quarta-feira, 23 de maio de 2012

Tetraplégicos controlam robô com poder da mente

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Cientistas do projeto BrainGate2 desenvolvem sistema que transforma a atividade elétrica do pensamento captada por eletrodos em mensagens decodificadas por um computador.

Num feito inédito que parece saído da ficção científica, pesquisadores americanos e alemães conseguiram fazer com que pacientes tetraplégicos movimentassem braços robóticos apenas com o poder da mente. Num dos casos, uma mulher que há 14 anos não tinha qualquer movimento de braços e pernas agora pode levar de novo uma xícara de café à boca. Sua mente controla um braço robótico que pega a xícara e a leva a sua boca. Parece um pequeno avanço para a maioria de nós que sequer pensa conscientemente antes de beber água quando tem sede. Mas para pessoas imobilizadas por lesões neurológicas é um ganho imenso de qualidade de vida voltar a poder fazer essas tarefas básicas, sem precisar de ajuda.

No estudo publicado na revista "Nature", cientistas do projeto BrainGate2 relatam como desenvolveram o sistema que transforma a atividade elétrica da mente captada por eletrodos em mensagens decodificadas por um computador, que ordena a braços robóticos que executem o que a pessoa deseja. Vários grupos de pesquisa no mundo desenvolvem tecnologias assim. Dentre eles está o do brasileiro Miguel Nicolelis, da Universidade de Duke, na Carolina do Norte. Porém, o estudo apresentado na "Nature" esta semana é o que foi mais longe com seres humanos.
A pesquisa foi desenvolvida por uma equipe integrada por cientistas da Universidade Brown, do Hospital Geral de Massachusetts, da Escola de Medicina da Universidade de Harvard e do Centro Espacial da Alemanha.
O grande avanço aconteceu em 12 de abril, quando uma mulher paralisada há quase 15 anos, controlou um braço robótico para tomar café. A mulher, cujo nome não foi revelado, tem 58 anos. No estudo, ela é apresentada apenas como S3. O outro paciente é um homem de 66 anos, identificado somente como T2. Ambos sofreram derrames devastadores que lhes tomaram todo o controle dos membros superiores e inferiores.
No estudo os pacientes tiveram sua atividade neuronal usada para controlar diretamente os movimentos de dois tipos de braços robóticos. Um foi criado pelo Instituto de Robótica e Mecatrônica do centro alemão. O outro pela Deka Pesquisa e Desenvolvimento, uma empresa americana.
A base do sistema é um pequeno equipamento — do tamanho de um comprimido infantil — que acomoda 96 minúsculos eletrodos. Ele é implantado no córtex motor, a parte do cérebro que controla o movimento voluntário. Os eletrodos conseguem captar a atividade dos neurônios quando a pessoa pensa em determinada tarefa. Esses sinais elétricos são transmitidos para um computador externo, que transforma o padrão de pulsos nervosos em comandos para o braço robótico. O fundamental é o sistema computacional que consegue interpretar os sinais emitidos pelos neurônios e transmiti-los para o robô.


O estudo representa a primeira demonstração e o primeiro artigo com revisão por pares de pessoas com tetraplegia usando sinais cerebrais para controlar membros robóticos para que executem tarefas que os membros normais fariam.
"Nossa meta é desenvolver tecnologia para devolver a independência e a mobilidade de pessoas com paralisia", disse o chefe do estudo, Leigh Hochberg, da Universidade de Brown.
Ainda serão necessários vários anos antes que esse tipo de tecnologia possa se tornar uma opção para pessoas paralisadas. Por enquanto, ela é cara e experimental. Mas neurocientistas acreditam estar no caminho certo.

Fonte: http://oglobo.globo.com

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Transporte público coloca em risco vida de cadeirantes em São Paulo

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iG acompanhou um deficiente físico e notou que motoristas e cobradores não sabem utilizar os elevadores dos ônibus adaptados na capital.

Deficientes físicos ou pessoas com mobilidade reduzida enfrentam na cidade de São Paulo desafios muitas vezes maiores dos que os já vividos após uma doença ou fatalidade que limitou seus movimentos. Vítima da paralisia infantil quando tinha apenas 8 meses de vida, Juracir Barbosa da Silva, de 52 anos, chega a classificar sua batalha contra paralisia mais fácil do que uma simples atividade diária: utilizar o transporte público.

Silva tem motivos para desacreditar no sistema de transporte público da capital. Ele vende balas em um cruzamento da zona sul há mais de 30 anos e, por isso, utiliza pelo menos quatro ônibus diariamente. “Não tem um dia que não discuto com algum motorista ou cobrador. Às vezes preciso implorar por ajuda (para ser colocado dentro do ônibus)”. E foi o mau preparo de uma dupla de funcionários na região do Grajaú, onde mora há 40 anos, que colocou sua vida em risco.
Quando voltava para casa do trabalho, no dia 24 de janeiro, Silva utilizou a linha 6062/51 Jd.Castro Alves/Term.Santo Amaro, por volta das 16h. Já acostumado com os elevadores das lotações, o vendedor disse ter percebido que o cobrador não estava confiante para comandar o equipamento. “Desliguei minha cadeira e ele apertou o botão de descida. Ele não esperou chegar até o final e apertou (o botão)”, explicou. Com isso, o aparato foi acionado para remover a prancha, como na manobra de embarque.
“Senti a cadeira deslizando e comecei a gritar. Caí e senti a cadeira caindo em cima de mim. Cheguei a ouvir uma gritaria entre os passageiros e o cobrador. Era muito sangue, pensei que iria morrer.” Silva ficou no asfalto por cerca de 30 minutos esperando o resgate (como mostra a foto acima). Com a queda, ele sofreu uma fratura no fêmur da perna esquerda e levou quatro pontos no nariz.
Após passar três meses internado no Hospital do Grajaú, o vendedor contou ao iG que ainda se sentia abandonado pela cooperativa responsável pela lotação, que não teria prestado nenhuma assistência, segundo ele. “Fiquei ali no asfalto estendido. Uma sensação pior do que senti no dia em que entendi que não poderia andar. Foi a primeira vez que chorei na vida.”
Após o acidente, a família de Silva procurou a Polícia Civil e o caso é investigado pelo 101º DP, do Jardim das Embuias. A São Paulo Transporte (SPTrans) informou que o veículo envolvido no acidente, com o prefixo 6 6121, passou por vistoria no dia 16 de janeiro e segue em circulação. Tal informação comprovaria que a falha teria sido operacional (do cobrador) e não mecânica (do elevador). Procurada pela reportagem, a cooperativa Cooper-Pam, que é responsável pelo carro no acidente, não retornou para dar um posicionamento.

Dificuldades

A dificuldade de se locomover na cidade de São Paulo não é exclusiva de Juracir Silva. O iG acompanhou o trajeto do porteiro Giovani Antônio Batista, de 47 anos, também diagnosticado com paralisia infantil nos primeiros meses de vida. Para chegar ao trabalho, às 8h30, ele utiliza pelo menos quatro linhas de ônibus no intervalo de duas horas e outras quatro no final do dia.
Morador da Vila Jacuri, no extremo sul da capital, Batista explica que não pode ter apenas uma opção de caminho já que não sabe se será aceito em todos os transportes coletivos – inclusive os que têm um adesivo indicando ser preparado aos deficientes. “É normal eu estar no ponto, dar o sinal e ser recusado pelo motorista. Quero acreditar que é mais por má vontade do que pensar que ainda sofro preconceito.”
As constantes brigas com os funcionários das empresas também são comuns na rotina do porteiro. “Muita vezes cheguei a suplicar para ele me pegar, mas acabo escutando um ‘está lotado’ ou ‘estamos em cima do horário’. Como não aceito, acabo recebendo ajuda dos próprios passageiros”, explica.
A manifestação solidária de populares foi comprovada pela reportagem na última terça-feira (16). Em três das quatro conduções utilizadas, Batista foi auxiliado por desconhecidos. Já a espera da última linha, na av. Luis Carlos Berrini, o porteiro indicou três vezes a intenção de embarcar para o motorista, que já havia parado fora do ponto de ônibus. “Ele não quer parar de novo, mas como posso subir com a minha cadeira no meio da rua?”
Visivelmente contrariado, o motorista parou o coletivo e desceu para abrir a rampa ao cadeirante. Batista então entrou no ônibus. Porém, antes de chegar ao seu espaço reservado e conseguir colocar o cinto de segurança, o motorista acelerou o veículo. A reação dos passageiros foi instantânea. Irritados, eles começaram a gritar: “Espera o cadeirante colocar o cinto” ou “Tá com pressa?”. “Calma, gente. Ele está atrasado para o cafezinho dele”, disse Batista em resposta visivelmente constrangido.
Outros acontecimentos se tornam obstáculos para as pessoas com mobilidade reduzida. No caso da entrevistadora Cláudia Siqueira, de 35 anos, as péssimas condições das calçadas e obras de sua rua e superlotação no metrô a impedem de ter um trajeto mais confortável para o trabalho, na região de Pinheiros. Com uma prótese na perna direita, necessária após sofrer um acidente de carro há 4 anos, Cláudia sente fortes dores no final do dia.
“No começo (quando colocou a prótese) desisti de trabalhar e estudar. Enfrentar a cidade sem ter experiência com sua deficiência é muito arriscado”, explicou. Ela reconhece que, por não ter uma limitação aparente, acaba não recebendo tanta ajuda como Giovani e Juracir. “O fato de eu ter que mostrar e revelar minha deficiência a todos me prendeu muito.”
Para ela, os espaços reservados para deficientes no metrô precisam ser expandidos. “Acabo competindo espaço com pessoas que não têm problemas em passar alguns minutos em pé”. Cláudia ainda desabafou dizendo que sente “fora da estatística” da prefeitura. “Basta olhar as condições de transporte e locomoção da cidade. Calçadas esburacadas e nada adaptadas. São Paulo não foi feita para a gente (os deficientes).”

Treinamento

Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss), quando motoristas e cobradores são contratados pelas viações ou cooperativas de ônibus passam obrigatoriamente por um programa de treinamento determinado pela SPTrans. No entanto, os dados são contrastantes.
Enquanto a SPUrbanuss afirma que o curso oferecido deve possuir 88 horas de duração, a empresa Santa Brígida, responsável por algumas linhas da zona sul e oeste, oferece uma introdução de 21h aos novos profissionais. Como explicação, o sindicato afirmou que cada empresa/cooperativa pode escolher quais pontos do programa são intensificados de acordo com a necessidade de cada linha.
“O período pode ser curto, mas sempre há reciclagem anual do conteúdo”, disse uma representante da Santa Brígida que não sabia explicar a diferença dos dados. Para ela, o mau desempenho na hora de ativar o elevador ocorre devido “uma possível falta de prática do profissional”. “Não há tantos passageiros nas condições de cadeirantes no nosso trecho. O profissional acaba enferrujado”, concluiu.
Até o momento da publicação desta reportagem, a SPTrans não informou se há uma padronização ou itens considerados obrigatórios no curso oferecido aos novos operadores.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

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Comissão quer classificar crimes contra pessoas com deficiência como crimes contra os direitos humanos

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O relator da comissão, o procurador da República Luiz Carlos Gonçalves, lembrou que tal enquadramento já é feito pela Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, também conhecida como Convenção de Nova York.




A comissão de juristas instituída pelo presidente do Senado, José Sarney, para elaborar um anteprojeto de novo Código Penal decidiu nesta segunda-feira (21) sugerir a criação de um novo capítulo na lei penal para tratar os crimes contra pessoas com deficiência como crimes contra os direitos humanos.

Segundo o relator, mesmo sendo o primeiro a receber status de norma constitucional no Brasil, o tratado não encontra aplicação prática por não ter sido incorporado ao Código Penal.
– A doutrina brasileira entende que os tratados obrigam a tipificação dos crimes, mas não permitem a criminalização imediata. Então, a partir do tratado, os países que o celebram têm que adaptar a sua legislação interna aos seus comandos — disse Luiz Carlos Gonçalves.

Crimes cibernéticos

A comissão aprovou ainda a criação de um capítulo especial relacionado aos crimes da internet, baseado no projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados na semana passada, porém com dispositivos mais abrangentes.

— Criamos um capítulo especial relacionado aos crimes da internet, inclusive com definições penais. E, além disso, demos destaque, por exemplo, à conduta de falsa identidade, que já é crime, mas não a falsa identidade na internet, quando uma pessoa se faz passar por outra — explicou o relator.

Outra alteração proposta pelos juristas foi com relação ao crime de interceptação telefônica, que foi tornado mais grave, tendo sua pena aumentada, especialmente quando o crime for praticado por meios que permitam a ampla divulgação da informação

Fonte: Cenário MT
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Adaptações simples podem tornar a casa de idosos e deficientes físicos mais segura

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A segurança e o conforto dos moradores são aspectos imprescindíveis nas residências onde vivem pessoas com limitações motoras ou mobilidade reduzida, como idosos ou deficientes físicos.


Adaptações simples e econômicas podem ser realizadas com o objetivo de prevenir acidentes e tornar o deslocamento das pessoas mais fácil e seguro como a instalação de barras de apoio, torneiras e misturadores de fácil acionamento e manuseio, pontos de luz que guiem o caminho pelos cômodos, entre outras opções.

No mercado, é possível encontrar uma variedade de produtos para criar ambientes confortáveis, que mantenham a estética e agreguem segurança e conforto aos moradores. Em casa, as áreas com mais riscos são as molhadas e escorregadias, como banheiros, cozinhas, áreas de serviço e quintais, que precisam de cuidados adicionais, com o objetivo de reduzir acidentes domésticos.
Como medida preventiva, é recomendada a instalação de barras de apoio no banheiro a uma altura de 30 centímetros acima do tampo do vaso sanitário, permitindo maior flexibilidade e segurança no deslocamento. Na cozinha, as barras de apoio devem ser instaladas em locais firmes e a torneira ou o misturador em altura média de 30 centímetros sobre a pia. Alguns modelos de torneiras ou misturadores oferecem, inclusive, opções de acionamento por meio de manoplas diferenciadas, que permitem maior facilidade de manuseio. Outra medida simples e eficaz é a instalação de luzes de emergência nos corredores e cômodos de maior movimento que, em caso de ausência de luz, facilita o deslocamento das pessoas dentro da casa.
Em jardins, áreas de serviço e quintais é indicado o uso de pisos antiderrapantes, que reduzem a possibilidade de acidentes. Em áreas internas, como salas e quartos, esses produtos também são recomendados. O investimento realizado na adaptação da casa não implica, necessariamente, em altos custos, mas torna o projeto de arquitetura seguro e confortável. “Cada vez mais, as pessoas estão investindo em segurança, o que faz com que os fornecedores trabalhem no desenvolvimento de produtos com tecnologia a preço acessível. Hoje, por exemplo, vemos que a utilização das barras de apoio vai além das limitações físicas das pessoas com mobilidade reduzida e atinge também outras faixas da população, que se conscientizam dos benefícios deste tipo de produto em áreas molhadas e escorregadias como piscinas, saunas e banheiros”, conclui Julio Azevedo, coordenador de mercado de Metais da Saint-Gobain Distribuição Brasil.

Fonte: Correio Braziliense
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Kassab abre exceção para camelôs deficientes e idosos

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A Prefeitura ainda estuda, porém, se os camelôs que se enquadram nesse perfil continuarão trabalhando normalmente ou se alguma outra solução será adotada

Após anular licenças dos camelôs e dar um mês para que eles saiam definitivamente das ruas do centro de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab(PSD) recuou e abriu uma exceção em relação a vendedores ambulantes deficientes e idosos. Kassab garantiu na manhã de ontem que vai "oferecer a eles segurança para que seu trabalho e seus rendimentos não cessem" enquanto shoppings populares são construídos.

A Prefeitura ainda estuda, porém, se os camelôs que se enquadram nesse perfil continuarão trabalhando normalmente ou se alguma outra solução será adotada. "Teremos nessas quatro semanas a oportunidade de construir uma forma de tê-los abrigados enquanto não tem solução definitiva do shopping", disse. Quando os espaços ficarem prontos, idosos e deficientes terão prioridade.
Para os outros camelôs, no entanto, Kassab não apresentou nenhuma solução a curto prazo. Os três shoppings populares que vão abrigá-los ainda estão sendo planejados. A previsão do prefeito é de que fiquem prontos "ainda ao longo do ano que vem". "Se puder ainda neste ano, melhor."
Sem acreditar no prefeito, os camelôs deficientes e idosos pretendem ir hoje à tarde ao Ministério Público pedir a garantia do direito de trabalhar. A Defensoria Pública do Estado, que já conseguiu decisão temporária que impede que camelôs da zona leste sejam tirados da rua, pensa em entrar com ação civil pública similar em toda a cidade.
A advogada Juliana Avanci, do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, que presta auxílio aos ambulantes, afirma que não são só deficientes e idosos que precisam de ajuda na transição. "A Prefeitura não pode tirar a licença de pessoas que trabalham há 30 anos sem dar alternativas de trabalho." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Último Censo do IBGE revela 45,6 milhões de pessoas com deficiência no país

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No dia 16 de Novembro de 2011, o IBGE divulgou os primeiros resultados do Censo Demográfico de 2010 relativos aos temas pesquisados no inquérito da amostra: deficiência, nacionalidade, estado conjugal e maternidade precoce, dentre outros. As tabelas que compõem esta primeira etapa da divulgação apresentam resultados que dizem respeito às características de migração, nupcialidade, fecundidade, educação, trabalho e deficiência. Como afirma o IBGE: “Cabe esclarecer que os dados utilizados para gerar os resultados que compõem esta divulgação são preliminares, pois ainda não foram submetidos a todos os processos de crítica inerentes ao Censo Demográfico 2010. No entanto, como existe uma grande demanda por essas informações, o IBGE está divulgando um conjunto de dados para o Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação” (Notas Técnicas, Resultados Preliminares da Amostra, IBGE, 2011). Censo do IBGE 2010: 45 milhões de brasileiros com deficiência Mesmo com esta ressalva, para a variável deficiência, os números globais para o Brasil e os Estados podem ser considerados como praticamente consolidados, ficando para divulgação posterior o detalhamento das informações (sexo, gênero, faixa etária e outros), além dos indicadores dos municípios. Antes de apresentar os dados, é preciso conhecer os critérios e definições que foram utilizados para pesquisa, conforme o quadro abaixo: DEFICIÊNCIA Foi pesquisada a existência dos seguintes tipos de deficiência permanente: visual, auditiva e motora, de acordo com o seu grau de severidade, e, também, mental ou intelectual. Deficiência visual Foi pesquisado se a pessoa tinha dificuldade permanente de enxergar (avaliada com o uso de óculos ou lentes de contato, no caso de a pessoa utilizá-los), de acordo com a seguinte classificação: - Não consegue de modo algum – para a pessoa que declarou ser permanentemente incapaz de enxergar; - Grande dificuldade – para a pessoa que declarou ter grande dificuldade permanente de enxergar, ainda que usando óculos ou lentes de contato; - Alguma dificuldade – para a pessoa que declarou ter alguma dificuldade permanente de enxergar, ainda que usando óculos ou lentes de contato; ou - Nenhuma dificuldade – para a pessoa que declarou não ter qualquer dificuldade permanente de enxergar, ainda que precisando usar óculos ou lentes de contato. Deficiência auditiva Foi pesquisado se a pessoa tinha dificuldade permanente de ouvir (avaliada com o uso de aparelho auditivo, no caso de a pessoa utilizá-lo), de acordo com a seguinte classificação: - Não consegue de modo algum – para a pessoa que declarou ser permanentemente incapaz de ouvir; - Grande dificuldade – para a pessoa que declarou ter grande dificuldade permanente de ouvir, ainda que usando aparelho auditivo; - Alguma dificuldade – para a pessoa que declarou ter alguma dificuldade permanente de ouvir, ainda que usando aparelho auditivo; ou - Nenhuma dificuldade – para a pessoa que declarou não ter qualquer dificuldade permanente de ouvir, ainda que precisando usar aparelho auditivo. Deficiência motora Foi pesquisado se a pessoa tinha dificuldade permanente de caminhar ou subir escadas (avaliada com o uso de prótese, bengala ou aparelho auxiliar, no caso de a pessoa utilizá-lo), de acordo com a seguinte classificação: - Não consegue de modo algum – para a pessoa que declarou ser permanentemente incapaz, por deficiência motora, de caminhar e/ou subir escadas sem a ajuda de outra pessoa; - Grande dificuldade – para a pessoa que declarou ter grande dificuldade permanente de caminhar e/ou subir escadas sem a ajuda de outra pessoa, ainda que usando prótese, bengala ou aparelho auxiliar; - Alguma dificuldade – para a pessoa que declarou ter alguma dificuldade permanente de caminhar e/ou subir escadas sem a ajuda de outra pessoa, ainda que usando prótese, bengala ou aparelho auxiliar; ou - Nenhuma dificuldade – para a pessoa que declarou não ter qualquer dificuldade permanente de caminhar e/ou subir escadas sem a ajuda de outra pessoa, ainda que precisando usar prótese, bengala ou aparelho auxiliar. Deficiência mental ou intelectual Foi pesquisado se a pessoa tinha alguma deficiência mental ou intelectual permanente que limitasse as suas atividades habituais, como trabalhar, ir à escola, brincar etc. A deficiência mental é o retardo no desenvolvimento intelectual e é caracterizada pela dificuldade que a pessoa tem em se comunicar com outros, de cuidar de si mesma, de fazer atividades domésticas, de aprender, trabalhar, brincar etc. Em geral, a deficiência mental ocorre na infância ou até os 18 anos. Não se considerou como deficiência mental as perturbações ou doenças mentais como autismo, neurose e esquizofrenia. Fonte: Notas Técnicas, Resultados Preliminares da Amostra, IBGE, 2011 Definidos esses critérios, os seguintes resultados foram apurados para o Brasil: BRASIL – CENSO 2010 População total: 190.755.799 (100,0%) Pelo menos uma das deficiências investigadas*: 45.623.910 (23,9%) Nenhuma dessas deficiências: 145.084.578 (76,1%) *As pessoas incluídas em mais de um tipo de deficiência foram contadas apenas uma vez. Fonte: IBGE – Censo Demográfico 2010 – Resultados Preliminares da Amostra Em relação ao último Censo Demográfico, realizado em 2000, há um expressivo crescimento no número de pessoas que declarou algum tipo de deficiência ou incapacidade. Naquela ocasião, 24.600.256 pessoas, ou 14,5% da população total, assinalaram algum tipo de deficiência ou incapacidade (em texto posterior, abordaremos as mudanças ocorridas entre os questionários de 2000 e 2010. Em síntese, pode-se dizer que, em 2010, houve uma simplificação no inquérito de maneira a apurar diretamente os níveis de incapacidade e a deficiência intelectual. Mesmo com essas mudanças, os dados podem ser comparados em vários aspectos. A seguir apresentam-se os resultados por tipo e grau de severidade das deficiências: BRASIL - PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM 2010 Deficiência Visual – 35.791.488 Não consegue de modo algum – 528.624 Grande dificuldade – 6.056.684 Alguma dificuldade – 29.206.180 Deficiência Auditiva – 9.722.163 Não consegue de modo algum – 347.481 Grande dificuldade – 1.799.885 Alguma dificuldade – 7.574.797 Deficiência Motora – 13.273.969 Não consegue de modo algum – 740.456 Grande dificuldade – 3.701.790 Alguma dificuldade – 8.831.723 Deficiência Mental/Intelectual – 2.617.025 Fonte: Censo Demográfico 2010 – Resultados Preliminares da Amostra Referência: http://www.portaldeacessibilidade.rs.gov.br/ http://deficientefisico.com/resultados-do-censo-2010-feito-pelo-ibge-sobre-pessoas-com-deficiencia . DEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com
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Deficiência física não é obstáculo para gravidez, lembra Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde lembra que apesar dos mitos e preconceitos sobre o assunto, mulheres com deficiência física, visual, auditiva ou intelectual também podem engravidar. "É impressionante o espanto da sociedade em geral sobre o fato de que mulheres com deficiência, inclusive física, podem engravidar e ser mães. Isso pode nos fazer refletir o quanto a marca da deficiência se sobrepõe à pessoa humana. Portanto, vale dizer: mulheres com deficiência podem engravidar", a declaração da coordenadora da área da saúde da pessoa com deficiência, do Ministério da Saúde, Vera Mendes, serve como alento para muitas mulheres que desejam ser mãe. "Não importa o tipo de deficiência, seja física, visual, auditiva ou intelectual, elas continuam sendo mulheres e, se assim desejarem, podem viver a experiência da maternidade", enfatiza Mendes. Como toda mulher, os cuidados devem começar logo após a notícia da gravidez, durante o pré-natal. É nessa fase que o médico definirá os procedimentos mais adequados a cada caso, respeitando as peculiaridades de cada paciente. O Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para acompanhar todo o processo de gestação dessas mães. Do acolhimento e orientação ao casal até o momento do parto. Durante a gestação também são realizados exames de avaliação do desenvolvimento do feto e da saúde materna. O acompanhamento do bebê e da mãe não termina no nascimento. Ele segue durante os primeiros meses de vida da criança, incluindo o acompanhamento à saúde da mãe. Este acompanhamento está disponível desde as Unidades Básicas de Saúde (UBS), de todo o País, aos ambulatórios especializados nas unidades hospitalares. O procedimento durante a gestação de uma grávida com deficiência segue o mesmo fluxo de qualquer gestação, sendo eles: pré-natal de risco habitual ou de alto risco. Em cada um dos casos, o médico que acompanha a gestação é quem define os procedimentos a serem seguidos. As orientações são particulares a cada gestação independente da deficiência, que neste caso, é considerado apenas como uma condição a mais a ser observada, mas que não significa obrigatoriamente gravidez de risco. No caso de mulheres com deficiência de ordem genética, é recomendável a realização de exames complementares. Já para mulheres que fazem uso de cadeiras de rodas a orientação é que durante a gravidez esta possa ser acompanhada por outros profissionais como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que a auxiliem na realização de exercícios terapêuticos e reordenação de suas atividades cotidianas, visando atenuar, por exemplo, problemas circulatórios. A realização do parto cesariana só é recomendado quando representar maior proteção à saúde da mãe e do bebê. "Isso significa que o mito de que a mulher com deficiência tem que ter cesárea não é correto. Devem ser feitos apenas se recomendado pelo médico que realiza o acompanhamento de sua gestação", destaca Vera Mendes. Criada ano passado, em parceria com outros 15 ministérios, o Viver Sem Limite - Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência vai investir nos próximos três anos R$ 7,6 bilhões. O Plano tem o objetivo de promover a cidadania e o fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade. Fonte: CenárioMT . DEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com
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terça-feira, 1 de maio de 2012

Paraplégicos voltam a andar sozinhos com ‘calça robótica’

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Um par de “calças robóticas” apelidado como ReWalk (ReCaminhar, traduzido para português) foi criado para ajudar pessoas paraplégicas a voltar a andar apoiadas por este aparelho.
A inovação foi mostrada numa feira tecnológica “Naidex” em Birmingham, no Reino Unido, e deverá ser comercializada dentro de um ano.
A empresa responsável pela criação do ReWalk é a Argo Medical Technologies, sediada em Israel. O aparelho foi criado para reabilitar os soldados que voltem com ferimentos dos cenários de guerra, como o Afeganistão.
Fim das cadeiras de roda?
A tecnologia já está sendo testada numa unidade especializada em danos da coluna, na Itália, após uma extensiva fase de testes, sendo que uma versão para o público em geral deverá chegar no final do ano.
O ReWalk consiste numa espécie de exoesqueleto que é usado pelo utilizador. É equipado com motores computorizados que mantém o aparelho na posição vertical permitindo subir degraus sem ser necessário qualquer ajuda de outra pessoa.
A autonomia que proporciona é uma das vantagens deste aparelho para as pessoas que passam a viver dependentes de outras.
Tornar a andar é benéfico não só a nível físico, já que impede uma série de problemas relacionados com a posição sentada que tem de ser adotada numa cadeira de rodas.
Cadeirantes - calça robótica
A nível psicológico proporciona também uma maior qualidade de vida.
“Para mim é incrível, a liberdade, dizerem-me que posso andar outra vez depois de me terem dito que nunca mais andaria é brilhante”, comentou Kaiof, israelense treinado no uso do dispositivo depois de ter perdido o controle das pernas enquanto estava no exército do seu país.
“Já tenho utilizado as calças há dois anos, e mudou a minha vida, posso viver normalmente outra vez”, acrescentou.
O responsável pela introdução do Rewalk no Reino Unido é a empresa Cyclone Technologies por um valor aproximado de 50.000 libras (cerca de 130 mil reais), de acordo com o jornal The Telegraph.










Matéria Incógnita » Paraplégicos voltam a andar sozinhos com ‘calça robótica’
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