Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/10/2012
A borda da córnea artificial recebeu uma alteração química que induz o crescimento local de células, o que representa um elemento de "ancoragem definitiva" do implante no olho. [Imagem: IAP/Potsdam]
Fila sem fim
Transplante de córnea e fila de espera são duas expressões que parecem não ter nada a ver uma com a outra, mas que o lado duro da realidade mantém intimamente interligadas.
Um agravante para isso é que muitos pacientes não toleram as córneas naturais transplantadas. Para esses, nem mesmo a fila de espera representa uma esperança.
Assim, sem poder contar com as córneas naturais, pesquisadores de todo o mundo trabalham arduamente para criar córneas artificiais que possam atender às necessidades dos pacientes.
A boa notícia vem agora da equipe do Dr. Joachim Storsberg, do Instituto de Polímeros Aplicados em Potsdam, na Alemanha, que trabalha em uma córnea artificial de plástico desde 2007.
Resultados comprovados
Os primeiros esforços já deram frutos, resultando em uma córnea artificial que atende as necessidades de pacientes cuja córnea se torna translúcida, uma condição extremamente difícil de tratar.
Com os primeiros sucessos, o pesquisador agora está fabricando córneas mais flexíveis também quanto ao uso.
"Nós estamos no processo de desenvolvimento de dois tipos diferentes de córneas artificiais. Um deles será usada como alternativa para a córnea de um doador nos casos onde o paciente não tolera o transplante," diz o pesquisador, ressaltando que este é o caso mais crítico, uma vez que nem mesmo a fila de transplantes é uma opção para esses pacientes.
O segundo tipo pretende ser mais genérico, eventualmente substituindo de vez as córneas de doadores em todos os transplantes.
Testes em humanos
Quando fala em "processo de desenvolvimento", o pesquisador se refere aos testes necessários para que o dispositivo seja aprovado pelas autoridades de saúde, uma vez que os protótipos já estão prontos.
As novas córneas artificiais são feitas com polímeros com propriedades de absorção de água ainda mais eficientes. Uma segunda camada de revestimento garante maior firmeza do implante no olho.
Além disso, a borda da córnea artificial recebeu uma alteração química que induz o crescimento local de células, o que representa um elemento de "ancoragem definitiva" do implante no olho.
Os testes iniciais já mostraram que os novos revestimentos não induzem respostas imunológicas, atestando a biocompatibilidade dos materiais usados.
Todos os testes foram feitos em coelhos. Agora a equipe irá começar os testes em humanos.
Córneas artificiais prontas para testes em humanos
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Dois modelos de mesas para cadeirantes: tampo inclinável é uma das vantagens do móvel ergonômico.[Imagem: UNESP]
Carteirante
Engenheiros da UNESP, em Ilha Solteira, criaram um novo modelo de carteira escolar para cadeirantes.
O móvel ergonômico permite não apenas ajuste de altura, como os similares disponíveis no mercado, mas também a regulagem da inclinação do tampo do móvel, em três posições.
E o tampo tem uma parte substituível, permitindo o uso do produto por pessoas de diferentes idades e tamanhos.
Com estrutura em aço tubular, a carteira possibilita variação de altura entre 70 cm e 1,20 m, um movimento mais amplo do que nos móveis similares, cuja amplitude de movimento fica entre 60 e 90 cm.
Outra novidade é que a parte traseira da base de sustentação do móvel é alargada num ângulo de 70°, para facilitar a movimentação da cadeira de rodas.
Colaboração com a APAE
"Com a carteira, a aproximação dos cadeirantes na mesa para o estudo e realização de outras atividades na vida diária foi facilitada de forma a obter uma boa acomodação com conforto e segurança," explicou Antônio de Pádua Lima Filho, coordenador do grupo.
Lima Filho ressalta que o projeto teve a colaboração da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Ilha Solteira. Nessa parceria, os deficientes deram sugestões e testaram a funcionalidade e eficiência dos equipamentos.
O preço de cada móvel produzido pela equipe foi de cerca de R$ 400,00, superior ao valor médio dos produtos equivalentes comercializados (R$ 228,00). No entanto, segundo o engenheiro mecânico, as qualidades da nova carteira compensam essa diferença.
Triciclo e suporte
Outro projeto do grupo é um triciclo de baixo custo baseado na reciclagem de quadros de bicicleta doados pela Guarda Municipal de Ilha Solteira.
A equipe agora está desenvolvendo um equipamento para auxiliar a marcha na posição ereta.
O produto pretende contemplar tanto paraplégicos, como idosos e pessoas com dificuldade de locomoção.
Carteira escolar para cadeirantes inclui com ergonomia
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Redação do Site Inovação Tecnológica -
O usuário pode usar o "aparelho de substituição sensorial" na forma de óculos, ou apontar diretamente a câmera para o objeto de interesse (embaixo à direita). [Imagem: Dupliy/Amedi/Levy-Tzedek]
Dispositivos de substituição sensorial
Pesquisadores criaram um novo dispositivo para ajudar pessoas cegas a não apenas perceberem o ambiente ao seu redor, mas também a identificar objetos individuais.
Já existem vários trabalhos que tentam criar "mapas sonoros do ambiente", convertendo imagens em sons.
O objetivo final é construir os chamados "dispositivos de substituição sensorial", aparelhos que usam diversas tecnologias para traduzir as informações de um sentido - geralmente não funcional no indivíduo - por informações que afetem outro sentido.
Alguns desses estudos já estão em estágio avançado de testes.
Transformando imagens em sons
Mas Maxim Dupliy e seus colegas não queriam apenas uma forma de ajudar as pessoas cegas a caminharem dentro ou fora de casa: eles queriam construir algo mais funcional, que permita, por exemplo, que uma pessoa pegue uma fruta, ou aperte a mão de um amigo.
O aparelho, batizado de EyeMusic, usa uma câmera para capturar as imagens. Cada imagem digital é processada, transformando os pixels em notas musicais.
Por exemplo, os pixels na vertical, que mostram a altura dos objetos, são representados por notas musicais que variam do grave (objetos mais baixos) ao agudo (objetos mais altos).
A localização horizontal de cada pixel é indicada pela temporização das notas musicais, com tempos maiores indicando a direita, e tempos menores a esquerda.
O brilho de cada parte da imagem é codificado pelo volume do som.
Música para os meus olhos
Mas ninguém gosta de "ouvir em preto e branco". Restava então codificar as cores.
Para isso, foram usados diferentes instrumentos musicais, um para cada uma de cinco cores.
O azul é representado pelo trompete, o vermelho pelo órgão, o verde pelo órgão de palheta sintetizado e o amarelo pelo violino. Finalmente, o branco é representado por um vocal e o preto pelo silêncio.
Os pesquisadores preocuparam-se também com o lado artístico, para que os sons soem sempre suaves e harmônicos, evitando apitos e chiados desconfortáveis ou desagradáveis.
"As notas se estendem por cinco oitavas e foram cuidadosamente escolhidas por músicos para criar uma experiência agradável para os usuários," disse Amir Amedi, coautor do estudo.
Percepção espacial no cérebro
Se na descrição parece tudo muito complicado, na prática deu-se o contrário: os usuários conseguiram operar o dispositivo muito rapidamente, alguns deles com apenas meia hora de treinamento.
Assim, o experimento dá suporte à hipótese de que a representação do espaço no cérebro pode não ser dependente de como a informação espacial é recebida, e que é necessário muito pouco treinamento para criar uma representação do espaço sem a visão - isto pode ser feito, como se comprovou, usando sons.
"O nível de precisão alcançado em nosso estudo indica que é factível usar um dispositivo de substituição sensorial para realizar tarefas do dia-a-dia, indicando um grande potencial para seu uso em terapias de reabilitação," concluiu.
Bibliografia:
Fast, Accurate Reaching Movements with a Visual-to-Auditory Sensory Substitution Device
Maxim Dupliy, Amir Amedi and Shelly Levy-Tzedek
Restorative Neurology and Neuroscience
Vol.: 30: 4 (July 2012)
DOI: 10.3233/RNN-2012-110219
Deficientes visuais "enxergam" com aparelho que traduz cores em música
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A titular da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti (PMDB), afirmou em entrevista à TV Estadão que pretende solicitar ao governo federal parte dos recursos do programa “Viver sem limite”, para complementar o orçamento de apenas R$ 12 milhões que tem para sua pasta neste ano. ”Gostaria de municipalizar o programa ‘Viver sem Limite’. Trazê-lo em peso para São Paulo”, disse a secretária. Lançado em novembro de 2011, o programa prevê investimento de R$ 7,6 bilhões em ações afirmativas, como concessão de crédito para construção de 1,2 milhão de casas adaptadas, compra de cadeiras de rodas motorizadas e veículos especiais e capacitação profissional de deficientes.
Na entrevista, Marianne falou também sobre a adaptação da cidade para o trânsito de deficientes na Copa de 2014: um roteiro acessível está sendo traçado pela secretaria e será executado com verbas das subprefeituras. Outro ponto importante levantado pela secretária foi a acessibilidade nas escolas e a conclusão dos trabalhos do Censo-Inclusão. O levantamento do número e da condição de deficientes na cidade foi feito no ano passado e irá nortear as políticas da secretaria pelos próximos anos. “Precisamos ter uma noção melhor de onde estão as pessoas e quais são suas necessidades”.
Mariane é a sétima convidada da série de entrevistas transmitidas pela TV Estadão com a nova equipe composta por Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo. Médica, foi vice-prefeita na chapa de Gabriel Chalita (PMDB) nas últimas eleições municipais e secretária da Saúde de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Especializada em ginecologia e obstetrícia, tem mestrado e doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e foi diretora do Departamento de Mastologia do Hospital Pérola Byington por sete anos.
Nesta terça-feira, 5, a TV Estadão recebe Eliseu Gabriel, secretário Municipal do Trabalho e do Empreendedorismo. O encontro será transmitido às 11h. Já participaram da série de entrevistas o titular da Segurança Urbana, Roberto Porto; o titular da Promoção da Igualdade Racial, Netinho de Paula; o secretário de Esportes, Celso Jatene; o titular da Educação, César Callegari; o responsável pela pasta de Relações Governamentais, João Antonio; e o presidente da SPTuris, Marcelo Rehder.
Acompanhe os melhores momentos da entrevista:
12h05 – “A lei de acessibilidade já existe e é bastante completa, não é preciso municipalizar essa questão”, diz. “O que gostaria é de municipalizar o programa (federal) “Viver sem Limites”‘. Segundo ela, trazer o programa “em peso” para SP é necessário.
12h02 – Sobre o censo da mobilidade em São Paulo, que obteve 40 mil respostas. “Espero poder entregar o trabalho no primeiro semestre.” “Foi uma pena terem voltado tão poucos questionários”, diz ela, que acredita que possa ter havido uma falha de divulgação ou de elaboração. Por hora, as políticas públicas são feitas com base no Censo 2010 do IBGE. “Precisamos ter uma noção melhor de onde estão as pessoas e quais são as necessidades das pessoas”.
12h00 – “Não basta empregar, tem que manter o funcionário”, afirma, sobre a importância da empresa se adaptar.
11h59 – Sobre parcerias com a iniciativa privada e regularização de espaços privados. “A lei vale para todos, mas não conseguimos encontrar e multar todo mundo”, diz Marianne. Todas empresas com mais de 100 funcionários tem que ter ao menos 2% de deficientes em seus quadros.
11h57 – “Minha impressão é que temos crianças (com deficiência) que estão fora da escola. Vamos fazer uma busca ativa para saber onde elas estão”. A cidade de SP tem cerca de 15 mil crianças deficientes na rede pública. “A inclusão na escola é que nos trará a inclusão verdadeira no futuro”, diz. “A primeira questão que avaliamos foi a educação”.
11h56 – “O Conselho Municipal da Pessoa com deficiência precisa ser fortalecido”, diz. “Nossa relação com a sociedade civil é de fundamental importância”.
11h54 – “Temos um orçamento pequeno, mas vamos trabalhar com ele este ano”, diz. “Nosso projeto é construir um programa para a secretaria e adequar o orçamento a esse projeto”, diz Marianne, que quer traçar metas de um ano e de quatro anos. O orçamento da pasta para este ano é de R$ 12 milhões.
11h52 – Até o final de 2014 todos os ônibus devem ser acessíveis, por lei. “Mas outros problemas existem para chegar até o ponto de ônibus”, frisa a secretária. Hoje, pouco mais da metade da frota, de 15 mil veículos, é acessível.
11h51 – As rotas acessíveis estão principalmente centro dos bairros, sobre projeto de melhoria da passagem. “A Copa do mundo vai ser uma oportunidade, sem dúvida nenhuma”, diz. “(As rotas) serão para a Copa mas serão perenes para a cidade”.
11h50 – A secretária estuda uma forma de ouvidoria com reclamações sobre acessibilidade.
11h49 – A secretaria traçou uma rota de acessibilidade na cidade. “Os prédios da Prefeitura também não estão 100% adaptados”, admite a secretária. “Vamos fazer uma inspeção e sugerir como acertar a acessibilidade do prédio”, falando sobre a importância de dar o exemplo.
11h46 – Como tornar SP uma cidade acessível? “Isso vai ter um olhar muito forte do Prefeito. Várias secretarias vão trabalhar em conjunto”. “O direito das pessoas de se movimentar nessa cidade tem que ser um direito garantido”, diz a secretária. Segundo ela, serão necessárias obras e a responsabilidade do cidadão sobre o espaço, especialmente as calçadas.
Secretária da Pessoa com Deficiência, Marianne Pinotti aposta em programa federal contra orçamento pequeno - Radar político - Estadao.com.br
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De acordo com a legislação brasileira, um ambiente acessível para cadeirantes precisa ter rampas quando há desnível no piso, elevadores adequados, vagas de estacionamento reservadas, balcões de atendimento com pelo menos uma parte da superfície mais baixa e sanitários especiais. A secretária executiva da Comissão Permanente de Acessibilidade da prefeitura, Silvana Cambiaghi, diz que "os shoppings da cidade são as edificações mais acessíveis que temos". No entanto, existem problemas pontuais que precisam ser fiscalizados continuamente. Um exemplo? Portas. Elas não podem ter nenhuma obstrução à passagem de um cadeirante ou ser pesadas demais. O ideal, seriam portas automáticas. Em relação aos banheiros, a simples existência de cabines para deficientes não fazem deles ambientes acessíveis. A experiência mostra que os banheiros "familiares" têm se mostrado alternativas mais eficientes, já que permitem que pessoas de qualquer sexo entrem para ajudar o portador de deficiência. Apesar do esforço dos shoppings, alguns problemas fogem do controle das administradoras. A falta de respeito com as vagas especiais demarcadas nos estacionamentos é um deles. Nesse caso, é necessário investimento em fiscalização. Pequenas conquistas nessa área são os valets que já reservam parte das vagas para cadeirantes e os triciclos motorizados que alguns shoppings oferecem aos clientes. Mas basta sair dos centros de compras para ver situação diferente na maioria dos bairros da cidade. Os shoppings até parecem ter se transformado em ilhas de acessibilidade.
Dicas preciosas Ilhas acessíveis - geral - versaoimpressa - Estadão
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JAIRO MARQUES
DE SÃO PAULO
Resolver a situação de crianças deficientes que estão fora da escola e de enfermos abandonados em abrigos está entre as prioridades da médica Marianne Pinotti, 45, escolhida pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), para a Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade.
Segundo a nova secretária, que entrou na gestão petista na cota do PMDB --ela foi candidata a vice na chapa de Gabriel Chalita (PMDB), que apoiou Haddad no segundo turno das eleições do ano passado-- menos da metade das escolas municipais de ensino infantil e fundamental tem acessibilidade arquitetônica.
A área de educação será alvo de suas primeiras ações na pasta, aproveitando o início das aulas, em fevereiro.
"Temos um trabalho grande para trazer as crianças que ainda estão em escolas especiais para o ensino regular e, mais que isso, buscar as que ainda nem estão estudando", disse Marianne à Folha.
A secretária afirmou que vai pedir recursos do Ministério da Educação para ampliar as salas de acompanhamento e apoio à inclusão no município, que hoje são 382.
Dos 54.630 professores da rede, cerca de 20 mil passaram por cursos sobre educação inclusiva ou tiveram contato com a modalidade de ensino.
"Há cerca de 18 mil alunos com deficiência hoje na rede e acredito que temos muito mais que isso em São Paulo."
deficientes em abrigos
Para Marianne, que dirigiu departamento do Hospital Pérola Byington e foi secretária da Saúde de Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo), outra prioridade são ações direcionadas a pessoas com deficiências que estão vivendo em camas de abrigos públicos.
"Não temos uma conta ainda, mas muitos precisam de cuidados médicos", disse.
Na saúde, sua especialidade, a secretária quer ampliar ações voltadas à mulher com deficiência, como atendimento ginecológico e cuidados básicos, e descentralizar atendimentos de reabilitação.
"Temos núcleos de reabilitação espalhados pela cidade, mas será preciso fortalecê-los e aumentar a estrutura de atendimento. Não é possível que mães viajem horas da periferia ao centro para que seus filhos tenham uma sessão de fisioterapia na AACD."
Segundo a secretária, Haddad está particularmente preocupado com as calçadas.
"É um problema grave e que não será simples de resolver. Vamos precisar de ações de várias secretarias e da população. Penso que teremos uma solução ou um início de solução nesta gestão."
A prefeitura estuda um programa de empregos e de qualificação, direcionado a pessoas com deficiência, para atuar na administração municipal e em prestadoras de serviços.
Folha de S.Paulo - Cotidiano - É preciso levar o deficiente à escola, diz secretária da Pessoa com Deficiência de SP - 23/01/2013
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