A cada ano nascem no Brasil cerca de 8 mil pessoas com a Síndrome e embora tenham o direito constitucional da inclusão plena, ainda convivem com o preconceito e a exclusão social.
A lei é clara: cabe ao poder público assegurar o pleno exercício dos direitos básicos (inclusive educação, saúde, trabalho, lazer, previdência social, amparo à infância e à maternidade) e todos os outros que propiciem seu bem-estar pessoal, social e econômico. Na prática, como todo mundo sabe, nem sempre isso acontece.
A presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD), Cláudia Grabois afirma que os professores e outros profissionais não estão preparados para lidar com as diferenças e conservam idéias ultrapassadas. É preciso mudar paradigmas e prepará-los para lidar com as diferenças sem rótulos. Professores devem saber como ensinar ‘pessoas, tenham elas ou não a Síndrome de Down.
Luciana com a pequena Luiza: carinho e superação
Cláudia lembra que a Constituição Federal estabelece que todas as crianças com Sindrome de Down devem estudar em classes comuns da escola regular e no contraturno, receber atendimento especializado. Não há mais espaço para segregação. Nossas bandeiras são a não discriminação, a eliminação do preconceito e a inclusão plena.
Um instrumento forte para garantir que os direitos sejam respeitados, conforme acredita a presidente da FBASD, é a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiências, que tem valor de Emenda Constitucional. As políticas públicas de inclusão são positivas, mas é preciso que elas saiam do papel em benefício das pessoas.
Embora a luta da inclusão seja intensa, as entidades que assistem a síndrome não querem assistencialismo. Queremos assistência como qualquer cidadão, mas a tutela vai exatamente na contramão daquilo que queremos, afirmam os líderes da entidade sorocabana Felicidade Down, Célia Regina dos Santos e Tomás André dos Santos. Eles explicam que há uma linha tênue entre uma coisa e outra e sabem que o assunto é bastante polêmico. Para se fazer entender, Tomás toma como exemplo as cotas para negros em universidades. Se você separa vagas para essas pessoas, de certa forma está agindo de maneira preconceituosa. Da mesma maneira, se exigirmos atendimentos especiais para nossos filhos, também estamos admitindo que eles não são como as outras pessoas. Por isso defende que todos tenham seus direitos garantidos igualmente. Quero educação e saúde decente para todos os meus filhos e não apenas para a Bruna, porque ela tem a Síndrome de Down. Para ele, a palavra-chave é oportunidade. Quanto maior a quantidade de oportunidades oferecidas - assim como todos nós - mais chances eles terão, afirma e continua: Queremos a inclusão para a autonomia.
A lei é clara: cabe ao poder público assegurar o pleno exercício dos direitos básicos (inclusive educação, saúde, trabalho, lazer, previdência social, amparo à infância e à maternidade) e todos os outros que propiciem seu bem-estar pessoal, social e econômico. Na prática, como todo mundo sabe, nem sempre isso acontece.
A presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD), Cláudia Grabois afirma que os professores e outros profissionais não estão preparados para lidar com as diferenças e conservam idéias ultrapassadas. É preciso mudar paradigmas e prepará-los para lidar com as diferenças sem rótulos. Professores devem saber como ensinar ‘pessoas, tenham elas ou não a Síndrome de Down.
Luciana com a pequena Luiza: carinho e superaçãoCláudia lembra que a Constituição Federal estabelece que todas as crianças com Sindrome de Down devem estudar em classes comuns da escola regular e no contraturno, receber atendimento especializado. Não há mais espaço para segregação. Nossas bandeiras são a não discriminação, a eliminação do preconceito e a inclusão plena.
Um instrumento forte para garantir que os direitos sejam respeitados, conforme acredita a presidente da FBASD, é a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiências, que tem valor de Emenda Constitucional. As políticas públicas de inclusão são positivas, mas é preciso que elas saiam do papel em benefício das pessoas.
Embora a luta da inclusão seja intensa, as entidades que assistem a síndrome não querem assistencialismo. Queremos assistência como qualquer cidadão, mas a tutela vai exatamente na contramão daquilo que queremos, afirmam os líderes da entidade sorocabana Felicidade Down, Célia Regina dos Santos e Tomás André dos Santos. Eles explicam que há uma linha tênue entre uma coisa e outra e sabem que o assunto é bastante polêmico. Para se fazer entender, Tomás toma como exemplo as cotas para negros em universidades. Se você separa vagas para essas pessoas, de certa forma está agindo de maneira preconceituosa. Da mesma maneira, se exigirmos atendimentos especiais para nossos filhos, também estamos admitindo que eles não são como as outras pessoas. Por isso defende que todos tenham seus direitos garantidos igualmente. Quero educação e saúde decente para todos os meus filhos e não apenas para a Bruna, porque ela tem a Síndrome de Down. Para ele, a palavra-chave é oportunidade. Quanto maior a quantidade de oportunidades oferecidas - assim como todos nós - mais chances eles terão, afirma e continua: Queremos a inclusão para a autonomia.
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
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