Professores Ivaldo Brandão Vieira e Cláudio Diehl Nogueira
A pessoa portadora de paralisia cerebral severa, tetraplegia, apresenta grandes restrições para a prática da atividade motora. Na busca de atividades que possam oportunizar vivências motoras para este tipo de população, surge a bocha adaptada. A bocha é um jogo disputado por confronto individual, em duplas ou em equipes por atletas com níveis funcionais diferenciados de tetraplegia, agrupados conforme a classificação funcional: BC1, grande restrição de movimento e preensão de mão; BC2, relativo controle de tronco e soltura de mão; BC3, força e coordenação insuficientes para arremessar a bola e BC4, disfunção motora severa de origem não-cerebral ou cerebral degenerativa.
É jogado em uma quadra especialmente marcada, normalmente em chão duro. O objetivo do jogo é arremessar seis bolas, de cor vermelha e azul, um set para cada atleta, o mais próximo possível da bola alvo, de cor branca.
O jogo se inicia com o atleta arremessando, com o intuito de se conseguir que as suas bolas se aproximem o máximo possível da bola branca. Quando não houver mais bolas a serem arremessadas, o árbitro determina a quantidade de pontos alcançados, pelo atleta ou equipe, baseado na medida da distância das bolas mais próximas da bola alvo. O uso de rampas (calhas) é permitido, quando o atleta apresenta uma restrição grande que o impeça de arremessar, manualmente, a bola, no caso do BC3.
A direção da rampa é determinada por sinais específicos entre o atleta e o assistente, que não pode, em hipótese alguma, olhar para a quadra.
Centro Universitário Celso Lisboa -RJ
Ivaldo Brandão Vieira
Rua Spinoza, 98 – Campo Grande – Rio de Janeiro - CEP: 23055-340
Tel: (021) 2413.4866
Email:ivald@uol.com.br
Universidade Castelo Branco
Cláudio Diehl Nogueira
Rua Conde de Bonfim, 800/204 – Tijuca – Rio de Janeiro - CEP: 20530-002
Tel: (021) 22681643
Email: claudio_diehl@uol.com.br
www.superacao.org.br
Trabalho com crianças com Paralisia cerebral e tive oportunidade de assistir essas crianças na prática desse esporte. Elas amam essa prática. É maravilhoso vê-las jogar.
ResponderExcluir