
Um dado impressionante publicado no site da revista Veja São Paulo mostra o descaso de donos de estabelecimentos noturnos com alguns clientes: segundo o IBGE, existem em São Paulo cerca de 1,5 milhão de pessoas com alguns tipos de deficiência física e, entre 250 endereços de bares espalhados por toda a cidade, apenas 39% oferecem condições mínimas para receber, com dignidade, os freqüentadores em condições especiais. Isso significa ter instalado na casa uma rampa e um banheiro adaptado, no mínimo.
E não são apenas os deficientes físicos que sofrem. Os deficientes auditivos e visuais também precisam de algumas adaptações. O cardápio, por exemplo, precisa vir em braile. Funcionários precisam ser treinados para não constranger o cliente e tornar a pessoa mais integrada ao ambiente.
O escritor Marcelo Rubens Paiva, tetraplégico desde os anos 70, já passou por muitas situações constrangedoras em bares. "Eles [os bares] falam que têm acesso, mas quando chego lá tem um ou dois degraus. Isso não é acesso, porque para entrar você precisa ser carregado. E, às vezes, é chato ser carregado."
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