forma, eles encontraram o chamado Glis1, definido pelo próprio Yamanaka como "o gene mágico", que significará, em suas palavras, "um grande passo adiante para as aplicações clínicas". Além de reduzir o risco de câncer, o Glis1 pode gerar células iPS de um modo dez vezes mais eficiente que antes.

Os cientistas acreditam que as células iPS possam se desenvolver em tecidos humanos e órgãos, o que daria um grande impulso à ciência regenerativa.

No entanto, os pesquisadores indicaram que, embora o risco diminua, outros genes que intervêm no processo podem provocar câncer. Por isso, as pesquisas que buscam reduzir tais riscos devem continuar.

Fonte: Folha.com






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Pessoas com deficiência poderão ter preferência em causas judiciais e administrativas

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Projeto de lei dá prioridade para processos tratem da deficiência de algum cidadão


Causas judiciais e administrativas que tenham pessoas com deficiência como parte ou intervenientes poderão contar com prioridade de tramitação. Esse tratamento diferenciado é contemplado em projeto de lei (PLS 216/04) do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), aprovado em decisão terminativa , nesta quinta-feira, dia 2, pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Ao apresentar parecer favorável à proposta, o relator, senador Eduardo Amorim (PSC-SE), optou por aproveitar o teor do substitutivo aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Assim, a concessão do benefício ficará condicionada às causas que tenham vinculação com a deficiência do interessado. Essa ressalva deve-se à necessidade de respeitar o princípio constitucional da isonomia.

Para viabilizar a concessão dessa preferência, o projeto altera a Lei nº 7.853/89, que trata do apoio e da integração social das pessoas com deficiência, e o Código de Processo Civil (Lei nº 5.869/73). Segundo assinalou Alvaro Dias na justificação do PLS 216/04, a Constituição de 1988 inovou ao institucionalizar a proteção especial do Estado às pessoas com deficiência.

A intenção era, acrescentou em seguida, garantir "tratamento prioritário e apropriado aos deficiêntes, para que lhes seja efetivamente assegurado o pleno exercício dos seus direitos individuais e sociais, bem como sua completa integração social".

Fonte: Agência Senado




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Especialistas debatem, em São Paulo, a Lei de Cotas e a inclusão de pessoas com deficiência na indústria farmacêutica

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O objetivo é conhecer o que as empresas paulistas estão fazendo para cumprir a Lei 8213/91 – Lei de Cotas, e debater com especialistas as alternativas de inclusão de pessoas com deficiência na Indústria Farmacêutica




Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Doutora Linamara Rizzo Battistella, participou na manhã desta quinta-feira, 2, de um debate com especialistas para discutir os desafios, oportunidades e estratégias relacionados à inclusão de pessoas com deficiência nos diversos segmentos econômicos e na indústria farmacêutica.

O evento aconteceu na Sede do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo), na Vila Olímpia, em São Paulo.

O objetivo é conhecer o que as empresas paulistas estão fazendo para cumprir a Lei 8213/91 - Lei de Cotas, e debater com especialistas as alternativas de inclusão de pessoas com deficiência na Indústria Farmacêutica.

Alguns dos tópicos abordados foi o papel do Estado e das empresas na inclusão de pessoas com deficiência, as principais ocupações e a remuneração dos trabalhadores, e a preparação do ambiente físico de trabalho.

A Secretária ministrou palestra com tema sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho: desafios e oportunidades. Para ela "Nada é mais capilar do que a chegada do remédio na casa do individuo. Nesta lógica, nós estamos assistindo a um grande investimento que precisa ser cada vez maior, para garantir cidadania no atendimento à saúde de todos os brasileiros. Nós precisamos ver pelo outro lado, pela visão da indústria, o apoio à inclusão das pessoas com deficiência".

A Secretária ressaltou a importância dos empresários da área nesta "grande empreitada" da inclusão social. O olhar, uma condição para este grupo de trabalhadores com deficiência, que tem significado para a indústria. Tem significado no momento em que nós exigimos tratamento de qualidade, e dizemos que é preciso dar educação para pessoas com deficiência. Uma ajuda a este importante segmento produtivo. Nós vamos conseguir que a transformação, que já acontece em São Paulo, acabe envolvendo todo o Brasil. É importantíssimo ter essa parceria".

Doutora Linamara ainda destacou que a "inclusão é uma ação de mão dupla - por um lado é a pessoa com deficiência empoderada, por outro lado somos nós, a sociedade no trabalho, no transporte, na convivência, nos ambientes culturais, mais preparada para conviver com a adversidade. É um grande ganho, um ganho de valorização da pessoa humana. Ganho que acaba significando uma sociedade mais justa, com mais paz. Uma sociedade onde os nossos filhos e os nossos netos vão ter orgulho de conviver. Discutir a questão da deficiência tem um grande significado, na construção de um mundo melhor, para todos, pessoas com e sem deficiência".

Na ocasião, empresários e trabalhadores compartilharam suas experiências sobre a inclusão de pessoas com deficiência na indústria farmacêutica, por meio do pacto firmado entre o Sindusfarma, centrais sindicais e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.


A Lei de Cotas

A Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, está completando 20 anos e reserva um percentual de vagas para trabalhadores com deficiência em empresas com mais de 100 funcionários, conforme segue.

Art. 93 - a empresa com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas com deficiência, na seguinte proporção

- até 200 funcionários................... 2%
- de 201 a 500 funcionários........... 3%
- de 501 a 1000 funcionários......... 4%
- de 1001 em diante funcionários... 5%

Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência




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Curso gratuito capacita pessoas com deficiência física ou auditiva

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O curso é direcionado às pessoas com deficiência física ou com mobilidade reduzida, e deficientes auditivos, que tenham concluído o ensino fundamental

Curso gratuito capacita pessoas com deficiência física ou auditiva

O curso é direcionado às pessoas com deficiência física ou com mobilidade reduzida, e deficientes auditivos, que tenham concluído o ensino fundamental

Estão abertas até o dia 15 de junho as inscrições para o Curso de Capacitação para inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O curso é gratuito e direcionado às pessoas com deficiência física ou com mobilidade reduzida, e deficientes auditivos, que tenham concluído o ensino fundamental

A iniciativa tem por objetivo oferecer qualificação profissional adequada, de modo a promover a inclusão desses profissionais no mercado de trabalho em geral e - em particular - no segmento de transporte de passageiros. O curso é composto por sete módulos, distribuídos em oito dias, com carga horária de cinco e seis horas por módulo. Entre os temas abordados estão: atendimento ao cliente, educação financeira, redação empresarial, qualidade de vida no trabalho, inclusão digital, comunicação, operação e funcionamento de empresas que atuam no transporte rodoviário de passageiros.

Ao final, os participantes receberão certificados de participação e terão os seus currículos divulgados no mercado de trabalho. Há, ainda, a possibilidade de contratação dos profissionais pelas empresas participantes do projeto.

Iniciativa

O curso será promovido pelo SETPESP – Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de São Paulo em parceria com o STERIIISP- Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Ônibus Rodoviários Internacionais, Interestaduais, Intermunicipais e setor diferenciado de São Paulo, Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Poá e Itaquaquecetuba, sob a orientação do Instituto Cultural de Integração, Desenvolvimento e Cidadania – Grupo O Resgate. As aulas, que têm inicio em 27 de junho e término em 5 de julho de 2011, serão realizadas no Instituto Resgate , que fica na Rua da Abolição, 117 – Bela Vista – São Paulo ( próximo a Câmara Municipal de São Paulo).

As matrículas são gratuitas e devem ser feitas até o dia 15 de junho pelos seguintes e-mails:
elaine.nakashima@viacaocometa.com.br
rhselecao@translitoral.com.br
lmoliveira@reunidaspaulista.com.br
noliveira@passaromarron.com.br


Fonte: Assessoria de Imprensa do SETPESP







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terça-feira, 7 de junho de 2011

Após lesão, atleta paraolímpico do Brasil fatura dois ouros

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Fora do circuito internacional desde janeiro, quando disputou o Mundial de Para-Atletismo, na Nova Zelândia, Odair dos Santos voltou a competir neste fim de semana, em Valencia, na Espanha, e não decepcionou: duas provas disputadas e dois ouros para o Brasil.


Odair dos Santos superou lesão e ganhou duas provas no seu retorno às pistas
Foto: Beto Monteiro-Exemplus/CPB/Divulgação

A prova que marcou a volta do atleta paraolímpico às competições oficiais foi os 5.000m T11 e, com quase dois minutos na frente do segundo colocado, o brasileiro atingiu a marca de 15m18s46.
Uma hora e meia depois, Odair voltou à pista para vencer mais uma prova, desta vez, nos 1.500m T11. Dono do recorde mundial da prova, obtido em janeiro, ele completou os 1.500m em 4m07s89 e ficou com a primeira posição.
O meeting contou com a participação de 120 atletas de cinco países. Além dos donos da casa, Brasil, Itália, Portugal e República Dominicana levaram seus representantes. Para o técnico nacional da modalidade, Fábio Breda, foi uma boa oportunidade para medir o nível do atleta após quase quatro meses sem competir.
"Os resultados foram satisfatórios. Ele voltou a treinar há pouco tempo e ainda está no período em que chamamos de macro-ciclo, que é quando o atleta está recuperando a forma", afirmou.
Líder no ranking internacional nas três provas que são sua especialidade (10.000m, 5.000m e 1.500m), Odair passou da classe T12 (baixa visão) para a T11 (perda total de visão) no fim de agosto de 2010, e se adaptou rápido às mudanças, entre elas, correr vendado.

Fonte: Terra

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Graças à tecnologia, alpinista cego "vê" montanha com a língua

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Três décadas depois de ter perdido a visão, o americano Erik Weihenmayer é capaz de praticar esportes radicais e escalar montanhas.

Com a ajuda de um aparelho chamado BrainPort, ele consegue perceber o ambiente ao redor através de sua língua.



Weihenmayer usa óculos com câmeras que enviam imagens a um computador preso à cintura.
O computador traduz as imagens em uma foto de baixa resolução do ambiente. E esta imagem é enviada a uma das partes mais sensíveis do corpo do alpinista: sua língua.
Em um dispositivo que ele coloca na boca, centenas de minúsculos estimuladores elétricos tentam traduzir em pequenos choques as imagens que mais se destacam perante a câmera.
O alpinista conta que os estímulos criam linhas, formas e, por fim, imagens que são reinterpretadas pelo seu cérebro.
O dispositivo lhe dá um senso de espaço e, com a ajuda de uma segunda pessoa, permite que ele possa praticar o alpinismo.

Fonte: Folha.com

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Mudança em benefício empregaria mais pessoas com deficiência

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Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) é pago pelo governo federal e garante uma renda mínima a idosos e pessoas com deficiência.

De acordo com o senador Luiz Lindberg Farias, presidente da Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência do Senado, mudar o funcionamento do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) é fundamental para continuar avançando na inclusão de pessoas com deficiência no mercado formal.
Assegurado por lei, o benefício é pago pelo governo federal e garante uma renda mínima a idosos e pessoas com deficiência. Têm direito a receber o benefício as pessoas com deficiência cuja renda familiar per capita é inferior a um quarto de salário mínimo. O valor pago a cada uma dessas pessoas é de um salário mínimo.
No entanto, se a pessoa começa a trabalhar o benefício é suspenso. "Tem muita família que mantém uma pessoa com deficiência em casa com medo que perca o BPC e depois o emprego. Isso não ajuda. A pessoa deveria poder conseguir um emprego e não perder o benefício", afirma Lindberg.
Segundo ele, a conversa com o Ministério da Previdência para modificar as regras do BPC está em andamento. O senador também afirmou que o órgão tem mostrado abertura para o diálogo e disposição de buscar regras que respondam às necessidades da sociedade hoje.
Lindberg defende que a pessoa que recebe o BPC deverá acumulá-lo com o salário caso consiga se colocar no mercado de trabalho. "Estamos falando de pessoas que ainda vivem em situação de pobreza", disse. Para ele, garantir os direitos desse grupo, tanto em questões relativas a mercado de trabalho quanto aos demais aspectos da vida, é fundamental para o cumprimento da convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
De acordo com ele, esse será o principal assunto a ser tratado pela Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência. O tratado internacional foi adotado pela ONU em 2006 e ratificado pelo Congresso brasileiro, em 2008. O senador sugeriu que comissão de juristas auxilie a subcomissão na regulamentação do tratado. "Mas, além de novas regulamentações, é preciso fazer com que a legislação atual seja cumprida, defendeu.

Fonte: Terra

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sábado, 4 de junho de 2011

Cardápios de restaurante não tem versão em braille

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Restaurantes ignoram a lei e não têm transcrição para cegos em alto-relevo; serviço custa R$ 6 por página



"Parece que servem sopa aqui. Adoro. Ouvi a conversa na outra mesa", diz Bernadete Fonseca, 51, pouco antes de entrar no táxi que a espera, ao lado marido, na saída da Forneria San Paolo. Bernadete vê apenas contornos de luz. Sofre de uma doença que a fez perder quase toda a visão. Conheceu Geraldo Fonseca, 53, (cego desde a infância) quando procurava se adaptar - e há quatro anos estão juntos.

Gostam de frequentar restaurantes, mas nem sempre têm facilidade à mesa. Na última sexta-feira, foram à rua Amauri, o badalado endereço gastronômico do Itaim Bibi (zona sul de São Paulo). Dos 11 restaurantes dali, somente três têm cardápio em braille, como manda a lei. Acomodados à mesa da Forneria San Paolo, perguntam ao garçom sobre a especialidade da cozinha. O funcionário ensaia a leitura, mas, 15 minutos depois, finaliza poucas descrições.

Ele é interrompido, a cada instante, por perguntas como "Qual o valor desse prato?". O salão está cheio e ele não segue até o fim da lista. "O menu em braille dá privacidade. Escolho o que dá água na boca e o que posso pagar", diz Bernadete assim que o atendente se vai. Para atender aos cerca de 148 mil cegos no Brasil (número do IBGE), não é preciso investimentos altos. A transcrição, feita por instituições como a Dorina Nowill, custa R$ 60 por dez páginas.

Outro lado

A Forneria San Paolo afirma que "nunca recebeu deficientes visuais" e que "tampouco tinha conhecimento da lei". Diz nunca ter recebido a fiscalização e que vai providenciar o cardápio adaptado em breve. Segundo a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, que responde pela vigilância, "a fiscalização ocorre rotineiramente e todos os estabelecimentos da cidade são vistoriados".


Fonte: Folha de São Paulo




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Deficientes físicos usam o campus da USP para treinar

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Natação, canoagem e corrida adaptadas são as modalidades mais praticadas pelos para-atletas que frequentam a Cidade Universitária

Frederico Zanatta

Eles chamam uns aos outros pela lesão que sofreram; em vez de deficientes físicos, são cadeirantes e amputados. Muitos deles, a fim de superar as dificuldades e limitações de suas condições físicas, encontraram no esporte o aliado de que precisavam e na Cidade Universitária, espaço para desafiar a si mesmos.

É o caso do aluno de Engenharia Elétrica André Ferreira. Cadeirante desde 2002, André já estava na USP quando sofreu um acidente de moto. Junto com a lesão, veio uma nova atitude: “Depois da lesão, comecei a praticar mais esportes e a ter uma vida menos sedentária.”

Além de praticar natação na EEFE duas vezes por semana, pelo programa “Natação Inclusiva”, André pratica corrida em cadeira. Com um pequeno detalhe: prefere treinar à noite, quando o fluxo de veículos é menos intenso e dá pra correr nas ruas. “Não dá pra correr nas calçadas da USP”, finaliza o atleta.

Paracanoagem

Treinado pelo técnico Paulo Barbosa, o amputado bilateral (duas pernas) Cleuton Nunes já treinou paracanoagem na USP por três meses, mas hoje pratica o esporte em São Bernardo, onde tem apoio de uma academia.

A mesma situação ocorre com o ex-BBB (2ª edição) Fernando Fernandes. Já tendo treinado paracanoagem na raia olímpica durante nove meses, Fernando hoje combina treinos diários em São Bernardo com musculação.

Cadeirante desde julho de 2009, o modelo Fernando descobriu a canoagem durante seu processo de reabilitação. Campeão mundial de canoagem pela categoria A (de “arms”, em inglês) em Poznan, na Polônia, em 2010, Fernando acumula títulos nacionais e sulamericanos. Para ele, a importância desses títulos é bem maior do que pessoal: “Busco levar o nome do meu país para o mundo e representar as pessoas que passaram pelas dificuldades que eu passei. Isso, através da minha bandeira: o esporte.”

Também praticante de MotoCross, Fernando acredita que a canoagem envolve uma prática muito maior de equilíbrio: “Tenho que me equilibrar remada por remada.” Elogiando as condições e o incentivo que recebeu pela USP, Fernando também vê problemas: “Aquele píer tem que ser refeito. Tem muita madeira quebrada”.

Natação Inclusiva

Nascido como projeto em 1995, o Natação Inclusiva tornou-se programa, mas ainda não tinha esse nome. A professora doutora Elisabeth Mattos, responsável por coordenar o programa, tem desenvolvido suas pesquisas para o treinamento de pessoas com deficiências, sejam elas motores, visuais ou mentais. Graduada em Terapia Ocupacional e Educação Física pela EEFE, Elisabeth defendeu seu doutorado pela Escola Paulista de Medicina e Neurociências.

O programa consiste em aulas de natação em piscina da EEFE para pessoas da comunidade em torno da universidade. O processo seletivo ocorre semestralmente e depende de laudos médicos para comprovação de algum tipo de deficiência. Apesar de o vestiário da piscina ser adaptado e, segundo Elisabeth, a Coordenadoria do Campus atender às suas necessidades, ainda persistem problemas em relação ao acesso à EEFE e aos estacionamentos reservados aos deficientes.

Fonte: jornal do Campus





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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Paraplégico volta a movimentar as pernas após receber células-tronco

2 comments
Uma grande notícia, um grande avanço!!! Continuamos ACREDITANDO....

A terapia inédita começa a ser testada em voluntários, na Bahia. Depois de um mês e meio, o paciente já movimenta os joelhos e consegue pedalar.

Um homem que ficou paraplégico depois de um acidente há nove anos sonha em tomar banho de mar sozinho e jogar bola de novo. Há um mês e meio, ele recebeu transplante de células-tronco e, com duas sessões de fisioterapia por dia, já surpreende os médicos.
Ele já consegue mover os joelhos para cima, uma façanha para quem tem a musculatura atrofiada pela falta de uso. O paciente também está começando a levantar o corpo. O mais surpreendente para a equipe da fisioterapia é que ele está pedalando.

O policial militar, que pede para não ser identificado, não fazia nenhum movimento da cintura pra baixo. Ele ficou paraplégico depois de sofrer um acidente e passou os últimos nove anos em uma cadeira de rodas.
“Anteriormente eu tinha um tronco que estava vivo e umas pernas que não respondiam. E hoje eu percebo que eles estão vivas, pertencem a mim e só depende de mim para que elas acordem", diz.
O ponto de partida para esse progresso foi uma cirurgia realizada em 14 de abril, em Salvador. O paciente foi submetido a um transplante de células tronco. A pesquisa durou cinco anos e, antes de ser usada em humanos, a técnica mostrou bons resultados em animais.
Os médicos usam células-tronco mesenquimais, que tem grande capacidade de se transformar em vários tipos de tecido. Elas são retiradas do osso do quadril do próprio paciente e injetadas diretamente no local onde a coluna foi atingida.
A técnica pioneira foi desenvolvida por cientistas da Fundação Osvaldo Cruz, Fiocruz, e do Hospital São Rafael, onde fica um dos mais modernos centros de terapia celular do país.
Os pesquisadores estão espantados com a evolução rápida do paciente.
“Basicamente em uma semana ele já começou a ter resultados clínicos, uma melhora na sensibilidade, uma melhora na postura sentada e este paciente vem evoluindo", explica Marcus Vinícius Mendonça, neurocirurgião.
Os médicos acham cedo para dizer se ele e as outras dezenove pessoas com lesões na medula que também irão receber células-tronco vão voltar a andar normalmente.
“Esse paciente pode ter ainda outras melhoras e os outros podem ter melhoras maiores, ou iguais ou piores. Então, a gente tem que esperar", acredita Ricardo Ribeiro, coordenador do programa.
Por enquanto, o policial, entusiasmado com os primeiros resultados, faz planos. “Eu sempre gostei de praia, ir à praia, poder tomar um banho de mar sem que ninguém te carregue. Poder ir a um estádio, que eu sempre gostei de futebol, poder jogar um futebol, ir ao shopping, fazer o que eu sempre fazia".





Fonte: Jornal Hoje - 01/06/2011

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Picarelli quer garantir mais acessibilidade a deficientes físicos

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Picarelli explica que é importante que a sociedade se prepare e adapte as necessidades desses cidadãos em diversas áreas. Buscando melhorar as condições de acesso às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, que moram em Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Maurício Picarelli (PMDB) apresentou na sessão desta terça-feira (24/5), na Assembleia Legislativa, projeto de lei que garante reserva de espaço adequado aos portadores de deficiência físico-motora em estabelecimentos.Pela proposta, fica determinado que locais como igrejas, templos de culto de qualquer natureza, além de teatros, salas de cinemas, casas de espetáculos e recintos em que aconteçam shows artísticos, deverão, obrigatoriamente, disponibilizar espaço adequado suficiente para abrigar, no mínimo, cinco lugares aos cidadãos que sofrem de deficiência física.Segundo o parlamentar, para que o deficiente físico tenha uma boa acessibilidade, precisa contar com infraestrutura nesses lugares.
Assim terá suas necessidades atendidas, de acordo com o Manual de Recepção e Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiência.“Os desafios vencidos todos os dias pelos portadores de deficiência são muitos. É importante que a sociedade se prepare e adapte as necessidades desses cidadãos nas áreas da saúde, educação, transporte, mercado de trabalho , esporte e lazer”, finaliza o peemedebista, lembrando que Mato Grosso do Sul é exemplo de acessibilidade, cidadania e respeito com as pessoas portadoras de deficiência.Multa de 50 Uferms (Unidades Fiscais de Referência de Mato Grosso do Sul) pode ser aplicada aos proprietários dos locais que não oferecerem espaços adequados aos deficientes. Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro.

Fonte: Jusclip

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